Em votação histórica realizada nesta terça-feira (24), o conselheiro Sérgio Ricardo foi reconduzido, por unanimidade, à presidência do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT). Pela primeira vez, um presidente é reeleito na Corte de Contas do Estado, evidenciando a força de sua liderança e o reconhecimento dos avanços conquistados em sua gestão. Apesar de ter sido candidato único, o processo de votação seguiu o rito oficial, com voto secreto e urna individual para cada um dos sete conselheiros, respeitando os princípios da transparência e legalidade. Sérgio fez questão de passar a presidência da sessão para o conselheiro Antônio Joaquim durante o processo, demonstrando respeito institucional e cautela com a condução dos trabalhos. Uma gestão transformadora Desde que assumiu a presidência, Sérgio Ricardo tem liderado uma gestão inovadora, ativa e comprometida com resultados práticos para a sociedade. Ele reposicionou o Tribunal como uma instituição mais propositiva, com foco em auditoria de resultados e no apoio técnico aos gestores públicos. Entre os principais avanços de sua gestão, destacam-se: ✅ Fiscalização de grandes obras e auditorias com foco em resultados Sérgio Ricardo assumiu papel de protagonista na fiscalização de obras paralisadas, como o sistema de transporte BRT na Grande Cuiabá e rodovias estaduais. O TCE, sob sua liderança, tem exigido prazos, planos de ação e responsabilização direta de gestores, garantindo que o dinheiro público não seja desperdiçado. ✅ Tecnologia a serviço da transparência O Tribunal implantou sistemas modernos de monitoramento por satélite e análise de dados para acompanhar, em tempo real, o desempenho de políticas públicas em áreas como saúde e educação. A gestão também integrou o TCE-MT ao Programa Nacional de Transparência Pública (PNTP), promovendo mais clareza nas contas dos municípios e órgãos estaduais. ✅ Capacitação de prefeitos e gestores Outra marca da gestão é a orientação preventiva. Através de parcerias com a AMM, câmaras municipais e órgãos estaduais, o TCE-MT tem promovido eventos e capacitações voltadas a prefeitos, secretários e técnicos, com o objetivo de evitar erros e promover uma administração mais eficiente. Unidade e reconhecimento interno O conselheiro Antônio Joaquim, ao presidir a sessão de eleição, destacou o ineditismo e a legitimidade da recondução de Sérgio Ricardo. “É o primeiro presidente reeleito da Corte. Isso está dentro do regimento e reforça a confiança dos pares em sua capacidade. Sérgio tem sido ousado, assumindo responsabilidades importantes, como a fiscalização de obras e o debate sobre os consignados. Isso é protagonismo legítimo”, afirmou. Próximos desafios Com um novo mandato à frente do TCE-MT, Sérgio Ricardo afirmou que seguirá trabalhando com o mesmo comprometimento. A meta agora é avançar ainda mais em inovação, agilidade nos processos e modernização institucional, com foco permanente no interesse público e na boa aplicação dos recursos. “Assumo essa recondução com humildade, mas com a convicção de que estamos no caminho certo. A sociedade espera cada vez mais dos órgãos de controle, e o TCE-MT não vai se omitir”, declarou o presidente reeleito.
