Depois de vários dias com calor acima dos 35°C, os cuiabanos tiveram uma surpresa neste domingo (24): os termômetros marcaram 18°C logo no amanhecer. A queda brusca é consequência de uma frente fria que avançou pelo Sul do país, rompendo o bloqueio atmosférico que vinha mantendo o calorão típico da capital mato-grossense. Previsão para os próximos dias Segundo os meteorologistas, o frio deve permanecer até a próxima quarta-feira (27), trazendo um raro alívio para a população acostumada às altas temperaturas: Segunda-feira (25): mínima de 14°C. Terça-feira (26): mínima de 13°C, considerada a mais baixa da semana. Quarta-feira (27): mínima de 14°C. Quinta-feira (28): mínima em elevação, chegando a 17°C. O retorno do calor Apesar da trégua, o friozinho tem data para acabar. Já no próximo fim de semana, as temperaturas devem voltar a subir rapidamente, com previsão de máximas próximas a 40°C. Para os cuiabanos, o recado é claro: aproveitar os cobertores agora, porque o calor escaldante retorna em breve.
Polícia Militar prende faccionados com fuzil, espingarda, pistolas e mais de 300 munições
Policiais militares do 13º Comando Regional prenderam dois homens, de 25 e 28 anos, por porte ilegal de arma de fogo, na noite deste sábado (23.8), em Campinápolis. Com os suspeitos, foram encontradas duas pistolas, um fuzil, uma espingarda e uma carabina, além de 364 munições de diversos calibres. Durante abordagem na rodovia MT-110, os policiais flagraram dois homens em um veículo Celta trafegando em alta velocidade, que não respeitaram a barreira policial. De imediato, os militares iniciaram o acompanhamento do veículo. Após transitarem em alta velocidade pela cidade, colocando em risco crianças e populares que estavam nas ruas, a equipe policial conseguiu interceptar o carro e abordou os suspeitos. À PM, os homens relataram ser naturais da cidade de São Joaquim. Durante a revista, a equipe localizou duas pistolas, um fuzil, uma espingarda calibre 12 e uma carabina calibre 28, além de 67 munições de calibre 9 mm, 125 munições de calibre 12, 172 munições de calibre 5,56, além de carregadores e equipamentos eletrônicos de comunicação. A equipe policial identificou que o condutor do veículo e o comparsa possuem passagens criminais pelas cidades de Confresa e Nova Xavantina, e pertencem a uma facção criminosa. Diante do flagrante, os suspeitos foram encaminhados à delegacia, juntamente com o material apreendido, para as providências cabíveis. Disque-denúncia A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.
Presos infiltrados aterrorizam ala LGBTQIA+ no presídio de Várzea Grande
A ala LGBTQIA+ do Centro de Ressocialização Industrial Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, deveria ser um espaço de proteção. No entanto, denúncias apontam que pelo menos oito presos infiltrados estariam impondo medo e violência no local, ocupado atualmente por 60 reeducandos. Segundo relatos, o grupo se apresenta como liderança de facção criminosa e pratica extorsões contra familiares de outros detentos, exigindo valores que chegam a R$ 5 mil sob ameaça de morte. Além disso, também seriam responsáveis pelo tráfico de drogas dentro da unidade, comercializando maconha, cocaína e drogas sintéticas. Extorsões e ameaças constantes Cartas enviadas à reportagem por reeducandos relatam torturas e cobranças de valores para garantir a sobrevivência.Uma das vítimas contou ter sido mantida sob violência e ameaças por quatro dias, até que a família conseguisse R$ 5 mil: “Estou com medo de morrer. Todo dia sofro ameaças. Venho suplicar por socorro, me ajudem pelo amor de Deus”, escreveu. Outro reeducando afirmou que os criminosos controlam o Raio 4, área destinada aos LGBTQIA+: “Eles não são LGBTQIA+, mas estão infiltrados aqui para nos oprimir e expandir a facção. Um deles é líder do Comando Vermelho, responsável por distribuir drogas e ordenar os salves.” Mães também são alvo Familiares relatam que sofrem chantagens do grupo. Uma mãe contou que os criminosos pediram inicialmente R$ 5 mil para poupar a vida do filho preso. Sem condições de pagar, ela foi obrigada a negociar até chegar a R$ 1 mil. “Aqui fora não temos a quem recorrer, porque lá dentro nada muda. Nossos filhos é que pagam pelas consequências”, desabafou. Medo de novas mortes O clima de terror revive a lembrança de Thiago Henrique Varcondi, conhecido socialmente como Gabi, reeducanda trans de 37 anos morta em julho de 2024 após ser brutalmente espancada na mesma unidade. Gabi chegou a ser internada em estado grave no Pronto Socorro de Várzea Grande, mas morreu três dias depois. As denúncias atuais pedem que o Raio 4 seja ocupado apenas por LGBTQIA+, sem a presença de faccionados: “Eles nos agridem e nos levam para o isolamento, enquanto os criminosos continuam impunes. Precisamos de proteção para que não aconteça outra tragédia como a da Gabi.”