A Câmara Municipal de Cuiabá marcou presença na apresentação do balanço dos primeiros seis meses da atual gestão da Prefeitura, realizada na manhã desta quarta-feira (9), na sede do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). A comitiva foi liderada pela presidente do Legislativo, vereadora Paula Calil (PL), que tem conduzido uma gestão pautada pela eficiência, diálogo e transparência. Também participaram os vereadores Katiuscia Manteli (PSB), Eduardo Magalhães (Republicanos), Michelly Alencar (União Brasil), Dilemário Alencar (União Brasil), T. Coronel Dias (Cidadania), Maysa Leão (Republicanos), Baixinha Giraldelli (Solidariedade) e Samantha Iris (PL). A presença dos parlamentares reforça o papel fiscalizador da Câmara e sua atuação propositiva na reconstrução de Cuiabá. A presidente Paula Calil destacou a importância da transparência na condução da gestão pública: “A Câmara Municipal tem atuado com responsabilidade e vigilância permanente. O compromisso com a boa governança se fortalece quando os dados são apresentados com clareza e há abertura para o diálogo com os órgãos de controle. Seguiremos firmes no papel de fiscalizar e legislar para o bem da população cuiabana”, afirmou. Durante a apresentação, o prefeito Abilio Brunini (PL) expôs as ações realizadas no período, incluindo o encerramento do decreto de calamidade financeira, a redução de R$ 217 milhões em contratos e o pagamento de R$ 335 milhões em dívidas herdadas de gestões anteriores. O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, elogiou a postura do prefeito ao decretar calamidade no início do mandato e prestar contas publicamente após os seis primeiros meses. O prefeito também agradeceu o apoio do Legislativo: “Quero agradecer à presidente Paula Calil e a todos os vereadores pelo comprometimento com Cuiabá. A união entre os Poderes é essencial para vencermos os desafios e entregarmos à população uma cidade mais eficiente e estruturada”, concluiu Abilio. A presença ativa da Câmara Municipal no processo de acompanhamento da gestão evidencia um novo momento na política cuiabana, onde transparência, responsabilidade fiscal e cooperação institucional estão no centro das decisões.
Déficit bilionário expõe realidade dura: desafio de Abilio para recuperar Cuiabá pode ser maior do que o imaginado
Durante audiência pública no Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), realizada nesta quarta-feira (9), o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), fez um balanço dos seis primeiros meses de gestão e reconheceu: a recuperação das finanças do município pode levar pelo menos dois anos. A constatação é que o problema herdado da administração anterior é mais profundo do que se imaginava durante a campanha eleitoral. Ao lado de técnicos e secretários, Abilio apresentou dados que revelam um cenário de colapso fiscal, agravado por dívidas milionárias, restos a pagar e retenções não repassadas. O prefeito chegou a decretar estado de calamidade financeira no início da gestão, mas afirmou que o dispositivo não será prorrogado, pois acaba travando áreas essenciais, como a Saúde. “Não vamos conseguir resolver esse rombo em menos de dois anos. Encerramos o decreto para não comprometer ainda mais os serviços públicos, mas os ajustes continuam e serão duros”, disse o prefeito ao TCE. Os números que assustam Durante a audiência, Abilio fez uma dura comparação com as transições anteriores. Ele afirma que, enquanto Mauro Mendes entregou a prefeitura com superávit de R$ 104 milhões, o ex-prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) deixou um rombo de R$ 1,15 bilhão. Os dados apresentados incluem: 📌 Dívida a longo prazo: de R$ 647 milhões (em 2016) para R$ 1,6 bilhão 📌 Restos a pagar: saltaram de R$ 62 milhões para R$ 530 milhões 📌 Retenções pendentes: valores de INSS, FGTS e IR de prestadores de serviços não foram quitados “São números oficiais, encaminhados ao Tribunal. Estamos diante de um cenário que compromete seriamente a capacidade de investimento da Prefeitura”, alertou o prefeito. Um cenário que parece ter sido subestimado Para muitos analistas e até mesmo membros da própria administração, a dimensão da crise fiscal só se tornou clara após o início da gestão. O que antes era visto como má gestão ou falta de planejamento, agora se revela uma crise estrutural que exigirá não apenas cortes e contenções, mas revisão profunda na forma de conduzir as finanças públicas. “A sensação é de que o buraco é muito mais fundo do que o próprio prefeito imaginava. A campanha falava em reequilíbrio e gestão eficiente, mas a realidade impõe desafios que vão muito além da vontade política”, avaliou um técnico da área econômica que acompanha a situação. Mesmo com o fim do decreto de calamidade, o prefeito admite que o “aperto” seguirá até pelo menos 2026. A meta é reestruturar as contas e resgatar a confiança nos serviços públicos, começando pela retomada gradual de investimentos nas áreas prioritárias.
