O mercado hortifrutigranjeiro de Mato Grosso registrou fortes oscilações nos preços, conforme dados do último boletim de preços do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (ProHort). O levantamento mostra que o tomate longa vida teve queda de 60%, tornando-se a principal oportunidade de compra da semana, enquanto o abacaxi valorizou 27,27%, pressionado pela entressafra e pela demanda firme no varejo. Além do tomate, outros produtos apresentaram reduções significativas, como couve-flor (-33,33%), uva niágara embandejada (-30,0%), maxixe (-25,0%), pimentão verde (-20,0%) e banana prata (-18,18%). Esses itens representam boas opções de abastecimento tanto para consumo familiar como para redes institucionais e de revenda. Em contrapartida, legumes e frutas tiveram alta expressiva, com destaque para a vagem (+18,18%), o alho (+14,29%), o chuchu (+25,71%), a batata doce rosada (+17,50%) e a abóbora paulista (+16,67%). A elevação foi atribuída a diminuição da oferta no mercado e ao impacto de fatores climáticos e logísticos. Entre os produtos com melhor custo-benefício no período, o boletim destaca frutas como a uva niágara (R$ 65 a caixa de 5 kg), a banana prata (R$ 110 a caixa de 18–20 kg) e o mamão formosa (R$ 70 a caixa de 18–20 kg). Entre as folhosas, consta o espinafre (R$ 10 o maço), a chicória (R$ 8,50 o maço), e a couve (R$ 18 a dúzia). Também apresentam melhor custo-benefício legumes como o tomate longa vida (R$ 50 a caixa de 18–20 kg), o maxixe (R$ 130 a caixa de 15–18 kg) e o pimentão verde (R$ 80 a caixa de 9–10 kg), além de verduras como a couve-flor (R$ 7,50 a unidade), o brócolis ninja (R$ 5,00 a unidade) e o jiló (R$ 80 a caixa de 14–15 kg). A análise da economista Bianca Georgia Marques de Arruda Barros, elaborada com base em dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e da Central de Abastecimento de Cuiabá (Ceasa-MT), projeta que os preços dos legumes tendem à estabilização na próxima semana. Já as folhosas podem recuar caso o clima seco se mantenha, enquanto as frutas tropicais devem continuar com alta volatilidade em razão da transição de safra. ProHort O Prohort é um programa do Governo Federal que fornece informações sobre a comercialização de produtos hortigranjeiros nas Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país. Essas informações são essenciais para o setor hortigranjeiro pois permitem que os agentes envolvidos na cadeia produtiva tomem decisões mais informadas. Em Mato Grosso, o Prohort é operado em parceria com a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf/MT), Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Empaer), Prefeitura de Cuiabá e a Associação dos Permissionários do Terminal Atacadista de Cuiabá (Apetac), que fornece informações sobre a evolução dos preços dos principais hortifrutigranjeiros produzidos e/ou comercializados no Estado. Os dados do Prohort podem ser utilizados pelo agricultor familiar para avaliar a viabilidade econômica de sua produção, definir estratégias de comercialização, negociar melhores preços com compradores, atender às demandas do mercado e incorporar novas tecnologias e técnicas de produção.
