O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi (PSB), comemorou nesta quarta-feira (24), em Brasília, o arquivamento da chamada PEC da Blindagem pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal. A proposta, aprovada anteriormente na Câmara dos Deputados, pretendia ampliar o foro privilegiado e restringir investigações contra parlamentares, medida considerada um retrocesso democrático. Desde o início do debate, Russi foi categórico ao se posicionar contra a proposta, chamando-a de inaceitável para a sociedade brasileira. “Sempre fui firme e direto: a PEC da Blindagem é um retrocesso. Não podemos permitir que se criem privilégios para quem deveria dar o exemplo de transparência e responsabilidade”, destacou. Posição firme em Mato Grosso Antes mesmo da decisão no Senado, Russi já havia garantido que se posicionaria contra qualquer tentativa semelhante na Assembleia Legislativa de Mato Grosso: “Meu voto será contrário, meu posicionamento será contrário, minha defesa será contrária, minha articulação será contrária. Não acredito que esse projeto prospere dentro da Assembleia Legislativa”, reforçou o parlamentar. Rejeição unânime no Senado No Senado, o relator Alessandro Vieira (MDB-SE) classificou a PEC como uma tentativa de transformar o Legislativo em um “abrigo seguro para criminosos”. Com a rejeição unânime da CCJ, a proposta segue para arquivamento, sem possibilidade de recurso. Para Max Russi, a decisão reflete a voz da população: “O Brasil deixou claro que não aceita mais privilégios políticos. Nossa luta é por igualdade, transparência e justiça para todos.”
Botelho dispara contra Medeiros e descarta apoio a candidatura ao Senado
O deputado estadual Eduardo Botelho (União) subiu o tom, nesta quarta-feira (24), em discurso no Salão Negro da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), e deixou claro que não apoiará uma eventual candidatura do deputado federal José Medeiros (PL) ao Senado Federal em 2026. De forma enfática, Botelho criticou a atuação do parlamentar bolsonarista durante seus quase oito anos de mandato em Brasília: “Se houver uma coligação aqui, com o candidato Medeiros, por exemplo, eu não apoio. Jamais vou apoiar um cara que não produziu nada para o Estado. Só produziu discurso vago que não deu resultado nenhum”, afirmou. A declaração foi uma resposta direta às movimentações políticas que buscam consolidar um palanque entre o governador Mauro Mendes (União) e Medeiros, com apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Apoio a Janaina Riva Botelho reforçou que, caso essa composição seja confirmada, vai pedir liberação ao União Brasil para apoiar a deputada estadual Janaina Riva (MDB) como candidata ao Senado. “Se isso acontecer, vou pedir a liberação para apoiar Janaina. Apoiar ele sem chance. É um atraso para Mato Grosso. Sair do senador Jayme Campos, que está lá produzindo muito para o Estado, e entrar em um senador que não vai dar resultado nenhum, pelo amor de Deus”, disparou. Cobrança a Jayme Campos O deputado ainda cobrou uma posição mais clara do senador Jayme Campos (União), que tem sido cotado como possível candidato ao Governo do Estado, mas não definiu oficialmente seus planos. “Não existe tratativa nenhuma, ele nunca falou que [de fato] é candidato. É isso que estou cobrando dele: que tenha uma posição. Ele é candidato a governador, senador, o que ele quer ser, para nós podermos nos defender”, concluiu Botelho.
