A música brasileira perdeu neste domingo (21) uma de suas vozes mais marcantes: Preta Gil, cantora, atriz e empresária, faleceu aos 50 anos, em decorrência de um câncer no intestino. A informação foi confirmada por sua assessoria de imprensa. Filha do cantor e ex-ministro da Cultura Gilberto Gil, Preta enfrentava desde janeiro de 2023 um adenocarcinoma, tipo agressivo de câncer no intestino. Ela passou por cirurgias, quimioterapia e radioterapia, além de buscar tratamentos experimentais nos Estados Unidos, onde esteve nas últimas semanas em busca de uma nova alternativa contra a doença. Em agosto de 2024, a própria artista revelou que o câncer havia retornado, desta vez de forma mais agressiva, com dois tumores nos linfonodos, um nódulo no ureter e metástase no peritônio — membrana que reveste os órgãos abdominais. O quadro foi considerado grave, mas Preta continuou o tratamento com coragem e otimismo, compartilhando sua trajetória com fãs e seguidores. Ao longo do tratamento, Preta Gil sempre manteve um posicionamento transparente e inspirador, falando sobre a importância da saúde mental, do autocuidado e da fé. A artista também usava as redes sociais para conscientizar sobre o diagnóstico precoce do câncer e incentivar o público a cuidar da saúde. Preta Gil deixa um legado de autenticidade, arte e empoderamento. Sua voz e sua presença seguirão marcadas na música, na televisão e no coração do povo brasileiro.
Licença de Eduardo Bolsonaro termina neste domingo; deputado poderá ter faltas registradas se não justificar ausências
A licença parlamentar do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) termina neste domingo, 20 de julho, e, a partir da próxima sessão deliberativa, o parlamentar poderá ter faltas oficialmente registradas, caso não apresente justificativas formais à Mesa Diretora da Câmara dos Deputados. Eduardo está nos Estados Unidos desde fevereiro e se licenciou por 120 dias, período durante o qual não recebeu salário. Além desse intervalo, ele teve outras duas ausências justificadas por motivo de saúde. O parlamentar, que foi o terceiro mais votado em São Paulo em 2022 (com 741.701 votos), não participou de sessões no Congresso desde que iniciou sua permanência no exterior. Consequências e regras regimentais A Constituição Federal determina que a perda de mandato pode ser aplicada caso um deputado falte a um terço das sessões ordinárias do plenário, no período de um ano legislativo, sem apresentar justificativas válidas. Com o fim da licença, se Eduardo Bolsonaro continuar fora do país e não solicitar nova liberação nem apresentar atestados, as ausências começarão a ser contabilizadas no sistema oficial da Câmara. A situação poderá, eventualmente, ser analisada pelo Conselho de Ética, caso as ausências se prolonguem. Possíveis caminhos Nos bastidores, aliados discutem alternativas regimentais para permitir que Eduardo continue nos Estados Unidos sem violar as regras da Casa. Entre as possibilidades, estaria uma renovação anual da licença por mais 120 dias, hipótese que ainda depende de avaliação jurídica e política dentro do Legislativo. Outra ideia em estudo seria a mudança no regimento interno da Câmara para contemplar situações excepcionais de deslocamento temporário de parlamentares ao exterior — medida que também precisaria de amplo apoio político para avançar. Investigações em andamento A permanência do deputado nos Estados Unidos também gerou reações da Procuradoria-Geral da República (PGR), que abriu investigação para apurar possíveis crimes cometidos por ele enquanto esteve fora do país. O inquérito avalia se houve: Coação no curso do processo; Obstrução de investigação criminal envolvendo organização criminosa; Abolição violenta do Estado Democrático de Direito. A suspeita é de que Eduardo Bolsonaro possa ter tentado interferir em decisões judiciais ou influenciar processos que envolvem o ex-presidente Jair Bolsonaro, seu pai. Contexto político e licenciamento A decisão de Eduardo de se licenciar foi anunciada em março deste ano, poucos dias antes do julgamento que tornou Jair Bolsonaro réu no Supremo Tribunal Federal (STF), sob acusação de tentativa de golpe de Estado. Na época, o deputado usou suas redes sociais para comunicar que a licença seria temporária e justificou a decisão como uma escolha pessoal, criticando publicamente o STF e o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso. Com o encerramento oficial da licença neste fim de semana, o parlamentar precisa decidir se retomará suas atividades legislativas, solicitará nova liberação ou adotará outra medida para manter seu mandato regularizado.