Final do SuperChef da Educação acontece nesta quarta-feira (3) em Cuiabá
A Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) realiza nesta quarta-feira (3.9), a etapa final do SuperChef da Educação 2025, em Cuiabá. São 13 merendeiros da rede estadual de ensino, cada um representando as Diretoria Regional de Educação (DRE). Os três primeiros colocados ganharão R$ 9 mil pelo 1º lugar, R$ 7 mil pelo 2° e R$ 5 mil pelo 3º lugar. Pela manhã, a partir das 7h30, os finalistas começam a preparação do prato no Senac Boa Esperança e posteriormente, os jurados farão a degustação. Já a cerimônia de premiação acontecerá no período da noite. O quê: Final concurso SuperChef da Educação 2025 Data: 3/9 das 7h30 às 11h e 19h às 21h Local: Senac Boa Esperança (preparação) e Buffet Ipiranga’s House (jantar de premiação)
Tráfico de drogas era ‘negócio de família’, que abastecia 2 facções em MT e Nordeste
As investigações da Operação Conductor, deflagrada nesta terça-feira (2), apontaram que o grupo criminoso fornecia drogas para pelo menos duas facções criminosas, sendo uma em Mato Grosso e outra no Maranhão. Ao todo, foram cumpridos 91 das 95 ordens judiciais expedidas contra integrantes do grupo, que atuava com tráfico de entorpecentes e lavagem de dinheiro nas regiões de fronteira de Mato Grosso e metropolitana de Cuiabá. Apenas 4 mandados de prisão ainda não foram cumpridos. Foram apreendidos R$ 29 mil em espécie, 5 veículos e 190 munições, além de 12 mandados de prisão cumpridos, sendo que um dos alvos também foi autuado em flagrante por posse ilegal de arma de fogo. As ordens judiciais foram cumpridas pela Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron) e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Cáceres, que investigaram o grupo por mais de um ano. Modus operandi O principal alvo da operação, apontado como líder do grupo criminoso, o advogado Douglas Antônio Gonçalves de Almeida, 32, conhecido entre os integrantes como “Doutor”, exercia o controle sobre o transporte de drogas, armazenamento e distribuição na região metropolitana de Cuiabá. “Era ele quem determinava os dias em que o transporte seria realizado, mantinha o controle da viagem de forma remota, efetuava o pagamento e era responsável pela manutenção da van utilizada como instrumento do crime. Ele também controlava o armazenamento da droga e definia para quem seria entregue. A irmã dele também está envolvida e executava suas ordens quanto à distribuição”, afirmou a delegada Bruna Laet, responsável pela investigação do caso. As apurações apontaram que, além da irmã, outras 5 pessoas da família integravam o grupo criminoso: a esposa, a mãe, o irmão, a tia e a cunhada. A irmã era a responsável pelo recebimento das drogas em Várzea Grande e distribuição aos destinatários, além de movimentar dinheiro do tráfico em contas tanto de pessoa física quanto jurídica. A investigação começou após a prisão de um homem de 31 anos, no dia 12 de abril de 2024, em Cáceres, pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Ele estava transportando 153,8 kg de cocaína em seu veículo, um Renault Master Eurovan, que simulava ser utilizado para o transporte de passageiros. Conforme a delegada Bruna Laet, esse investigado era o responsável por transportar a droga entre os municípios da fronteira e Várzea Grande. Ele recebia R$ 30 mil por viagem. Sua esposa sabia dos crimes e teve dinheiro das ações transferido para a conta dela. Por isso, ela também foi alvo da operação. Ao todo, ele movimentou R$ 402 mil em sua conta em 2023 e R$ 610 mil em 2024. A ligação entre o motorista preso e a família do “Doutor” era um homem de 34 anos. Era ele quem mantinha contato com o motorista. O investigado recebia valores altos do líder do grupo criminoso e chegou a movimentar, entre 2022 e 2024, mais de R$ 3,7 milhões. A investigação apontou também fortes evidências de que ele integra uma facção criminosa. Há ainda entre as 31 pessoas físicas e 8 pessoas jurídicas, um morador de Cáceres, de 48 anos, com passagem por tráfico de drogas, que