Depois de inúmeras críticas à qualidade do ensino em Cuiabá — chegando a afirmar publicamente que “os alunos da rede municipal não sabiam multiplicar 4×4” — o prefeito Abílio Brunini agora apresentou um novo projeto à Câmara Municipal: o pagamento de um PIX simbólico de R$ 200 para professores e TDI, e R$ 100 para demais servidores da educação em homenagem ao Dia dos Professores. A proposta, anunciada em suas redes sociais, vem acompanhada de uma legenda que causou polêmica: “Se você quiser receber, peça para o seu vereador votar a favor”, escreveu o prefeito. O tom do post levantou questionamentos sobre a real intenção da medida — se seria de valorização aos profissionais da educação ou uma forma de pressão política sobre o Legislativo. Vale lembrar que o próprio prefeito foi um dos que mais criticou o sistema educacional da capital, alegando falta de qualidade e resultados insatisfatórios. Agora, a iniciativa de um “PIX comemorativo” reacende o debate: será que a valorização da educação se resume a um pagamento pontual, ou o problema exige políticas mais estruturais? Mesmo com o cenário de crise financeira declarado pela própria gestão, o prefeito afirma que o valor seria viável, já que seria pago com recursos vinculados aos 25% obrigatórios da Educação. O projeto deve chegar à Câmara Municipal nos próximos dias, e o resultado da votação mostrará se o gesto será interpretado como um reconhecimento simbólico — ou apenas uma estratégia de marketing político em meio às cobranças por melhorias reais na rede municipal de ensino.
Cuiabá ainda sonha com o acesso, mas reta final da Série B promete emoção e pressão máxima
Dourado está a três pontos do G-4 e terá seis finais pela frente para tentar voltar à elite do futebol brasileiro O Cuiabá encerrou a 32ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro mantendo vivo o sonho de retornar à elite do futebol nacional. Segundo levantamento do Departamento de Matemática da UFMG, o Dourado tem 13,8% de chances de conquistar o acesso à Série A, mas o desafio é enorme: sete clubes estão à sua frente na corrida e a margem para erro é mínima. Com 49 pontos e ocupando a 8ª colocação, o time mato-grossense está a apenas três pontos do G-4, hoje fechado pelo Goiás, que soma 52 pontos.Na briga direta, o Atlético Paranaense aparece logo acima, também com 49 pontos, mas com melhor saldo de gols. Remo e Chapecoense vêm logo à frente, com 51 pontos cada, seguidos por Novorizontino e Criciúma, ambos com 53. O Coritiba lidera com 56 e parece cada vez mais próximo do retorno à Série A. Seis decisões pela frente Restando seis rodadas para o fim da Série B, o caminho do Cuiabá até o sonhado acesso será duro.O time comandado por Luiz Fernando Iubel ainda enfrentará confrontos diretos e viagens desgastantes, onde cada ponto pode definir o destino da temporada. Próximos jogos do Cuiabá na Série B 2024: 13/10 — Botafogo-SP x Cuiabá, no Santa Cruz, em Ribeirão Preto 20/10 — Cuiabá x Remo, na Arena Pantanal 27/10 — Amazonas x Cuiabá, na Arena da Amazônia 03/11 — Cuiabá x Goiás, na Arena Pantanal 09/11 — América-MG x Cuiabá, no Independência 16/11 — Cuiabá x Criciúma, na Arena Pantanal Com três partidas em casa e três fora, o Dourado terá confrontos diretos com Remo, Goiás e Criciúma, adversários diretos na luta pelo acesso — duelos que prometem definir o futuro do time na competição. Missão possível, mas difícil Apesar das chances reduzidas, o cenário ainda é reversível. Para continuar sonhando, o Cuiabá precisa emendar uma sequência de vitórias e torcer por tropeços dos concorrentes diretos.Além disso, o desempenho dentro da Arena Pantanal será determinante — onde o apoio da torcida pode fazer a diferença nas decisões que restam. Com uma campanha de altos e baixos, o time busca retomar a consistência ofensiva e corrigir falhas defensivas que custaram pontos importantes nas últimas rodadas. Foco e superação Internamente, o discurso é de confiança e trabalho. A comissão técnica reforça que o objetivo segue o mesmo: voltar à elite do futebol brasileiro.O desafio, no entanto, é manter o foco e o equilíbrio emocional em uma reta final que promete ser das mais disputadas dos últimos anos. O torcedor, por sua vez, sabe que cada jogo agora é uma decisão — e que o sonho do acesso ainda vive, mesmo que por um fio de esperança e muita superação. Cuiabá Esporte Clube – Série B 2024:6 rodadas, 3 jogos na Arena Pantanal, 13,8% de chance e 1 sonho ainda em jogo.
