Reforma em andamento é considerada paliativa; investimento de R$ 11,7 milhões não resolverá problemas estruturais do prédio, segundo Flávia Moretti A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), anunciou que pretende desativar o atual prédio do Pronto-Socorro Municipal, alegando que a unidade, em funcionamento há décadas, não atende mais às exigências da saúde pública moderna. A declaração foi feita nesta semana, durante o anúncio das obras de reestruturação emergencial da unidade. Mesmo com a reforma iniciada nos setores mais críticos, como a sala vermelha, sala amarela e Unidade de Terapia Intensiva (UTI), a gestora foi enfática ao afirmar que as obras são paliativas e não solucionam os problemas estruturais profundos da unidade. Os reparos foram orçados em R$ 11,7 milhões, recursos encaminhados pelo governo do Estado. “Eu quero fechar o Pronto-Socorro de Várzea Grande porque é um imóvel antigo. A reforma é só paliativa. A saúde evolui, cresce e precisa de ambientes mais modernos”, afirmou Flávia Moretti. Novo hospital em planejamento A prefeita revelou que a administração municipal está em fase avançada para a licitação de uma nova maternidade, que integrará um novo hospital municipal. A previsão é que a nova estrutura esteja pronta dentro de dois anos. “Até o fim de dois anos vamos ter a maternidade nova. Mas tudo que eu fizer no prédio atual do pronto-socorro é provisório. Todo dinheiro gasto ali é paliativo, não resolve o problema real da infraestrutura hospitalar”, reforçou. 🏥 Santa Casa também está no radar Durante a mesma entrevista, Flávia Moretti também comentou sobre o futuro da Santa Casa de Misericórdia, hospital estadual localizado em Cuiabá, que passa por dificuldades financeiras e poderá ser leiloado para pagamento de dívidas. A unidade é referência para a região metropolitana e atende pacientes da baixada cuiabana e do interior de Mato Grosso. A prefeita demonstrou confiança de que a solução virá por meio de uma decisão conjunta entre o governo estadual e a Prefeitura de Cuiabá, liderada por Abilio Brunini (PL). “Acredito que será tomada uma decisão certeira em relação à Santa Casa. Confio tanto no Abílio quanto no governador Mauro Mendes. Eles vão se entender sobre o que é melhor para aquela unidade”, finalizou a gestora. 📍 Acompanhe mais notícias sobre saúde pública e gestão municipal em MT aqui no MT Urgente.📲 Siga nossas atualizações diárias e receba tudo em primeira mão.
Fim de semana em Mato Grosso terá manhãs frias, calor intenso à tarde e alerta para baixa umidade
O fim de semana em Mato Grosso promete ser de temperaturas extremas e atenção redobrada à saúde e ao meio ambiente. De acordo com boletim do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), tanto o sábado (12) quanto o domingo (13) terão manhãs frias, tardes muito quentes e umidade do ar em níveis críticos em diversas regiões do estado. O Inmet emitiu alerta amarelo de perigo potencial para baixa umidade, com índices podendo chegar a 20%, o que representa riscos de incêndios florestais e problemas respiratórios à população. O uso de hidratantes, consumo constante de água e evitar atividades físicas ao ar livre durante as horas mais quentes do dia são medidas recomendadas. Cuiabá Na capital, o clima será estável, com poucas nuvens e grande amplitude térmica. As temperaturas mínimas ficam em torno de 17 °C, enquanto as máximas podem atingir 32 °C. A umidade relativa do ar será uma das mais baixas do estado, reforçando o alerta de atenção para a saúde. Chapada dos Guimarães O município turístico, conhecido pelo clima mais ameno, terá mínimas de 16 °C e máximas variando entre 31 °C e 34 °C. Apesar da beleza do clima seco e céu aberto, é importante cuidado redobrado com queimadas acidentais e hidratação constante. Rondonópolis Na região Sul do estado, as mínimas ficam entre 15 °C e 16 °C, e as máximas chegam até 33 °C. O céu terá poucas nuvens, e o tempo seco predominará durante todo o fim de semana. Sinop e Sorriso No Norte e Médio Norte do estado, o calor será ainda mais intenso. Em Sinop, as mínimas ficam entre 17 °C e 18 °C, com máximas que podem atingir 35 °C. Já em Sorriso, o cenário é semelhante, com temperaturas variando entre 16 °C e 35 °C, em meio a céu claro e poucas nuvens. ⚠️ Alerta à população A combinação de clima seco, calor intenso e baixa umidade do ar é um dos fatores que mais contribuem para incêndios florestais e prejuízos à saúde pública. O Inmet reforça o alerta para que a população evite atear fogo em áreas de vegetação, mantenha-se hidratada e redobre os cuidados com crianças e idosos, mais vulneráveis a problemas respiratórios. ✅ MT Urgente acompanha o clima em todas as regiões do estado e reforça o compromisso com a informação útil, clara e precisa para os mato-grossenses.