recebeu R$ 6 milhões em sua conta em 2024, sendo que ele trabalha perfurando poços e mora em uma casa humilde — o que chamou atenção da Polícia Civil. Lavagem de dinheiro Entre as empresas de fachada utilizadas para lavar o dinheiro do tráfico, estava uma de energia solar, com endereço em Cuiabá, que em 2024 movimentou R$ 23 milhões. As investigações apontaram que a empresa, aberta em 2020, também era utilizada para receber valores de uma facção criminosa presente em Mato Grosso, por meio de reclusos no sistema penitenciário. Outra empresa era uma farmácia, cujo endereço fica no bairro Dom Aquino, em Cuiabá, porém, o prédio não existe. Além disso, o capital social da empresa saltou, em 2024, de R$ 5 mil para R$ 800 mil. “O relatório de análise fiscal apontou que a empresa declarou rendimentos de R$ 548.794,16 em 2023 e R$ 219.994,20 em 2024, mas movimentou mais de R$ 13 milhões em 2024. Ou seja, há uma discrepância entre o declarado e os créditos. É evidente que ela era utilizada para fins de lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas”, afirmou a delegada Bruna Laet. Também havia empresas em funcionamento utilizadas para lavagem de dinheiro, como uma empresa de alimentos, que vendia sonhos, e uma distribuidora de bebidas. Ambas estão em Cuiabá. Fonte: Gazeta Digital
Câmara barra tentativa de impeachment e Abílio dispara contra opositores: “Se fosse terceiro turno, perderiam de novo”
A Câmara Municipal de Cuiabá enterrou mais uma tentativa de derrubar o prefeito Abílio Brunini (PL). Em sessão desta terça-feira (2), os vereadores rejeitaram, por ampla maioria, o requerimento que pedia a instauração de uma Comissão Processante contra o gestor. Foram 25 votos contrários e apenas 2 favoráveis à abertura do processo, que poderia culminar em impeachment. Apenas os vereadores Dídimo Vovô (PSB) e Jeferson Siqueira (PSD) — ambos opositores declarados — votaram a favor da proposta apresentada pelo ex-vereador Robinson Cireia (PT) e pelo suplente Léo Rondon (PT). A presidente da Câmara, Paula Calil (PL), anunciou o resultado: “Declarado rejeitada a representação político-administrativa apenada por perda de mandato contra o senhor prefeito. Arquive-se.” Prefeito provoca opositores Após a votação, Abílio não poupou críticas aos adversários. Em tom provocativo, disparou nos corredores da Casa: “O PT, o pessoal da esquerda, sempre vai ter esse posicionamento e a gente segue trabalhando. Se fosse um terceiro turno, perderiam de novo. A intenção deles é apenas chamar atenção. Não conseguiram fazer um bom trabalho enquanto eram vereadores. Foram esquecidos pela sociedade e agora tentam aparecer de qualquer forma.” Denúncia contra Abílio A acusação do PT se baseava em um episódio ocorrido em agosto, quando o prefeito publicou um vídeo nas redes sociais expondo estudantes da Escola Estadual Alice Fontes, questionando-os sobre “quanto é 4×4”. Os alunos não souberam responder, e a gravação gerou polêmica. Segundo os denunciantes, Abílio teria violado o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), expondo menores de idade de forma inadequada. Robinson Cireia classificou a postura como “inaceitável diante da falta de responsabilidade e maturidade”. Já Léo Rondon acusou o prefeito de promover um verdadeiro “linchamento público” contra crianças. Até mesmo o secretário de Estado de Educação, Allan Porto, se posicionou na época: “Expor crianças dessa forma não é saudável. Foi uma fala infeliz do prefeito. Fomentar divisão dentro das escolas não faz sentido nenhum.” Derrota política da oposição O resultado na Câmara reforça o isolamento da oposição. Robinson, que foi vereador entre 2021 e 2024, não conseguiu a reeleição. Léo Rondon, candidato nas eleições de 2024, também não conquistou vaga. Agora, ambos tentaram protagonizar a denúncia contra Abílio — e acabaram derrotados por um placar esmagador. Com a tentativa de impeachment arquivada, o prefeito sai fortalecido no embate político, enquanto seus opositores enfrentam mais um revés na tentativa de desgastar sua gestão.
