Decisão inédita condena um ex-presidente por crimes contra a democracia; parte do Brasil reage com tristeza e perplexidade O Brasil viveu nesta quinta-feira (11) um momento histórico e, para muitos, doloroso. A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e 3 meses de prisão em regime inicial fechado por participação na trama golpista que buscava abalar o Estado Democrático de Direito. É a primeira vez na história do país que um ex-presidente é condenado por crimes contra a democracia. O placar foi de 4 votos a 1, consolidando uma decisão inédita e de grande repercussão. O que estava em julgamento O processo envolvia Bolsonaro e aliados acusados de articular um golpe de Estado para impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva em 2023. Segundo a Procuradoria-Geral da República, reuniões ministeriais, documentos e declarações públicas mostravam um plano concreto para subverter a ordem constitucional. As condenações Jair Bolsonaro (PL) – 27 anos e 3 meses em regime fechado, por organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Mauro Cid, ex-ajudante de ordens – 2 anos em regime aberto, em razão da colaboração premiada. Walter Braga Netto – condenado, com pena ainda a ser detalhada. Outros aliados também foram condenados com penas proporcionais ao grau de participação. Onde Bolsonaro está agora Bolsonaro já se encontrava em prisão domiciliar desde 4 de agosto, por decisão cautelar do ministro Alexandre de Moraes. Com a condenação, a situação pode mudar, mas a defesa ainda pode recorrer antes da execução definitiva da pena. Próximos passos jurídicos Embargos de declaração – A defesa deve apresentar recurso para questionar pontos do acórdão, o que pode atrasar a execução da pena. Recursos internos no STF – Há possibilidade de levar o caso ao plenário completo da Corte. Trânsito em julgado – Quando não houver mais recursos, a condenação se tornará definitiva. Execução da pena – O cumprimento da pena será definido. Por ter mais de 70 anos, Bolsonaro pode pleitear prisão domiciliar por questões de saúde e idade. Reações e impacto A decisão gerou reações imediatas em todo o país: Para apoiadores, a condenação representa uma injustiça histórica e um ataque político. Para opositores, o julgamento mostra a força das instituições diante de uma tentativa de ruptura democrática. Nas redes sociais e ruas, parte da população demonstrou tristeza e perplexidade ao ver um ex-presidente eleito pelo voto popular condenado por tentar subverter o mesmo sistema que o levou ao poder. Símbolo e alerta Mais do que a condenação de uma figura política, o julgamento se torna um símbolo do momento democrático brasileiro: Mostra a fragilidade das instituições diante de ataques internos. Mas também evidencia a resistência da Constituição, que puniu aqueles que buscaram violá-la. O Brasil, agora, observa com atenção os próximos passos da Justiça — entre recursos, apelos da defesa e a execução da pena.
Entenda como o STF pode definir o futuro de Bolsonaro e seu núcleo político
Plenário entra na reta final da análise do “núcleo crucial” da trama golpista; ministros devem consolidar maioria pela condenação O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta quinta-feira (11) o julgamento que pode definir o destino do ex-presidente Jair Bolsonaro e de seus principais aliados no chamado “núcleo crucial da trama golpista”. A sessão marca o quinto dia de análise e pode ser decisiva, já que os ministros Cármen Lúcia e Cristiano Zanin devem apresentar seus votos. Até agora, o placar está 2 a 1 pela condenação. O que já foi decidido Na terça (9), Alexandre de Moraes e Flávio Dino votaram pela condenação dos oito réus, incluindo Bolsonaro. Na quarta (10), o ministro Luiz Fux divergiu: votou pela condenação apenas de Mauro Cid e Braga Netto, absolvendo os demais, inclusive Bolsonaro. Com isso, já há maioria para condenar Cid e Braga Netto por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Crimes em discussão Segundo o relator Alexandre de Moraes, a maioria dos réus deve responder por: Organização criminosa armada; Tentativa de abolição violenta do Estado democrático de direito; Tentativa de golpe de Estado; Dano qualificado por violência e grave ameaça; Deterioração de patrimônio tombado. No caso de Alexandre Ramagem, Moraes defendeu condenação apenas por três crimes (organização criminosa, tentativa de golpe e tentativa de abolição do Estado democrático de direito). Dino acompanhou, mas sugeriu penas menores