O estado de Mato Grosso monitora nove pessoas que tiveram contato direto ou indireto com aves diagnosticadas com gripe aviária na cidade de Campinápolis, localizada a 658 km de Cuiabá. A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) confirmou que duas dessas pessoas são consideradas casos suspeitos de contaminação humana pelo vírus da influenza aviária H5N1. As amostras foram coletadas e encaminhadas ao Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, onde serão realizados exames laboratoriais detalhados para confirmar ou descartar a infecção. A expectativa é que os laudos estejam disponíveis nos próximos dias. De acordo com Suelen Cequinel, coordenadora de vigilância sanitária do município, todas as medidas preventivas estão sendo tomadas. “A vigilância epidemiológica, juntamente com o Estado, deu início às investigações. No momento, temos nove pessoas em monitoramento, sendo duas delas como casos suspeitos. Já foi iniciado o protocolo de manejo clínico, notificação, coleta de amostras e tratamento conforme diretrizes do Ministério da Saúde”, declarou. Ainda segundo Suelen, a população deve reforçar os cuidados com a higiene na manipulação e preparo de alimentos, especialmente carnes de origem aviária. O cozimento adequado inativa o vírus, tornando o consumo seguro. Como medida emergencial, o governo do Estado decretou situação de emergência zoossanitária por 90 dias, com possibilidade de prorrogação. O decreto foi assinado pelo governador em exercício, Otaviano Pivetta, após a confirmação do foco de H5N1 em uma propriedade rural de Campinápolis. O documento autoriza compras emergenciais para conter a doença e concede poderes ao Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT) para expedir normas complementares. Técnicos do Indea estiveram na região para realizar o monitoramento do entorno da propriedade, executar a desinfecção do local e rastrear possíveis novos focos. Apesar da preocupação com a transmissão para humanos, autoridades sanitárias ressaltam que o consumo de carne de frango permanece seguro, desde que devidamente cozido. A SES-MT reafirma que todos os casos estão sendo rigorosamente acompanhados conforme os protocolos nacionais e reforça que a população deve manter a calma, confiar nas orientações das autoridades e evitar o compartilhamento de informações falsas. Novas atualizações serão divulgadas conforme o avanço das investigações laboratoriais e medidas adotadas pelo governo estadual e municipal.
Torcida do Flamengo protesta contra Gerson no embarque para o Mundial: “Traidor”
Jogador é hostilizado com gritos e notas falsas de R$ 3 antes de viagem à Copa do Mundo de Clubes; transferência para o Zenit gera revolta O clima foi de tensão e protesto no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (data). Torcedores do Flamengo, convocados pelo movimento AeroFla para apoiar o elenco na viagem rumo à Copa do Mundo de Clubes, voltaram suas atenções a um alvo específico: o volante Gerson, chamado de “mercenário”, “traidor” e até “Judas”. Em meio a gritos de ordem, os rubro-negros exibiram notas falsas de R$ 3 com o rosto do jogador, em um gesto simbólico de repúdio à saída do atleta rumo ao futebol russo. Os manifestantes ainda entoaram cânticos como: “O Flamengo não precisa de você”. A insatisfação da torcida se intensificou após a confirmação de que Gerson aceitou proposta do Zenit, da Rússia. O clube europeu vai aguardar o término da participação do Flamengo no Mundial para efetuar o pagamento da multa rescisória, no valor de 25 milhões de euros (aproximadamente R$ 158 milhões na cotação atual). A transferência, embora lucrativa para o Flamengo, não caiu bem entre parte da torcida, que esperava maior comprometimento do jogador com o clube, especialmente em uma das competições mais importantes do calendário rubro-negro. Gerson, que já havia defendido o clube entre 2019 e 2021, retornou ao Flamengo em 2023, mas agora se prepara para uma nova saída, dessa vez em definitivo. Apesar do protesto, o embarque da delegação ocorreu sem incidentes graves. O Flamengo estreia no Mundial com grandes expectativas, mas a turbulência envolvendo o volante promete deixar marcas até o fim da competição.
