A sessão da Câmara Municipal de Cuiabá desta quinta-feira (7) revelou um momento de tensão entre os Poderes da capital. A vice-prefeita e secretária de Mobilidade Urbana, Vânia Rosa (Novo), foi convidada para prestar esclarecimentos sobre o contrato emergencial dos radares eletrônicos, mas a visita acabou resultando em um embate direto com a presidente da Casa, vereadora Paula Calil (PL), após divergências institucionais e acusações públicas. Mesmo diante de um cenário de desgaste e críticas por parte de alguns parlamentares, a presidente Paula Calil conduziu a sessão com equilíbrio, garantindo espaço para que a vice-prefeita pudesse se pronunciar — mesmo após parte dos vereadores deixarem o plenário em protesto, alegando falta de diálogo da gestão com o Legislativo. Ao longo da sessão, Paula reiterou que buscou contato com Vânia Rosa por diversos meios, com o objetivo de tratar de demandas da população e convidá-la para eventos institucionais da Câmara. Segundo a vereadora, suas tentativas não foram atendidas, o que gerou frustração pela ausência de resposta e, posteriormente, pela postura adotada pela secretária em plenário. Durante sua fala, Vânia alegou que todos os parlamentares são atendidos por sua equipe mediante agendamento e, de forma inesperada, mencionou que teria sido alvo de “assédio político” por parte de um vereador — sem citar nomes nem apresentar provas. A declaração causou desconforto e indignação no plenário. Com serenidade, Paula procurou manter o foco no debate institucional, mas ao perceber o tom adotado pela vice-prefeita, decidiu encerrar sua participação, reafirmando o compromisso com o respeito mútuo entre os Poderes. “Acredito que, ao menos, poderia ter retornado minha ligação para saber do que se tratava. Não vamos seguir com essa discussão. Encerramos aqui”, declarou a presidente da Casa. Em nota oficial divulgada após a sessão, Paula Calil repudiou as declarações feitas pela vice-prefeita e reforçou que o papel da Câmara é representar os interesses da população, fiscalizar e dialogar de forma republicana com o Executivo. Ela destacou que sua atuação sempre foi pautada pela construção de pontes, pela valorização das ações da Prefeitura e pela abertura ao diálogo — mesmo nos momentos mais difíceis. Vereadora de primeiro mandato e atual presidente da Câmara, Paula Calil vem sendo reconhecida por sua condução firme, respeitosa e responsável. É uma das principais vozes de apoio à gestão municipal dentro do Legislativo, mas tem deixado claro que sua prioridade é garantir que a população seja ouvida e que a relação entre os Poderes seja baseada em respeito e cooperação. O episódio desta quinta-feira gerou repercussão nos bastidores políticos da capital e acendeu um alerta sobre a importância do diálogo institucional. A Câmara reafirmou que continuará aberta à construção conjunta com o Executivo, mas sempre exigindo o respeito necessário ao seu papel constitucional.
Tarifas dos EUA afetam 77,8% das exportações brasileiras
Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que 77,8% da pauta exportadora está sujeita a alguma taxação adicional, tendo em vista as ordens executivas que instituíram as tarifas de 10%, de 40% e a Seção 232 do Trade Expansion Act, de 25% e 50%, aplicadas exclusivamente a produtos de aço, alumínio, cobre, veículos e autopeças. Mais da metade das exportações enfrentarão sobretaxas de 50%. O estudo tem como base dados da United States International Trade Commission (USITC), com análise no nível de 10 dígitos do código tarifário norte-americano, o que permite identificar com precisão os produtos sujeitos às medidas comerciais. É importante destacar, aponta a CNI, que cada medida comercial tem a própria lista de cobertura e isenções, o que significa que produtos livres de uma tarifa adicional podem estar submetidos à outra. “O cruzamento mostra que dos 77,8% das exportações sujeitas a taxação adicional, 45,8% estão submetidas a tarifas de 40% ou 50% direcionadas especificamente ao Brasil”. Esse retrato dá a dimensão do problema enorme que teremos de enfrentar e o quanto vamos precisar avançar nas negociações para reverter essas barreiras. É um trabalho que precisa envolver governos e os setores produtivos. Os EUA são os principais parceiros comerciais da indústria, precisamos encontrar saídas”, afirma Ricardo Alban, presidente da CNI. Fonte: Metropole
Faustão é internado em São Paulo com infecção na perna, e filho cancela festa com celebridades