Governo do Estado instala Sala de Situação em Poconé para combater incêndios no Pantanal
O lançamento da Operação Pantanal 2025, realizado nesta terça-feira (24.6), no município de Poconé, marca o início da etapa de resposta aos incêndios florestais e do funcionamento da Sala de Situação do Pantanal. Mais de 10 instituições, entre órgãos estaduais, federais e representantes do setor produtivo, passam a atuar de forma integrada no monitoramento e combate aos incêndios. Durante a solenidade de lançamento, o comandante-geral adjunto do Corpo de Bombeiros em Mato Grosso, Rony Robson Cruz Barros, destacou que a Sala de Situação em Poconé atuará como centro operacional estratégico durante toda a temporada, especialmente no bioma Pantanal. “Esta região exige resposta rápida e altamente coordenada”, ressaltou. Segundo ele, aproximadamente 145 pessoas estarão envolvidas nesta etapa de resposta aos incêndios florestais. Serão 80 combatentes, entre militares e brigadistas, 52 servidores da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra) para apoio técnico e logístico, 28 máquinas operacionais, um helicóptero do Ciopaer, duas aeronaves de asa fixa, 20 viaturas e mais quatro aeronaves da Defesa Civil. Conforme o comandante-geral adjunto, outro avanço importante no combate aos incêndios florestais é ampliação do uso do Sistema Integrado de Cadastro de Recursos para Apoio aos Incêndios Florestais. “Vamos cadastrar e acionar recursos voluntários do setor produtivo, como tratores, caminhões pipa e insumos em situações de emergência ambiental”. O secretário executivo do Comitê Estadual do Fogo, coronel BM Dércio Santos da Silva, destacou os investimentos realizados pelo Governo do Estado em ações estruturantes. “Nós cremos que esse ano, como nos anos anteriores, terão adversidades, mas o Estado está robustamente fortalecido, com investimentos, com capacitações e é isso que o cidadão espera para um bioma tão importante como esse, que tenham ações integradas e coordenadas para a sua proteção”, afirmou. O secretário executivo lembrou ainda que desde o último dia 17, está em vigor a Instrução Normativa 02/2025 que dispõe sobre os procedimentos para construção de aceiros em propriedades rurais no Pantanal mato-grossense. A medida é obrigatória e tem como finalidade conter a propagação de incêndios florestais no período de estiagem. Conforme a normativa, os aceiros são faixas de terreno com remoção da vegetação. Eles deverão ter no mínimo 20 metros e no máximo 40 metros de largura. Nas divisas de propriedades, cada imóvel deverá construir o seu aceiro de no mínimo 10 metros e no máximo 20 metros. No período de emergência ambiental, apenas a construção de aceiros em metragem superior à que foi estabelecida na instrução normativa, ou que implique em supressão de vegetação nativa, exceto pastagem, depende de autorização da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). Homenagem A Sala de Situação em Poconé leva o nome de Antônio Luiz de Almeida França Satyro, falecido em 28 de março deste ano. Ambientalista, apicultor, cinegrafista e defensor do Pantanal. Satyro foi referência nacional em educação ambiental e, durante os incêndios de 2020 a 2024 , abriu sua propriedade para apoiar operações de resgate, logística e atendimento animais. Participaram da solenidade, representantes de várias instituições, entre elas, o Exército Brasileiro, Superintendência da Associação Brasileira de Inteligência em Mato Grosso (Abin-MT), Senado Federal, Polo Sociambiental Sesc Pantanal, Defesa Civil, Polícia Civil e Polícia Militar.
ALMT debate dados alarmantes sobre saúde mental e aumento de suicídios em Cuiabá
A Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, nesta terça-feira (24), reunião ordinária para discutir os desafios da saúde mental no estado e os números alarmantes de suicídios em Cuiabá e no Brasil. A médica psiquiatra do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), Olicélia Poncioni, foi convidada para palestrar sobre o tema e apresentou dados que acendem um alerta sobre a urgência de políticas públicas na área. Segundo ela, nos primeiros quatro meses deste ano houve um aumento de 30% nos casos de suicídio em Cuiabá, em comparação com o mesmo período do ano passado. “Se no ano passado os dados já eram alarmantes, este ano esse crescimento é assustador. Se continuar nesse ritmo, esse número vai dobrar em pouco tempo. É uma emergência de saúde pública”, alertou a psiquiatra. A especialista destacou que entre 20% e 30% das consultas em serviços de emergência estão diretamente relacionadas à saúde mental, com aumento expressivo nos casos de depressão, ansiedade e transtornos psicóticos. Ela também lembrou que, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 450 milhões de pessoas no mundo são acometidas por transtornos mentais, que representam 12,3% das causas de invalidez