Tudo sobe… até as apostas! Loterias da Caixa reajustam preços e nova tabela já está valendo
Em um Brasil onde tudo parece subir — dos combustíveis ao cafezinho — até a sorte ficou mais cara. A Caixa Econômica Federal anunciou nesta quarta-feira (9) o reajuste nos preços das principais apostas das Loterias Caixa, afetando diretamente o bolso de milhões de brasileiros que buscam mudar de vida com um jogo de fé. A partir de agora, os valores das apostas em jogos como Mega-Sena, Lotofácil, Quina e outros, já estão mais altos em todos os canais oficiais: lotéricas, aplicativo e site. Veja como ficaram os novos preços: Mega-Sena: de R$ 5,00 para R$ 6,00 Lotofácil: de R$ 3,00 para R$ 3,50 Quina: de R$ 2,50 para R$ 3,00 Dupla Sena: de R$ 2,50 para R$ 3,00 Loteca: de R$ 3,00 para R$ 3,50 Super Sete: de R$ 2,50 para R$ 3,00 Por que o reajuste? De acordo com a Caixa, o objetivo é manter a sustentabilidade das modalidades, aumentar os valores dos prêmios e elevar os repasses sociais. Parte da arrecadação é destinada a setores como educação, saúde, cultura, segurança e esporte. “A atualização tem como objetivo manter a sustentabilidade das modalidades, ampliar os valores das premiações e aumentar os repasses sociais que beneficiam milhões de brasileiros”, diz a nota oficial da Caixa. 🎯 Cronograma dos novos valores: Modalidade Novo valor Concurso Início Sorteio Dupla Sena R$ 3,00 2.832 09/07 11/07 Quina R$ 3,00 6.770 09/07 10/07 Lotofácil R$ 3,50 3.439 09/07 10/07 Loteca R$ 3,50 1.202 09/07 14/07 Mega-Sena R$ 6,00 2.887 10/07 12/07 Super Sete R$ 3,00 727 30/07 01/08 🎲 Apostar ficou mais caro… e ganhar? Com a promessa de prêmios maiores, o reajuste tenta justificar o novo peso no orçamento dos apostadores. Mas em tempos de inflação silenciosa e aumentos por todos os lados, a pergunta que fica é: até onde vai esse efeito dominó no bolso do brasileiro? Quer receber notícias direto no seu WhatsApp?👉 Clique aqui e entre no grupo do MT Urgente
Mauro Mendes crava apoio a Pivetta para o governo e confirma pré-candidatura ao Senado
Movimentações de bastidores colocam grupo governista em campo e abrem nova fase na disputa por 2026 Em uma reunião estratégica na noite desta terça-feira (8), o governador Mauro Mendes (União Brasil) confirmou seu apoio à candidatura do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) para a sucessão estadual em 2026. No mesmo encontro, Mendes declarou publicamente sua intenção de disputar uma das duas vagas ao Senado da República, sacramentando o novo desenho político do grupo que comanda o Estado. A reunião contou com a presença de lideranças influentes como o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, o ex-governador Blairo Maggi, o ex-senador Cidinho Santos, o presidente da ALMT Max Russi, e vários deputados estaduais, federais e pré-candidatos. A palavra de ordem foi unidade, planejamento e antecipação da disputa eleitoral. “É um apoio de peso”, diz Pivetta Em contato com o MT Urgente, Otaviano Pivetta comemorou o gesto político de Mauro Mendes. “Estou muito feliz e lisonjeado. É um apoio de peso, de um amigo e parceiro de longa data. Vamos seguir no caminho do desenvolvimento para Mato Grosso”, afirmou. Pivetta lembrou que caminha com Mendes desde 2010, e que