“A irrigação é a arma secreta do futuro”: Hugo Garcia lidera bandeira que pode transformar a agricultura de Mato Grosso
Mato Grosso é líder no agronegócio brasileiro, mas enfrenta um desafio cada vez mais urgente: a dependência das chuvas. Em um estado onde os períodos de estiagem se tornam mais longos e severos, a irrigação surge não apenas como alternativa, mas como solução estratégica para garantir a segurança alimentar, preservar empregos no campo e sustentar o crescimento econômico. Quem tem puxado essa bandeira com força é Hugo Garcia, presidente da Associação dos Produtores de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigantes de Mato Grosso (Aprofir). Ele defende que a irrigação precisa deixar de ser vista como tecnologia de luxo e se consolidar como política de Estado. “A irrigação é inclusão, é produtividade, é segurança alimentar. Não podemos permitir que custos altos e burocracias excluam quem mais precisa dela: o pequeno produtor”, afirma Hugo. 🌾 Por que a irrigação é estratégica? Em períodos de seca, áreas irrigadas são a diferença entre perder uma safra inteira ou garantir colheitas estáveis. Além de dar previsibilidade ao produtor, a irrigação: Protege investimentos já feitos no campo; Mantém a qualidade dos alimentos, mesmo em condições climáticas adversas; Fortalece toda a cadeia de abastecimento, do pequeno comércio às grandes indústrias; Diversifica a produção: hortaliças, frutas e sementes especiais podem ser cultivadas o ano inteiro; Inclui a agricultura familiar, que passa a ter autonomia e renda estável. Uma lei que muda o jogo A liderança de Hugo foi decisiva para a criação da Política Estadual de Agricultura Irrigada, aprovada pela Assembleia Legislativa. A lei estabelece diretrizes para: Expandir áreas irrigadas; Promover o uso racional da água; Estimular a modernização tecnológica do setor. A Aprofir participou ativamente do debate e acompanha a implementação. Para Hugo, essa é a base para transformar a irrigação em política permanente, acessível a todos os produtores. Os desafios a superar Apesar dos avanços, expandir a irrigação em Mato Grosso ainda esbarra em gargalos históricos: Energia cara: o alto custo da rede elétrica impacta diretamente os sistemas de bombeamento; Burocracia na outorga da água, que é lenta e inacessível, sobretudo para o pequeno agricultor; Falta de crédito e capacitação, que impede famílias de aderirem à tecnologia. O papel da Aprofir Sob a presidência de Hugo Garcia, a Aprofir atua para: Reduzir tarifas de energia aplicadas ao setor; Simplificar a concessão de outorgas de uso da água; Criar linhas de crédito específicas para irrigação; Ampliar programas de capacitação e assistência técnica. Irrigação é desenvolvimento Garantir a expansão da irrigação é mais do que uma pauta técnica: é uma questão estratégica de futuro para Mato Grosso e para o Brasil. Resiliência climática: enfrentar os impactos da mudança no regime de chuvas; Segurança alimentar: garantir colheitas estáveis e alimentos acessíveis; Inclusão social: dar oportunidades de renda para agricultores familiares; Competitividade: manter Mato Grosso como protagonista no agronegócio mundial. “Investir em irrigação é investir em pessoas, em desenvolvimento sustentável e no futuro de Mato Grosso”, resume Hugo.