no planeta. Ainda segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 1 milhão de pessoas morrem por suicídio todos os anos no mundo, o que significa uma morte a cada 40 segundos no mundo e uma a cada 45 minutos no Brasil, totalizando mais de 2.160 mortes por dia no país. A faixa etária de pessoas que cometem suicídios está entre 17 a 29 anos. As mulheres apresentam tentativas, mas os homens são os mais concretizam o ato. A médica defendeu que o caminho para enfrentar esse cenário começa na atenção primária, ou seja, nos postos de saúde e nas unidades básicas de saúde dos bairros. “Se o paciente chega no postinho, fala com o agente de saúde e não encontra acolhimento ou atendimento adequado, ele não tem para onde ir. Muitos nem têm dinheiro para o transporte. É na saúde básica que começa a prevenção. Se a gente agir na base, com certeza teremos menos internações e menos emergências psiquiátricas no HMC”, afirmou. Para Olicélia, o debate na ALMT é fundamental. “Se a Assembleia, que é nossa casa legislativa, não abrir os olhos para isso, quem vai? É daqui que saem as articulações com os governos estadual, federal e municipal. Por isso eu trouxe propostas e projetos de prevenção para que algum deputado abrace essa causa. Estamos lidando com vidas e é urgente”, reforçou. O presidente da Comissão de Saúde, deputado Paulo Araújo (PP), reforçou a fala da médica e fez um alerta sobre a dificuldade de acesso a serviços especializados. “O que ela nos trouxe é gravíssimo. Estamos vivendo uma verdadeira pandemia de transtornos mentais, e o sistema não está preparado. Falta assistência básica, formação de profissionais, faltam psiquiatras tanto na rede pública quanto na privada. Isso é uma questão de saúde pública urgente. O Brasil não tem uma rede de saúde mental capaz de dar conta da demanda. Faltam Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), e políticas públicas, precisamos agir rápido”, defendeu. O parlamentar reforçou que o problema é global, mas que é possível começar a enfrentá-lo com ações concretas no estado. “A cada 40 segundos uma pessoa tira a própria vida no mundo. No Brasil, é a cada 45 minutos. Esses números são devastadores. Estamos falando de pais, mães, filhos, jovens, idosos, famílias inteiras destruídas. Precisamos de políticas públicas consistentes, mais investimento e formação de profissionais na área da saúde mental”, concluiu.
Polícia Civil apreende alto valor em dinheiro durante buscas contra grupo especializado em estelionato contra jogadores de futebol
A Polícia Civil de Mato Grosso cumpriu na manhã desta terça-feira (24.6) mandados de busca e apreensão e de prisão, na Operação Falso 9, deflagrada pelas Polícia Civis de Rondônia (RO) e do Paraná (PR), para desarticular um esquema de estelionato milionário contra jogadores de futebol de times brasileiros e uma instituição financeira, por meio de fraudes na portabilidade de salários. Foram expedidos 33 mandados judiciais, sendo 22 de busca e apreensão domiciliar, nove de prisão preventiva e dois de prisão temporária, em Almirante Tamandaré (PR), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Lábrea (AM) e Porto Velho (RO). A operação conta com apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Em Cuiabá, duas ordens judiciais, sendo um mandado de prisão e um de busca e apreensão, contra um alvo de 28 anos, foram cumpridas pelos policiais a Delegacia Especializada de Estelionato e Outras Fraudes, em uma residência no bairro São Sebastião. No local, foram apreendidos aparelhos celulares, máquinas de cartão de crédito, além de uma caixa com grande quantidade de dinheiro em espécie. O valor apreendido ainda está sendo contabilizado, mas é possível que ultrapasse R$ 400 mil. Modus operandi A investigação teve início em janeiro deste ano, após o setor de prevenção à fraude de uma instituição financeira identificar irregularidades em operações de portabilidade salarial de atletas. Os criminosos abriam contas bancárias com documentos falsos e dados de jogadores de futebol. Pouco tempo depois, solicitavam a portabilidade do salário do verdadeiro titular dos dados para a conta fraudulenta. Assim que os valores eram recebidos, os golpistas transferiam o dinheiro para outras instituições financeiras, compravam produtos e serviços ou faziam saques em caixas eletrônicos, dificultando o rastreamento e a recuperação dos valores. O montante total desviado ultrapassa R$ 1 milhão, dos quais R$ 135 mil foram recuperados e bloqueados preventivamente. Após a detecção da fraude, a instituição financeira corrigiu imediatamente a vulnerabilidade e ressarciu as vítimas, que não tinham conhecimento do golpe, e identificaram, ainda, que, entre os criminosos beneficiários identificados, estão pessoas jurídicas com sede em Cuiabá (MT) e Porto Velho (RO), além de indivíduos, que receberam, juntos, mais de R$ 287 mil.