Ex-secretário de Saúde de Cuiabá é absolvido de denúncia por suposta quebra de ordem de pagamento
O ex-secretário de Saúde de Cuiabá, Huark Douglas Correia, foi absolvido pela Justiça da acusação de ter desrespeitado a ordem cronológica de pagamentos de faturas hospitalares durante sua gestão à frente da Secretaria Municipal de Saúde, em 2018. A sentença foi proferida nesta quinta-feira (10) e representa o desfecho de uma ação penal movida pelo Ministério Público Estadual (MPE) com base em relatório do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT). Segundo o MPE, Huark teria autorizado o pagamento de faturas mais recentes a hospitais filantrópicos conveniados ao SUS, deixando de quitar valores mais antigos sem a devida justificativa técnica formalizada. O valor total envolvido na denúncia ultrapassava R$ 280 mil, e a conduta, segundo a acusação, violaria o artigo 92 da antiga Lei de Licitações (Lei nº 8.666/93), que exige o respeito à ordem cronológica para pagamentos públicos. O que dizia a denúncia? O Ministério Público alegava que, ao autorizar pagamentos fora da sequência legal — sem respaldo técnico documental ou explicações formais — Huark teria cometido ato ilícito passível de responsabilização penal. O caso gerou repercussão à época, já que envolvia instituições de saúde que prestam atendimento essencial à população cuiabana por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). A decisão da Justiça Ao analisar as provas apresentadas, o Poder Judiciário entendeu que não houve dolo, má-fé ou prejuízo ao erário público por parte do então secretário. A sentença destacou ainda a complexidade da gestão de saúde pública, onde decisões emergenciais, como priorizar pagamentos a unidades com risco de descontinuidade dos serviços, podem ser tomadas com base em critérios técnicos — mesmo que esses critérios não tenham sido devidamente formalizados em processos administrativos na época. A Justiça considerou que não havia elementos suficientes para comprovar a existência de crime ou má conduta intencional por parte do gestor, determinando, portanto, sua absolvição total. Contexto da gestão Durante o período em que esteve à frente da Secretaria de Saúde de Cuiabá, Huark Douglas enfrentou um cenário de crise financeira e alta demanda hospitalar, marcado por dificuldades estruturais e atrasos nos repasses de verbas, fatores que teriam contribuído para a adoção de medidas operacionais urgentes, como a reordenação nos pagamentos. A defesa do ex-secretário sustentou que a medida buscava garantir o funcionamento de unidades com maior risco de colapso no atendimento à população, o que foi corroborado por depoimentos técnicos e documentos apresentados ao longo do processo. ✅ MT Urgente acompanha os desdobramentos da gestão pública com responsabilidade, valorizando o direito à informação clara e precisa. Seguimos atentos às decisões que impactam diretamente a vida da população de Mato Grosso.
Nos Bastidores do Poder: Prefeitos Eleitos, Acordos e a Surpresa que Pode Custar Mandatos em 2026
Por Redação MT Urgente As movimentações políticas em Mato Grosso já estão a todo vapor, mesmo faltando mais de um ano para as eleições de 2026. O que antes era tratado com discrição nos bastidores e corredores da Assembleia Legislativa, agora se revela com mais clareza: muitos deputados estaduais e federais colocaram seus “soldados” em campo durante as eleições municipais deste ano, investindo força, tempo, estrutura e capital político para eleger prefeitos nas cidades com maior densidade eleitoral do estado. A lógica era simples: ajudar a eleger prefeitos hoje, para garantir apoio e votos amanhã. Afinal, quem planta espera colher, certo? Mas o problema é que, em algumas dessas cidades, o “padrinho político” está começando a perceber que o “afilhado” pode ter mudado o rumo das promessas antes mesmo de assumir a cadeira. Prefeitos já pensam na própria base… e não na reeleição dos padrinhos Em várias regiões do estado, prefeitos recém-eleitos parecem estar mais preocupados em fortalecer seus próprios aliados — e, claro, já mirando as próximas eleições para deputado — do que retribuir o apoio recebido de quem os colocou na prefeitura. A troca de favores políticos, que parecia certa, virou uma incógnita. Deputados que chegaram a coordenar campanhas, participaram de comícios, caminharam bairro por bairro, enfrentaram adversários e até colocaram o próprio nome em risco agora observam, de longe, seus antigos candidatos montarem estruturas paralelas, priorizarem outras alianças e ignorarem quem “carregou nas costas” boa parte da vitória. A pergunta que não quer calar: foi em vão? Um deputado — que prefere não ser citado — confidenciou a aliados que sente estar “tomando chapéu de prefeito novo”, após ver seu suposto aliado negociar apoio para um nome que não tem nenhuma ligação com sua base. E é aí que vem a reflexão: será