Equipes militares da Força Tática do 8º Comando Regional apreenderam, nesta quarta-feira (18.6), três armas de fogo, 18 cartuchos e 28 munições de calibres diversos, durante abordagem na zona rural do município de Aripuanã (a 1.000 km de Cuiabá). Durante o desdobramento da Operação Tolerância Zero no combate aos crimes ambientais e de invasão de propriedades rurais, os policiais militares receberam uma denúncia de uma suposta ação criminosa nas proximidades de uma Área de Preservação Permanente (APP), na região da Linha Puraquê, a cerca de 25 quilômetros da zona urbana de Aripuanã. A partir da denúncia, as equipes intensificaram o policiamento e identificaram o condutor de uma motocicleta, em atitude suspeita. Durante tentativa de abordagem, o piloto saiu em alta velocidade, realizando diversas manobras bruscas por uma estrada vicinal, ignorando os sinais sonoros e luminosos. Durante a fuga, o suspeito entrou em uma propriedade rural, abandonou a motocicleta e não foi localizado até o momento. No local, as equipes foram recebidas por um funcionário da fazenda. Questionado sobre a localização do suspeito, o homem relatou que ele seria um dos trabalhadores do local, mas que não sabia seu paradeiro. Em buscas pela residência, os policiais militares localizaram uma pistola calibre 380, duas espingardas, sendo uma calibre 28 e outra calibre 22, além de 28 munições e 18 cartuchos. A testemunha ressaltou que o armamento seria do proprietário da fazenda. O homem foi encaminhado à delegacia, junto com os armamentos apreendidos, para registro do boletim de ocorrência e demais providências necessárias. Disque-denúncia A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
Sérgio Ricardo propõe Refis dos Consignados e cobra transparência: “É hora de encerrar essa farra com dinheiro do servidor”
O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, elevou o tom e apresentou uma proposta concreta para resolver a crise dos empréstimos consignados firmados por servidores públicos do Estado. Durante audiência pública na Assembleia Legislativa, ele defendeu que o Governo do Estado adote as regras do Programa de Recuperação Fiscal (Refis), nos moldes do que já ocorre no âmbito federal, para quitar dívidas com descontos entre 70% e 90% e renegociar os contratos em condições justas e transparentes. “Essas dívidas foram feitas com desconto direto em folha. São valores com garantia de pagamento. Não faz sentido mantê-las com juros abusivos”, afirmou o conselheiro. Dívidas somam até R$ 12 bilhões O TCE estima que o volume bruto das operações atinja cerca de R$ 12 bilhões, considerando empréstimos, cartões de crédito e benefícios consignados contratados com servidores do Poder Executivo estadual. A apuração só será finalizada após o recebimento de todos os contratos firmados com empresas consignatárias até o dia 30 de junho. “As empresas que não entregarem os contratos até essa data terão os descontos suspensos. A recomendação será para o Governo parar imediatamente as cobranças dessas dívidas até que se faça uma análise detalhada”, garantiu Sérgio Ricardo. Plataforma de controle e cruzamento de dados O TCE-MT já colocou em funcionamento uma plataforma que reúne todos os contratos realizados nos últimos 36 meses, permitindo uma análise técnica sobre legalidade, taxas aplicadas, valores cobrados e eventuais abusos. Com isso, será possível identificar: Contratos que respeitaram a legislação Cláusulas com cobranças abusivas Operações não reconhecidas pelos próprios servidores A partir da triagem, o objetivo é formatar um espelho confiável da real dívida existente, e com isso, propor acordos de quitação e renegociação em condições justas, devolvendo os valores utilizados aos cofres públicos. Proposta: Governo paga, Estado renegocia Sérgio Ricardo propôs que o Governo do Estado quite as dívidas diretamente com as empresas – aproveitando os descontos – e, posteriormente, renegocie com os próprios servidores, em condições ajustadas às realidades de cada caso. “Isso vai evitar colapso financeiro e social entre os servidores e equilibrar o sistema. O Estado paga com desconto, e o servidor quita com dignidade, sem exploração”, explicou. A Seplag será o órgão responsável por operacionalizar o plano, que pode se transformar em um modelo estadual de renegociação com base na segurança jurídica e no equilíbrio financeiro. Alerta aos municípios: TCE quer mapa completo do problema O presidente da Corte de Contas também determinou que todos os 142 municípios do estado enviem informações sobre seus contratos de consignados, pois, segundo ele, os mesmos problemas encontrados no Executivo estadual também devem estar presentes nas gestões municipais. “Não tem como não haver problemas. Faltava legislação, faltava controle. Agora, vamos mapear tudo antes que a crise se agrave ainda mais. O que queremos é segurança, justiça e responsabilidade com o dinheiro do servidor”, alertou. Análise – MT Urgente A fala de Sérgio Ricardo marca um divisor de águas no enfrentamento à crise dos consignados em Mato Grosso. Ao apresentar um plano prático, com ferramentas de controle, pressão sobre as empresas e articulação institucional, o presidente do TCE coloca o tribunal como protagonista de uma solução ampla e histórica. Mais do que uma proposta técnica, é um posicionamento político forte, que exige do Executivo estadual e dos gestores municipais um gesto concreto de responsabilidade com os servidores públicos. Encerrar a farra dos consignados, com juros abusivos, contratos opacos e desconto automático, é hoje uma exigência moral, jurídica e fiscal. 📌 Resta agora saber quem, no Governo e nas prefeituras, vai comprar essa briga — e quem vai resistir à transparência. 📲 Continue acompanhando os desdobramentos dessa iniciativa no MT URGENTE.