Secretarias de Saúde e Segurança Pública firmam parceria para agilizar atendimentos pré-hospitalares em MT
As Secretarias de Estado de Saúde e de Segurança Pública assinaram, na manhã desta terça-feira (24.6), um Termo de Cooperação para a implantação do Sistema Estadual de Atendimento Pré-Hospitalar em Mato Grosso. A parceria vai ofertar um serviço mais rápido, completo e eficiente à população. “Nós temos absoluta convicção de que essa nova modalidade de serviço, que começa a migração nos próximos dias, vai trazer uma melhora substancial de rapidez, de eficiência, além das tecnologias que nós estaremos incorporando”, afirmou o governador Mauro Mendes, durante a formatura de 102 bombeiros temporários no curso de Atendimento Pré-Hospitalar, no Palácio Paiaguás. Com a cooperação entre instituições, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) passa a fazer parte do Centro Integrado de Operações da Segurança Pública (Ciosp) de Mato Grosso. Dentre os objetivos da implementação, estão: ampliar a cobertura de atendimento e regulação na Baixada Cuiabana; diminuir o tempo-resposta às chamadas; qualificar o atendimento pré-hospitalar por meio da integração das forças de atendimento (Samu, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e etc); otimizar os recursos públicos e ofertar um serviço pré-hospitalar digital. “Essa iniciativa de cooperação coloca o cidadão no centro, como foco principal. A gente sai de 14 para 23 municípios no atendimento do Samu. Logo mais, adicionaremos mais 10 municípios a essa cobertura. A nossa meta é reduzir em 50% o tempo de resposta do atendimento aos pacientes que precisam dessa assistência”, explicou o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo. Já o secretário de Estado de Segurança Pública, coronel PM César Roveri, destacou que o Ciosp pode colaborar para o aprimoramento do atendimento pré-hospitalar. “Nós temos muita tecnologia envolvida nesse atendimento [do Ciosp], com rádio digital, e o médico dentro dessa sala vai poder falar para qualquer local do estado de Mato Grosso, podendo dar assistência para os nossos bombeiros e otimizar o atendimento, melhorar a qualidade desse atendimento. No final do dia, o que importa é o cidadão ser bem atendido, pelo Bombeiro, pela Polícia Militar, pela Polícia Civil, pela Politec”, declarou. A transição iniciará em 25 de junho, mas a ativação da nova estrutura no Ciosp só ocorrerá a partir de 7 de julho. A mudança não afetará os atendimentos, que continuarão sendo prestados pelo número 192. Também compuseram o dispositivo o deputado estadual Paulo Araújo; o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Flávio Glêdson Bezerra; a delegada geral da Polícia Civil, Daniela Maidel; e o diretor-geral da Politec, Jayme Trevisan.
Max Russi cobra respeito à mineração e critica desmonte do setor em MT
Presidente da Assembleia reage à extinção da Metamat e alerta para avanço de garimpos ilegais e omissão estatal O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi (PSB), levantou um forte alerta sobre o desmonte das políticas públicas voltadas à mineração no estado. A crítica veio após a decisão do governador Mauro Mendes (União) de extinguir a Companhia Mato-grossense de Mineração (Metamat), transferindo a pauta mineral para a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec). “Não concordei lá atrás e continuo sem concordar. Esse setor precisa ser fortalecido e não tratado de forma discriminatória como está acontecendo”, disparou Max Russi, ao comentar a nova estrutura da Sedec, que hoje abriga a área apenas como uma adjunta. Setor com potencial gigantesco, mas abandonado O parlamentar destacou que a mineração em Mato Grosso tem um potencial de crescimento tão expressivo quanto o agronegócio, mas sofre com falta de investimentos, desorganização institucional e ausência de políticas públicas consistentes. “Queremos explicações sobre o uso das taxas de arrecadação e o que foi feito nos últimos anos. O trabalho da Sedec nesse setor foi mal conduzido, mal feito. Vamos abrir esse debate de forma séria com toda a sociedade”, afirmou. Omissão favorece ilegalidade e violência Durante entrevista, Max Russi também apontou os riscos que a falta de presença do Estado tem gerado: avanço de garimpos ilegais, atuação de facções criminosas e conflitos armados em áreas de exploração mineral. “A presença da Polícia Federal e da Polícia Militar nos garimpos clandestinos é fundamental. Quem atua na ilegalidade precisa ser retirado, porque prejudica quem trabalha certo”, reforçou. 📍A Terra Indígena Sararé, entre Conquista D’Oeste, Nova Lacerda e Vila Bela da Santíssima Trindade, lidera o ranking nacional de invasões garimpeiras ilegais, com cerca de 5 mil garimpeiros atuando na região. Relatos de conflitos e assassinatos também são recorrentes, especialmente em Pontes e Lacerda. “Quem é ilegal, não é garimpeiro, é bandido”, sentenciou Max Russi, ao defender os empreendimentos regulares do setor. Governo defende decisão, mas ALMT promete resposta firme Apesar das críticas, o secretário César Miranda defendeu a extinção da Metamat, alegando que a decisão foi respaldada por lei aprovada pela própria Assembleia em 2019. “Tentamos de tudo. Chegamos à conclusão de que a secretaria tem estrutura para gerir a política mineral”, disse Miranda. Max Russi, no entanto, reafirmou o compromisso da Assembleia Legislativa com o setor. “Essa discussão será feita com profundidade. A mineração não pode ser invisibilizada. Precisamos construir uma política mineral que valorize o desenvolvimento sustentável, respeite o meio ambiente e dê segurança jurídica e institucional para quem quer produzir corretamente”, finalizou.