João Guilherme Silva, filho do apresentador, cancelou grande evento programado para esta quinta-feira (7), após o estado de saúde do pai inspirar cuidados O apresentador Fausto Silva, o Faustão, de 74 anos, foi internado em São Paulo nesta semana após apresentar um quadro de infecção na perna, o que demandou cuidados médicos imediatos. A informação foi confirmada por fontes próximas à família na tarde desta quarta-feira (7). Segundo apuração de veículos de imprensa, Faustão deu entrada no hospital com sintomas característicos de infecção, como inchaço, vermelhidão e dores intensas, sendo prontamente atendido por sua equipe médica de confiança. Até o momento, o quadro é considerado estável, mas ainda requer observação e tratamento intensivo. Festa de João Silva é cancelada Diante da situação do pai, o apresentador e influenciador João Guilherme Silva, filho de Faustão, decidiu cancelar uma festa de grande porte que estava marcada para a noite desta quinta-feira (7), em São Paulo. O evento, que aconteceria na residência da família, localizada em um dos bairros mais nobres da capital paulista, reuniria diversas personalidades da televisão, música e internet, em um encontro que já vinha sendo planejado há semanas. João usou suas redes sociais para justificar o cancelamento. Embora não tenha dado detalhes sobre o estado de saúde do pai, ele afirmou que o momento exige “foco total na família e privacidade”. Histórico recente de saúde Faustão passou por um transplante de coração em 2023, após enfrentar uma grave insuficiência cardíaca. Desde então, seu estado de saúde tem sido monitorado com frequência, especialmente devido ao uso de medicamentos imunossupressores, que o tornam mais suscetível a infecções. A internação desta semana acendeu o sinal de alerta entre familiares, amigos e fãs, que seguem preocupados com a recuperação do comunicador. Família pede respeito e discrição Até o momento, não houve boletim médico oficial divulgado pela família ou pela unidade hospitalar. Pessoas próximas a Faustão pedem respeito e discrição nesse momento delicado, evitando especulações. João Guilherme, que tem seguido carreira na TV ao lado do pai nos últimos anos, cancelou compromissos de trabalho e pediu orações e boas vibrações para a rápida recuperação de Faustão.
Brasil reage ao “tarifaço” dos EUA: Fávaro critica postura de Trump e diz que governo busca alternativas para conter impacto
Ministro Carlos Fávaro classificou a medida como autoritária e reforçou necessidade de diplomacia e novas estratégias de exportação O governo brasileiro reagiu com firmeza à decisão dos Estados Unidos de impor uma sobretaxa de 50% sobre 3,8 mil produtos nacionais, medida que entrou em vigor nesta quarta-feira (6). Em pronunciamento oficial, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, classificou a atitude como “tirânica” e alertou para o impacto negativo da medida sobre os brasileiros, defendendo um posicionamento diplomático e estratégico por parte do Brasil. “O mundo não precisa de um imperador, não precisa de um tirano para dizer como as coisas vão acontecer. É preciso respeitar as democracias e privilegiar o diálogo. O Brasil está sempre aberto ao diálogo”, afirmou o ministro durante evento com o Sebrae, em Brasília. O que muda com o tarifaço? A medida anunciada pelo governo norte-americano atinge 95 categorias de produtos brasileiros, incluindo setores estratégicos como café e carne bovina, e passa a incidir sobre todos os embarques feitos após as 00h01 desta quarta-feira. Apesar do impacto significativo em diversos setores, alguns produtos ficaram de fora da nova tarifa, como: Suco de laranja Aeronaves civis Petróleo e derivados Fertilizantes Veículos e peças Produtos energéticos “Estão punindo o povo brasileiro”, diz Fávaro O ministro também criticou duramente os brasileiros que apoiaram a medida americana, sugerindo que tal postura ignora os impactos reais da decisão sobre produtores e consumidores do país. “Causa estranheza ver brasileiros apostando que isso ainda pode piorar. Qual pátria estão defendendo? Essa medida não atinge o presidente Lula, nem o ministro da Agricultura. Ela atinge o povo brasileiro”, destacou Fávaro. Alternativas e abertura de mercados Para contornar os efeitos imediatos das sanções, o governo federal está buscando novos acordos comerciais, principalmente com países da Ásia e América Central, além de reforçar os laços com os 398 novos mercados que passaram a importar produtos do Brasil nos últimos anos. Fávaro defendeu que a diplomacia econômica e o fortalecimento das relações internacionais devem nortear a reação brasileira. “Precisamos atuar com pragmatismo. Mesmo que o produto exportado seja de menor volume, ele pode ser extremamente relevante para pequenos empreendedores. Vamos trabalhar com linhas de crédito, compras públicas e redirecionamento das exportações”, disse. Setores pressionam por medidas Com os prejuízos sendo estimados, setores produtivos afetados pelo tarifaço já estão em contato com o governo federal para discutir linhas de apoio emergencial, medidas compensatórias e estratégias de reposicionamento no mercado internacional. Segundo o ministro, a equipe técnica do governo está empenhada em elaborar ações específicas por setor, considerando o impacto individual sobre cada cadeia produtiva atingida pelas novas regras. 🔎 Contexto político e internacional A decisão dos EUA, liderados novamente pelo presidente Donald Trump, foi interpretada por analistas como parte de uma estratégia de endurecimento comercial. O Brasil, que tem se posicionado como liderança em produção de alimentos e energia limpa, passa a encarar um novo desafio: recalibrar sua presença no mercado global sem abrir mão da soberania comercial e do respeito diplomático.
