Nesta quarta-feira (20), o Cuiabá enfrentou o Flamengo na Arena Pantanal pela 34ª rodada do Brasileirão. Porém, o que chamou a atenção não foi apenas mais uma derrota do Dourado, que perdeu de virada por 2 a 1 e segue na penúltima colocação. O alto preço dos ingressos, a precariedade da estrutura do estádio e a revolta de uma torcedora roubaram a cena, revelando um panorama preocupante para a experiência do público. Ingressos caros afastam torcedores Os valores dos ingressos variaram de R$ 125 (meia-entrada no setor Sul Superior) a R$ 450 (inteira no Oeste Inferior). Esses preços foram considerados excessivos, especialmente diante da situação do Cuiabá no campeonato. Resultado: arquibancadas vazias e torcedores indignados. “Cobrar caro desse jeito para ver um time na zona de rebaixamento e com essa estrutura é um desrespeito”, criticou um torcedor. Denúncia escancara abandono A situação ficou ainda pior quando uma torcedora gravou um vídeo dentro de um dos banheiros da Arena Pantanal, denunciando a total falta de condições de uso. Ela relatou: “Pagamos caro no ingresso e não tem nem papel no banheiro. É vergonhoso! Como esperam que a gente venha apoiar o time assim?” O vídeo, que circula nas redes sociais, mostra banheiros em estado precário, sem limpeza e com falta de itens básicos. Vergonha e reflexos da má gestão A denúncia levantou debates sobre o descaso com os torcedores e a administração do estádio, que deveria oferecer condições mínimas para quem paga caro para prestigiar os jogos. “É inadmissível que, com ingressos tão altos, o básico ainda não seja oferecido. Isso afasta a torcida e mancha a imagem do clube e da Arena”, afirmou outro torcedor. Com ingressos abusivos e estrutura abandonada, o Cuiabá não só enfrenta o risco de rebaixamento no campo, mas também a perda de confiança da torcida, que exige respeito e condições dignas para apoiar o time. 🎥 Assista ao vídeo e veja as condições denunciadas pela torcedora clicando no link.
Júlio Campos defende Bolsonaro e alerta para radicalização política no Brasil
Cinco dias após o atentado terrorista no STF, atribuído a um apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o deputado estadual Júlio Campos (UB) afirmou que não vê ligação entre os atos extremistas e a postura do ex-presidente. Campos destacou que, no episódio do 8 de janeiro, Bolsonaro estava fora do país e negou qualquer interferência direta do político nos atos violentos em Brasília. O deputado também comentou que outros políticos radicais podem estar estimulando atos como esses nos bastidores, mas evitou mencionar nomes, reforçando que a maioria dos políticos brasileiros são democratas. Para Júlio, a polarização entre direita e esquerda é a principal causa da radicalização no país, e destacou a necessidade de bom senso e vigilância para proteger a democracia. “O Brasil, hoje, é uma democracia, mas nós temos que estar atentos a essas pessoas que querem, com a força, mudar o regime brasileiro.” O ex-governador enfatizou que equilíbrio e diálogo são essenciais para evitar que divergências políticas se transformem em violência.