Operação Safra 3 escancara rombo de R$ 20 milhões no agronegócio mato-grossense
Esquema criminoso infiltrava fazendas, falsificava documentos e desviava grãos em larga escala A manhã desta terça-feira (24) marcou mais um capítulo de uma das maiores investigações contra o crime organizado no setor do agronegócio em Mato Grosso. A Polícia Civil, por meio da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), deflagrou a terceira fase da Operação Safra, com foco em desmontar um grupo especializado no furto e desvio de cargas de grãos, especialmente soja e milho. O prejuízo já ultrapassa R$ 20 milhões. Ao todo, foram 63 ordens judiciais cumpridas nas cidades de Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Sapezal, Tangará da Serra e Cuiabá, incluindo: 19 mandados de busca e apreensão 22 bloqueios de contas bancárias 5 indisponibilidades de imóveis 17 bloqueios de veículos As ordens foram expedidas pela 5ª Vara Criminal de Sinop, com base em provas levantadas nas fases anteriores da operação. O esquema: roubo com crachá O grupo criminoso se infiltrava nas próprias fazendas. Funcionários de confiança, como balanceiros, gerentes e operadores de carga, eram aliciados para liberar caminhões sem nota fiscal ou qualquer registro oficial. O grão era retirado diretamente dos silos — à luz do dia — sem levantar suspeita. Depois, as cargas seguiam para empresas já investigadas em Cuiabá, onde eram “esquentadas” com notas frias. A operação envolvia ainda núcleos de falsificação documental e lavagem de dinheiro. “Era uma logística bem estruturada, com divisão de tarefas e uso de tecnologia para burlar controles. Um crime de alto impacto”, explicou o delegado Gustavo Belão. Impacto bilionário disfarçado Só nesta fase, os investigadores estimam R$ 4,5 milhões em prejuízo direto. Mas o rombo real pode ser muito maior. “Grande parte das cargas furtadas não era registrada, o que dificulta mensurar o dano total”, acrescentou Belão. Nas fases anteriores, foram identificadas mais de 152 cargas desviadas, com mais de 6 milhões de quilos de grãos furtados e R$ 16,3 milhões em perdas a transportadoras e seguradoras. Ao somar os valores, a operação já revelou danos acima de R$ 20 milhões para o agronegócio — um dos setores mais estratégicos da economia mato-grossense. O agronegócio na mira do crime A Operação Safra 1 foi deflagrada em 2021, desarticulando um grupo baseado em São Paulo. Em 2022, veio a fase 2, que aprofundou as conexões regionais e a atuação nos bastidores logísticos do Estado. Agora, a fase 3 mira diretamente nos beneficiários financeiros dos crimes e no confisco de bens adquiridos com o lucro ilícito. Casas, caminhões e contas recheadas estão na mira da Justiça. Quem perde é o produtor, o consumidor e o Estado Mais do que uma fraude milionária, a Operação Safra expõe como a cadeia produtiva do agronegócio está vulnerável a fraudes internas. O crime se profissionalizou, e o prejuízo recai sobre quem planta, colhe, transporta e consome. 🚨 O recado é claro: o agronegócio precisa blindar seus bastidores. Monitoramento, auditoria e segurança são tão estratégicos quanto tecnologia no campo.