a dobradinha se consolidou nas eleições de 2018 e 2022. Pela legislação eleitoral, mesmo sendo vice-governador por dois mandatos, ele pode disputar o cargo de governador, e agora se fortalece com o aval direto do chefe do Executivo. Senadores, emendas e pressões: a costura é delicada Apesar da sinalização de força, o grupo ainda precisa superar desafios internos. Um dos principais entraves é a disputa pelas duas vagas ao Senado. A deputada estadual e futura presidente do MDB, Janaina Riva, já se posicionou como pré-candidata. O senador Jayme Campos (União) também cogita buscar a reeleição. Ambos estiveram no centro das conversas — e das preocupações. Nos bastidores, há o receio de que a escolha por Pivetta e Mauro cause rachaduras na base aliada. Além disso, o próprio Pivetta enfrenta resistências após ter encaminhado à CGE e à Deccor denúncias envolvendo emendas parlamentares supostamente desviadas na Secretaria de Agricultura Familiar (Seaf). A atitude foi vista por parte dos deputados como “exposição desnecessária”, criando um ruído político ainda em aberto. Distribuição de poder: o quebra-cabeça eleitoral A reunião também definiu diretrizes para a montagem da futura chapa. Serão disputados sete cargos majoritários: governador, vice, dois senadores e quatro suplentes. A missão dos articuladores é acomodar todas as forças políticas, evitar defecções e conter o avanço de adversários. O ex-senador Cidinho Santos, em entrevista ao programa Resumo do Dia, disse que o grupo buscará consenso com o MDB e que haverá conversas diretas entre Pivetta e Jayme Campos. Cidinho ainda deixou no ar a possibilidade de repetir a chapa de 2010, onde foi suplente de Blairo Maggi no Senado — agora podendo ocupar a vaga de Mendes. Lisboa, PL e MDB: outras frentes em movimento Enquanto os líderes se reuniam em Cuiabá, outros movimentos paralelos aconteciam em Portugal, durante o 13º Fórum Jurídico de Lisboa. Por lá, Janaina Riva, Eduardo Botelho e o senador Wellington Fagundes (PL) conversaram com nomes nacionais, incluindo Michel Temer e Baleia Rossi, presidente do MDB. Janaina confirmou que “boas conversas” aconteceram, sem revelar detalhes. O problema: Janaina é casada com o filho de Wellington Fagundes, que também se articula para disputar o governo de Mato Grosso pelo PL, com aval de Jair Bolsonaro. Isso cria um impasse direto com Mauro e Pivetta, que tentaram se aproximar do PL, mas foram vetados por Fagundes e José Medeiros. 📌 O que está em jogo: Mauro Mendes será candidato ao Senado. Otaviano Pivetta assume a frente da disputa pelo governo com apoio do Palácio Paiaguás. MDB e União Brasil ainda negociam espaços e candidatura ao Senado. Crises internas e resistências políticas ainda precisam ser superadas. PL de Wellington Fagundes articula chapa paralela para o governo. Fala de peso “Precisamos manter os 12 anos de crescimento e prosperidade que Mato Grosso vem vivendo. O PP estará com Pivetta e o nosso grupo”, afirmou Blairo Maggi, que também participou da reunião. O desafio agora é transformar o apoio de cúpula em base consolidada, capaz de garantir palanque, votos e fidelidade até outubro de 2026. E, claro, evitar que os descontentes abram novas frentes de oposição ou migrem para outros grupos.