Mato Grosso atrai olhares na maior feira mundial de observação de aves
Com um dos maiores potenciais de biodiversidade do Brasil, Mato Grosso participou da Global BirdFair 2025, realizada de 11 a 13 de julho, em Rutland, no Reino Unido, com o objetivo de fortalecer sua presença no turismo internacional de natureza e se consolidar como destino de safári e observação de aves. O evento é considerado a principal feira mundial dedicada à avifauna e à conservação ambiental, reunindo operadores, especialistas e entusiastas do ecoturismo de diversos países. Abrangendo Pantanal, Cerrado e Amazônia, Mato Grosso reúne condições únicas para o ecoturismo, com experiências que vão desde o avistamento da arara-azul nas planícies pantaneiras até a busca pelo som encantador do uirapuru em meio à floresta amazônica. Representando a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), a superintendente de Política e Promoção do Turismo, Júlia Assis, participou da programação com foco em promover o estado como um dos destinos mais promissores da América do Sul para o birdwatching e o ecoturismo de safári. “Quando a gente mostra os nossos biomas, a nossa extensão territorial e a nossa quantidade de espécies registradas aqui no nosso estado, impressiona. Em Mato Grosso, nós temos 909 espécies registradas. Então eu tenho certeza que a gente vai conseguir atrair com mais potência esse turista para vir para cá e conhecer seja Pantanal, seja Cerrado, seja Amazônia, porque a nossa diversidade de espécies é um potencial”, afirma. Além de reunir características ecológicas excepcionais, o estado também tem investido na estruturação do turismo internacional. Um exemplo disso é o reconhecimento do Cristalino Lodge, em Alta Floresta, que possui representante no Reino Unido e articula diretamente com os turistas britânicos. A presença na feira integra uma agenda estratégica de promoção do turismo internacional, coordenada pela Sedec em parceria com a Embratur. Dados recentes apontam que o número de turistas estrangeiros entrando diretamente em Mato Grosso aumentou mais de 19% em 2024, tendência que se mantém forte em 2025. Próxima parada: Nova York As ações de divulgação internacional continuam no segundo semestre, com a participação do estado na Galeria Visit Brasil, que será realizada entre os dias 29 de outubro e 2 de novembro, em Nova York (EUA). Durante o evento, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul se reúnem para promover o pantanal como destino de safári sul-americano, com destaque para espécies emblemáticas como onça-pintada, lobo-guará e tamanduá-bandeira, além de apresentar ao público norte-americano elementos culturais e gastronômicos da região.
Cautela política: Pivetta freia debate sobre 2026 e evita antecipar disputa pelo governo
Apesar de já ter tornado público seu desejo de comandar Mato Grosso a partir de 2027, o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) decidiu adotar uma postura mais discreta em relação às eleições estaduais. Ele anunciou que não comentará mais sobre candidaturas até o período oficial das convenções partidárias, entre julho e agosto de 2026. A decisão, segundo o próprio, visa preservar a estabilidade da gestão e evitar desgastes políticos prematuros. A mudança de tom revela uma estratégia política clara: evitar conflitos desnecessários dentro da base governista e manter o foco nas entregas da atual gestão, liderada pelo governador Mauro Mendes (União Brasil), com quem Pivetta mantém uma parceria consolidada desde 2019. “Discutir sobre candidaturas agora é só para atrapalhar o trabalho. E não é pouca coisa que nós temos que fazer. Temos muito pela frente. Então não precisamos antecipar essa discussão, porque ela vai chegar naturalmente”, declarou Pivetta. Ruídos e desconfortos na base aliada Nos bastidores, a antecipação do debate sucessório gerou desconforto em nomes que também despontam como potenciais pré-candidatos, como os senadores Jayme Campos (União Brasil) e Wellington Fagundes (PL). Ambos têm manifestado interesse, direta ou indiretamente, na corrida pelo Palácio Paiaguás, o que torna o ambiente ainda mais sensível dentro da base. Pivetta reconhece esse cenário e avalia que a antecipação do debate político coloca temas importantes do Estado em segundo plano, substituídos por movimentações eleitorais que ainda não cabem no calendário. “Está tudo muito bem claro, tanto a minha quanto a posição do governador Mauro, há muito tempo. Tenho minha disposição. Mas tudo que a gente antecipar é só conflito. Nós não precisamos disso”, reforçou. Jantar político e movimentos paralelos O anúncio de contenção por parte de Pivetta vem poucos dias após sua aparição de destaque em um jantar político com o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira (SP), que indicava justamente o contrário: um movimento de ampliação de apoios e articulações em torno de sua pré-candidatura. No entanto, ao que parece, os sinais de alerta acenderam dentro da aliança, especialmente após o governador Mauro Mendes promover, no início desta semana, um encontro com lideranças do União Brasil, entre elas o senador Jayme Campos. O objetivo: realinhar a base e evitar rachas prematuros. A lógica do tempo político Ao suspender o debate sobre 2026, Pivetta sinaliza que pretende jogar com a lógica do tempo político. Ao invés de alimentar disputas, prefere aguardar o amadurecimento natural do processo, preservando o projeto de governo e o equilíbrio da aliança que reelegeu Mauro Mendes com ampla maioria em 2022. Nos bastidores, o recado é claro: quem tentar antecipar o jogo corre o risco de se desgastar, num momento em que o eleitor espera foco em gestão, resultados e estabilidade.