Com protagonismo de Max Russi, Assembleia aprova nova Lei dos Consignados e Estado avança no combate ao superendividamento dos servidores
Liderança política do presidente da ALMT foi decisiva para articular aprovação da proposta, corrigir falhas históricas e resgatar medidas ignoradas desde 2019 A Assembleia Legislativa de Mato Grosso aprovou nesta quarta-feira (12), em tempo recorde e com ampla maioria, a nova Lei dos Consignados, proposta pelo Governo do Estado para regulamentar operações de crédito com desconto em folha de pagamento dos servidores públicos civis e militares, ativos, inativos e pensionistas. Mais do que uma resposta técnica e legislativa a um problema que se arrasta há anos, a votação foi marcada pelo protagonismo firme e estratégico do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (PSB), que conduziu pessoalmente as negociações políticas, apresentou emendas estruturais ao texto original e articulou a construção de um substitutivo integral, aprovado por consenso entre as lideranças partidárias. “Hoje avançamos na proteção do servidor público e colocamos fim a um ciclo de descontrole. A Assembleia Legislativa volta a ocupar seu lugar de origem: propor, corrigir e legislar com responsabilidade. Consignado não pode ser instrumento de opressão financeira, tem que ser apoio emergencial com regras claras e justas”, afirmou Max Russi após a votação. Max Russi resgata medidas da CPI de 2019 e corrige omissão histórica As seis emendas de autoria de Max Russi incorporadas ao novo texto têm origem em medidas já debatidas e aprovadas pela Casa em 2019, após a CPI dos Consignados, que foi anulada judicialmente após o Governo ingressar com Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI). Na ocasião, a Lei 11.033/2019, construída com base no relatório da CPI presidida por Guilherme Maluf, foi derrubada por alegação de “vício de iniciativa”. Sem apresentar alternativa, o Governo optou por editar decretos precários, que culminaram no descontrole atual do sistema. “Se a lei aprovada em 2019 tivesse sido respeitada, milhares de servidores não estariam hoje endividados com cinco, seis, até dez contratos em folha. Resgatamos aquilo que já tinha sido estudado e aprovado. Estamos legislando com responsabilidade e memória institucional”, destacou Max Russi. O que muda com a nova lei A nova legislação — articulada pelo Governo e lapidada na Assembleia — prevê: Teto de 35% da margem consignável sobre o salário líquido; Critérios rigorosos para o credenciamento de instituições financeiras; Proibição da cobrança de taxas administrativas por parte do Estado; Criação de uma Ouvidoria Interinstitucional Especializada sob a CGE, com participação de todos os poderes; Revisão imediata de mais de 300 mil operações ativas de crédito consignado; Garantia de ressarcimento aos servidores prejudicados por irregularidades. Alinhamento político com responsabilidade A presença do governador em exercício Otaviano Pivetta (Republicanos) na Assembleia assegurou a articulação direta entre Executivo e Legislativo. Durante a sessão, ele garantiu que o Governo atuará com total transparência e sem interferência nas investigações conduzidas por órgãos como o TCE, Ministério Público e Polícia Civil (Decon). “Estamos comprometidos em revisar contratos, responsabilizar empresas, reparar danos e garantir que o consignado volte a ser um instrumento de apoio, não de colapso”, afirmou Pivetta. CPI dos Consignados perde força Tentativas de instalação de uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as irregularidades nas operações não prosperaram. Duas propostas apresentadas — por Gilberto Cattani (PL) e Lúdio Cabral (PT) — obtiveram apenas quatro assinaturas cada, das oito necessárias. A clareza da nova legislação, o compromisso público do Governo e a articulação política de Max Russi esvaziaram o movimento pela CPI. Um novo capítulo para o funcionalismo Segundo levantamento apresentado pela ALMT, cerca de 62 mil servidores do Executivo possuem ao menos cinco contratos de crédito consignado ativos. O valor total dessas operações ultrapassa os R$ 4,6 bilhões nos últimos três anos, sendo R$ 1,7 bilhão apenas entre maio de 2024 e abril de 2025. O presidente do TCE, Sérgio Ricardo, garantiu que a apuração técnica está em andamento e que haverá responsabilização e ressarcimento sempre que identificados danos reais aos servidores. A promotora Valnice Silva dos Santos, da Defesa do Consumidor, também confirmou que o Ministério Público segue com análises documentais e possíveis encaminhamentos criminais. Max Russi: “Servidor merece respeito, não endividamento” “Essa nova lei nasce de um esforço coletivo, mas acima de tudo nasce do compromisso com o servidor. O funcionalismo público não pode ser vítima de brechas legais. Hoje, Mato Grosso dá um passo adiante com uma legislação moderna, equilibrada e que protege quem sustenta os serviços públicos: o servidor”, concluiu Max Russi. A nova lei será sancionada nesta quinta-feira (13) por Otaviano Pivetta. A partir dela, os órgãos de controle deverão aprofundar a apuração dos contratos anteriores e garantir que casos de abusos, irregularidades e descontrole não se repitam no futuro.
