A PGR (Procuradoria-Geral da República) entregou nessa segunda-feira (14) as alegações finais na ação penal contra o “núcleo crucial” da tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. O parecer assinado por Paulo Gonet pede a condenação dos oito réus do grupo, inclusive do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que foi, segundo o relatório, o “principal articulador, maior beneficiário e autor dos mais graves atos executórios voltados à ruptura do Estado Democrático de Direito”. Somadas, as penas dos crimes imputados a Bolsonaro podem chegar a 43 anos de prisão, consideradas as penas máximas e os possíveis agravantes de cada crime. Embora tenha pedido a condenação do ex-presidente, a Procuradoria não solicitou a prisão imediata de Bolsonaro. A legislação penal, entretanto, prevê situações em que um réu pode ser preso preventivamente. Caso a PGR avalie que Bolsonaro deve ser preso de forma preventiva, o pedido deve ser apresentado ao relator do processo no STF (Supremo Tribunal Federal), o ministro Alexandre de Moraes, a quem cabe a decretação ou não da prisão preventiva. Se não houver pedido de prisão preventiva, Bolsonaro e os demais réus do processo serão julgados e, em caso de condenação, só serão presos após o trânsito em julgado, ou seja, quando houver o esgotamento de todos os recursos possíveis. Segundo o Código de Processo Penal, para crimes inafiançáveis, a prisão preventiva pode ser decretada para “assegurar a aplicação da lei penal”. É o que ocorre, por exemplo, quando há risco de fuga do investigado, denunciado ou réu. O pedido de prisão deve ser formulado ou pelo Ministério Público ou pela polícia, e deve ser decretado por um juiz. Desde fevereiro de 2024, quando foi alvo da Operação Tempus Veritatis, da Polícia Federal, Bolsonaro está com o passaporte retido. Desde então, o ex-presidente tentou recuperá-lo em quatro ocasiões. Todos os pedidos formulados por sua defesa para a devolução do documento foram negados por Moraes. Imagens divulgadas pelo jornal americano The New York Times revelaram que, quatro dias após a operação da PF, Bolsonaro passou duas noites hospedado na Embaixada da Hungria no Brasil, na capital federal. A estada do ex-presidente ocorreu entre os dias 12 e 14 de fevereiro. O espaço físico de uma embaixada é considerado território inviolável do país estrangeiro. Naquela ocasião, se a Justiça expedisse um mandado de prisão preventiva contra Bolsonaro, a decisão não poderia ser cumprida. Mesmo após a reportagem, a PGR não pediu a prisão preventiva de Bolsonaro. A prisão preventiva também pode ser decretada quando houver obstrução de Justiça. Esse é o motivo que embasa a detenção de Walter Braga Netto, também réu do “núcleo crucial” da ação do golpe. Segundo a Polícia Federal, o general e ex-ministro de Bolsonaro tentou obter do tenente-coronel Mauro Cid detalhes sobre as diligências, além de ter alinhado com outros investigados versões sobre os fatos apurados pelo processo. O pedido de prisão foi aceito por Moraes em 14 de dezembro de 2024.
Cidinho Santos articula vinda de Tarcísio a Cuiabá e mostra força como liderança nacional
Ex-senador mostra força e prestígio ao trazer o governador de São Paulo para agendas institucionais em Mato Grosso. Encontro sela alianças estratégicas e projeta Cuiabá no cenário nacional. O ex-senador da República e presidente de honra do Progressistas em Mato Grosso, Cidinho Santos, mais uma vez demonstra sua força como articulador político de grande influência ao confirmar a vinda do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), a Cuiabá, nesta sexta-feira, 18 de julho. A visita será marcada por agendas institucionais estratégicas, com participação do governador Mauro Mendes (União Brasil), empresários do agronegócio e lideranças regionais. A articulação da visita — tratada nos bastidores há meses — evidencia o prestígio de Cidinho tanto no eixo político quanto no setor produtivo. “É uma visita aguardada há muito tempo. Tarcísio quer conhecer de perto os avanços que Mato Grosso tem feito, especialmente na área da segurança pública, infraestrutura e agronegócio. E o governador Mauro Mendes também fez questão de recebê-lo”, afirmou Cidinho. Liderança que une, articula e entrega Mesmo fora de mandatos eletivos, Cidinho segue sendo referência de articulação no Progressistas, sendo respeitado por diferentes alas políticas. Seu nome é frequentemente citado como figura de equilíbrio e confiança entre empresários, parlamentares, prefeitos e o governo estadual. Nesta ocasião, Cidinho organizou uma agenda que inclui: Visita de Tarcísio a unidades prisionais de Mato Grosso; Participação em palestra com lideranças do agronegócio, discutindo logística e infraestrutura; Presença em evento social familiar, com a participação de autoridades locais e nacionais. Apesar da especulação sobre possíveis reuniões políticas envolvendo Tarcísio e o vice-governador Otaviano Pivetta, Cidinho foi direto: “Não tem reunião política marcada. Ele vem para conhecer o Estado, para participar de agendas institucionais e de um evento privado. Mas é claro que a presença dele aqui reforça o diálogo com nosso grupo político e com o setor produtivo de Mato Grosso”, pontuou. Cidinho e 2026: influência reconhecida Cidinho também falou sobre especulações envolvendo seu nome nas eleições do próximo ano. Com humildade, reforçou que não busca candidatura, mas também não se furta ao dever com o grupo político, caso seja necessário. “Não houve convite para vice nem para outro cargo. Está cedo. Mas muitos dizem que sou alguém que une, e pode ser que lá na frente o grupo precise disso. Se for necessário, estarei pronto. Mas não trabalho só com essa possibilidade”, afirmou. 🗣️ Análise MT Urgente: A visita de Tarcísio a Cuiabá — articulada por Cidinho — pode não ser oficialmente política, mas é carregada de simbolismo estratégico. Une dois dos principais nomes do conservadorismo brasileiro em torno de temas como logística, infraestrutura e agro, e projeta Mato Grosso como peça-chave no cenário nacional. E quem está no centro disso tudo? Cidinho Santos. Um líder que, mesmo sem mandato, movimenta estruturas, constrói pontes e amplia o alcance político do estado no Brasil. 📍 Com liderança firme e articulação silenciosa, Cidinho Santos reafirma: quem comanda bastidores, dita os rumos do jogo.
Parque Novo Mato Grosso recebe 5ª etapa do Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia entre quarta-feira (16) e domingo (20)
O Parque Novo Mato Grosso, em Cuiabá, recebe pela primeira vez o Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia, que ocorre de quarta-feira (16.7) até domingo (20.7). Com o patrocínio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), a quinta etapa da competição reúne as melhores duplas da modalidade do Brasil, como as campeãs olímpicas Duda e Ana Patrícia. “Em todos os lugares que estivemos, em todo o Brasil, fomos muito bem recebidas. O carinho das pessoas é maravilhoso. Esperamos que, em Cuiabá, seja assim também. A energia do público é um combustível a mais para nós nesse retorno e esperamos conseguir fazer o nosso melhor no torneio”, disse Ana Patrícia. Em 2023, Duda e Ana Patrícia conquistaram o título da etapa realizada na capital mato-grossense. A dupla, que foi campeã olímpica em Paris 2024, estreia na sexta-feira (18.7), na fase de grupos do Top 16. Ao todo, serão 115 duplas participando do torneio realizado no Parque Novo Mato Grosso. Entre os competidores, estão ainda o campeão olímpico Alisson, os atletas olímpicos Evandro e Arthur Lanci, Carol Solberg, Rebecca e a dupla Thâmela e Vic, que ganhou nesta temporada duas etapas do circuito mundial e hoje lidera o ranking global de vôlei de praia na categoria feminina. De Mato Grosso, 11 duplas competem nesta 5ª etapa do Circuito Brasileiro. Seis delas são formadas por atletas atendidos pelo programa de bolsas do Governo do Estado, o OlimpusMT: Yuri Henrique e Brendow, Murilo e Felippe, Victor Hugo e Marcus, Marcos Guilherme e Davi, Sabrina Ferco e Elen Nunes, além de Laryssa Dalmoro e Bárbara Martins. As etapas do circuito brasileiro são divididas em Top 16 e Aberto. O Top 16 é disputado pelas 13 principais duplas do ranking nacional, mais os campeões do Aberto na etapa anterior e duas duplas convidadas. Já o torneio Aberto é uma competição de desenvolvimento importante para somar pontos no ranking. A dupla campeã garante vaga no Top 16 da etapa seguinte. A quinta etapa do Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia é uma realização da Federação Mato-grossense de Voleibol e da Confederação Brasileira de Voleibol, com o patrocínio do Governo de Mato Grosso, por meio da Secel. Entrada gratuita Durante todos os dias, o público poderá acompanhar gratuitamente as partidas em arquibancadas cobertas montadas para o evento esportivo. O ingresso deve ser assegurado mediante cadastro prévio pela internet (link aqui). Construído pelo Governo de Mato Grosso, o Parque Novo Mato Grosso está localizado no km 15 da rodovia de acesso à Chapada dos Guimarães (MT-251). Com área total de 300 hectares, o espaço será um dos maiores espaços multieventos da América Latina.
