A Polícia Civil realizou uma grande apreensão de entorpecentes nesta quinta-feira (17.7), desarticulando um ponto estratégico utilizado por uma facção criminosa na região da Gleba Rio Vermelho, conhecida como Morro do Gavião. Foram apreendidos 928 tabletes de maconha, além de uma grande porção da droga a granel, uma balança industrial de até 150 quilos e quatro aparelhos celulares. Na ação, realizada por meio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis (220 km de Cuiabá), com apoio da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), três pessoas foram presas em flagrante: uma mulher, de 19 anos, e dois homens, de 35 e 37 anos. As investigações apontaram que a facção criminosa utilizava uma chácara, pertencente a um dos suspeitos, como depósito e centro de distribuição das drogas. No local, havia um barraco construído especificamente para armazenar grandes quantidades dos entorpecentes, conhecido no meio criminoso como “guarda-roupa”. Conforme apurado, o local também servia para fracionar a droga antes da distribuição aos traficantes da cidade. Além do armazenamento, a chácara era utilizada para a prática de punições aplicadas pelo chamado “tribunal do crime”, incluindo sessões de tortura e execuções de indivíduos condenados pela facção. Durante a ação, na residência do proprietário do imóvel, os policiais localizaram um tablete de maconha escondido dentro de uma chocadeira elétrica. Em uma estrutura anexa à propriedade, foram encontrados diversos tonéis de 200 litros repletos de tabletes de maconha, além de duas balanças utilizadas para a pesagem dos entorpecentes. O material apreendido e os detidos foram encaminhados à delegacia, onde permanecem à disposição da Justiça. As investigações continuam para localizar uma mulher, de 31 anos, apontada como responsável pelo fracionamento da droga e que se encontra foragida, com mandado de prisão em aberto por tentativa de homicídio. A operação representa mais um golpe no tráfico de drogas e na estrutura logística da facção criminosa atuante em Rondonópolis.
Senadores de Mato Grosso criticam decisão de Moraes e veem exagero em medidas contra Bolsonaro
Os senadores mato-grossenses Jayme Campos (União Brasil) e Wellington Fagundes (PL) se posicionaram de forma crítica contra a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que impôs medidas cautelares ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno e proibição de uso das redes sociais. A medida foi autorizada no âmbito de uma nova operação da Polícia Federal, realizada nesta sexta-feira (18), sob a justificativa de risco de fuga e suspeita de envolvimento em tentativa de golpe de Estado. Fagundes vê excesso e diz que PL vai recorrer Aliado de Bolsonaro e membro do PL, Wellington Fagundes considerou a decisão exagerada e garantiu que a defesa irá recorrer. “É uma decisão monocrática. Agora os advogados vão recorrer. E nós não concordamos com essa postura do STF. O PL não concorda com isso”, afirmou o senador. Jayme Campos: “STF está passando dos limites” Já o senador Jayme Campos subiu o tom e disse que o Supremo tem cometido excessos que ferem a Constituição. “Acho que as medidas que o Supremo tem tomado são pesadas, sobretudo a dosimetria em relação ao 8 de Janeiro. Este é um momento que exige união e não um clima policialesco. Muitas vezes o Supremo está passando de todos os limites constitucionais”, criticou. Para Jayme, a medida contra Bolsonaro poderia ter sido conduzida de outra forma. “Não precisava nada disso. Me parece que está havendo certo exagero”, concluiu. Entenda as medidas contra Bolsonaro Além da tornozeleira eletrônica, Bolsonaro está proibido de: Usar redes sociais; Se comunicar com outros investigados; Falar com diplomatas e embaixadores; Se aproximar de embaixadas; Falar com seu filho, deputado Eduardo Bolsonaro; Sair de casa à noite (das 19h às 7h) e nos fins de semana, em tempo integral. Durante a operação, foram apreendidos cerca de US$ 14 mil, R$ 8 mil em espécie, um pen drive e o celular do ex-presidente. A ação ocorreu em sua residência em Brasília e também em escritórios do PL.