Motorista morre após colisão com carreta parada no acostamento em rodovia de MT
Caminhoneiro foi atingido por destroços enquanto amarrava a carga; vítima fatal ficou presa às ferragens Um grave acidente registrado nesta terça-feira (9) resultou na morte de um motorista após seu veículo colidir violentamente com uma carreta parada no acostamento de uma rodovia em Mato Grosso. O caso mobilizou equipes da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Perícia Oficial (Politec). De acordo com informações da Polícia Militar, o condutor da carreta estava fora do veículo, amarrando a carga, quando foi surpreendido pela colisão. Ele foi atingido pelos destroços da batida e sofreu uma fratura em uma das pernas. O homem foi socorrido e levado ao hospital com quadro estável. Já o motorista do carro de passeio, que não teve a identidade divulgada até o momento, morreu no local. O impacto foi tão forte que a vítima ficou presa às ferragens, sendo necessário o trabalho da equipe do Corpo de Bombeiros para a remoção do corpo. A área foi isolada pela PM para o trabalho das autoridades e da perícia técnica. As causas do acidente ainda estão sendo investigadas, mas há indícios de que o condutor não tenha percebido a carreta estacionada no acostamento. ⚠️ ALERTAA tragédia reacende o debate sobre segurança e sinalização em paradas emergenciais nas rodovias do estado. Especialistas orientam que, em casos de parada, motoristas utilizem todos os dispositivos de alerta e sinalização disponíveis para evitar acidentes, principalmente em trechos de baixa visibilidade. A Polícia Rodoviária reforça o pedido de atenção redobrada por parte dos condutores, especialmente em acostamentos e áreas de manobra.
Horário de verão pode voltar? ONS avalia medida para evitar risco de apagões no Brasil
O horário de verão pode estar de volta ao cotidiano dos brasileiros já a partir deste ano. A medida está sendo considerada pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) como alternativa emergencial diante do risco de déficit de potência energética no horário de pico entre os anos de 2025 e 2029. O alerta foi feito nesta terça-feira (8) pelo diretor de Planejamento do ONS, Alexandre Zucarato, que defendeu o debate imediato sobre o tema. Segundo ele, caso seja necessário, o retorno deve ser anunciado até agosto, pois a implementação requer ao menos 3 meses de antecedência. A medida, se adotada, poderá reduzir a pressão sobre o Sistema Interligado Nacional (SIN) em até 2 gigawatts (GW) nos momentos de maior demanda — especialmente entre o fim da tarde e o início da noite, período em que o consumo de energia dispara e a geração solar já não contribui. O que está por trás da proposta? A preocupação gira em torno da capacidade de atendimento energético nos horários de pico, quando há maior consumo residencial e comercial — e menos geração de fontes como a solar. Entre os principais fatores de risco estão: Crescimento acelerado da demanda por energia Ausência de leilões de potência, que geram insegurança no abastecimento Aumento do consumo por altas temperaturas e uso de ar-condicionado Maior dependência de usinas térmicas, caras e poluentes Especialistas questionam a eficácia Para o pesquisador Ivo Leandro Dorileo, da UFMT e Unicamp, o retorno do horário de verão não é a solução ideal. Ele alerta que o problema energético deve ser enfrentado com estratégias mais modernas e permanentes. “O horário de verão não parece ser uma solução viável. Precisamos investir em eficiência energética, especialmente nos grandes consumidores e também no setor residencial”, afirmou o especialista. Dorileo critica o modelo atual, que ainda não incentiva a resposta da demanda, ou seja, o deslocamento consciente do consumo de energia para horários fora do pico. Indústria pode ajudar a aliviar o sistema Já o engenheiro Teomar Estevão Magri, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso (Sedec-MT), vê o retorno do horário de verão com mais otimismo, embora ressalte que deve ser apenas uma das alternativas técnicas consideradas. “O horário de verão pode ajudar a aliviar o sistema no fim do dia, evitando o acionamento de usinas termelétricas. Mas o ideal é combinar essa medida com redução voluntária de consumo por grandes consumidores, com compensações financeiras”, explicou Magri. Segundo ele, esse deslocamento de consumo pode reduzir as chamadas “rampas de carga”, ajudando a manter o equilíbrio do sistema nacional. A volta do horário de verão: sim ou não? O debate está de volta à mesa. A decisão final caberá ao governo federal, com base nos estudos técnicos do ONS e das agências do setor energético. A medida, que foi extinta em 2019, divide opiniões: enquanto parte da população a vê como um transtorno, especialistas enxergam nela uma ferramenta de ajuste de curto prazo, útil em momentos de estresse no sistema elétrico. A dúvida que fica é: vale mesmo a pena adiantar o relógio para evitar apagar as luzes? A resposta pode vir ainda este mês.