A família de Priscila da Cunha Correia Alves vive momentos de angústia e desespero desde o desaparecimento da jovem na tarde de sexta-feira (13), por volta das 16h, em Cuiabá. Desde então, não houve nenhum contato ou informação concreta sobre seu paradeiro. Priscila conduzia um JEEP Renegade 2024, cor cinza escuro, placa SPJ1G10, que também não foi localizado até o momento. O sumiço repentino da jovem tem mobilizado familiares, amigos e a comunidade nas redes sociais em busca de pistas que possam levar ao seu reencontro. A família faz um apelo: qualquer informação, por menor que pareça, pode ser essencial para encontrá-la. 📞 DISQUE DENÚNCIA – 197 (Polícia Civil)📞 Ou 190 (Polícia Militar) As informações podem ser repassadas anonimamente. Ajude a compartilhar. Vamos encontrar a Priscila.
“A Câmara também é da comunidade LGBT”, afirma vereadora Maysa Leão durante Parada da Diversidade em Cuiabá
Durante a concentração da 22ª Parada da Diversidade de Cuiabá, realizada neste sábado (14), na Praça Ipiranga, a vice-presidente da Câmara Municipal, vereadora Maysa Leão (Republicanos), defendeu a ocupação de espaços institucionais pela população LGBTQIAPN+ e cobrou mais diálogo no Parlamento sobre pautas que impactam diretamente essa comunidade. “Obviamente eu sozinha não vou conseguir, mas estou lá para abrir todas as portas. A Câmara é da sociedade cuiabana, é da população LGBT, e a gente precisa ocupar esse espaço”, declarou a parlamentar. Maysa reconheceu que o ambiente político local ainda é marcado por posturas conservadoras, o que dificulta o avanço de políticas públicas voltadas à diversidade. No atual mandato, por exemplo, o vereador Rafael Ranalli (PL), policial federal, já apresentou ao menos três projetos considerados por entidades de direitos humanos como ofensivos aos direitos da comunidade LGBTQIA+, incluindo uma proposta que visa restringir a participação de crianças e adolescentes na Parada da Diversidade — mesmo com autorização dos pais ou responsáveis. Apesar dos desafios, Maysa reforçou o convite para que mais representantes da comunidade participem ativamente das sessões e da Tribuna Livre na Casa de Leis: “Precisamos que a comunidade ocupe a Câmara, que vá à Tribuna, que faça defesas. Só assim a gente vai conseguir avançar nas pautas e garantir direitos reais para essas pessoas”. Neste ano, a Parada teve como lema “Vidas Trans Importam”, em meio a uma dura realidade: Mato Grosso figura entre os estados com os maiores índices de violência contra pessoas trans no Brasil. A vereadora reforçou que a luta pela igualdade precisa ir além da visibilidade e se tornar efetiva em políticas públicas. “O Estado é campeão em matar pessoas trans. Hoje estamos aqui defendendo espaços de cultura, empregabilidade e, acima de tudo, o direito à vida e à existência dessas pessoas”, finalizou.
Até quando a saúde pública vai resistir? Superfaturamento, abandono e a urgência de reconstruir um sistema que sangra
A saúde pública em Mato Grosso – e em especial na capital, Cuiabá – vive um colapso silencioso, que se repete em ciclos. Cada escândalo, cada decisão administrativa ou política, escancara uma verdade que a população sente na pele há anos: algo precisa mudar. E com urgência. Nesta sexta-feira (13), o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), anunciou que o município está rompendo com o Consórcio Intermunicipal de Saúde Vale do Rio Cuiabá (Cirvasc), após identificar indícios de má gestão e compras com valores muito acima do mercado. Entre os exemplos citados, um chamou atenção: a aquisição de cadeiras de rodas por R$ 4.200, sendo que no mercado o mesmo modelo pode ser encontrado por cerca de R$ 1.000. E, segundo o prefeito, ainda foram entregues cadeiras diferentes das contratadas. O sobrepreço ultrapassaria 200%. “Não vimos mais viabilidade técnica e econômica para seguir com esse contrato. A cadeira entregue era diferente da que foi comprada”, declarou Abílio. Saúde fragilizada: de quem é a culpa? A denúncia