para alguns réus. As divergências de Fux O voto de Luiz Fux surpreendeu ao pedir a absolvição da maioria dos acusados, incluindo Bolsonaro. Ele alegou que: O STF não seria competente para julgar o caso, já que os denunciados não ocupam mais cargos com foro privilegiado. O tamanho do processo e o volume de provas (70 terabytes de dados) comprometeriam a ampla defesa. Apesar disso, Fux reconheceu a validade da delação de Mauro Cid, alinhando-se a Moraes e Dino nesse ponto. O que falta decidir O julgamento deve ser concluído na sexta-feira (12). Até lá, ministros como Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e outros ainda precisam votar, o que vai definir não apenas a formação da maioria, mas também o tamanho das penas. Defesas em ação Ao longo do julgamento, os advogados tentaram desconstruir as acusações: Mauro Cid alegou irregularidades na investigação e na delação. Ramagem disse não haver provas de uso de documentos eletrônicos. Heleno alegou ter sido alvo de “Abin paralela”. Anderson Torres acusou a PGR de distorcer fatos sobre sua viagem aos EUA. Braga Netto classificou a delação de Cid como “mentirosa”. Bolsonaro afirmou que não teve tempo para analisar todo o processo, chamando-o de “tsunami de dados”. A posição da PGR Na sustentação oral, o procurador-geral Paulo Gonet reforçou que o golpe já estava em curso durante reuniões entre Bolsonaro, ministros e comandantes militares. “Quando o presidente e o ministro da Defesa se reúnem com os comandantes das Forças Armadas, sob sua direção, para executar fases finais do golpe, o golpe já está em curso”, disse Gonet. Para ele, todos os envolvidos devem ser responsabilizados, cada um na medida de sua participação. Próximos passos O julgamento deve terminar até sexta (12). O STF deve consolidar maioria pela condenação. As próximas sessões definirão as penas de cada acusado.
Operação expõe a barbárie de crimes contra crianças em Mato Grosso
A Polícia Civil deflagrou a segunda fase da Operação Infância Segura, cumprindo mandados em Cuiabá e Barra do Bugres contra suspeitos de armazenar material de abuso sexual infantil. A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (11), a segunda fase da Operação Infância Segura, com o objetivo de combater crimes de abuso sexual infantojuvenil no ambiente digital. Foram cumpridos quatro mandados judiciais em Cuiabá e Barra do Bugres, que resultaram na apreensão de armas, munições e diversos equipamentos eletrônicos. O horror revelado As investigações apontaram para o armazenamento e compartilhamento de imagens e vídeos de abuso sexual contra crianças e adolescentes em celulares e computadores. Em um dos casos, os investigadores identificaram a tentativa de coagir uma adolescente de outro estado a produzir e enviar vídeos íntimos, revelando a gravidade e a perversidade da prática criminosa. Além disso, um dos alvos da operação foi preso por posse ilegal de armas e munições, ampliando o alcance da ação policial. Tecnologia a serviço da investigação O trabalho investigativo envolveu a análise detalhada de dados cibernéticos, que permitiu identificar os suspeitos e fundamentar os pedidos judiciais. Celulares, computadores e dispositivos de armazenamento apreendidos serão periciados para confirmar os conteúdos criminosos e possibilitar a identificação de novas vítimas ou outros envolvidos. Barbárie que exige reação Casos como este escancaram a barbárie do abuso infantil no ambiente virtual. O que poderia parecer distante, ou restrito a espaços obscuros da internet, na verdade está presente em diferentes camadas sociais e precisa de enfrentamento permanente. A ação reforça que a internet não é um território sem lei e que criminosos que usam o ambiente digital para atacar crianças e adolescentes serão identificados e responsabilizados. Compromisso permanente da Polícia Civil De acordo com a Polícia Civil, a Operação Infância Segura é contínua e demonstra o compromisso da instituição na proteção dos mais vulneráveis. “A defesa de crianças e adolescentes no ambiente digital é prioridade. A internet não é um espaço sem lei e vamos continuar atuando com rigor contra quem insiste em praticar esse tipo de barbárie”, destacou a instituição. A operação deixa uma lição clara: crimes digitais contra crianças acontecem todos os dias e exigem não apenas ação policial, mas também o olhar atento da sociedade. Mais do que cumprir mandados, é um alerta para que a proteção da infância seja tratada como prioridade absoluta.
