Reajuste pode impactar aposentadorias, pensões, BPC e até o Orçamento do país O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encaminhou nesta terça-feira (15/04) ao Congresso Nacional o Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2026, que prevê um aumento no salário mínimo de R$ 112 em relação ao valor atual, passando de R$ 1.518 para R$ 1.630. O novo valor considera a inflação medida pelo INPC e um crescimento real de 2,5%, de acordo com a regra em vigor desde 2024 — criada após pressão para conter gastos e dentro do novo teto do arcabouço fiscal. 📊 Entenda o que está por trás do aumento O reajuste proposto não afeta apenas quem recebe o piso salarial. Ele mexe com toda a estrutura do orçamento federal, influenciando diretamente: ✔️ Benefícios do INSS✔️ BPC (Benefício de Prestação Continuada)✔️ Aposentadorias e pensões✔️ PIS/PASEP✔️ Despesas com pessoal do serviço público E mais: o novo valor pode ainda ser alterado, pois a proposta orçamentária final será enviada até 31 de agosto, com base em novas projeções econômicas. 📘 O que é a LDO e por que ela importa? A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) é o primeiro passo para montar o orçamento do país. Ela define: 🔸 A meta fiscal para o ano seguinte🔸 As regras de gasto para os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário🔸 Os limites de aumento de despesas com pessoal🔸 E, claro, o valor previsto do salário mínimo Com isso, a LDO funciona como a bússola do Orçamento Federal, que será definido na Lei Orçamentária Anual (LOA), debatida no segundo semestre. 🔎 Tramitação no Congresso: o que vem agora? A proposta será analisada pela Comissão Mista de Orçamento (CMO), composta por deputados e senadores. Os parlamentares podem fazer emendas e mudanças no texto. Após isso, o projeto será votado em sessão conjunta no Congresso Nacional. Se aprovado, segue para sanção ou veto do presidente Lula. 📅 Prazo final para aprovação da LDO: 17 de julho de 2025Caso a LDO não seja votada, não haverá recesso parlamentar no meio do ano. 📌 Histórico e nova regra do mínimo Em 2023, Lula resgatou a política de valorização do salário mínimo, considerando: 📈 INPC do ano anterior📈 Crescimento real do PIB de dois anos antes Já em 2024, uma nova lei fixou o crescimento real limitado a 2,5% até 2030 — atrelado ao teto fiscal. A proposta para 2026 é a primeira LDO já com essa regra em vigor de forma plena, dentro do novo arcabouço fiscal.
“Nosso agro está pronto para qualquer crise global”, diz Mauro Mendes durante a Norte Show em Sinop
Em discurso firme durante a abertura da Norte Show 2025, em Sinop, o governador Mauro Mendes mandou o recado: Mato Grosso está preparado para enfrentar qualquer cenário econômico internacional — inclusive uma possível crise causada pela tensão comercial entre Estados Unidos e China. “Não importa o desdobramento dessa crise global. Com dólar alto, dólar baixo, com mais ou menos chuva, o agro de Mato Grosso sempre soube superar desafios e seguir competitivo”, declarou. O evento, que é um dos maiores do agronegócio no país, reuniu autoridades, produtores, empresários e parlamentares na noite desta segunda-feira (15). 💬 “Temos competência de sobra” Mauro Mendes destacou que a força dos produtores mato-grossenses é o verdadeiro motor da economia e que o estado já provou, na prática, que é possível crescer mesmo com obstáculos históricos, como a distância dos portos, a precariedade das rodovias e a dependência de infraestrutura. “Foi enfrentando essas adversidades que saímos de onde estávamos e nos tornamos o maior produtor de alimentos do Brasil”, frisou o governador. 🛣️ Investimento e infraestrutura: “Fethab está voltando pro agro” Mendes também ressaltou que todo o valor arrecadado com o Fethab está sendo investido diretamente na infraestrutura. Segundo ele, o governo estadual está: ✅ Dobrando a malha asfaltada até 2026✅ Avançando na BR-163 com mais de 100 km já entregues✅ Concluindo o primeiro trecho da ferrovia estadual já no próximo ano “Estamos entregando um estado que é exemplo de Brasil que dá certo. E isso tem tudo a ver com o agro que trabalha, investe e acredita”, completou. Presenças de peso A cerimônia contou com uma ampla comitiva de autoridades, incluindo: Senadores Wellington Fagundes e Margareth Buzetti Deputados federais Nelson Barbudo e José Medeiros Deputados estaduais Dilmar Dal Bosco, Diego Guimarães e Adenilson Rocha Secretários de Estado César Miranda (Desenvolvimento Econômico), David Moura (Cultura e Esporte) e César Roveri (Segurança Pública) Presidente da Aprosoja Lucas Beber, Famato Vilmondes Tomain, Cipem Ednei Blasius Executivos da Nova Rota do Oeste e MT Par E diversos prefeitos e lideranças regionais do agro 📌 A Norte Show 2025 segue até sexta-feira, reunindo tecnologia, inovação e negócios que movimentam o coração econômico do Brasil: o agronegócio mato-grossense. #MTUrgente #MauroMendes #NorteShow2025 #AgroMT #ForçaDoCampo #CriseGlobal #Agronegócio #Cuiabá #Sinop #GovernoMT #BR163 #Fethab #FerroviaEstadual #MatoGrossoÉBrasilQueDáCerto