levanta questionamentos maiores. Afinal, quantos contratos como esse já passaram despercebidos? Quantas vezes o dinheiro da saúde foi mal aplicado – ou pior, desperdiçado – enquanto faltava atendimento, estrutura, insumos e respeito nos hospitais públicos? O prefeito também revelou que Cuiabá deixará outro consórcio regional, e sugeriu que consórcios no futuro só teriam validade com fiscalização direta do Ministério Público ou do Tribunal de Contas, para garantir transparência e controle social. “Se for com controle externo, com o TCE ou Ministério Público acompanhando de perto, passa a ser interessante. Do jeito que está, não temos interesse em continuar.” E a população? Essa segue pagando a conta Enquanto os bastidores da saúde são tomados por irregularidades, quem precisa de atendimento segue esperando: faltam médicos, faltam exames, faltam medicamentos e, principalmente, falta confiança. Nos corredores de UPAs e hospitais, a fila não é só por atendimento, é pela dignidade. O escândalo das cadeiras de rodas não é um caso isolado — é mais uma peça de um sistema doente. E a pergunta que fica é inevitável: Até quando a saúde vai aguentar? O rompimento com o consórcio pode ser um passo para mudar a lógica, mas não resolve sozinho um problema estrutural que se arrasta há décadas. E neste momento, mais do que encontrar culpados, o que o povo mato-grossense espera é ação concreta, ética e urgente. Veja o Vídeo:
Prefeitura faz 2ª rodada de vacinação contra gripe em shoppings de Cuiabá neste sábado
A Prefeitura de Cuiabá, por meio do Núcleo da Primeira-Dama Samantha Iris em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), está levando a campanha de vacinação contra a Influenza para os três shoppings da capital: Shopping Estação, Pantanal Shopping e Três Américas. A ação teve início na semana passada e será repetida nos próximos sábados do mês de junho, dias 14, 21 e 28, sempre das 10h às 19h, nos mesmos locais. A iniciativa visa ampliar o acesso à imunização, levando os serviços de saúde para espaços de grande circulação, tradicionalmente utilizados pelas famílias cuiabanas como pontos de lazer, compras e convivência. De acordo com a primeira-dama Samantha Iris, levar a vacina até os centros comerciais é uma estratégia pensada para facilitar o acesso e conscientizar a população sobre a importância da imunização. “Queremos incentivar as pessoas a se protegerem, tornando a vacina mais acessível em locais de grande movimento. Vacinar é a única maneira eficaz de combater o vírus da Influenza em nossa cidade”, destacou. A vacinação é gratuita e voltada aos grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde. Podem se vacinar: Crianças de 6 meses a menores de 6 anos Idosos (60 anos ou mais) Gestantes e puérperas Povos indígenas e quilombolas Pessoas em situação de rua Trabalhadores da saúde Professores Profissionais das forças de segurança, salvamento e Forças Armadas Pessoas com deficiência permanente Caminhoneiros, trabalhadores do transporte coletivo e portuários Trabalhadores dos Correios Funcionários do sistema prisional Pessoas com doenças crônicas ou condições clínicas especiais Para receber a vacina, basta apresentar um documento oficial com foto. A secretária municipal de Saúde, Lucia Helena Barboza Sampaio, reforça a importância da campanha e faz um apelo à população cuiabana. “A cobertura vacinal contra a Influenza em Cuiabá ainda está muito abaixo do ideal, com pouco mais de 21% do público-alvo imunizado. Precisamos aumentar esse índice com urgência. A vacina é segura, gratuita e está disponível não só nos shoppings, mas também em todas as Unidades Básicas de Saúde durante a semana”, orientou. A ação nos shoppings é mais uma entre as diversas estratégias adotadas pela gestão para proteger a população e evitar surtos da doença, principalmente neste período de maior circulação do vírus. A SMS reforça que a vacina salva vidas e é fundamental para a prevenção de complicações graves, internações e mortes por gripe.