Prefeita Flávia Moretti inicia estudo para concessão do DAE e reforça compromisso com o fim da falta d’água em Várzea Grande
Cumprindo uma de suas principais promessas de campanha, a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), e o vice-prefeito Tião da Zaeli (PL) deram início ao processo de estudo de viabilidade para a concessão do Departamento de Água e Esgoto (DAE) do município. A agenda ocorreu nesta terça-feira (11), em São Paulo, durante reunião com representantes da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). O objetivo é buscar uma solução definitiva para o histórico problema de abastecimento de água que atinge a cidade. A iniciativa representa um passo estratégico da atual gestão, que prioriza transparência, planejamento técnico e participação popular. Concessão terá três etapas O coordenador técnico da Fipe, André Chagas, explicou que o projeto será desenvolvido em três grandes fases: Estudo técnico e diagnóstico da situação atual do DAE, com levantamento de dados e definição de critérios para concessão; Consulta e audiências públicas, permitindo ampla participação da população no debate; Leilão público, com seleção da empresa que assumirá os serviços de água e esgoto no município. “Estamos iniciando a primeira fase, que é o estudo técnico. Nosso compromisso é elaborar um diagnóstico preciso e apresentar uma proposta eficiente no menor prazo possível”, afirmou Chagas. Gestão cumpre promessa com responsabilidade e diálogo A prefeita Flávia Moretti destacou que resolver a crise no abastecimento de água é prioridade máxima da administração municipal, e que o início do processo de concessão demonstra compromisso com a população. “Estamos tratando essa questão com total seriedade. Esse foi o principal compromisso da nossa campanha e estamos cumprindo. A população quer solução e nós estamos tomando as medidas certas, com responsabilidade e diálogo”, afirmou a gestora. O vice-prefeito Tião da Zaeli reforçou que o projeto será acompanhado de perto pela gestão. “Esse é um problema histórico de Várzea Grande. Vamos acompanhar cada etapa com rigor, garantindo que o processo seja transparente e que atenda às reais necessidades da população”, declarou. Participações na reunião Também estiveram presentes no encontro técnico em São Paulo: Celso Pereira – Secretário de Viação, Obras e Urbanismo Maurício Magalhães Faria – Procurador-Geral do Município Ana Paola Carlini – Secretária de Comunicação Hebert Paes Falcão – Assessor Especial de Assuntos Estratégicos Marcelo Pedace Vieira – Coordenador de Projetos e Consultor Sênior da Fipe Com o apoio técnico da Fipe, a Prefeitura de Várzea Grande avança para garantir um sistema moderno, eficiente e sustentável de abastecimento de água e esgoto, colocando fim a décadas de dificuldades enfrentadas por milhares de famílias.