Agroindustrialização é caminho para o desenvolvimento de MT, defendem lideranças em mesa-redonda
O futuro do desenvolvimento econômico de Mato Grosso passa, inevitavelmente, pela agroindustrialização. Essa foi a principal conclusão da mesa-redonda realizada na noite de segunda-feira (14.7), durante o Fórum do Setor Produtivo, na 57ª Expoagro. O debate reuniu o vice-governador Otaviano Pivetta, o secretário de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini, e o ex-senador e empresário Cidinho Santos, com foco no potencial da transformação da produção agrícola em emprego, renda e riqueza dentro do próprio estado. Atualmente, Mato Grosso conta com 3.115 agroindústrias, responsáveis por 86 mil empregos diretos — 45% da força de trabalho industrial — com uma média salarial de R$ 2,6 mil. Essas empresas geraram R$ 3,57 bilhões em ICMS em 2023. O estado é líder na produção de etanol de milho, e deve alcançar 7 milhões de m³ na safra 2025/2026, um crescimento de quase 5% em relação à safra anterior. Para o vice-governador Otaviano Pivetta, a experiência de Lucas do Rio Verde, onde ele já foi prefeito, e Nova Mutum é prova concreta de que agregar valor à produção primária transforma não só a economia, mas toda a realidade social dos municípios. Juntos, os dois municípios produzem entre 5,5 e 6 milhões de toneladas de grãos, mas industrializam 7 milhões de toneladas por ano, incluindo produtos vindos de municípios vizinhos “Verticalizamos 100% da produção e isso abriu espaço para que 150 mil a 160 mil brasileiros tivessem uma oportunidade ao sol, com educação pública de qualidade, boa saúde e salários dignos. Nenhum país se desenvolve vendendo matéria-prima. Temos a obrigação de verticalizar nossa produção para distribuir riqueza aqui dentro”, afirmou. O secretário César Miranda reforçou que o avanço da agroindustrialização em Mato Grosso só foi possível após uma reestruturação profunda do Estado, que hoje ostenta nota A em gestão fiscal pelo Tesouro Nacional. “Antes, tínhamos escolas de lata e estradas precárias. Hoje temos escolas novas, seis grandes hospitais em construção e 6 mil km de asfalto sendo entregues até 2025. Isso gera confiança para o investidor e atrai indústrias”, afirmou. Ele destacou ainda que os incentivos fiscais estão mais acessíveis e transparentes, e que políticas como a retomada da Zona de Processamento de Exportação de Cáceres e a internacionalização do Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, fortalecem a indústria local. “Nosso foco é o coletivo: do grande investidor ao pequeno empreendedor”, completou. Com trajetória marcada pela superação, o ex-senador e empresário Cidinho Santos contou como transformou Nova Marilândia e a região de Arenápolis por meio da instalação de granjas, fábricas de ração e um frigorífico próprio, hoje com capacidade para abater 200 mil aves por dia e exportações para 14 países. “Somos os maiores produtores de soja, milho e algodão, mas arrecadamos R$ 25 bilhões em ICMS por ano. O Paraná, que já industrializou sua produção, arrecada R$ 89 bilhões. A diferença está aí”, comparou Cidinho, citando conversa recente com o governador do Paraná, Ratinho Júnior. Segundo ele, Mato Grosso já iniciou sua virada com o etanol de milho e o esmagamento da soja, mas o próximo salto é consolidar a agroindustrialização da proteína animal. O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini, aproveitou a mesa para chamar atenção aos riscos da reforma tributária para os municípios do interior, ao concentrar a arrecadação no consumo e não mais na produção. Ele alertou que cidades pequenas, com pouca população e baixo consumo, sofrerão perdas severas de receita. “É uma corrida contra o tempo. Precisamos planejar o crescimento urbano e econômico para não afundar quando os efeitos da reforma forem sentidos”, afirmou. Abílio defendeu medidas como o alvará automático, o fim da outorga onerosa para prédios altos e a liberação de condomínios fechados como forma de estimular novas indústrias e ocupar áreas de forma organizada. O consenso entre os participantes foi claro: a agroindustrialização é mais que um modelo econômico — é uma solução para o desenvolvimento sustentável e social de Mato Grosso. Além de garantir empregos qualificados e aumento da arrecadação, ela reduz desigualdades regionais, fortalece os municípios e prepara o estado para um novo ciclo de crescimento.