Senadores de Mato Grosso votaram contra a proposta, que agora retorna à Câmara dos Deputados Mesmo com votos contrários dos senadores de Mato Grosso, o Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (26) o projeto que amplia o número de parlamentares da Câmara dos Deputados, passando de 513 para 531 cadeiras. Com isso, o Estado de Mato Grosso ganhará mais dois deputados federais e, por consequência, mais seis deputados estaduais, aumentando de 24 para 30 vagas na Assembleia Legislativa (ALMT) a partir de 2027. O texto, no entanto, retorna à Câmara Federal por conta de uma emenda aprovada pelos senadores que proíbe qualquer aumento de despesas, como verbas de gabinete, cotas parlamentares, passagens aéreas e auxílio moradia. Também está vedado o uso de créditos adicionais, remanejamentos ou transferências orçamentárias. A proposta foi aprovada com 41 votos favoráveis e 33 contrários. Votos de MT: todos contra Os senadores Jayme Campos (União Brasil) e Wellington Fagundes (PL) votaram contra a proposta. Jayme foi direto ao criticar o projeto: “Inoportuno, injustificável e contrário aos anseios da sociedade. Aumentar gastos em um momento de austeridade é desprezar o Brasil real”, afirmou. Wellington Fagundes também se posicionou firmemente: “Aumentar a gastança, jamais. O povo não aguenta mais pagar imposto, aumentar a taxa tributária e não ver o serviço chegando lá na casa do cidadão”, declarou. A senadora Margareth Buzetti (PSD) não registrou voto por estar em viagem. Segundo a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), Buzetti tentou, sem sucesso, registrar seu voto contrário à proposta. Impacto direto em Mato Grosso: R$ 10 milhões a mais por ano Com a regra de proporcionalidade (3 deputados estaduais para cada federal), o aumento de cadeiras federais implica em 6 novos parlamentares na ALMT, o que representa um impacto estimado em R$ 10 milhões anuais aos cofres públicos. Os custos consideram salários, verbas indenizatórias, gratificações, deslocamentos, passagens e demais despesas operacionais. O projeto nasceu de uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), que obrigou o Congresso a redistribuir as cadeiras da Câmara com base no Censo 2022, realizado pelo IBGE.
Max Russi reforça compromisso com a transparência e pede investigação sobre vazamento de informações sigilosas
Durante a audiência realizada nesta quinta-feira (26), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o controlador-geral do Estado, Paulo Farias, prestou esclarecimentos técnicos sobre os relatórios da Controladoria Geral do Estado (CGE), que envolvem a entrega de kits agrícolas comprados em 2024. Na ocasião, Farias foi categórico ao afirmar que não há qualquer citação a nomes de deputados estaduais ou números de emendas parlamentares nos relatórios emitidos pelo órgão. Segundo o controlador, os documentos analisam exclusivamente a forma como os recursos públicos foram aplicados pelo Poder Executivo junto às Organizações da Sociedade Civil (OSCs), responsáveis pela compra e distribuição dos kits. “Esses relatórios não tratam de emendas ou parlamentares. Eles apontam a movimentação financeira entre o Estado e as OSCs. A CGE não investiga, ela audita tecnicamente e os documentos foram encaminhados à Polícia Civil para eventual apuração”, explicou Paulo Farias. Diante do conteúdo da audiência e da relevância do tema, o presidente da ALMT, deputado Max Russi, tomou uma medida firme e imediata: enviou ofício ao Governo do Estado solicitando a investigação do vazamento de informações sigilosas, que já estão sob responsabilidade da justiça. A atitude de Max Russi demonstra, mais uma vez, seu comprometimento com a transparência, com o respeito aos princípios constitucionais e com a segurança institucional do parlamento mato-grossense. “Nosso papel como Poder Legislativo é zelar pela verdade e garantir que os processos ocorram com responsabilidade. O vazamento de documentos sigilosos, ainda em apuração, compromete não apenas as investigações, mas também a imagem de pessoas que não foram citadas oficialmente. Solicitamos providências à Deccor para que tudo seja esclarecido”, declarou Max Russi. A postura do presidente da Casa evidencia o esforço permanente da atual gestão em garantir a integridade dos trabalhos legislativos e proteger a reputação dos parlamentares, enquanto aguarda que os órgãos de controle e investigação cumpram seus papéis com isenção e respeito à legalidade.