Botelho alerta para risco de novo racha no União: “Pivetta ou Jayme pode virar novo Fábio x Botelho”
O deputado estadual Eduardo Botelho (União Brasil) demonstrou preocupação com os rumos da disputa interna no grupo político que comanda o Governo de Mato Grosso. Segundo ele, a divisão entre os nomes do senador Jayme Campos e do vice-governador Otaviano Pivetta para a sucessão estadual em 2026 pode provocar um novo racha, semelhante ao que ocorreu nas eleições de 2024, quando ele disputou a Prefeitura de Cuiabá e enfrentou resistência dentro do próprio partido. Botelho afirma que, até o momento, o União Brasil não conseguiu estabelecer diálogo sobre a escolha do candidato ao governo e que a polarização entre Jayme e Pivetta pode repetir o erro de 2024. Na ocasião, a escolha do partido por seu nome à prefeitura desagradou aliados do então pré-candidato Fábio Garcia, que não o apoiaram durante a campanha. “Se definirem Pivetta, os aliados de Jayme podem não apoiar. E se for Jayme, os outros também podem recuar. Foi o que aconteceu comigo. A base ligada ao Fábio não veio comigo porque estava contrariada com a decisão interna”, relembrou. Para o deputado, o impasse atual é agravado por uma decisão pessoal do governador Mauro Mendes, que já manifestou apoio a Pivetta, mesmo diante da força política e popularidade de Jayme Campos. Ele nega que haja resistência do partido ao nome de Jayme e atribui o entrave à postura pessoal do governador. “A resistência é mais do governador. Jayme é respeitado por todos, mas essa posição pode atrapalhar todo o grupo”, afirmou. Botelho contou que já conversou com Mauro Mendes e pediu que o governador lidere um processo de construção interna ainda em 2025, com foco no consenso. Segundo ele, repetir os erros do passado pode custar caro ao grupo político. “Falei com o governador: se a gente não se unir agora, vai acontecer tudo de novo. Em 2024, ele saiu dizendo que o candidato era Fábio Garcia. Isso criou animosidade. A família de Fábio não me apoiou, e muita gente também não, por conta disso. Agora pode ser igual”, alertou. O União Brasil ainda não oficializou nenhum nome para a disputa ao Governo de Mato Grosso em 2026. Enquanto Jayme Campos articula nos bastidores com apoio de lideranças regionais, Otaviano Pivetta conta com a confiança direta do governador e tem seu nome defendido como continuidade da atual gestão. Nos bastidores, o clima é de apreensão entre os aliados. A definição do candidato pode decidir não apenas os rumos do grupo governista, mas também o futuro político de figuras centrais da política mato-grossense.
Veja o Vídeo: Max Russi não vê necessidade de CPI e diz que investigação já está em curso
Presidente da Assembleia diz que, por ora, não vê necessidade de comissão, mas afirma que seguirá o regimento se houver assinaturas suficientes O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (PSB), afirmou nesta quarta-feira (11) que não vê necessidade, neste momento, de instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar irregularidades no sistema de empréstimos consignados envolvendo servidores públicos do Estado. “Particularmente, não vejo a necessidade, até em virtude do trabalho que o Tribunal de Contas do Estado está fazendo”, declarou Russi, ao comentar as denúncias que envolvem empresas como a Capital Consig e a polêmica operação do MT Card. A fala ocorre em meio à crescente pressão de sindicatos e de parte dos parlamentares, que defendem a abertura de uma CPI para apurar supostos abusos, descontos indevidos e falhas de fiscalização por parte do Executivo. Fiscalização já em andamento Russi ressaltou que o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) já iniciou diligências sobre o caso e que a Casa de Leis deve aguardar os resultados antes de tomar decisões precipitadas. “O TCE está debruçado sobre o tema. Precisamos acompanhar esse trabalho antes de propor ações paralelas que possam se sobrepor ou até comprometer a efetividade da investigação”, pontuou. CPI depende de apoio parlamentar Embora não veja urgência na instalação da comissão, o presidente da Assembleia garantiu que respeitará o regimento interno da Casa. Caso o requerimento atinja o número mínimo de assinaturas — oito parlamentares, conforme prevê o regimento —, a CPI será instalada. “Se os deputados entenderem que é preciso e o pedido reunir as assinaturas necessárias, vamos seguir o regimento e instalar a CPI”, completou. O que motivou o debate As discussões sobre a abertura de uma CPI foram impulsionadas após denúncias de servidores públicos e entidades sindicais sobre irregularidades no sistema de crédito consignado, incluindo: Descontos em folha sem autorização; Contratos com pouca ou nenhuma transparência; Suposta omissão da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) na fiscalização das empresas credenciadas. O secretário da pasta, Basílio Bezerra, tornou-se um dos principais alvos das críticas de parlamentares, que cobram explicações sobre a atuação da Seplag no caso. Medidas do Executivo Em meio à crise, o governador em exercício Otaviano Pivetta apresentou nesta semana um projeto de lei à Assembleia que propõe: A extinção do MT Card; A proibição de intermediadoras, como fintechs e empresas sem sede física no Estado; O credenciamento exclusivo de bancos oficiais com agências em Mato Grosso; E a limitação da margem consignável a 35% da renda líquida do servidor. A proposta tenta responder às críticas e minimizar a pressão pela abertura da CPI, mas o tema segue em debate nos bastidores da ALMT. Próximos passos A proposta de CPI segue em articulação entre os deputados. Caso avance, a comissão pode ser instalada ainda neste mês. Enquanto isso, a declaração de Max Russi aponta para uma estratégia de cautela, priorizando os canais de controle externo antes de decisões mais contundentes no Legislativo. Veja o Vídeo: https://www.instagram.com/reel/DKxWw87S3tu/?igsh=cmlwam54MmJxbTZ1