“Max Russi consolida liderança e vira símbolo de estabilidade na política de Mato Grosso”
Presidente da ALMT reforça o compromisso com Mato Grosso, destaca avanços da Assembleia e reconhece Otaviano Pivetta como nome natural da base governista Em um cenário político cada vez mais antecipado e polarizado, o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (PSB), reafirma uma postura rara: equilíbrio, foco e responsabilidade.Enquanto muitos já se movimentam para 2026, ele mantém o olhar voltado para o presente — e para o trabalho. Durante entrevista à Rádio Capital (101,9 FM) nesta terça-feira (14), Max Russi destacou que a tendência natural do grupo político liderado pelo governador Mauro Mendes (União Brasil) é apoiar o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) para a sucessão estadual.Contudo, ele ressaltou que ainda não há definições nem articulações formais, priorizando o diálogo e a construção conjunta. “A tendência do grupo é a candidatura do Pivetta. Agora, ainda não teve nenhuma conversa de alinhamento político. Isso vai ficar para o próximo ano”, disse. Um líder de resultados e equilíbrio Max Russi é hoje um dos nomes mais respeitados da política mato-grossense.Sua atuação à frente da Assembleia Legislativa é marcada por gestão moderna, diálogo constante com os poderes e resultados concretos para a população. Enquanto preside a ALMT, Russi transformou o Parlamento em uma instituição mais próxima do cidadão, fortalecendo o Espaço Cidadania, os mutirões sociais itinerantes e a Assembleia Social — iniciativas que levam serviços públicos, emissão de documentos, assistência jurídica e ações de saúde a bairros e municípios do interior. Também ampliou a transparência nas emendas parlamentares, que hoje se traduzem em obras, equipamentos hospitalares, reformas de escolas e apoio a projetos sociais e culturais.Sob sua gestão, a ALMT consolidou a imagem de uma Casa de Leis ativa, eficiente e conectada às necessidades da sociedade. Foco no trabalho, não em disputas Frequentemente lembrado como nome forte para cargos majoritários, Russi descartou qualquer intenção de disputar o Governo do Estado em 2026, afirmando que seu projeto é continuar entregando resultados como deputado e presidente da Assembleia. “Não é esse o meu projeto. Sempre sou lembrado como provável candidato ao governo, mas eu tenho focado em ser um bom presidente da Assembleia, entregar um bom trabalho no cargo que ocupo e trabalhar pela reeleição”, reforçou. A fala resume a postura que tem marcado sua trajetória: trabalho silencioso, liderança firme e compromisso institucional acima de ambições pessoais. Articulador político e voz da moderação Com trânsito livre entre o Executivo, prefeitos, entidades e lideranças regionais, Max Russi se consolidou como um dos principais articuladores políticos do Estado.Seu estilo é conciliador, mas firme. Sabe quando apoiar, quando mediar e, principalmente, quando cobrar. Ao comentar o cenário para o Senado em 2026, ele reconheceu que a disputa promete ser intensa, com nomes de peso no tabuleiro político. “O Senado vai ser uma disputa grande, com fortes candidatos — ministro, ex-governadores, a Janaína colocando o nome é forte também. Ainda tem um longo período, depende muito das composições”, avaliou. Compromisso com Mato Grosso Mais do que planejar eleições, Russi tem se dedicado a fortalecer o Estado e garantir que o Parlamento seja um agente de transformação social.Seu mandato tem priorizado o diálogo com municípios, a eficiência administrativa, e o uso estratégico dos recursos públicos para gerar impacto direto na vida das pessoas. É por isso que seu nome é frequentemente associado a estabilidade política, credibilidade e resultados.Enquanto outros olham para 2026, Max Russi olha para Mato Grosso — e trabalha por ele. Um presidente que representa a nova política Com uma trajetória pautada pela seriedade e pela entrega, Max Russi tem mostrado que a boa política ainda existe — aquela que resolve, aproxima e transforma.Sua liderança não se mede em discursos, mas em resultados. Em tempos de turbulência, ele representa a voz do equilíbrio: um político que entende que servir ao público é muito mais do que ocupar cargos — é construir um legado. 🖋️ Por Alex Rabelo – Jornalista e analista político📍 MT Urgente News | Cuiabá – MT | Outubro de 2025
