Abílio Brunini (PL), candidato à prefeitura de Cuiabá, fez uma promessa contundente durante entrevista à Rádio Bom Jesus FM: se eleito, extinguirá a polêmica “taxa do lixo” e combaterá o que chamou de “indústria da multa” na capital. A proposta visa aliviar o peso financeiro sobre os cuiabanos e reformular a gestão urbana. Desde fevereiro, os moradores de Cuiabá são obrigados a pagar uma taxa mensal que varia entre R$ 10,60 e R$ 21,20 pela coleta de lixo, dependendo da região. Brunini classificou essa cobrança como um “absurdo” e destacou que, em alguns casos, várias parcelas são cobradas em um único mês, o que, segundo ele, sobrecarrega ainda mais as famílias que já enfrentam dificuldades econômicas. Além da “taxa do lixo”, Brunini foi incisivo ao criticar o excesso de radares na cidade. Ele denunciou que muitos desses equipamentos são instalados com o único propósito de aumentar a arrecadação municipal, transformando Cuiabá em uma “indústria da multa”. O candidato defendeu a remoção de radares considerados irregulares e propôs um planejamento urbano mais eficiente para reduzir multas desnecessárias, garantindo que a segurança viária não seja apenas um pretexto para penalizar os motoristas. “É inadmissível que a população sofra com cobranças abusivas e armadilhas de multas. Vamos pôr um fim nisso, rever a forma como a cidade é gerida e dar mais dignidade ao povo cuiabano”, afirmou Brunini, reforçando sua postura crítica à atual administração.
Facção Criminosa Coage Eleitores em Rondonópolis: Justiça Rompe Sigilo de Celulares para Desvendar Esquema Eleitoral
Membros da facção criminosa Comando Vermelho, presos na Penitenciária da Mata Grande, em Rondonópolis, são acusados de coagir eleitores a votar em determinados candidatos nas eleições de 2024. A suspeita de crimes eleitorais foi reforçada após a apreensão de dois celulares, cuja quebra de sigilo de dados foi determinada pela Justiça Eleitoral e que agora estão sob investigação da Polícia Federal. A juíza da 46ª Zona Eleitoral de Rondonópolis decretou a quebra de sigilo no fim de setembro, como parte de uma investigação sobre o uso desses dispositivos para intimidar eleitores e direcionar votos em favor de candidatos escolhidos pela facção. Segundo a polícia, criminosos teriam ordenado que eleitores fotografassem seus títulos eleitorais como prova de que seguiram as instruções da organização criminosa. A apreensão dos celulares, realizada em 18 de setembro de 2024, revelou uma estratégia de controle e intimidação da população, criando um ambiente de medo que ameaça diretamente o processo eleitoral. “Embora o sigilo de comunicações esteja protegido pela Constituição, deve ceder ao interesse público no esclarecimento da infração penal”, afirmou a juíza Aline Bissoni, ao destacar a gravidade do caso. A ação das facções criminosas para interferir nas eleições é tratada como uma ameaça severa à democracia. A Justiça Eleitoral determinou o reforço da segurança para a custódia dos aparelhos apreendidos, e as informações obtidas até o momento permanecem em segredo de justiça, seguindo as recomendações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), para não comprometer a investigação. “A interferência do crime organizado no processo eleitoral é uma afronta à democracia. Precisamos agir com rigor para garantir que o direito ao voto seja exercido de maneira livre e segura”, declarou a juíza Aline Bissoni ao concluir a decisão.