MT Hemocentro enfrenta baixa nos estoques de sangue
O MT Hemocentro, único banco de sangue público de Mato Grosso, enfrenta baixa nos estoques de sangue dos tipos O-, A-, AB- e B-. Embora todos os tipos sejam necessários para manter os estoques abastecidos, esses estão em estado de alerta. A unidade está localizada na Rua 13 de junho, 1055, Centro Sul de Cuiabá. O hemocentro funciona das 07h30 às 18h, sem pausa para o almoço, de segunda à sexta-feira. O diretor da unidade, Fernando Henrique Modolo, reforça o convite a todos, especialmente às pessoas que possuem esses tipos sanguíneos. “Nossos estoques estão em estado de alerta e por isso convidamos todos aqueles que possuem esses tipos sanguíneos a nos ajudarem a manter os estoques abastecidos e a continuar ajudando a quem precisa. Estamos de portas abertas para recebê-los e a equipe do MT Hemocentro está preparada para atendê-los”, destacou. Para doar sangue, os interessados devem comparecer à unidade de coleta portando documento oficial com foto. É preciso ter entre 16 e 69 anos e 11 meses e 29 dias. Menores com idade entre 16 e 17 anos devem levar documento de autorização assinado pelo pai, mãe ou responsável legal. Além disso, todos os doadores precisam pesar 50 kg ou mais. De acordo com o Ministério da Saúde, homens podem fazer até quatro doações por ano, com intervalo de dois meses entre cada uma. Já as mulheres podem doar sangue três vezes ao ano, com intervalo de três meses entre cada doação. As doações são seguras e levam cerca de 60 minutos para serem realizadas. Não é recomendado doar sangue em jejum: realize alimentação leve e equilibrada antes de doar. Serviço Para realizar o agendamento da doação de sangue, basta acessar este link. O voluntário também pode agendar as doações pelo telefone (65) 98433-0624 (WhatsApp, somente mensagem) ou pelo número (65) 3623-0044, ramais 2024, 2025 e 2026. O banco de sangue funciona regularmente de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h, na rua 13 de Junho, 1.055, em Cuiabá. A unidade fornece o atestado de comparecimento ao doador. Para quem compareceu e, por algum motivo, não pode doar, o MT Hemocentro fornece um comprovante de comparecimento para justificar a falta no trabalho. *Sob a supervisão de Ana Lazarini
Corpo de Bombeiros combate 13 incêndios florestais nesta terça-feira (23)
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) extinguiu, nas últimas 24 horas, um incêndio florestal em Vila Bela da Santíssima Trindade e mantém controlados 15 focos ativos. As equipes seguem, nesta terça-feira (23.9), no combate a outros 13 incêndios florestais em diversas regiões do estado. Os incêndios, que estão controlados e não apresentam risco imediato de propagação por estarem contidos dentro de um perímetro seguro, localizam-se nos municípios de Paranaíta, com cinco focos sob monitoramento; em Vila Bela da Santíssima Trindade, com quatro focos sendo monitorados; União do Sul, com dois focos, além dos municípios de Guarantã do Norte, Pontes e Lacerda, Barra do Garças e Santa Carmem. As equipes permanecem atuando no combate aos incêndios em Pontes e Lacerda, onde há três focos ativos, e em Vila Bela da Santíssima Trindade, que também tem registros de dois focos. Os bombeiros combatem ainda incêndios florestais em Rosário Oeste, Cocalinho, Nobres, Cáceres, Nova Ubiratã, Poconé, Nova Bandeirantes e Rondonópolis. O combate aos incêndios conta com equipes atuando diretamente no campo, com o apoio de máquinas pesadas, caminhões-pipa e aeronaves, que compõem a estrutura disponível para reforçar o enfrentamento das chamas. As operações seguem de forma contínua, com controle dos focos e proteção de vidas, propriedades rurais e do meio ambiente. As ações contam com o apoio do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil do Estado e do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), além da Polícia Militar, que atua de forma integrada. Monitoramento O Corpo de Bombeiros Militar também realiza o monitoramento de 66 focos de calor em todo o estado, incluindo os que estão em combate e controlados. Desse total, 47 são incêndios