A largada ainda não foi oficialmente autorizada, mas os bastidores da política de Mato Grosso já estão em ebulição. A corrida eleitoral de 2026 promete ser uma das mais movimentadas, estratégicas e imprevisíveis da história recente do estado. De um lado, nomes consolidados se preparam para acelerar com força total. De outro, novas articulações e figuras estratégicas ganham espaço, enquanto um ou outro piloto surpresa pode assumir o volante principal. Em disputa: o comando do Palácio Paiaguás e duas cadeiras no Senado Federal. Como em toda corrida maluca, há trator puxando fila, carro quebrando na reta, piloto com o GPS desatualizado e até quem esteja de olho em duas pistas ao mesmo tempo. 🏎️ Pista 1 – Governo de Mato Grosso: Quem Vai Assumir o Volante? O foco central está na sucessão de Mauro Mendes. O atual vice-governador, Otaviano Pivetta (Republicanos), seria o nome natural à sucessão, mas tem reiterado nos bastidores seu desinteresse em entrar na disputa. Empresário de perfil técnico, Pivetta prefere manter sua atuação mais discreta e distante da linha de frente eleitoral. Com essa vaga aberta, o cenário político passou a girar em torno de um novo nome que começa a ganhar velocidade: Max Russi (PSB). 🎯 Max Russi: O Nome que Ganha Tração Presidente da Assembleia Legislativa e articulador hábil, Max tem ampliado seu espaço como potencial candidato do grupo governista. Conta com o respaldo da maioria da base de deputados, bom trânsito com prefeitos do interior e, principalmente, a confiança do governador Mauro Mendes. Nos bastidores, também se fortalece com o apoio estratégico da família Maggi, sobretudo do ex-ministro Blairo Maggi. Max vem se posicionando como o nome capaz de manter a continuidade da atual gestão e promover uma transição tranquila, aliando estabilidade administrativa a um discurso de renovação responsável. Nos corredores da política estadual, a frase que mais se ouve é: “Se Pivetta não for, o nome é Max”. 👠 Janaína Riva: A Coringa da Corrida Deputada estadual com grande visibilidade, Janaína Riva (MDB) está bem posicionada nas pesquisas tanto para o governo quanto para o Senado. Filha do ex-deputado José Riva, ela tem forte base no interior, excelente comunicação e presença marcante nas redes sociais. Sua versatilidade política lhe permite atuar como cabeça de chapa, vice ou candidata ao Senado, dependendo da costura política final. Além da força simbólica do sobrenome Riva, Janaína se beneficia da crescente representatividade feminina na política e da habilidade em dialogar com diferentes segmentos, o que a transforma numa peça-chave da composição majoritária. 🧢 Wellington Fagundes: Entre o Senado e o Paiaguás Senador da República, Wellington Fagundes (PL) é uma das figuras mais experientes do cenário político estadual. Tem forte ligação com o agronegócio, trânsito em Brasília e base consolidada no interior. Apesar de ainda ter mais quatro anos de mandato, seu nome é constantemente citado como possível concorrente ao governo ou à reeleição ao Senado, caso se abra a disputa de uma das vagas. Nos bastidores, Fagundes acompanha de perto os movimentos da base governista. Se houver espaço e apoio do seu grupo, pode avançar com força. Caso contrário, pode manter a atual posição e atuar como liderança influente na eleição. 🐢 Jayme Campos: Sempre no Radar Veterano da política mato-grossense, Jayme Campos (União Brasil) segue sendo peça relevante no xadrez eleitoral. Ex-governador e atual senador, Jayme atua com discrição, mas exerce forte influência na baixada cuiabana. Pode ser articulador de alianças regionais ou até mesmo buscar uma nova vaga ao Senado, caso Mauro Mendes não entre na disputa. Jayme é respeitado por sua experiência e pela força histórica da família Campos no estado. Sua participação direta ou indireta pode ser decisiva para o equilíbrio das forças em 2026. 🏎️ Pista 2 – Senado Federal: Quem Vai Estacionar em Brasília? Com duas cadeiras abertas no Senado, a disputa será intensa. A principal dúvida é: Mauro Mendes será ou não candidato ao Senado? Com ampla aprovação e liderança absoluta nas pesquisas, o atual governador é tido como franco favorito. No entanto, interlocutores próximos afirmam que ele considera a possibilidade de não disputar, preferindo atuar como o grande articulador da eleição estadual, focado em manter a governabilidade e construir uma base sólida para seu sucessor. Caso Mauro entre na corrida, sua vaga é praticamente certa. Caso contrário, poderá transferir seu capital político para aliados como Max Russi ou nomes da base que desejem disputar o Senado. 