que todo esforço foi em vão? Será que o projeto de reeleição de alguns parlamentares está sendo minado por aqueles que ajudaram a eleger? Se tem uma certeza, é que a política, em Mato Grosso, continua sendo o grande jogo das surpresas. E essa movimentação mostra que as eleições de 2026 não serão apenas uma disputa de votos, mas também uma grande prova de fidelidade — ou da ausência dela. De aliados a adversários? Nos bastidores, os comentários são cada vez mais comuns: “Fulano achava que tinha o prefeito na mão… hoje não atende nem ligação”. Essa mudança de postura tem deixado muitos deputados em alerta e repensando as alianças. Afinal, quem é amigo de verdade e quem só usou o apoio como trampolim? Se depender do clima atual, 2026 será uma das eleições mais imprevisíveis e difíceis dos últimos anos. Os bastidores já indicam que promessas não são garantias e que, na política, um aperto de mão pode valer menos do que um direct ignorado. 🔍 Fica a lição: A cada eleição, o jogo muda. E quem hoje sorri ao lado do prefeito eleito pode amanhã ser apenas mais um nome esquecido na agenda de compromissos. Como dizem por aí, “na política, até o passado pode mudar”.
Safra histórica: Mato Grosso atinge 107 milhões de toneladas e dispara na liderança da produção agrícola no Brasil
Produtores mato-grossenses impulsionam resultado histórico da agricultura brasileira Mato Grosso reafirma seu protagonismo no cenário agropecuário do Brasil com a maior safra de grãos já registrada no país. De acordo com o 10º levantamento da safra 2024/2025 divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta quinta-feira (10), o estado deverá colher mais de 107 milhões de toneladas de grãos, um crescimento expressivo de 15,5% em relação ao ciclo anterior. A produção supera em 62 milhões de toneladas o segundo colocado no ranking nacional, o Paraná, que deverá colher cerca de 45 milhões de toneladas — evidenciando a liderança isolada de Mato Grosso no setor. O resultado reflete a força, o empenho e a modernização do trabalho realizado pelos produtores mato-grossenses, que enfrentam desafios climáticos, logísticos e de mercado com inovação, tecnologia e resiliência. 🌾 Safra 2024/2025: quase finalizada, já é histórica Este é o décimo de doze levantamentos previstos pela Conab até a conclusão da atual safra. Os dados consolidados até o momento apontam para um ciclo agrícola de altíssimo desempenho, sustentado por: Condições climáticas favoráveis, Expansão da área cultivada, Aumento da produtividade das lavouras, Avanços tecnológicos no campo, Adoção de práticas agrícolas sustentáveis. Mato Grosso se mantém como um estado estratégico para o abastecimento interno, exportações e para a balança comercial brasileira, sendo peça-chave na segurança alimentar nacional e mundial. Desempenho por cultura: soja e milho lideram alta Os números impressionam e reforçam a relevância das três principais culturas do estado: 🌽 Milho – 51,8 milhões de toneladas Crescimento de 6,2% na produção; Aumento de 2,1% na área plantada; Produtividade elevada em 4%; Principal safra de segunda temporada (safrinha) do país, com expressiva contribuição para exportações. 🌱 Soja – 50,6 milhões de toneladas Expansão de 28,6% em relação à safra anterior; Crescimento de 2,9% na área plantada; Produtividade recorde, com aumento de 24,9%; Cultura carro-chefe do estado, impulsionando indústrias e cooperativas locais. ☁️ Algodão (pluma e caroço) – 6,5 milhões de toneladas Crescimento de 3,5% na produção total; Área plantada com expansão de 3,3%; Leve alta de 0,2% na produtividade; Gera forte impacto na cadeia têxtil e agroindustrial nacional. O produtor mato-grossense: protagonista no campo O avanço da produção só é possível graças ao trabalho incansável dos produtores rurais de Mato Grosso, que transformaram o estado em uma potência agrícola reconhecida internacionalmente. Com gestão moderna, acesso à pesquisa, uso de máquinas de alta performance e técnicas de manejo aprimoradas, o agricultor mato-grossense é símbolo de produtividade, inovação e sustentabilidade. “A força do agro em Mato Grosso não está apenas nos números, mas no suor de quem planta, colhe e alimenta o Brasil e o mundo. Cada semente cultivada aqui é fruto de dedicação, visão de futuro e amor pela terra”, destaca o relatório da Conab. Contribuição estratégica para o Brasil e o mundo Com este desempenho, Mato Grosso se consolida como um dos principais celeiros globais de grãos, garantindo: Estabilidade no abastecimento alimentar; Geração de empregos no campo e nas cidades; Receita em exportações agrícolas; Crescimento de cooperativas e agroindústrias; Valorização da imagem do Brasil no agronegócio internacional. 🌱 O MT Urgente parabeniza os produtores rurais de Mato Grosso e reafirma seu compromisso em valorizar quem move a economia do nosso estado: o agronegócio forte, produtivo e que orgulha o Brasil.