O que muda (e o que está por trás) do decreto que amplia o poder de influência de Janja no Planalto
A primeira-dama Janja Lula da Silva sempre foi uma presença marcante ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).Mas agora, sua atuação deixa os bastidores e ganha o carimbo oficial do governo: com o Decreto nº 12.604/2025, publicado em agosto, Janja passa a ter acesso formal à estrutura do Gabinete Pessoal da Presidência da República — o coração administrativo do Palácio do Planalto. O texto determina que o gabinete, responsável por auxiliar o presidente em sua rotina de trabalho, também deverá apoiar o cônjuge do Presidente no exercício das atividades de interesse público.Traduzindo: o que antes era feito informalmente, agora está respaldado por decreto — com toda a estrutura técnica, de agenda e de comunicação que o cargo de primeira-dama exige. Um cargo que não é cargo Não se trata de um novo ministério, nem de um “gabinete paralelo”, como alguns críticos sugeriram.Janja não terá poder de decisão, não receberá salário e não assumirá funções executivas.Sua atuação continua sendo voluntária, representativa e simbólica, conforme determina a Orientação Normativa nº 94 da Advocacia-Geral da União (AGU), publicada em abril deste ano. Mas, na política, forma é poder.E ao institucionalizar o apoio à primeira-dama dentro do Palácio, o governo dá legitimidade e estrutura à influência que ela já exercia.Em Brasília, ninguém duvida: Janja deixou de ser uma voz de bastidor para se tornar uma peça do tabuleiro político. Da militância ao centro das decisões Desde o início do terceiro mandato de Lula, Janja tem sido muito mais do que uma figura cerimonial.Participa de eventos oficiais, defende pautas sociais, culturais e de direitos humanos, e é constantemente citada como interlocutora próxima do presidente em decisões estratégicas. Agora, com o decreto, sua atuação passa a ter suporte técnico e administrativo garantido pelo Gabinete Pessoal, chefiado por Marco Aurélio Santana Ribeiro.São 189 cargos já existentes, que poderão auxiliá-la em eventos, discursos, agendas e projetos de interesse público.Nada novo em folha — mas tudo mais bem amarrado juridicamente. O que o governo diz O Planalto afirma que a medida tem um propósito claro: transparência e segurança jurídica.Segundo o governo, o decreto não cria privilégios, apenas organiza e formaliza um papel que já existia — o de representar o país em causas sociais e humanitárias.“É uma forma de garantir que as ações da primeira-dama sejam realizadas dentro das normas legais e com acompanhamento administrativo”, afirmou uma fonte do Palácio ao MT Urgente News. E o que dizem os bastidores Nos corredores de Brasília, porém, o decreto é visto com outros olhos.Para aliados, é o reconhecimento merecido da relevância de Janja dentro do governo.Para críticos, é um sinal de que sua influência política ganhou corpo e estrutura oficial. “Quem tem acesso ao gabinete presidencial tem poder — mesmo que o decreto diga o contrário”, comentou, em reserva, um assessor de um ministro do próprio governo. O fato é que Janja passou a ocupar um espaço institucional inédito para uma primeira-dama, e isso muda a dinâmica do Planalto.Em tempos de redes sociais e exposição constante, sua imagem se confunde cada vez mais com a do próprio governo. Mais visibilidade, mais responsabilidade A partir de agora, toda aparição pública, discurso ou evento da primeira-dama passa a ter caráter oficial, com registro administrativo, agenda pública e suporte técnico.Isso significa também maior escrutínio e cobrança.Se antes Janja era vista como a “voz do entorno presidencial”, agora será tratada como representante institucional — e isso tem peso político.