Feirão de Emprego no Pedra 90 conquista oportunidade de trabalho para 80 mulheres
Em três dias do 3º Feirão de Empregos no CRAS Pedra 90, a Secretaria Municipal da Mulher, sob liderança da secretária da Mulher, tenente-coronel Hadassah Suzannah, encaminhou 80 mulheres para processos seletivos de empresas parceiras. A ação, que integra o “Projeto Secretaria da Mulher em Ação”, continua neste sábado (14), das 8h às 12h30, na Escola Estadual Malik Didier Namer Zahafi, com a oferta do balcão de empregos, cursos gratuitos e distribuição de roupas pelo Armário Solidário. Realizado nos dias 09, 11 e 13 de junho, o 3º Feirão de Empregos atendeu mulheres dos bairros Pedra 90, Jardim Industriário e Nova Esperança, com apoio de diversas empresas, inclusive da região, ofertando mais de 600 vagas de trabalho. A coordenadora da Secretaria da Mulher, Caroline Fernandes, destacou que o evento levou oportunidades diretamente aos bairros mais afastados, fortalecendo a autonomia feminina. “O objetivo da Secretaria da Mulher, representada pelas secretárias Hadassah e Stefanya Paiva (secretária-adjunta), é ampliar o acesso ao emprego e contribuir para que as mulheres superem situações de vulnerabilidade, principalmente a violência patrimonial”, afirmou. Eliane Cristina de Souza, moradora do Pedra 90, compareceu ao feirão após indicação de uma amiga. “Fui muito bem atendida. Estou há seis meses sem trabalho, e aqui tive a chance de deixar meu currículo. Saio esperançosa”, relatou. Já Maria Madalena, também moradora do bairro, buscava uma vaga como técnica de enfermagem. “Me formei no ano passado e quero muito atuar na área da saúde. Agora é torcer para ser chamada”, contou. O atendimento no feirão de empregos foi feito de forma personalizada. As candidatas preencheram fichas com preferências e horários disponíveis. Em seguida, foram triadas para as vagas compatíveis e tiveram os currículos encaminhados às empresas. No local, o Sine Municipal também disponibilizou mais de 300 vagas de emprego, abrangendo diversas áreas e destinadas a homens e mulheres. A ação no CRAS Pedra 90 conta com a parceria da Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL Cuiabá), da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH), da Secretaria de Agricultura e Trabalho, do Sine Municipal, do Shopping Estação, do Grupo Pereira, do Grupo Solar Coca-Cola, da ACCuiabá (Associação Comercial de Cuiabá), da Infinity Assessoria Empresarial, do Grupo Moveup, do Shopping Pantanal, Moda Verão, Lojas Gazin Pedra 90, Instituto Visão Solidária, Tonon, Grande RH e Fleck Assessoria/RH.
Fechar a Santa Casa é fechar portas para a vida? O drama da saúde pública em Mato Grosso exposto pela possível desativação de um hospital centenário
O sistema de saúde pública em Mato Grosso vive um momento de grande alerta. Com a inauguração prevista do novo Hospital Central, em setembro de 2025, surge um movimento silencioso – mas devastador – que pode culminar no fechamento da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá, hospital que há quase dois séculos salva vidas e ampara famílias inteiras em momentos de desespero. A possível desativação da unidade lança uma sombra sobre o presente e o futuro do atendimento oncológico no Estado. Atualmente, a Santa Casa acompanha 500 adultos em tratamento contra o câncer, além de 100 crianças em quimioterapia. Na radioterapia, são 74 pacientes ativos e outros 70 aguardando avaliação. “Minha mãe foi cuidada aqui com dignidade. Como pensar em fechar isso?” O desabafo de Luciana, filha de Dona Marlene, que recentemente passou por tratamento na Santa Casa, sintetiza o sentimento de centenas de famílias mato-grossenses: “Minha mãe foi tratada com dignidade e humanidade. Saber que este hospital pode fechar é como reviver a dor do diagnóstico. A Santa Casa nos deu esperança, acolhimento. Fechar esse hospital é negar isso a outras famílias.” Uma estrutura insubstituível A médica radioterapeuta Maria Elisabeth Meurer Alves afirma que não existe estrutura pronta para substituir o serviço da Santa Casa. O hospital possui um aparelho de radioterapia avaliado em R$ 1,5 milhão, instalado com aprovação da Comissão Nacional de Energia Nuclear. “Cada aparelho tem capacidade limitada. Se a Santa Casa fechar, simplesmente não haverá como atender a todos. Estamos no limite. A conta não fecha. E o prejuízo é direto na vida das pessoas.” A fila já chega a 60 dias. E se fechar? O presidente do Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT), Diogo Leite Sampaio, destaca que existe uma lei federal que determina que o tratamento de câncer inicie em até 60 dias após o diagnóstico. Mas a realidade é que a fila para iniciar a radioterapia já chega a esse tempo. “Fechar a Santa Casa é tirar o pouco que já temos. O novo Hospital Central pode ser importante, mas não substitui toda a estrutura da Santa Casa. Oncologia clínica, radioterapia, retaguarda de leitos… tudo isso está lá. E tudo isso está em risco.” Uma história que não pode ser interrompida A Santa Casa de Cuiabá tem quase 200 anos de serviços prestados. É mais do que um hospital: é um símbolo da saúde pública mato-grossense. Desativá-la sem um plano estruturado, sem uma rede absorvente, é um atentado contra o presente e o futuro da vida de milhares de pessoas. A pergunta que fica: se não é possível oferecer mais, por que cogitam tirar o que já existe? “Talvez os políticos que pensam em fechar este hospital não conheçam a sua história. Talvez nunca tenham passado horas ao lado de alguém fazendo quimioterapia. Talvez não entendam o que é uma mãe ouvir de um médico: ‘vamos tentar mais uma sessão’. Porque se soubessem, **jamais cogitariam apagar essa esperança”, desabafa Luciana.