Após períodos de atritos internos, a prefeita eleita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), e seu vice, Tião da Zaeli (PL), foram diplomados oficialmente na noite desta terça-feira (17), no Fórum da cidade. Durante a cerimônia, Tião admitiu algumas divergências com Flávia, mas assegurou que tudo foi superado. Em entrevista à imprensa, Tião comentou sobre a importância da convivência e das discussões para alinhar as ideias. “Discutimos e vamos discutir ao longo de 4 anos para convergir as ideias e levar melhorias para a população. Não existe nenhuma relação pessoal ou institucional onde não haja divergência. É fundamental discutir e buscar soluções em conjunto”, afirmou. Flávia também se manifestou sobre os desentendimentos, enfatizando que os diálogos sempre foram respeitosos. “Cada um tem sua opinião, mas conseguimos chegar a convergências. O secretariado foi definido de comum acordo”, declarou a prefeita. Ela destacou, ainda, que a prioridade do novo governo será a questão da água e esgoto, e anunciou a criação de uma reforma administrativa que será encaminhada à Câmara Municipal. Flávia também reafirmou seu compromisso com a “nova política”, um dos principais pilares de sua campanha. “Este é o começo de uma nova história para Várzea Grande. A saúde será uma das prioridades, pois não é admissível que a cidade tenha 29 mil pessoas na fila para ultrassom e 8 mil aguardando consultas odontológicas. Isso precisa mudar, e será mudado com muito trabalho”, concluiu Flávia.
Confronto no Bosque da Saúde: policial penal ferido em troca de tiros com militares
Na manhã desta quarta-feira (18), um confronto entre policiais no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá, deixou um agente penal ferido. O incidente ocorreu durante a tentativa de abordagem a um veículo roubado, que estava sendo monitorado pela Diretoria da Agência Central de Inteligência (Daci) da Polícia Militar. Durante a abordagem, o motorista do carro reagiu e houve troca de tiros. Posteriormente, ele foi identificado como policial penal. O agente foi atingido de raspão e levado por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para uma unidade de saúde na Capital. Ainda não há informações sobre a data do roubo do veículo, nem confirmação oficial se o agente penal estava ligado ao crime. A Polícia Militar emitiu nota oficial esclarecendo que o caso está sendo investigado e que medidas administrativas já foram adotadas. Nota da Polícia Militar na íntegra: A Polícia Militar de Mato Grosso informa que dois policiais da Diretoria da Agência Central de Inteligência (Daci), em diligências na recuperação de um veículo roubado, envolveram-se num confronto com um possível suspeito, posteriormente identificado como agente da Polícia Penal, no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá, nesta quarta-feira (18). A PMMT informa ainda que o caso está sob investigação e que já tomou todas as medidas administrativas necessárias.
Sefaz adia repasse de ICMS e municípios temem atraso no pagamento de salários em dezembro
A decisão da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) de não antecipar a última parcela do repasse do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) aos 142 municípios de Mato Grosso preocupa gestores municipais. O repasse, agora previsto para o dia 2 de janeiro de 2025, pode impactar o pagamento da folha salarial de dezembro em cidades como Cuiabá e Várzea Grande, que tradicionalmente quitam os salários dos servidores no último dia do mês. A Associação Matogrossense dos Municípios (AMM) já havia alertado sobre os possíveis transtornos em um ofício enviado aos prefeitos. Para municípios que dependem desse repasse para honrar os compromissos financeiros, a mudança de data representa um desafio. O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), destacou que a folha salarial da capital atinge cerca de R$ 63 milhões e que o repasse do ICMS é essencial para o equilíbrio financeiro. Ele afirmou que seu colega de Várzea Grande, Kalil Baracat (MDB), compartilha da mesma preocupação, considerando que a folha salarial da cidade está estimada entre R$ 38 milhões e R$ 50 milhões, dependendo dos encargos e do encerramento de contratos temporários no setor da educação. “Isso preocupa porque é um recurso importante e que pertence aos municípios. A folha salarial de Cuiabá depende desse repasse para ser quitada no prazo habitual. O prefeito Kalil me ligou demonstrando a mesma preocupação”, ressaltou Emanuel. Diante do cenário, o presidente da AMM, Leonardo Bortolin (MDB), solicitou ao governador Mauro Mendes (União) que reavalie a possibilidade de antecipar o repasse. No entanto, a Sefaz informou que a antecipação não será possível, justificando que o repasse seguirá o cronograma estabelecido pela legislação, que determina o pagamento no segundo dia útil da semana seguinte à arrecadação. Posicionamento da Sefaz Em nota oficial, a Sefaz explicou que no dia 31 de dezembro de 2024 não haverá expediente bancário, o que inviabiliza a transferência do recurso nesta data. A pasta ainda reforçou que historicamente essa antecipação não ocorre, seguindo o cronograma financeiro legal para garantir transparência e segurança no cumprimento das normas. “Vale lembrar que, no dia 31/12/2024, não haverá expediente nas agências bancárias. Essa data, tradicionalmente, não é antecipada, respeitando a legislação em vigor”, afirmou a secretaria. Alternativas em análise Em busca de soluções, a AMM estuda possibilidades junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE). Uma das alternativas seria autorizar os municípios a empenharem o pagamento da folha salarial e quitá-la assim que o repasse for depositado. “Estamos dialogando para evitar que servidores sejam prejudicados. Essa é uma situação que exige agilidade e consenso”, concluiu Leonardo Bortolin. Com o adiamento do repasse, as gestões municipais enfrentam um desafio adicional para manter a confiança dos servidores e evitar transtornos no encerramento do ano fiscal.
Explosão de Casos: Dengue sobe 51,7% e Chikungunya dispara 6.241% em Mato Grosso
Mato Grosso registra um preocupante aumento nos casos de dengue e chikungunya em 2024, com alta de 51,7% e 6.241%, respectivamente, em relação ao ano anterior. Os dados, divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), apontam 42.399 casos prováveis de dengue, 21.116 de chikungunya e 455 de zika no estado. A única redução observada foi nos casos de zika, que apresentaram queda de 8,8%. As arboviroses também resultaram em um saldo trágico de mortes: 39 pessoas perderam a vida devido à dengue, sendo os municípios mais afetados Pontes e Lacerda (8 óbitos), Cuiabá (5) e Tangará da Serra (3). A chikungunya foi responsável por 12 óbitos, com Tangará da Serra registrando a maior parte (7), seguida de Sorriso (2). Os municípios com os maiores números de casos de dengue incluem Tangará da Serra (4.171), Cáceres (3.161) e Primavera do Leste (3.060). Já a chikungunya atinge níveis alarmantes em Tangará da Serra (5.727), Cáceres (4.081) e Sorriso (2.997). Quanto à zika, embora os números sejam baixos, Tangará da Serra lidera com 53 casos. A epidemiologista Ana Paula Muraro destacou que três sorotipos de dengue (DENV 1, 2 e 4) estão em circulação no estado, aumentando o risco de reinfecção. “O Aedes aegypti é altamente adaptável e prolifera em água parada. A cada ano, temos uma alta expressiva nos casos, impactando significativamente a saúde pública, com pacientes necessitando de internação e, em alguns casos, indo a óbito.” Com o aumento expressivo das arboviroses, o cenário em Mato Grosso exige atenção redobrada, com medidas efetivas de combate ao mosquito transmissor e conscientização da população sobre a importância de eliminar focos de água parada.