florestais e outros 19 focos restantes correspondem a queimadas irregulares. Nas terras indígenas, são registrados 9 incêndios. As ocorrências em terras indígenas incluem: dois focos na Terra Indígena Zoro, em Rondolândia; dois focos na Terra Indígena Marechal Rondon, em Paranatinga; além da Terra Indígena Gleba Iriri, em Matupá; na Terra Indígena Sete de Setembro, em Rondolândia; na Terra Indígena Sararé, em Conquista D’Oeste; na Terra Indígena Parque do Xingu, em Gaúcha do Norte; e na Terra Indígena Tereza Cristina, em Santo Antônio de Leverger. No caso de áreas indígenas, o combate deve ser feito por órgãos do Governo Federal, já que o Estado não possui autorização para atuar. Até o momento, o Corpo de Bombeiros Militar não foi acionado. Fiscalização – Operação Infravermelho Os outros 19 focos de calor decorrentes do uso irregular do fogo estão sendo fiscalizados no âmbito da Operação Infravermelho, cujo monitoramento é realizado a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá. Com apoio de imagens de satélite e outras tecnologias, a operação tem como objetivo identificar de forma antecipada áreas com risco de incêndio florestal ou onde o fogo já tenha sido iniciado de maneira ilegal, atuando tanto na prevenção quanto na responsabilização dos infratores. Incêndios extintos Desde o início do período proibitivo do uso do fogo em Mato Grosso, o Corpo de Bombeiros Militar já atuou na extinção de 209 incêndios. Os municípios são: Acorizal, Água Boa, Alta Floresta, Alto Araguaia, Alto Boa Vista, Alto Paraguai, Alto Taquari, Apiacás, Araguaiana, Aripuanã, Barra do Bugres, Barra do Garças, Barão de Melgaço, Bom Jesus do Araguaia, Cáceres, Campinápolis, Campo Verde, Canabrava do Norte, Canarana, Chapada dos Guimarães, Cláudia, Cocalinho, Colíder, Colniza, Comodoro, Confresa, Conquista D’Oeste, Cotriguaçu, Cuiabá, Denise, Diamantino, Feliz Natal, Figueirópolis do Oeste, Gaúcha do Norte, General Carneiro, Guarantã do Norte, Guiratinga, Ipiranga do Norte, Itanhangá, Itaúba, Jaciara, Jauru, Juara, Juscimeira, Juína, Lucas do Rio Verde, Luciara, Marcelândia, Matupá, Nossa Senhora do Livramento, Nova Bandeirantes, Nova Brasilândia, Nova Canaã do Norte, Nova Guarita, Nova Lacerda, Nova Marilândia, Nova Maringá, Nova Monte Verde, Nova Mutum, Nova Nazaré, Nova Santa Helena, Nova Ubiratã, Nova Xavantina, Novo Mundo, Novo Santo Antônio, Novo São Joaquim, Paranatinga, Paranaíta, Peixoto de Azevedo, Poconé, Pontal do Araguaia, Pontes e Lacerda, Porto Alegre do Norte, Porto Esperidião, Poxoréu, Primavera do Leste, Querência, Ribeirão Cascalheira, Rondolândia, Rondonópolis, Rosário Oeste, Santa Carmem, Santa Cruz do Xingu, Santa Rita do Trivelato, Santa Terezinha, Santo Afonso, Santo Antônio de Leverger, Santo Antônio do Leste, São Félix do Araguaia, São José do Povo, São José do Rio Claro, São José do Xingu, Sapezal, Serra Nova Dourada, Sinop, Sorriso, Tabaporã, Tapurah, Terra Nova do Norte, Tesouro, Torixoréu, União do Sul, Várzea Grande, Vila Bela da Santíssima Trindade e Vila Rica. Focos de calor Em Mato Grosso, foram registrados 54 focos de calor nas últimas 24 horas, conforme última checagem às 17h, no Programa BDQueimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Destes, 41 são na Amazônia, 9 no Cerrado e 4 no Pantanal. Os dados são do Satélite de Referência (Aqua Tarde). É importante destacar que um foco de calor isolado não caracteriza, por si só, um incêndio florestal. No entanto, um incêndio florestal geralmente envolve o acúmulo de diversos focos de calor em uma mesma área. Proibição do uso do fogo O CBMMT reforça o alerta à população sobre a proibição do uso de fogo para limpeza e manejo de áreas rurais em Mato Grosso. De 1º de junho até 31 de dezembro está proibido o uso do fogo no Pantanal. Nas regiões da Amazônia e do Cerrado, o período proibitivo teve início em 1º de julho e vai até 30 de novembro. Já nas áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano. Em caso de qualquer indício de incêndio florestal, a orientação é que a denúncia seja feita imediatamente pelos números 193 (Corpo de Bombeiros) ou 190 (Polícia Militar).