💊 Plano caro, consulta longe: usuário paga o preço enquanto a guerra interna na Unimed escancara a crise da saúde
Enquanto milhares de cuiabanos enfrentam demora para marcar consultas, filas de espera e planos de saúde cada vez mais caros, uma nova operação policial revelou os bastidores de um conflito interno que pode estar custando caro a quem realmente importa: o usuário. Na manhã desta terça-feira (24), a Polícia Civil deflagrou a Operação Short Code, que investiga uma campanha de difamação contra a atual diretoria da Unimed Cuiabá. O objetivo era minar a imagem da gestão que assumiu após uma auditoria identificar um rombo de R$ 400 milhões deixado pela antiga administração. 💬 “Cada vez que tento marcar uma consulta, empurram pra semanas depois. E olha que pago plano de saúde! Fica difícil cuidar da saúde assim”, relata um cliente da Unimed, que preferiu não se identificar. A operação, coordenada pela Delegacia de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), cumpriu mandados em Cuiabá e Aparecida de Goiânia (GO). As investigações apontam que um grupo ligado à antiga gestão da cooperativa usou disparos massivos de mensagens SMS com acusações anônimas para atacar a nova diretoria. O nome usado nas mensagens: “Edmond Dantès”, personagem fictício conhecido por buscar vingança. As mensagens continham links hospedados fora do país, dificultando a responsabilização. Empresas como Infobip, MaxxMobi, Ótima Technology e MEX10 Digital foram utilizadas no envio dos conteúdos. Os pagamentos pelos serviços foram rastreados até pessoas com vínculos diretos com a antiga diretoria. 🔍 O que parece uma briga de bastidores entre diretores e ex-diretores acaba refletindo no bolso e na saúde do cidadão comum. Quem depende da Unimed para exames, cirurgias ou especialidades vive um cenário de incertezas, muitas vezes sem conseguir o atendimento com a agilidade esperada. “A gente paga um plano esperando ter atendimento digno. Mas enquanto estão ocupados com ataques, quem sofre é a população”, desabafa outro usuário, frustrado com a demora para conseguir atendimento de oftalmologia. 👉 A crise da saúde suplementar em Cuiabá precisa ir além das manchetes policiais. Mais do que disputas internas, é hora de olhar para quem mantém o sistema funcionando: os usuários, os médicos e os profissionais da saúde, que merecem respeito, transparência e acesso justo.
Reajuste sem aviso: passagem entre Cuiabá e Várzea Grande sobe para R$ 5,95 e revolta passageiros
Quem saiu de casa na manhã desta segunda-feira (23) foi surpreendido com um aumento de 20,27% no valor da tarifa do transporte coletivo intermunicipal entre Cuiabá e Várzea Grande. A passagem, que custava R$ 4,95, agora custa R$ 5,95. A medida foi aprovada pela Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Estado de Mato Grosso (Ager) e já está em vigor, impactando diretamente mais de 21 mil passageiros por dia. O problema? Nem passageiros, nem motoristas foram avisados oficialmente sobre o reajuste. Na frente de muitos coletivos, a placa com o valor antigo ainda estava visível. A Associação dos Usuários de Transporte Coletivo de Mato Grosso (Assut-MT) criticou a decisão e principalmente a forma como foi comunicada — às vésperas de um feriado prolongado, dificultando ainda mais o acesso à informação. “Foi um aumento feito no escuro. Sem aviso, sem preparo, sem respeito com o trabalhador que depende do transporte todos os dias”, afirmou Pedro Aquino, presidente da Assut-MT. O auxiliar de serviços Diogo Santana, 23, foi um dos que sentiram o impacto sem saber o motivo. “Passei o cartão e só percebi agora com você. Ninguém avisou nada.” A falta de comunicação oficial é apontada como uma falha grave. “Nem os motoristas sabiam. A gente precisa de aviso nos ônibus, nos terminais. As pessoas ficaram perdidas”, desabafou a técnica em enfermagem Eduarda Alencar, que depende do transporte para trabalhar em Cuiabá. “Meu vale-transporte é contado. Agora, não vai cobrir até o fim do mês. É revoltante esse aumento do nada.” Motoristas confirmam que também foram pegos de surpresa. “Fiquei sabendo agora com você. Não recebemos nenhuma orientação para informar os passageiros”, contou um condutor, que preferiu não se identificar. No Terminal André Maggi, um dos principais pontos de embarque, a confusão foi geral: funcionários, usuários e até motoristas relatavam desconhecimento do reajuste. 💬 E um detalhe importante: se a tarifa aumentou, os usuários também esperam que o transporte melhore. Ônibus mais modernos, com ar-condicionado funcionando, menos superlotação e mais frequência. “Se o preço subiu, o serviço precisa acompanhar. Está mais do que na hora de renovar a frota e oferecer mais dignidade para quem depende do transporte coletivo”, destacou Pedro Aquino.