Pivetta entrega projeto que extingue MT Card e endurece regras para consignados; CPI segue no radar da Assembleia
O governador em exercício de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), entregou pessoalmente, nesta quarta-feira (11), à Assembleia Legislativa, um projeto de lei que propõe a extinção do MT Card e estabelece novas regras para operações de empréstimo consignado voltadas aos servidores públicos estaduais. A proposta surge em resposta à crescente pressão de parlamentares e sindicatos, que denunciam falhas graves na gestão dos contratos consignados, incluindo descontos indevidos, falta de transparência e atuação de empresas intermediárias sem fiscalização efetiva. Um dos principais alvos é a empresa Capital Consig, acusada de irregularidades em operações financeiras com servidores. O que propõe o projeto entregue por Pivetta O texto do projeto — que deverá tramitar em regime de urgência — prevê: A extinção imediata do MT Card, cartão de crédito consignado que tem sido alvo de denúncias de abusos e endividamento excessivo entre os servidores; O fim do credenciamento de empresas intermediárias como fintechs e financeiras. A partir da aprovação da lei, apenas bancos oficiais (com sede física em Mato Grosso) poderão ofertar empréstimos consignados ao funcionalismo público estadual; A fixação de um teto máximo de 35% da margem consignável, limitando o comprometimento da renda do servidor com esse tipo de operação; Estabelecimento de normas claras e procedimentos padronizados para concessão de crédito, com maior controle e transparência na relação entre servidor e instituição financeira. “Falhamos, e estamos corrigindo”, diz Pivetta Em entrevista coletiva concedida logo após a entrega do projeto, Pivetta reconheceu que o governo falhou na fiscalização e afirmou que a proposta é uma resposta direta aos problemas enfrentados nos últimos meses. “Nós tivemos falhas, tivemos erros, e estamos trazendo esse projeto de lei justamente para reparar e deixar de errar. São normas que vão evitar os problemas que nós vivemos: o fim dos cartões, o fim dos descontos indevidos, e um credenciamento responsável — só para bancos, preferencialmente os que têm agências no estado de Mato Grosso. E o teto de 35%, no máximo”, explicou. O governador em exercício também admitiu que a movimentação para a apresentação do projeto foi acelerada com o objetivo de evitar a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa, proposta por deputados após o avanço das denúncias feitas por sindicatos. CPI ainda no radar: “Se não ficar claro, apoio a investigação” Apesar da tentativa de acalmar os ânimos no Legislativo, Pivetta deixou claro que, se o projeto não for suficiente para esclarecer os fatos, ele mesmo apoiará a criação da CPI. “Se não ficar completamente esclarecida a situação, nesses dias, com o que estamos apresentando para os deputados, para o Tribunal de Contas e para a sociedade, se não ficar bem claro, eu sou favorável à CPI. Se tiver alguma coisa, algum ponto de interrogação daqui a 10 dias, por exemplo, eu apoio”, reforçou. Pressão parlamentar e foco em Basílio Bezerra A tensão nos bastidores da Assembleia Legislativa aumentou nas últimas semanas. Deputados de diferentes bancadas passaram a articular a abertura de uma CPI para investigar os possíveis crimes administrativos relacionados aos consignados, tendo como foco a falta de fiscalização da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag). O principal nome citado nos bastidores é o do secretário Basílio Bezerra, que teria sido omisso na fiscalização das empresas credenciadas, permitindo que servidores fossem lesados por cobranças irregulares, muitas delas via MT Card, sem consentimento ou acesso claro às informações dos contratos. Entenda o caso MT Card O MT Card foi implantado como alternativa ao crédito tradicional, mas, na prática, se tornou uma porta de entrada para o endividamento de milhares de servidores, devido a: Juros elevados e pouca transparência nos contratos; Descontos automáticos em folha, mesmo em casos de cancelamento; Dificuldade de contato com as empresas operadoras; Ausência de regulamentação robusta e fiscalização deficiente. A situação se agravou com o aumento das reclamações formais feitas por sindicatos, que pressionaram tanto o Executivo quanto o Legislativo a tomar medidas mais severas. E agora? A proposta entregue por Pivetta tenta mostrar boa-fé do Executivo ao reconhecer erros e agir para corrigi-los. No entanto, a credibilidade do governo está sob avaliação, e os deputados não descartam a instalação da CPI, mesmo com o novo projeto em análise. A próxima semana será decisiva: se os parlamentares não se sentirem plenamente convencidos pela proposta, é possível que a CPI ganhe força e seja oficialmente protocolada.