Governo de MT assina ordem de serviço para conclusão do primeiro lote das obras do BRT
A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) publicou, nesta quinta-feira (26.6), a ordem de serviço para o início dos trabalhos do Consórcio Integra BRT, responsável pela conclusão do primeiro lote das obras de implantação do Sistema BRT em Cuiabá e Várzea Grande. As empresas serão responsáveis por concluir projetos e executar o remanescente das obras do corredor que liga a Avenida do CPA até o Terminal de Várzea Grande. O prazo de execução do contrato será de 180 dias a partir desta quinta. O contrato tem um valor de R$ 155,1 milhões. Nas primeiras semanas, está previsto que o consórcio trabalhe na elaboração dos projetos executivos. Após a aprovação desses projetos, as obras serão iniciadas. Estão incluídos, no contrato, o trecho da Avenida do CPA entre o Viaduto da Sefaz e a Defensoria Pública; o trecho da Avenida Tenente-Coronel Duarte entre o CREA e a ponte Júlio Müller; e um trecho em Várzea Grande entre o aeroporto Marechal Rondon e o novo terminal de passageiros. O contrato assinado inclui também as obras de drenagem na Avenida Tenente-Coronel Duarte, próximo ao Shopping Popular, local que registrou diversos alagamentos nos últimos anos. Importante ressaltar que a melhoria de drenagem em toda a bacia da Prainha está a cargo da concessionária Águas Cuiabá, em um acordo com a Prefeitura de Cuiabá. O início dessas obras já foi noticiado pela concessionária. Obras em andamento No momento, o Consórcio Construtor BRT está trabalhando na concretagem das pistas próximo a entrada do bairro Morada do Ouro. A previsão é que, na próxima semana, o cruzamento em frente ao bairro tenha o trânsito liberado. Outra ação já realizada foi o recapeamento de todo o trecho da Avenida do CPA, próximo ao CREA. Já em Várzea Grande, estão sendo feitas correções nos problemas apresentados no asfalto. A partir deste sábado, terá início a concretagem do último cruzamento da Avenida do CPA, na altura da Rua Alenquer – onde fica o Ginásio Verdinho. Com isso, o cruzamento ficará interditado por um prazo estimado de 20 dias. Haverá uma rota de desvio para as linhas de ônibus que entram pela Rua Alenquer. O desvio prevê a entrada no bairro do CPA pela Rua Marzagão, depois percorrendo a Avenida Osasco até chegar a Rua Alenquer. Um semáforo será instalado no novo cruzamento. Com a concretagem das pistas, calçadas e implantação do Parque Linear, as obras seguem dentro do cronograma previsto no acordo de rescisão contratual com o Consórcio BRT, previsto para o mês de agosto. Outros Trechos A implantação do Sistema BRT inclui outro ramal, ligando a região do Coxipó até o centro de Cuiabá. Para dar mais celeridade ao andamento das obras, o Governo de Mato Grosso decidiu separar as obras do BRT em diversos lotes. Por isso, as obras para implantação do sistema nas Avenidas Fernando Corrêa da Costa e Coronel Escolástico serão licitadas separadamente. Também serão licitados, de forma separada, a construção dos terminais, a instalação das estações, a construção de obras de arte especiais (pontes e viadutos), a sinalização viária e a implementação do Sistema de Transporte Inteligente.
Família denuncia descaso na saúde pública de Cuiabá: paciente com pé necrosado aguarda cirurgia há mais de um mês no HMC
A equipe do MT Urgente teve acesso a um relato comovente e a um vídeo publicado nas redes sociais pelo filho de Adevanilson Gonçalves, paciente que sofre há meses à espera de uma cirurgia vascular em Cuiabá. A publicação expõe a dura realidade vivida pela família, que clama por socorro diante da negligência e omissão da saúde pública da capital mato-grossense. Segundo a esposa do paciente, Eliane Gonçalves, o drama teve início com um corte simples no pé. O que poderia ter sido resolvido com atendimento rápido se transformou em um quadro grave, com risco de amputação. Adevanilson precisará agora de três procedimentos cirúrgicos: angioplastia, bypass arterial e amputação de parte do pé, já necrosado. A família buscou atendimento em quatro ocasiões na UPA do Pascoal Ramos, onde, de acordo com os relatos, os médicos sequer examinaram o pé de Adevanilson e prescreveram apenas analgésicos e anti-inflamatórios. Sem melhora, procuraram a UPA do Jardim Leblon, onde ele foi internado e exames mais detalhados revelaram o entupimento de artérias e a urgência de uma cirurgia. Mesmo com o diagnóstico, não havia vaga nos hospitais habilitados para o procedimento — o Hospital Metropolitano e o Hospital Geral. Adevanilson ficou internado por 1 mês e 1 semana na UPA do Jardim Leblon, apenas sendo medicado, enquanto seu quadro clínico se agravava. No dia 21 de maio, foi transferido para o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde permaneceu até 25 de junho sem qualquer previsão cirúrgica. Nesse período, a dor aumentou, o pé necrosou e a esperança da família foi substituída pelo desespero. No vídeo publicado pelo filho do paciente — ao qual o MT Urgente teve acesso — é possível ver o apelo desesperado por socorro e justiça. A imagem do pai acamado, debilitado e sofrendo com dores, tocou centenas de pessoas e escancarou a falência do sistema de saúde da capital. “Meu marido sofre com dores todos os dias. Nenhum medicamento resolve mais. Era um simples corte no pé. Agora está necrosado. Os médicos dizem que só falta a vaga para cirurgia, mas já se passou mais de um mês. Estamos desesperados”, disse Eliane, visivelmente abalada. Mesmo após ser transferido ao Hospital Geral no dia 25 de junho, a cirurgia ainda não foi realizada e a família segue sem qualquer informação precisa sobre quando o procedimento será feito. O caso de Adevanilson é mais um retrato da precariedade da rede pública de saúde de Cuiabá, onde a espera por uma vaga pode custar não apenas um membro, mas a vida. “Quantas famílias estão vivendo isso em silêncio? Quantas pessoas agonizam à espera de uma cirurgia? Precisamos de respostas. Precisamos de humanidade”, reforça o filho no vídeo divulgado. A equipe do MT Urgente solicitou posicionamento oficial da Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá e permanece acompanhando o caso. 📽️ Assista ao vídeo publicado pela família: Veja o Vídeo: https://www.instagram.com/reel/DLVLNZ1OaU_/?utm_source=ig_web_copy_link