Presidente da ALMT, Max Russi fala sobre rumores de candidatura e diz que boa gestão pode credenciá-lo ao Governo
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (PSB), voltou a ser o centro das atenções no meio político estadual. Durante entrevista concedida na manhã desta terça-feira (17), o parlamentar comentou os crescentes rumores sobre uma possível candidatura sua ao Governo do Estado em 2026 — e, embora tenha tratado o assunto com naturalidade e bom humor, não descartou a possibilidade. “Se eu for um bom presidente da Assembleia Legislativa, posso estar preparado para disputar o Governo”, afirmou Russi, em resposta às especulações que vêm crescendo nos bastidores. Fala estratégica em meio à especulação O posicionamento do deputado foi estratégico. Ao mesmo tempo em que rejeitou as “fofocas políticas” que circulam nos bastidores, Max também deixou a porta aberta para um projeto futuro no Executivo. Sua declaração reflete uma postura equilibrada: demonstra foco no presente — como gestor do Parlamento —, mas não nega o potencial político que seu nome tem para alçar voos maiores. Consolidação como líder e gestor da ALMT Max Russi está em seu terceiro mandato como deputado estadual e atualmente ocupa o cargo de presidente da ALMT, cargo que tem usado para fortalecer sua imagem como líder político moderado, articulador e institucional. Sob sua condução, a Assembleia Legislativa tem conseguido manter uma relação de equilíbrio entre os poderes, aprovando matérias com impacto direto na população, fomentando programas sociais e fortalecendo políticas públicas nos municípios. Liderança interna, articulação com a base e diálogo com os prefeitos são marcas de sua gestão, que tem sido apontada por colegas como uma das mais organizadas e produtivas dos últimos anos. Nome forte nos bastidores para 2026 O nome de Max Russi tem ganhado força como possível sucessor do governador Mauro Mendes (União Brasil). Nos bastidores, há comentários de que o parlamentar conta com simpatia do próprio governador e da primeira-dama Virginia Mendes, fator que, se confirmado, o coloca em uma posição privilegiada no tabuleiro político. Além disso, lideranças regionais, prefeitos e deputados estaduais já reconhecem a capacidade de Max para disputar uma candidatura majoritária. A leitura é de que seu perfil conciliador, somado à experiência legislativa e à boa interlocução com diferentes setores, o torna um nome naturalmente viável para o Governo. Perfil de união e habilidade política Max Russi tem construído sua imagem com base em três pilares claros: Articulação política madura: sabe dialogar com diferentes correntes e manter pontes abertas, mesmo com adversários. Capacidade de gestão: sua atuação à frente da ALMT tem sido marcada por organização administrativa, valorização dos servidores e foco em resultados. Habilidade de unir lideranças: é visto como uma figura moderadora dentro de um ambiente político muitas vezes polarizado. Análise – MT URGENTE A resposta de Max Russi à possibilidade de disputar o Governo em 2026 foi cuidadosa, mas carrega força política: não nega, nem confirma — apenas sinaliza que está preparado. Nos bastidores da ALMT, o que se ouve é praticamente um consenso: Max tem perfil, tem base e tem preparo para governar Mato Grosso. Não por acaso, a maioria dos parlamentares já considera seu nome como uma das alternativas mais sólidas para a sucessão de Mauro Mendes. Trata-se de um político que cresceu sem confrontos, construiu pontes e entregou resultados, tanto para o Parlamento quanto para os municípios. Se a política é feita de timing, credibilidade e capacidade de articulação — Max Russi está em plena ascensão. E, se mantiver o ritmo, poderá se tornar um dos protagonistas mais fortes da disputa pelo Governo em 2026. 📲 Siga acompanhando as análises políticas e os bastidores do poder em Mato Grosso aqui no MT Urgente.