PGR afirma que deputados não podem pedir prisão de Eduardo Bolsonaro
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um parecer afirmando que parlamentares não têm poder legal para solicitar a prisão do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O documento foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes após os deputados Lindbergh Farias (PT) e Talíria Petrone (PSOL) pedirem a prisão do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, investigado por supostamente participar de um esquema de lobby que resultou no “tarifaço” dos Estados Unidos contra exportações brasileiras. Segundo Gonet, apenas o Ministério Público, a Polícia Federal ou um assistente de acusação podem solicitar uma medida como essa. “Os parlamentares não têm legitimidade processual para fazer tal pedido”, destacou o procurador. Apesar disso, Gonet informou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) poderá avaliar, “no momento oportuno”, a adoção de medidas cautelares contra Eduardo Bolsonaro, caso encontre fundamentos jurídicos para isso. O senador e o blogueiro Paulo Figueiredo também foram denunciados pela PGR por coação no curso do processo. Ambos vivem nos Estados Unidos e são investigados no inquérito que apura a possível influência em sanções contra o governo brasileiro e ministros do STF.
Polícia Militar prende dois faccionados e apreende revólver furtado de empresa em Cáceres
Policiais militares prenderam dois homens de 24 e 26 anos, membros de uma facção criminosa, por porte ilegal de arma de fogo e receptação, na manhã desta terça-feira (14.10), em Cáceres. Com a dupla, a PM apreendeu um revólver, 15 munições, um facão e porções de drogas. Conforme o boletim de ocorrência, a PM recebeu denúncias sobre uma residência que estaria abrigando um grupo de pessoas ligadas a facções criminosas, com grande movimentação de pessoas suspeitas. Os policiais militares do 6º Batalhão e da Força Tática do 6º Comando Regional se deslocaram ao endereço e flagraram um Chevrolet Cruze branco saindo da casa com duas pessoas. Os militares se aproximaram para abordagem, e o condutor do carro iniciou fuga em alta velocidade. Durante o acompanhamento, o suspeito fez diversas manobras perigosas, colocando a vida de transeuntes em risco. Eles também desrespeitaram as ordens de parada. Após algum tempo de acompanhamento, os policiais deram um disparo de arma de fogo no pneu do carro e interceptaram a fuga da dupla. Na abordagem e revista pessoal aos homens, nada de ilícito foi encontrado. Já dentro do carro, os policiais localizaram um revólver calibre .38 com 15 munições intactas e porções de drogas. Em checagem da numeração da arma, foi constatado que se tratava de produto furtado de uma empresa privada. Diante da situação, os dois integrantes da facção receberam voz de prisão e foram conduzidos à delegacia de Cáceres para registro da ocorrência e demais providências cabíveis. Disque-denúncia A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
Mesmo em meio à crise, Câmara e Prefeitura aprovam viagem internacional com dinheiro público
Cuiabá está prestes a decretar estado de calamidade financeira, enfrentando uma das piores crises fiscais da história recente do município — com atrasos em pagamentos, cortes de serviços essenciais e insatisfação crescente entre servidores públicos. Mesmo assim, a Câmara Municipal aprovou, nesta terça-feira (13), um projeto que autoriza o uso de recursos públicos para custear uma viagem internacional de políticos a Xangai (China) e Dubai (Emirados Árabes Unidos). O projeto de resolução cria uma comissão temporária de vereadores para representar o Legislativo em dois eventos internacionais previstos para o fim de 2025. A proposta foi aprovada em meio a um cenário de contenção orçamentária, em que a própria Prefeitura admite dificuldades para honrar compromissos básicos e reduzir gastos com folha e contratos. Momento inoportuno A decisão da Câmara gerou forte repercussão entre servidores e na população, que questionam a necessidade e o timing da medida. Embora a participação do prefeito possa ter relevância institucional e estratégica — especialmente em busca de parcerias e investimentos internacionais — a inclusão de vereadores na comitiva levanta dúvidas sobre a real prioridade do gasto público neste momento. Em um cenário de aperto nas contas e demandas urgentes na saúde, educação e infraestrutura, a pergunta que ecoa entre os contribuintes é direta: “Será que essa despesa é mesmo inevitável? Não seria hora de dar o exemplo e cortar gastos supérfluos?” Crise e contradições Enquanto a administração municipal alerta para a escassez de recursos, servidores cobram pagamentos atrasados, melhores condições de trabalho e mais transparência nos gastos. A aprovação da viagem, portanto, soa como uma decisão desconectada da realidade financeira e social da capital mato-grossense. Cuiabá enfrenta um momento decisivo, em que cada real gasto com verba pública precisa ser justificado com responsabilidade. A sociedade cobra coerência — e espera que o exemplo venha de cima.