Botelho vistoria obras de pavimentação no Osmar Cabral e Coxipó do Ouro
As obras de pavimentação asfáltica no bairro Osmar Cabral e no Distrito do Coxipó do Ouro, em Cuiabá, avançam e já começam a transformar a vida de centenas de famílias. As ações são resultado de indicações do deputado estadual Eduardo Botelho (União) e contam com convênios firmados com a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra). Asfalto no Osmar Cabral Na manhã de segunda-feira (1º), Botelho vistoriou a finalização da pavimentação das ruas 14, 15, 16 e 17 do bairro Osmar Cabral. A obra é fruto da Indicação nº 4992/2021 e recebeu investimentos de mais de R$ 2,2 milhões, via convênio com a Sinfra. Segundo o parlamentar, trata-se de uma conquista aguardada há anos pelos moradores. “Desde 2021 venho apresentando indicações ao governo do estado para viabilizar essa obra. Hoje o asfalto está pronto, a poeira e a lama ficaram para trás e os moradores ganharam qualidade de vida e valorização do bairro”, destacou Botelho. Para a aposentada Rosa de Jesus, 73 anos, o asfalto representa a realização de um sonho. “Sempre gostei de viver aqui, mas a poeira e a lama eram um tormento. A casa não parava limpa e a saúde sofria. Agora tudo mudou”, afirmou. O líder comunitário Adilson Belmiro também reconheceu o esforço do deputado. “Foram várias reuniões na Assembleia e na Sinfra. Botelho sempre nos ouviu e levou a demanda ao governador Mauro Mendes. Hoje vemos o resultado desse trabalho.” A obra ainda beneficia estudantes da Escola Municipal Osmar José do Carmo Cabral, que atende mais de 700 alunos. De acordo com a técnica escolar Maria Constância, a pavimentação já trouxe melhorias na saúde das crianças, antes afetadas pela poeira. Estradas e turismo no Coxipó do Ouro Na segunda agenda do dia, Botelho vistoriou também o andamento das obras no Distrito do Coxipó do Ouro. A primeira etapa pavimentou 5 km da MT-030, ligando a Avenida dos Trabalhadores à Ponte de Ferro. Já a segunda fase, em execução, conecta a rodovia até a MT-402, passando pela comunidade Arraial dos Freitas. O projeto, resultado da Indicação nº 2288/2025, prevê investimentos superiores a R$ 25 milhões, incluindo 16 km de pavimentação em dois trechos e a construção de uma ponte de concreto sobre o rio Coxipó. “Essas obras vão trazer mais segurança aos motoristas, facilitar o escoamento da produção agrícola, fomentar o turismo e valorizar toda a região”, afirmou Botelho. Moradores também celebraram a transformação. O músico e compositor Roberto Lucialdo, do Arraial dos Freitas, disse que o asfalto é motivo de emoção: “Sonhava com isso há muito tempo. Para mim, que sou artista, esse asfalto é poesia. É lindo ver nossa terra valorizada.” Já o presidente da Associação Rural de Cuiabá, Thiago Pedroso, destacou os impactos econômicos: “O asfalto melhora a vida da comunidade, fortalece o turismo e estimula a economia local, beneficiando produtores e empreendedores.” Transformação em Cuiabá Com essas obras, o deputado Eduardo Botelho soma 13 bairros da capital beneficiados por asfaltamento nos últimos anos. Além de acabar com problemas históricos de poeira e lama, os investimentos garantem valorização imobiliária, mais saúde, segurança viária, incentivo ao turismo e desenvolvimento econômico regional.