MPF cobra ações urgentes após danos em sítio arqueológico em Cáceres (MT); obras da prefeitura violaram área protegida
O Ministério Público Federal (MPF) em Mato Grosso expediu recomendação nesta terça-feira (9) para que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), o Governo do Estado de Mato Grosso e a Prefeitura de Cáceres adotem medidas imediatas para reparar danos causados ao Sítio Arqueológico Facão I, localizado na zona rural do município, a 225 km de Cuiabá. De acordo com o MPF, as intervenções indevidas foram realizadas durante obras de manutenção em estradas que cortam a área do assentamento Facão e do Cinturão Verde, atingindo diretamente vestígios arqueológicos como fragmentos de cerâmica e possíveis ossadas humanas de origem indígena. A situação é considerada grave, pois viola normas federais de proteção ao patrimônio cultural brasileiro. Recomendação com prazos e obrigações A recomendação foi assinada pelo procurador da República Gabriel Infante Magalhães Martins, que determinou que: O IPHAN elabore, em até 30 dias, um laudo estimativo dos danos causados ao patrimônio cultural; Os entes públicos adotem em até 12 meses medidas conjuntas de proteção e compensação ao sítio arqueológico; A prefeita de Cáceres se abstenha de realizar novas intervenções na área sem autorização prévia dos órgãos competentes; O município e o Estado promovam, com brevidade, as melhorias necessárias nas estradas que dão acesso às comunidades locais, mas com respeito aos protocolos de preservação. Além disso, os órgãos e autoridades envolvidos têm o prazo de 10 dias para informar se acatarão ou não as recomendações. Caso não cumpram, o MPF poderá adotar medidas judiciais, inclusive de responsabilização. “Esta recomendação constitui ciência formal das obrigações e poderá ensejar ações judiciais em caso de omissão. A violação de dispositivos constitucionais e legais pode implicar responsabilização dos agentes públicos envolvidos”, pontua o MPF. O caso: obras sem consulta e danos visíveis O inquérito civil foi aberto após denúncia de que máquinas da Secretaria de Obras do Município de Cáceres haviam promovido a manutenção de estradas sem consulta prévia ao IPHAN — responsável por autorizar e acompanhar qualquer tipo de intervenção em áreas com presença de patrimônio arqueológico. Também não foi realizada qualquer pesquisa ou plano de salvamento arqueológico antes do início das obras. Em vistoria feita pelo IPHAN em 11 de maio de 2021, foi constatado que o processo de patrolamento (nivelamento de estradas) causou impactos diretos no sítio arqueológico Facão I. Técnicos identificaram fragmentos cerâmicos e possíveis ossos humanos espalhados no leito e nas margens da estrada. Os vestígios, segundo relatório do órgão, constituem partes de antigos utensílios indígenas e elementos funerários de valor histórico incalculável. Apesar de várias tentativas do IPHAN para formalizar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), a prefeitura não assinou o acordo, sob alegação de limitações financeiras e discordância com os prazos propostos. Estimativas para os trabalhos de mitigação e recuperação da área variam entre R$ 200 mil e R$ 800 mil. Em fevereiro deste ano, em reunião com o MPF, representantes da prefeitura informaram que buscaram orçamentos com profissionais das universidades UNEMAT e UFMT especializados em arqueologia, mas não apresentaram definição concreta. Risco à preservação histórica Cáceres é uma das cidades de Mato Grosso com maior concentração de sítios arqueológicos catalogados. Qualquer intervenção em áreas potencialmente protegidas deve obedecer a normas rigorosas de preservação — inclusive com estudos prévios e acompanhamento técnico especializado. A falta de planejamento e a inação do poder público, segundo o MPF, coloca em risco não apenas o patrimônio arqueológico, mas também compromete o direito coletivo à memória, à história e ao legado das populações originárias da região.