Seduc reúne selecionados para o programa MT no Mundo em evento de pré-embarque nesta quinta-feira (11)
A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) promove, nesta quinta-feira (11.9), o evento oficial de pré-embarque da 3ª edição do programa de intercâmbio MT no Mundo 2025, reunindo os 128 participantes selecionados para a experiência internacional. O encontro será um momento de preparação para os 100 alunos, 13 professores, 14 monitores e um psicólogo, que integram os 128 participantes selecionados para a viagem. Durante o período, eles terão aulas de inglês, farão visitas técnicas e participarão de atividades culturais. Na cerimônia, os participantes receberão kits personalizados do programa, terão acesso às orientações finais e conhecerão a programação oficial da viagem. A ação marca o início de uma jornada de aprendizado e crescimento pessoal, que inclui vivência em famílias anfitriãs e formação acadêmica no exterior. Intercâmbio MT no Mundo 2025 O quê: Evento de pré-embarque do Programa MT no Mundo 2025 Quando: Quinta-feira, 11 de setembro, às 16h Onde: Auditório da Seduc, com transmissão ao vivo pelo canal da secretaria no YouTube
Estudante de MT é bicampeão da prova de Potência Máxima do ciclismo nos Jogos da Juventude
O estudante de Marcelândia (a 642 km de Cuiabá), Jackson Ferreira, de 17 anos, conquistou as primeiras medalhas de ouro dos Jogos da Juventude, nesta quarta-feira (10.9), em Brasília (DF). Organizada pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB), a competição nacional reúne 4.700 atletas de todo o país, com idade entre de 15 e 17 anos, em 20 modalidades esportivas, até o dia 25 de setembro. Jackson foi campeão na modalidade de ciclismo potência máxima, chegando a 1.649 watts (W). Com seu resultado ainda contribuiu para que Mato Grosso levasse o ouro também na dupla mista, ao lado de Camila Daeuble, de 15 anos. “Eu me preparei bastante, é a primeira vez que eu disputo uma competição fora do meu Estado. Nasci numa pequena cidade, chamada Marcelândia, e voltar para casa com duas medalhas de ouro, conquistadas já no primeiro dia de competições, é demais”, destaca Jackson. A prova de ciclismo potência desafia jovens atletas a realizarem um sprint de 6 segundos em disputas masculinas, femininas e duplas mistas, e é inspirada em um protocolo de testes da União Ciclística Internacional (UCI). Jackson é estudante da Escola Estadual Paulo Freire, em Marcelândia. Já Camila estuda na Escola Estadual 13 de maio, em Tangará da Serra. Os dois fazem parte do primeiro grupo de atletas que representam Mato Grosso nos Jogos da Juventude 2025. No total, o Governo de Mato Grosso leva a Brasília 225 estudantes de vários municípios do Estado, que foram classificados durante os Jogos Estudantis Mato-Grossenses realizados pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT). As viagens são divididas em três blocos, de acordo com as modalidades, e são conduzidas pela equipe da Secel, que também chefia a delegação mato-grossense. Saiba mais aqui. Sobre os Jogos da Juventude Maior competição para jovens no Brasil, os Jogos da Juventude são reconhecidos como uma das principais portas de entrada para novos talentos no esporte olímpico brasileiro. O primeiro bloco de competições ocorre de 10 a 13 de setembro, envolvendo as modalidades de atletismo, ciclismo, esgrima, ginástica artística, natação, tiro com arco e tênis de mesa. O próximo bloco abrangerá, de 14 a 19 de setembro, as modalidades de águas abertas, triathlon, wrestling, remo virtual, basquetebol, futsal e vôlei de praia. O terceiro e último bloco ocorre de 20 a 25 de setembro, com disputas nas modalidades de badminton, ginástica rítmica, judô, taekwondo, handebol e voleibol.