Tarifaço dos EUA pode derrubar preço da carne no Brasil, mas ameaça exporta
O anúncio do presidente norte-americano Donald Trump de aplicar uma tarifa de 50% sobre a importação da carne bovina brasileira gerou forte reação no mercado e pode mexer diretamente no bolso do consumidor. O estado de Mato Grosso, maior produtor do país, com 34 milhões de cabeças de gado e responsável por cerca de 20% das exportações nacionais de carne bovina só no primeiro trimestre de 2025, deve sentir os maiores impactos da medida. Efeito imediato: carne mais barata no mercado interno De acordo com o economista Newton Giovanni, o tarifaço tende a aumentar a oferta de carne dentro do Brasil, já que os frigoríficos terão dificuldade para escoar parte da produção destinada ao mercado norte-americano. Esse aumento de oferta pode provocar uma queda nos preços da carne bovina no curto prazo, o que deve aliviar a inflação dos alimentos. “Diversos frigoríficos já cancelaram a compra de gado para o abate após o anúncio da tarifa. Isso significa mais carne disponível no mercado interno, e a tendência é de redução dos preços para o consumidor brasileiro”, explicou Giovanni. A carne bovina tem baixo índice de elasticidade de consumo, ou seja, mesmo quando o preço varia, a população continua comprando. Por isso, uma eventual queda de preço tende a gerar forte impacto positivo no custo de vida. Médio prazo: risco de prejuízos e perda de receita Apesar do possível alívio imediato ao consumidor, os efeitos a médio prazo preocupam. Menos exportações significam queda de receita para os frigoríficos, redução da entrada de dólares no Brasil e impacto na balança comercial. Os Estados Unidos respondem por cerca de 12% das exportações de carne bovina de Mato Grosso, mas são estratégicos porque compram cortes de alto valor agregado, que elevam a rentabilidade da indústria. Sem esse mercado, frigoríficos podem reduzir produção, gerar menos empregos e pressionar o setor pecuário. Dependência da China e novos mercados Atualmente, quase metade da carne exportada por Mato Grosso tem a China como destino. Essa concentração em poucos mercados torna o setor altamente vulnerável a decisões políticas externas. O episódio, segundo Giovanni, serve de alerta: “É uma lição para que o Brasil não dependa de poucos mercados. Quanto maior a diversificação, mais resiliente será o agro brasileiro a decisões unilaterais de líderes políticos”, destacou. Nos últimos anos, o Brasil abriu 403 novos mercados para a carne bovina, incluindo o Japão, que até 2023 não comprava o produto nacional. Essa expansão pode ajudar a mitigar prejuízos e reduzir a dependência de grandes importadores, garantindo a competitividade do setor no longo prazo. Impacto para os Estados Unidos Se no Brasil o efeito pode ser de preços mais baixos, nos Estados Unidos a situação tende a ser inversa. Com a redução da entrada da carne brasileira — considerada essencial para abastecer supermercados e redes de fast food norte-americanos —, a expectativa é de aumento nos preços da carne no mercado interno dos EUA, o que deve pressionar a inflação dos alimentos e afetar diretamente os consumidores. Resumo do cenário Consumidor brasileiro: pode ter queda no preço da carne no curto prazo. Frigoríficos e pecuaristas: risco de prejuízo, queda nas exportações e possível redução de empregos. Economia nacional: menos dólares entram no país, prejudicando a balança comercial. Estados Unidos: devem enfrentar alta no preço da carne e pressão inflacionária. Futuro do setor: diversificação de mercados será fundamental para reduzir riscos e manter a competitividade do agro brasileiro. 👉 Essa combinação de impactos mostra que o tarifaço de Trump pode até beneficiar temporariamente o consumidor brasileiro, mas traz grandes desafios estruturais para a pecuária e a economia do país.