Unemat é a única em MT a aprovar projeto em Edital do Ministério da Saúde
Projeto da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) é o único aprovado no Estado pelo Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde-Digital) do Ministério da Saúde. Foram contemplados 91 dos 256 projetos homologados. Mato Grosso homologou 3, dos 22 do Centro-Oeste. “Saúde Conectada: Acesso, Integralidade e Empoderamento Digital para Saúde” é o projeto aprovado da Unemat. A comissão da Unemat, que será criada para atender as exigências previstas no Edital do Ministério da Saúde, divulgará em breve os editais internos para seleção de tutores, preceptores, orientadores de serviço e monitores para desenvolvimento do Saúde Conecta. Institucionalizado na Unemat como um programa, o Saúde Conecta, deve receber cerca de 1,43 milhão de reais. O investimento federal projetado para o período de 24 meses é exclusivo às bolsas e dividido por categoria: Tutores docentes, Preceptores do SUS, Orientadores de serviço e Monitores de graduação. A estimativa tem por base os valores em real de referência do PET-Saúde: 2 mil/tutor, 1,2 mil/preceptor, 600/orientador e 400/monitor. De acordo com o professor do curso de Medicina da Unemat e coordenador geral do Programa Saúde Conectada, Gleber Nelson Marques, a iniciativa está ancorada no Programa SUS Digital e estruturada em cinco projetos interprofissionais. O Saúde Conectada conta com os projetos Prática Esportiva Orientada, de manejo de condições crônicas com suporte digital a academias comunitárias; Ambulatório Virtual de Especialidades, de teleinterconsultas síncronas entre APS e especialistas; Teleoftalmologia e Urgência Ocular, de triagem remota e acompanhamento de saúde ocular; Governança e Maturidade em Saúde Digital, de aplicação do Índice Nacional de Maturidade em Saúde Digital (INMDES) e formação em letramento digital e, Saúde Digital para Pessoas Privadas de Liberdade, de expansão de teleconsultas em unidades penais.
Academia Mato-grossense de Letras realiza 5ª edição do projeto “Casa Aberta” nesta quinta-feira (12)
A 5ª edição do projeto “Casa Aberta” da Academia Mato-grossense de Letras (AML) ocorre nesta quinta-feira (12.6), a partir das 18h, na Casa Barão em Cuiabá. Com investimento da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), o evento tem como tema “Olha pro céu, meu amor”, em comemoração ao dia dos namorados. Uma referência a canção de amor de Luiz Gonzaga e José Fernandes, que é retratada numa noite de São João. O evento é gratuito e contará com diversas atrações, como o Papo Acadêmico, com participação de Lorenzo Falcão, jornalista cultural e escritor, e Marta Cocco, professora de literatura e escritora. A dupla vai viajar em torno de poemas que perpassam pelo “amor”, tema universal muito comum nas literaturas de praticamente todos os países. Marta e Lorenzo, que também são membros da AML, prometem uma performance emocionante e descontraída. A atual presidente da Academia, Luciene Carvalho, vai mediar essa livre conversação. Na programação ocorrerá ainda a exibição do curta “Me beija”, roteirizado e dirigido por Luiz Marchetti, lançado em 2024 que, em linhas gerais, explora o amor e a libido como um ato de resistência etária e para além das abordagens tradicionais e publicitárias. Nesta edição de “Casa Aberta” também terá a participação do Grupo de Cururu Tradição Cuiabana do Coxipó, que trabalha a cultura popular regional, as apresentações do Slam Academia e DJ e o teatro da poesia, com microfone aberto para leitura dramatizada, encenação e declamação. Já na Sopa de Letrinhas, um espaço aberto para escrita dos convidados, a Escola de Poesia para Meninas Pretas surge como novidade. Serviço: 5ª edição do projeto Casa Aberta Data: quinta-feira (12.6) a partir das 18h – Entrada gratuita Local: Casa Barão