🎓 Carlos Fávaro: A Volta Silenciosa Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD) também aparece como potencial concorrente. Com perfil técnico, fala ponderada e bom trânsito entre o agro e o governo federal, Fávaro pode retornar ao Senado com apoio da estrutura nacional e estadual. Sua atuação no ministério, especialmente nas pautas ligadas à produção rural, o torna um nome com forte aceitação entre produtores e lideranças do setor. Caso decida disputar, entra com chances reais. 🧢 José Medeiros: O Nome do Bolsonarismo Na ala conservadora, José Medeiros (PL) trabalha para retomar uma cadeira no Senado. Com forte presença nas redes sociais e ligação direta com a base bolsonarista, Medeiros aposta na polarização para conquistar espaço. Porém, seu caminho pode ser estreito se Wellington Fagundes mantiver a pretensão de disputar a reeleição. O PL terá que definir quem será seu nome prioritário para o Senado, sob risco de rachar a própria base. 🔧 Nos Boxes: Alianças, Estratégias e Silêncios Estratégicos Com tantas engrenagens em movimento, os bastidores estão a todo vapor. Partidos costuram alianças, líderes regionais testam cenários e Mauro Mendes se posiciona como o grande maestro da composição. A expectativa é que o tabuleiro comece a se definir mais claramente no primeiro semestre de 2026. Até lá, a corrida continua com reviravoltas, pit stops estratégicos e negociações nos bastidores. Nomes que hoje parecem desacelerados podem ganhar fôlego — e quem largou na frente pode rodar na curva. Resumo da Corrida Maluca 2026: Nome Possível Cargo Situação Atual Max Russi Governo Ganhando força com apoio de Mauro, Maggi e ALMT Janaína Riva Governo ou Senado Forte nas pesquisas, versátil e bem posicionada
Quando a Apple disse “não” a Elon Musk — e pode ter perdido a liderança do futuro
Em agosto de 2022, enquanto a Apple finalizava os últimos detalhes para o lançamento do iPhone 14, Tim Cook recebeu uma proposta ousada de Elon Musk: “Você tem 72 horas para decidir. Ou me paga US$ 5 bilhões pela Starlink, ou eu me torno seu concorrente direto.” Cook desligou o telefone. Musk, como prometido, cumpriu a ameaça. Três anos depois, a internet via satélite vive um novo cenário. De um lado, a solução limitada da Apple para emergências. Do outro, o Direct to Cell da SpaceX — uma revolução em andamento que oferece conexão total com a internet a partir de qualquer lugar do planeta, até mesmo do topo do Everest. A Apple já teve esse futuro nas mãos Em 2015, a Apple chegou a dar os primeiros passos para criar seu próprio império de satélites. Em parceria com a Boeing, nasceu o Projeto Eagle: uma constelação espacial voltada à internet banda larga, tanto para iPhones quanto para residências. O plano era ousado — criar um ecossistema completo, com antenas próprias e serviços como o então chamado “Apple Star+”. Um iPhone sempre conectado ao espaço, sem depender de operadoras. A ideia poderia mudar tudo. Mas Tim Cook recuou. A razão? Não queria arriscar a relação com gigantes como AT&T, Verizon e T-Mobile — parceiras comerciais estratégicas para a venda de iPhones no mundo todo. Além disso, entrar de vez no setor de telecomunicações significava entrar em um campo minado de regulação, vigilância e possíveis backdoors, o que poderia contradizer o discurso da Apple sobre privacidade e segurança. A proposta recusada Em 2022, ao saber que a Apple anunciaria apenas um recurso de SOS via satélite, Musk enxergou uma brecha histórica.Ofereceu à Apple 18 meses de exclusividade na tecnologia da Starlink por US$ 5 bilhões, com um contrato de continuidade de US$ 1 bilhão/ano. Cook recusou. Escolheu um caminho mais seguro: fechou com a Globalstar, fornecedora modesta, sem escândalos, sem tweets explosivos — e sem protagonismo. Musk foi à guerra Duas semanas antes do evento da Apple, Musk anunciou a parceria entre a SpaceX e a T-Mobile para lançar o Direct to Cell — serviço que transforma qualquer celular em um dispositivo com internet via satélite sem necessidade de antenas ou hardware adicional. Hoje, ironicamente, iPhones podem usar a internet via satélite — graças a Musk, não à Apple.O serviço já está ativo em fase beta no Chile e no Peru, e segue em expansão global. A pergunta que não cala Agora, com o Apple Watch Ultra 3 prestes a ganhar conectividade via satélite própria, resta a dúvida:Tim Cook foi prudente ou perdeu a chance de liderar uma nova revolução digital? A verdade é que, desde 2015, a Apple viu o futuro antes de todo mundo. Mas, talvez, tenha faltado ousadia para construí-lo.