Confira as dez cidades de MT com os melhores destinos para pesca esportiva
Mato Grosso se consolida cada vez mais como um dos principais destinos de pesca esportiva do Brasil. A 12ª edição do Boletim de Inteligência de Mercado do Turismo (BIMT), elaborado pelo Ministério do Turismo, incluiu dez municípios mato-grossenses no mapeamento nacional dos melhores locais para a prática. Segundo o boletim, a lista reúne os municípios de Alta Floresta, Nova Canaã do Norte, Sinop, São Félix do Araguaia, Canarana, Barão de Melgaço, Poconé, Cáceres, Cuiabá e Pontes e Lacerda, mostrando a diversidade de cenários que o Estado oferece. Com rios caudalosos, biodiversidade única e paisagens que vão do Pantanal à Amazônia, Mato Grosso se destaca tanto pela infraestrutura turística quanto pela variedade de espécies disponíveis. Entre os principais corpos d’água estão os rios Araguaia, Teles Pires, Juruena, Cuiabá, São Lourenço, Culuene, Xingu, Cristalino e Paraguai, distribuídos nas três grandes bacias hidrográficas do país: Amazônica, Tocantins-Araguaia e Paraguai. O cardápio de espécies inclui desde ícones da pesca esportiva, como o tucunaré, o dourado, o pacu e o pirarucu, até peixes que proporcionam embates memoráveis, como a pirarara, o jaú, a cachorra, a bicuda e a matrinchã. A melhor época para aproveitar essa experiência vai de fevereiro a outubro, período em que a atividade se torna ainda mais atrativa. O documento aponta que Mato Grosso, ao lado de estados como Goiás e Tocantins, tem legislação de transporte zero, que impede a matança de peixes e incentiva a modalidade “pesque e solte”. Com isso, a pesca esportiva em Mato Grosso representa sustentabilidade e experiência turística autêntica. A secretária adjunta de Turismo da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Maria Letícia Costa, destaca que a pesca esportiva movimenta toda a economia local, beneficiando guias, empresários, hotéis, restaurantes e comunidades ribeirinhas. O Governo de Mato Grosso também investe em capacitação e qualificação profissional para fortalecer o segmento. “Estamos com um processo de capacitação em andamento, que é voltado à pesca esportiva, para guias de turismo, condutores e também a gestores, para que essas pessoas entendam o que podem fazer”, afirmou. O coordenador de segmentos turísticos da Embratur, Leonardo Perci, reforça a importância estratégica do turismo de pesca esportiva não apenas em Mato Grosso, mas também no Brasil. Contudo, um dos maiores desafios é a falta de dados do setor. “Nosso objetivo é consolidar o Brasil como destino internacional, promovendo operações responsáveis que envolvam comunidades locais, turismo de natureza e experiências autênticas, conectando turistas nacionais e estrangeiros aos rios do Mato Grosso”, afirma. Para Perci, a coleta de dados junto aos estados é fundamental para definir os melhores caminhos de promoção, campanhas digitais e presença em feiras nacionais e internacionais. De acordo com estimativa da Associação Nacional de Ecologia e Pesca Esportiva (Anepe), a atividade movimenta cerca de R$ 3 bilhões por ano no Brasil, gerando aproximadamente 200 mil empregos diretos e indiretos. Em Mato Grosso, o impacto é visível: pousadas, barcos-hotéis, condutores de turismo, restaurantes e comunidades ribeirinhas se beneficiam diretamente do fluxo crescente de visitantes. O boletim foi divulgado durante a Fishing Show Brazil, que foi realizada de 28 a 31 de agosto, em São Paulo.
Câmara de Cuiabá analisa projeto que limita horário de distribuidoras de bebidas
Os vereadores da Câmara Municipal de Cuiabá devem votar, ainda nesta semana, um projeto de lei que pretende limitar o horário de funcionamento das distribuidoras de bebidas da capital. Como funcionaria De acordo com a proposta, as distribuidoras – tanto de atacado quanto de varejo – poderiam atender presencialmente apenas entre 5h da manhã e 23h59. No período da meia-noite até 4h59, o funcionamento só seria permitido na modalidade delivery. Fica proibida, portanto, a presença de clientes no local ou em suas imediações durante a madrugada. O texto também define o que caracteriza uma distribuidora: estabelecimentos cuja atividade principal seja a comercialização de bebidas alcoólicas ou não alcoólicas, sem consumo no local. A proposta prevê ainda que exceções poderão ser autorizadas, desde que fundamentadas tecnicamente e com base no interesse público. Justificativa Segundo o autor do projeto, vereador Ranalli, a circulação de pessoas durante a madrugada em frente às distribuidoras está relacionada ao aumento de perturbações, casos de violência e acidentes. A fiscalização deverá ser feita por órgão a ser definido pelo Poder Executivo, que também estabelecerá as penalidades em caso de descumprimento da lei. Tentativas anteriores Essa não é a primeira vez que a Câmara discute o tema. Em julho, a vereadora Katiuscia Mantelli (PSB) apresentou um projeto semelhante, sugerindo funcionamento das distribuidoras entre 6h e 0h. A proposta, porém, recebeu críticas e acabou sendo arquivada a pedido da própria autora. Próximos passos A expectativa é de que a nova proposta seja apreciada nos próximos dias. Caso seja aprovada, caberá ao Executivo regulamentar a lei e definir como será feita a fiscalização.