Carlos Bezerra rompe com Mauro Mendes e expõe crise entre MDB e governo: “Enxotaram nosso partido”
O clima entre o MDB e o Palácio Paiaguás azedou de vez. O presidente estadual da legenda, ex-deputado federal Carlos Bezerra, rompeu oficialmente com o governador Mauro Mendes (União Brasil), de quem foi aliado desde a eleição de 2018. Em entrevista, Bezerra fez críticas contundentes à condução do governo, especialmente no que diz respeito às políticas sociais. “A questão social é mais importante que ponte e asfalto”, disparou Bezerra, afirmando que o atual governo tem priorizado obras de infraestrutura enquanto abandonou a agenda social que, segundo ele, deveria ser o foco central da administração. “Nos enxotaram do governo”, diz Bezerra Carlos Bezerra não poupou palavras ao descrever o tratamento recebido pelo MDB dentro da estrutura de governo. Segundo ele, a sigla esperava ocupar duas secretarias, mas terminou sem nenhuma. A última pasta sob comando emedebista, a Secretaria de Agricultura Familiar, foi retirada da legenda após denúncias e reestruturações. “Era pra ter duas secretarias, tinha uma… e essa uma que nós tínhamos, foram me enxotando dela”, reclamou o líder partidário, sem citar nomes diretamente, mas sugerindo que o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) teve papel fundamental na exclusão do MDB da gestão. “Não sei se é ele ou se é o vice dele, que é um cara complicado”, ironizou Bezerra, em alusão à influência de Pivetta nas decisões de governo. Distanciamento à vista da sucessão de 2026 O rompimento ocorre em um momento delicado: às vésperas das articulações para a eleição estadual de 2026. Bezerra sinaliza que a cúpula do MDB não se sente mais representada pelo governo Mauro Mendes, embora deputados da legenda ainda integrem a base aliada na Assembleia Legislativa. Entre os nomes citados estão os deputados estaduais Dr. João, Thiago Silva e Juca do Guaraná, que seguem mantendo alinhamento com o Executivo. Ainda assim, a fala do presidente do partido evidencia um racha interno entre a base institucional e os parlamentares da sigla. Palácio Paiaguás rebate: “Não houve expulsão” As críticas foram respondidas pelo secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia (União Brasil). Segundo ele, não houve “enxotamento” do MDB do governo, mas sim uma troca técnica na Secretaria de Agricultura Familiar devido a problemas de gestão. “Foi isso que aconteceu, não houve expulsão do MDB”, garantiu Garcia. Ele também destacou que o governo mantém diálogo constante com os deputados do MDB que seguem apoiando Mauro Mendes. “Temos muito respeito pelo partido. Conversamos frequentemente com Dr. João, Juca do Guaraná e outros membros”, afirmou. Entre desconfianças e movimentações: MDB pode buscar novo rumo em 2026? Com o afastamento cada vez mais claro entre a liderança emedebista e o governo Mauro Mendes, o cenário político para 2026 em Mato Grosso ganha novos contornos. A relação institucional entre partido e governo está em xeque, e as próximas decisões estratégicas da sigla poderão influenciar diretamente na construção de novas alianças para o futuro. A dúvida que fica é: o MDB seguirá dividido ou buscará protagonismo com um projeto próprio para o Estado?