Conta de luz vai subir! Aneel aciona bandeira vermelha e energia ficará mais cara a partir de junho
A partir de 1º de junho, o brasileiro vai sentir mais um peso no bolso: a conta de luz ficará mais cara. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou nesta sexta-feira (30) a ativação da bandeira tarifária vermelha, nível 1, em todo o território nacional. O que isso significa?A cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos, será cobrado R$ 4,46 adicionais. Para uma residência que consome em média 200 kWh por mês, por exemplo, a conta vai subir cerca de R$ 9 só pela bandeira — sem contar os demais tributos, encargos e reajustes estaduais. Exemplo prático: Consumo médio mensal: 250 kWh Custo adicional só da bandeira: R$ 11,15 Se somarmos impostos e taxa de iluminação pública, a conta pode subir até R$ 20 ou mais por residência. Por que essa cobrança extra?O país está entrando no período seco, com redução drástica das chuvas. Isso afeta diretamente o nível dos reservatórios das hidrelétricas, principal fonte de energia no Brasil. Para manter o fornecimento, o sistema elétrico é forçado a ativar usinas termelétricas, que produzem energia com custo muito mais alto — e quem paga essa conta é o consumidor. De verde para vermelho em 60 dias Abril: Bandeira verde (sem custo adicional) Maio: Bandeira amarela (acréscimo de R$ 1,88 por 100 kWh) Junho: Bandeira vermelha nível 1 (acréscimo de R$ 4,46 por 100 kWh) Indignação nas redesO anúncio caiu como uma bomba entre consumidores e especialistas. “Já estamos apertando o orçamento com alta dos alimentos, combustíveis e agora mais essa?”, questiona um internauta em rede social. E vem mais por aí?Segundo a Aneel, se a estiagem persistir, há risco de a bandeira vermelha continuar até setembro ou outubro, o que agravaria ainda mais a crise energética e o impacto no custo de vida.
Maysa Leão rebate Diego Guimarães e critica “discussão idiota” entre direita e esquerda: “Precisamos falar do que realmente importa”
A vereadora por Cuiabá, Maysa Leão (Republicanos), não poupou críticas ao colega de partido e deputado estadual Diego Guimarães, após ele alfinetar publicamente a chegada do ex-ministro Neri Geller (ex-PP) ao Republicanos. Em entrevista, Diego afirmou que Geller “reconheceu o erro” ao apoiar o presidente Lula (PT), o que provocou reações internas. Para Maysa, a declaração do deputado foi desnecessária e inoportuna, pois alimenta a polarização política entre direita e esquerda em um momento onde, segundo ela, o foco deveria ser os problemas reais enfrentados pela população. “A gente precisa parar com essa discussão idiota de direita e esquerda. Enquanto isso, o Mato Grosso é campeão em violência contra crianças e mulheres. E o Brasil é um dos países mais violentos do mundo”, disse a vereadora, em tom firme. Maysa ainda defendeu a entrada de Neri Geller na sigla e fez um apelo por ética e responsabilidade política. “Que o Neri seja bem-vindo, que faça boas práticas, que seja ético e não envergonhe o Republicanos. Precisamos de gente comprometida com um Mato Grosso melhor, com uma Cuiabá melhor”, finalizou. A fala da parlamentar evidencia as tensões internas no Republicanos, que se intensificam com a proximidade das eleições de 2026 e a chegada de novas lideranças ao partido. Enquanto uns preferem manter a cartilha ideológica, outros — como Maysa — cobram foco nas demandas urgentes da sociedade.