Gilberto Figueiredo reage a ciúmes de deputados e dispara: “Todos têm estrutura, ninguém é santo”
O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, rebateu nesta segunda-feira (14) os bastidores quentes da Assembleia Legislativa, onde circulam rumores de que deputados estariam incomodados com possíveis candidaturas de secretários estaduais nas eleições de 2026. Segundo fontes internas, os parlamentares temem o uso da máquina pública em favor dos secretários, o que poderia desequilibrar o jogo eleitoral no ano que vem. Gilberto não deixou passar e respondeu na lata: “A Constituição permite. A lei eleitoral permite. Será que todos os deputados que estão aí nunca foram do Executivo? Nenhum foi prefeito ou governador antes?”, ironizou. De suplente a nome forte Gilberto foi vereador por Cuiabá, disputou uma vaga para a Assembleia em 2022 e ficou como suplente. Desde então, já assumiu o mandato em diversas ocasiões, substituindo o deputado Eduardo Botelho (União). Sobre a possível vantagem de secretários na corrida eleitoral, ele rebateu mais uma vez: “Disputa injusta? Quem está na Assembleia tem gabinete, salário e estrutura. Secretário que quer ser candidato tem que sair do cargo seis meses antes e ainda sem salário.” Alvo de fogo cruzado Nos bastidores, Gilberto é apontado como um dos nomes com forte densidade eleitoral e presença técnica de peso, o que teria gerado ciúmes entre alguns parlamentares, principalmente da base. Sem confirmar oficialmente a pré-candidatura, ele preferiu desconversar: “A decisão sobre disputar ou não as eleições será tomada só em março de 2026. Até lá, sigo trabalhando.” Mas deixou um recado: “Não fui eleito, mas ajudei a eleger quatro. Fiz minha parte pelo União Brasil.” O clima esquenta nos corredores do Legislativo e a pergunta que fica é: quem teme quem nas eleições de 2026?
Hospital Central pode ser gerido pelo Albert Einstein; secretário defende proposta e destaca excelência da instituição
O secretário de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo, defendeu nesta segunda-feira (14) a proposta do Governo do Estado que pretende entregar a gestão do Hospital Central de Cuiabá ao Hospital Israelita Albert Einstein — referência internacional em qualidade hospitalar. Durante audiência pública realizada na Assembleia Legislativa (ALMT), Gilberto afirmou que a escolha se baseia na capacidade técnica notória da instituição, que atualmente já administra 36 unidades públicas de saúde no Brasil, incluindo cinco hospitais. “Estamos falando do hospital número 1 do Brasil, o melhor do hemisfério sul e 22º melhor do mundo. É uma entidade com 22 certificações nacionais e internacionais”, ressaltou o secretário. 📍 Caso o projeto de lei seja aprovado pela ALMT nesta semana, o contrato poderá ser assinado já no próximo dia 22 de abril. A previsão é de que o Hospital Central comece a funcionar em setembro, atingindo 100% da capacidade até dezembro de 2025. Por que o projeto é polêmico? O projeto dispensa chamamento público para contratar o Albert Einstein, o que gerou debate entre parlamentares. No entanto, o procurador do Estado, Anibal de Castro, explicou que a dispensa está prevista em lei quando há capacidade técnica notória e objeto singular. “A proposta respeita os princípios da administração pública e garante controle jurídico prévio de todo o processo”, afirmou. 🔎 Números que sustentam a proposta Segundo o secretário, 34 dos 40 melhores hospitais públicos do país são administrados por Organizações Sociais de Saúde (OSS), conforme dados do Instituto Brasileiro das OSS, Opas e ONA. Além disso, Mato Grosso está ampliando sua rede hospitalar:🏥 Hospital de Tangará da Serra — em fase final🏥 Hospital de Juína — em conclusão🏥 Hospital de Confresa — também avançando🏥 Hospital do Araguaia — em reta final🏥 E agora, o Hospital Central — pronto para ser entregue após 36 anos de espera O deputado estadual Paulo Araújo, presidente da Comissão de Saúde da ALMT, declarou apoio à iniciativa e elogiou o avanço da gestão estadual na área: “É uma evolução histórica. Mato Grosso está saindo da promessa e entregando estrutura de verdade.”