Ao vivo – STF julga Bolsonaro e 7 aliados por tentativa de golpe Estado
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) inicia nesta terça-feira (2), às 9h, o julgamento que pode condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados pela trama golpista para tentar reverter o resultado das eleições de 2022. O grupo faz parte do núcleo crucial da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Foram destinadas 8 sessões para análise do caso, marcadas para os dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro. Em Mato Grosso, o julgamento começa às 8h e pode ser acompanhado, ao vivo, aqui: A expectativa é que o primeiro dia do julgamento seja destinado às manifestações das defesas e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que fará a acusação. A votação que vai condenar ou absolver os réus deve começar somente nas próximas sessões. As penas podem passar de 30 anos de prisão. Quem são os réus? Jair Bolsonaro – ex-presidente da República; Alexandre Ramagem – ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin); Almir Garnier- ex-comandante da Marinha; Anderson Torres – ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal; Augusto Heleno – ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI); Paulo Sérgio Nogueira – ex-ministro da Defesa; Walter Braga Netto – ex-ministro da Casa Civil e da Defesa e candidato a vice de Bolsonaro na chapa de 2022; Mauro Cid – ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. Crimes Os réus respondem no Supremo pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado. A exceção é o caso do ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem, que, atualmente, é deputado federal. Ele foi beneficiado com a suspensão de parte das acusações e responde somente a três dos cinco crimes. A possibilidade de suspensão está prevista na Constituição. A suspensão vale para os crimes de dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima e deterioração de patrimônio tombado, relacionados aos atos golpistas de 8 de janeiro. Ramagem continua respondendo pelos crimes de golpe de Estado, organização criminosa armada e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. Primeira sessão A sessão de hoje será aberta pelo presidente da Primeira Turma, ministro Cristiano Zanin. Em seguida, o ministro chamará o processo para julgamento e dará a palavra a Alexandre de Moraes, relator do caso, que fará a leitura do relatório. O documento contém o resumo de todas as etapas percorridas no processo, desde as investigações até a apresentação das alegações finais, última fase antes do julgamento. Após a leitura do relatório, Zanin passará a palavra para a acusação e às defesas dos réus. O procurador-geral da República será responsável pela acusação. Paulo Gonet terá a palavra pelo prazo de até duas horas para defender a condenação dos réus. Após a sustentação da PGR, os advogados dos réus serão convidados a subir à tribuna para as sustentações orais em favor de seus clientes. Eles terão prazo de até uma hora para suas considerações. O julgamento será interrompido para o almoço por volta das 12h. À tarde, a sessão será retomada por volta das 14h. Além de Moraes, relator do caso, fazem parte da Primeira Turma os ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia, Luiz Fux e Cristiano Zanin. Votos Nas próximas sessões, o primeiro a votar será Alexandre de Moraes. Em sua manifestação, o ministro vai analisar questões preliminares suscitadas pelas defesas de Bolsonaro e dos demais acusados, como pedidos de nulidade da delação premiada de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens e um dos réus, alegações de cerceamento de defesa, pedidos para retirar o caso do STF, além das solicitações de absolvição. Moraes poderá solicitar que a turma delibere imediatamente sobre a questões preliminares ou deixar a análise desses quesitos para votação conjunta com o mérito. Após a abordagem das questões preliminares, Moraes se pronunciará sobre o mérito do processo, ou seja, se condena ou absolve os acusados e qual o tempo de cumprimento de pena. A condenação ou absolvição ocorrerá com o voto da maioria de três dos cinco ministros da turma. Acusações Pesam contra os acusados a suposta participação na elaboração do plano “Punhal Verde e Amarelo”, com planejamento voltado ao sequestro ou homicídio do ministro Alexandre de Moraes, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice-presidente, Geraldo Alckmin Também consta na denúncia da PGR a produção da chamada “minuta do golpe”, documento que seria de conhecimento de Jair Bolsonaro e serviria para a decretação de medidas de estado de defesa e de sítio no país para tentar reverter o resultado das eleições de 2022 e impedir a posse do presidente Lula.A denúncia também cita o suposto envolvimento dos acusados com os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.
