O Governo do Estado de Mato Grosso, por meio da Polícia Civil (PC), doou 300 pistolas Taurus PT940, calibre .40 oxidado à Prefeitura de Várzea Grande, orçados em cerca de R$ 1 milhão de reais. A solenidade foi realizada na manhã desta terça-feira (3.6), na sede da Guarda Municipal (GMVG). O armamento será de uso exclusivo da GMVG, instituição de segurança pública, uniformizada e armada, responsável pelo patrulhamento preventivo em todo o território do município de Várzea Grande. Na solenidade, o governador Mauro Mendes destacou sobre a importância dessa ação do Governo do Estado em prol da segurança do município de Várzea Grande. “Houve uma época em que nós recebíamos doação da União, hoje temos o orgulho de poder fazer essa doação. São armamentos que vão contribuir e muito para a segurança da cidade de Várzea Grande”, disse Mendes. A delegada-geral da PC, Daniela Maidel, reforçou sobre a importância desse aporte operacional ao segundo maior município mato-grossense, que em termos populacionais, possui mais de 300 mil habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “Mais de um milhão de reais em armamento destinado a Várzea Grande. Essa importante doação reforça ainda mais o momento histórico que as forças de segurança vem passando de integração. É uma ação muito importante que reforça essa ideia, esse propósito de reunir força técnica e operacional para a melhoria da qualidade do serviço de segurança prestado à população. Isso demonstra o compromisso do Governo do Estado em bem servir a sociedade”, destacou Maidel. Para a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, a entrega do armamento representa um grande avanço na política de segurança do município. “Esse armamento vai contribuir significativamente para segurança da população e dos próprios agentes na defesa do cidadão”, disse. De acordo com o comandante da GMVG, inspetor Juliano César Bezerra Lemos, o equipamento já será empregado de imediato pelos profissionais. “Nós passamos por capacitações continuadas. A dificuldade é que a gente não tinha armamento suficiente para todos. Agora teremos para todo mundo”, enfatizou. Além dos representantes do Governo do Estado, da Polícia Civil e da Prefeitura de Várzea Grande, a solenidade contou com a presença do secretário de Segurança do Estado, César Augusto Roveri, e diversas outras autoridades civis e militares da Assembleia Legislativa, da Câmara de Vereadores de Várzea Grande, Polícia Militar, dentre outros representantes do comércio e da sociedade civil organizada.
Ex-deputado João Batista é escolhido para presidir Grupo de Trabalho sobre o sistema penitenciário na Assembleia Legislativa de MT
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso instalou, na tarde desta segunda-feira (02/06), o Grupo de Trabalho (GT) de Acompanhamento das Políticas Públicas para o Sistema Penitenciário do Estado. A criação do GT é uma iniciativa dos deputados estaduais Eduardo Botelho e Max Russi, com o objetivo de promover o diálogo entre o Parlamento e os órgãos que atuam direta ou indiretamente na execução penal em Mato Grosso. A proposta é desenvolver ações conjuntas que contribuam para o aprimoramento da segurança pública e a melhoria das condições do sistema prisional. Para conduzir os trabalhos, foi escolhido o ex-deputado estadual João Batista, que possui uma trajetória reconhecida dentro da área. Policial penal de carreira e ex-presidente da Comissão de Segurança Pública da ALMT durante seu mandato, João Batista também presidiu a ASSPEN-MT (Associação dos Policiais Penais de Mato Grosso), o que lhe confere ampla experiência no tema. Segundo o deputado Eduardo Botelho, a escolha do ex-deputado João Batista para presidir o GT reforça o compromisso do Legislativo com o enfrentamento dos desafios estruturais da segurança pública: “João Batista conhece de perto a realidade do sistema penitenciário. Ele tem vivência, representatividade e credibilidade para conduzir esse debate com responsabilidade. O GT servirá para aproximar o Parlamento dos profissionais da área e fortalecer as estratégias de enfrentamento ao crime no estado”, afirmou Botelho. O Grupo de Trabalho deverá, nos próximos encontros, ouvir representantes de diversas entidades ligadas à execução penal, ao Ministério Público, Defensoria Pública, Poder Judiciário, sindicatos e associações da categoria, além de apresentar propostas de melhoria e fiscalização das políticas públicas do setor. A instalação do GT representa um passo importante na construção de soluções mais eficazes e humanas para o sistema penitenciário de Mato Grosso, reconhecendo a importância do diálogo interinstitucional para garantir segurança, dignidade e justiça à sociedade.
Afastados por suspeita de corrupção, vereadores terão salários pagos: decisão levanta dúvidas sobre legalidade, moralidade e impacto aos cofres públicos
Os vereadores Chico 2000 (PL) e Sargento Joelson (PSB), alvos da Operação Perfídia, retornarão à folha de pagamento da Câmara Municipal de Cuiabá mesmo estando afastados de suas funções parlamentares por decisão judicial. O restabelecimento dos salários foi determinado pela juíza Fernanda Mayumi Kobayashi, do Núcleo de Inquéritos Policiais (NIPO), que entendeu como abusiva a suspensão dos pagamentos feita anteriormente pela Mesa Diretora da Casa. O ponto que mais chama atenção neste episódio não é apenas a controvérsia jurídica, mas o contraste entre a gravidade das investigações e a continuidade dos pagamentos integrais aos parlamentares afastados. O que motivou o afastamento? A Operação Perfídia, conduzida pelo Ministério Público Estadual (MPMT), apura um suposto esquema de corrupção envolvendo o pagamento de propina no valor de até R$ 250 mil para que os parlamentares votassem favoravelmente a um projeto de lei que autorizava a renegociação de dívidas da Prefeitura. Segundo as investigações, essa medida permitiu que o Município obtivesse certidões negativas e realizasse pagamentos a empresas credoras — entre elas, a HB20 Construções, responsável por obras do Contorno Leste. Gravações e mensagens entre Joelson e um representante da empresa indicariam que o então presidente da Câmara, Chico 2000, estava ciente das negociações. Um depósito de R$ 150 mil, via PIX, teria sido feito a um intermediário ligado ao vereador. O conteúdo dessas provas levou ao afastamento cautelar dos dois parlamentares, a fim de preservar a integridade das investigações. O que diz a Justiça? A magistrada sustentou que o afastamento não implica perda de mandato e que a presunção de inocência deve ser respeitada até o trânsito em julgado da sentença. Além disso, afirmou que a suspensão de salários deve ser determinada exclusivamente pelo Poder Judiciário, não cabendo à Mesa Diretora da Câmara tomar essa decisão de forma unilateral. A dúvida que paira: é legal, mas é moral? A situação reacende um debate delicado sobre os limites da legalidade e da moralidade na gestão dos recursos públicos. Afinal: Se os indícios são suficientemente graves para justificar o afastamento, não são também suficientes para dar início ao processo de cassação? Como justificar o pagamento de salários a vereadores afastados, enquanto os suplentes já assumiram e também estão sendo remunerados? A manutenção do pagamento não representa um duplo gasto à Câmara, bancado pelos cofres públicos, mesmo diante de um afastamento por suspeita de corrupção? Não seria mais prudente aguardar a análise final das provas antes de afastar os parlamentares e abrir caminho para questionamentos judiciais e financeiros? A decisão jurídica está amparada na Constituição, mas o efeito prático — dois vereadores afastados, dois suplentes nomeados, quatro salários sendo pagos com recursos públicos — traz um impacto direto à imagem da Câmara e da política local. A sociedade cuiabana acompanha o caso com atenção. Mais do que nunca, espera-se transparência, responsabilidade e respostas claras sobre como e por que decisões como essa estão sendo tomadas.