Depois de 10 anos de luta, Max Russi conquista obra histórica de segurança na Serra de São Vicente
Após uma década de cobranças incansáveis, o deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi (PSB), comemora o início da tão aguardada obra de construção da área de escape na Serra de São Vicente, um dos trechos mais perigosos da BR-163/364. A medida representa um marco histórico na luta pela segurança viária em Mato Grosso. A ordem de serviço foi assinada nesta sexta-feira (18) pelo Governo do Estado e pela concessionária Nova Rota do Oeste, responsável pela administração do trecho. A área de escape será instalada no km 350,8 da BR-364, com investimento estimado em R$ 17 milhões. Estrutura para salvar vidas O projeto prevê a instalação de pórticos rolantes com guinchos capazes de remover veículos com até 80 toneladas, funcionando como ponto de emergência para caminhões e veículos que apresentem falhas nos freios na descida da serra. A iniciativa atende a um pedido antigo de motoristas, caminhoneiros e moradores da região, que há anos convivem com acidentes fatais no local. “Aquela serra precisa de áreas de escape com urgência. Não é possível continuar perdendo vidas por falta de uma estrutura tão básica. É simples, é viável e é necessário”, disse Max Russi em um dos inúmeros pronunciamentos realizados ao longo dos últimos anos. 📌 Uma bandeira de longa data Max Russi levanta essa pauta desde 2015, quando iniciou seu primeiro mandato na ALMT. Foram anos de ofícios, pronunciamentos, visitas ao DNIT e reuniões em Brasília, sempre insistindo na necessidade da obra. A cobrança ganhou força em 2024, quando o parlamentar liderou uma comitiva em reunião com o governador Mauro Mendes, exigindo urgência na liberação da construção. “Essa é a quarta ou quinta vez que faço esse apelo. E farei quantas forem necessárias. O que está em jogo é a vida das pessoas”, declarou recentemente no plenário. Pressão com resultados A articulação do deputado surtiu efeito. Após a reunião com o Governo do Estado e com apoio da Nova Rota do Oeste, a obra foi aprovada e finalmente anunciada oficialmente, com previsão de início imediato. Para Max Russi, o momento representa mais do que uma conquista política: é uma vitória da população mato-grossense. “Estamos tratando de algo muito maior que obras. Estamos tratando de famílias, de pais e mães que pegam a estrada todos os dias, de caminhoneiros que não têm onde parar em caso de falha mecânica. É sobre vidas que podem ser salvas”, afirmou. Um compromisso com a vida O deputado destacou que não vai descansar até ver a obra concluída. Para ele, esta é uma prova de que a persistência na política pode gerar resultados concretos. “Eu não vou parar enquanto essa obra não estiver concluída. A população precisa ver que vale a pena cobrar, que vale a pena acreditar. Estamos aqui para transformar promessa em realidade”, finalizou Max. Com a execução da obra finalmente em andamento, Mato Grosso avança em uma de suas demandas mais antigas por segurança nas rodovias. A luta de Max Russi, que começou como uma voz solitária no parlamento, agora ecoa em benefício de milhares de vidas.
Jair Bolsonaro é alvo de nova operação da PF e terá que usar tornozeleira eletrônica
O ex-presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), passou a ser alvo de novas medidas judiciais após determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão, divulgada nesta sexta-feira (18), inclui medidas cautelares restritivas, no âmbito da investigação que apura possível tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao ex-presidente em Brasília. Durante as buscas, foi encontrado cerca de US$ 10 mil em espécie, segundo apuração inicial dos investigadores. Bolsonaro estava presente no local. 🔒 Medidas cautelares impostas por Moraes A decisão do ministro Alexandre de Moraes impôs restrições severas à liberdade de locomoção e comunicação do ex-presidente, como forma de preservar a investigação. Entre as medidas, estão: Uso obrigatório de tornozeleira eletrônica; Recolhimento domiciliar noturno (das 20h às 6h); Proibição de acessar ou utilizar redes sociais (pessoalmente ou por meio de terceiros); Vedação de contato com embaixadores e diplomatas estrangeiros; Proibição de se comunicar com outros investigados, incluindo seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP); Impedimento de entrada em embaixadas e sedes de representação estrangeira. A justificativa do STF é que essas medidas visam evitar risco de obstrução da justiça, além de garantir a ordem pública diante dos fatos investigados. Contexto da investigação Bolsonaro é réu em ação penal que tramita no STF relacionada a suposta tentativa de golpe de Estado e ataque ao Estado Democrático de Direito. A ação foi reforçada com as alegações finais apresentadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) no início da semana, que pediu a condenação do ex-presidente por cinco crimes, entre eles: Associação criminosa; Tentativa de golpe; Incitação ao crime; Abolição do Estado Democrático de Direito; Uso indevido da estrutura pública. As investigações apontam que o ex-presidente teria participado de um plano articulado com aliados e militares para deslegitimar o resultado das eleições de 2022 e impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O que acontece agora? Com a decisão judicial, Bolsonaro será monitorado 24 horas por dia, e o descumprimento das medidas pode levar à prisão preventiva. A defesa ainda não se manifestou oficialmente, mas aliados consideram as restrições uma medida política. A operação da Polícia Federal representa mais um capítulo da série de investigações que envolvem o ex-presidente, e deve continuar com novos desdobramentos nos próximos dias.
Corpo de Bombeiros extingue incêndio em residência em Sinop
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combateu, nesta quinta-feira (17.7), uma ocorrência de incêndio residencial em Sinop (a 479 km de Cuiabá). Ninguém ficou ferido. Ao chegarem ao local, a equipe do 4º Batalhão de Bombeiro Militar (4º BBM) encontrou a casa já em chamas, com risco iminente de o fogo se alastrar para imóveis vizinhos. Após a verificação de que não havia vítimas, a equipe iniciou o combate direto ao fogo, conseguindo conter a propagação e evitar danos maiores. Para o rescaldo, foi usada a água do caminhão-pipa da prefeitura da cidade. Orientação O CBMMT orienta a população sobre medidas simples que ajudam a prevenir incêndios em residências. Entre os principais cuidados estão: evitar sobrecarga nas instalações elétricas, não utilizar extensões de forma excessiva, desligar aparelhos eletrônicos da tomada quando não estiverem em uso, nunca deixar velas acesas ou panelas no fogo sem supervisão, manter botijões de gás em locais ventilados e longe de fontes de calor, além de realizar manutenções periódicas nas redes elétrica e de gás. Em caso de princípio de incêndio, acione imediatamente o número 193.