Polícia Civil desarticula grupo criminoso que movimentou R$ 100 milhões com drogas em MT
A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron) e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), deflagrou, na manhã desta terça-feira (2.9), a Operação Conductor, para cumprir 95 ordens judiciais contra um grupo criminoso que atua nas regiões de fronteira de Mato Grosso e metropolitana de Cuiabá, cometendo crimes de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, chegando a movimentar R$ 100 milhões. Estão sendo cumpridos 16 mandados de prisão preventiva, 35 mandados de busca e apreensão, 39 bloqueios de valores e cinco sequestros de veículos, expedidos pelo Juízo da Quarta Vara Criminal da Comarca de Cáceres, em Cuiabá, Várzea Grande, Cáceres, São Luís (MA) e Jaboatão dos Guararapes (PE). A investigação teve início após a prisão de um homem, de 31 anos, no dia 12 de abril de 2024, em Cáceres, pela Polícia Rodoviária Federal, que estava transportando 153,8 mil kg de cocaína em seu veículo, um Renault Master Eurolaf, que simulava ser utilizado para o transporte de passageiros. Após a apreensão, as investigações, que tiveram duração de mais de um ano, identificaram um grupo criminoso voltado para tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, com envolvimento de pelo menos 31 pessoas físicas e oito pessoas jurídicas. O líder do grupo, morador de Várzea Grande, controlava o transporte da droga desde a região de fronteira, o armazenamento, negociação e distribuição na região metropolitana de Cuiabá. “Durante o período de cerca de quatro meses, o grupo recebeu mais de duas toneladas de drogas, armas de fogo e munições, sendo um carregamento por semana. O valor estimado da droga recebida nesse período é de R$ 45 milhões, que corresponde à quantia bloqueada/sequestrada dos investigados”, afirmou a delegada Bruna Laet, responsável pela investigação do caso. Os entorpecentes do grupo eram destinados tanto ao consumo local quanto enviados a outros estados da federação. As investigações apontaram que a movimentação financeira do grupo com a comercialização da droga chega a R$ 100 milhões. “Esse grupo criminoso alugava residências de médio padrão em Várzea Grande exclusivamente para armazenar a droga, armas de fogo e munições, e realizava a entrega desses materiais em supermercados e terminais de ônibus”, relatou a delegada Bruna Laet. Durante as investigações, a Polícia Civil contou com a cooperação da Receita Federal e da Politec, que foram essenciais na obtenção de provas e, consequentemente, na identificação da estrutura e modus operandi da organização, bem como com a celeridade do Ministério Público e do Poder Judiciário, respectivamente, nas manifestações e decisões. A operação conta com apoio de equipes da Delegacia Regional de Cáceres e das Diretorias Metropolitana, de Interior e de Atividades Especiais. O nome da operação, Conductor, faz menção à função desempenhada pelo homem que transportava a droga da região de fronteira até Várzea Grande e simulava realizar o transporte de passageiros na van que foi apreendida com a droga.