O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (PSB), defendeu, nesta ultima quinta-feira (7), a necessidade de uma solução definitiva para o impasse técnico e jurídico que envolve o uso sustentável das áreas úmidas no Estado. A manifestação ocorreu durante o Seminário Jurídico da Pós-Graduação em Manejo de Áreas Úmidas da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), realizado na sede da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA). O encontro reuniu especialistas do meio científico, representantes de instituições públicas, gestores ambientais e parlamentares para debater alternativas que conciliem a preservação ambiental com a manutenção de atividades econômicas nessas regiões, consideradas de grande importância ecológica e produtiva para Mato Grosso. Segundo Max Russi, o debate técnico já avançou o suficiente para que se dê um passo concreto rumo à regulamentação. “O estudo já foi feito, o trabalho já está pronto. Agora é hora de resolver e entregar. Precisamos avançar e dar segurança jurídica para que todos saibam como agir, sem prejudicar quem vive e trabalha nessas áreas”, afirmou o parlamentar. As áreas úmidas, que abrangem ecossistemas como o Pantanal e zonas alagáveis em diferentes regiões do Estado, desempenham papel essencial na regulação climática, na conservação da biodiversidade e no abastecimento hídrico. Ao mesmo tempo, abrigam atividades como a pecuária, o turismo e a agricultura em menor escala, o que torna fundamental o estabelecimento de normas claras para seu manejo sustentável. Russi defendeu que a nova legislação seja equilibrada, levando em consideração as recomendações científicas, mas também a realidade socioeconômica das comunidades que dependem dessas áreas. “Não podemos permitir que o excesso de burocracia inviabilize atividades produtivas sustentáveis. A lei deve proteger o meio ambiente e, ao mesmo tempo, garantir oportunidades para quem vive nessas regiões”, completou. O seminário também discutiu os impactos das mudanças climáticas, as experiências de outros estados e países no manejo de áreas úmidas e a importância de integrar os diferentes setores na tomada de decisão. A expectativa é que, a partir das conclusões apresentadas, o governo estadual e a Assembleia Legislativa avancem na construção de um marco legal sólido e aplicável para Mato Grosso.
Gefron apreende mais de 1 tonelada de entorpecentes com auxílio de cães e causa prejuízo de R$ 23,5 milhões as facções
Os cães farejadores do Canil do Grupo Especial de Fronteira (Gefron) ajudaram as forças de segurança de Mato Grosso a provocar um prejuízo de R$ 23,5 milhões às facções criminosas, em operações do programa Tolerância Zero, entre janeiro e julho deste ano. Ao todo, 22 ocorrências e operações integradas contaram com apoio de cães farejadores, sendo que seis resultaram na apreensão de 1.3 tonelada de entorpecente, como cocaína, maconha, skunk e haxixe. Ainda colaboraram com a apreensão de sete armas, sendo seis fuzis, dois veículos e na prisão de 20 pessoas. Dentre as principais ações, está a apreensão de quase 900 quilos de pasta base de cocaína e cloridrato de cocaína apreendidas em janeiro em Cáceres. A droga estava escondida em meio a diversas mercadorias em um caminhão Baú e cão farejador facilitou as buscas pelo entorpecente. Em outra ação, mais de 280 quilos de entorpecentes foram apreendidos com auxílio do canil do Gefron no mês passado em Várzea Grande. A equipe foi acionada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) para inspecionar um veículo suspeito carregado com mercadoria. Diversas caixas com entorpecentes foram encontradas com ajuda do cão Tupã. Para o coordenador do Gefron, tenente coronel Manuel Bugalho Neto, os cães farejadores têm papel fundamental nas ações auxiliando os operadores de fronteira no combate ao tráfico de drogas na região de fronteira com habilidades que fogem da capacidade humana. “Os cães farejadores são indispensáveis no combate ao tráfico de drogas, diante da capacidade de farejar entorpecentes, uma habilidade fora da capacidade humana. Eles facilitam a rotina dos operadores de fronteira e ajudam a encontrar entorpecentes distantes da visão humana”, destacou. “O combate eficiente ao tráfico precisa ocorrer em diversas áreas, com tecnologia, apoio humano e os cães farejadores completam a estrutura indispensável tanto no enfrentamento do tráfico e outros crimes comuns na região de fronteira”, completou. O Canil do Gefron foi criado em 2014 e hoje conta com apoio de quatro cães farejadores, Alpha, Tupã, Aika e Soldado. Ainda integra o canil, a cadela Luna que por sete anos atuou durante ocorrências e após se aposentar se tornou a mascote da unidade.
Semana começa com frio pela manhã, calor à tarde e alerta de baixa umidade em Mato Grosso
O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) prevê uma semana de contrastes em Mato Grosso: manhãs frias, tardes quentes e ar extremamente seco em várias regiões do Estado. Dois alertas — laranja e amarelo — foram emitidos, indicando umidade relativa do ar entre 20% e 12%, o que exige cuidados especiais com a saúde e atenção redobrada para evitar incêndios florestais. Em Cuiabá, esta segunda-feira (11) começa com mínima de 14°C e máxima de 28°C, mas a temperatura sobe já a partir de quarta-feira (13), podendo chegar aos 33°C. Durante as tardes, a umidade pode cair para 12%, reforçando o alerta. Na vizinha Chapada dos Guimarães, os termômetros marcam mínima de 12°C e máxima de 37°C, com sol forte e névoa seca durante todo o dia. O calor mais intenso da semana deve atingir Sinop, onde as máximas variam entre 35°C e 38°C e as mínimas ficam entre 17°C e 20°C, com sensação térmica ainda maior. Em Rondonópolis, a variação será extrema: manhãs com cerca de 10°C e tardes de até 37°C. Já em Cáceres, também sob alerta laranja, as mínimas variam entre 11°C e 13°C, com picos de 36°C e umidade abaixo dos 12%. Cuidados recomendados pelo INMET: Beber bastante água ao longo do dia Evitar atividades físicas intensas e exposição ao sol entre 12h e 15h Usar hidratante para a pele Umidificar ambientes internos A previsão indica que a combinação de calor intenso e baixa umidade deve se manter nos próximos dias, exigindo atenção especial da população.