As obras de implantação do Sistema BRT seguem avançando em Cuiabá com o início de novos serviços nas Avenidas Historiador Rubens de Mendonça (CPA) e Tenente-coronel Duarte (Prainha) a partir desta segunda-feira (20.10). A medida poderá provocar interdições parciais no trânsito, de forma pontual. Nesta semana, o Consórcio Integra BRT avança com serviços de terraplenagem e regularização do solo entre o Ganha Tempo da Praça Ipiranga e a Avenida Dom Bosco. Nesse trecho, haverá bloqueios parciais da pista para a movimentação de máquinas. Já o trecho entre a Avenida Dom Bosco e o ginásio do Colégio Salesiano São Gonçalo passará por serviços de implantação de drenagem e lançamento de pedras. Para esse serviço, será necessária a interdição parcial de uma faixa da pista. Na Avenida do CPA, as equipes iniciam a recuperação do asfalto entre o Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA), na Avenida do CPA, e a Avenida Mato Grosso, com interdição parcial da pista. Já entre o Supermercado Comper e a loja Havan, será feita a travessia de tubulação de drenagem, com uma interdição na Rua B. Os serviços serão realizados pela concessionária Águas Cuiabá de forma intercalada, com interdição de apenas uma pista por vez. Para acompanhar os serviços em andamento para implantação das obras do BRT, clique aqui.
Operação Lei Seca prende oito condutores na avenida da FEB em Várzea Grande
Oito condutores foram presos em flagrante durante a Operação Lei Seca, realizada entre a noite de sexta-feira (17.10) e a madrugada deste sábado (18.10), na Avenida da FEB, no bairro Manga, em Várzea Grande. Do total de presos, sete estavam embriagados, um deles com agravante por desacatar os agentes de segurança pública e por estar em posse de droga. O oitavo detido entregou o próprio veículo a uma pessoa não habilitada. De acordo com o relatório da operação, 130 veículos foram abordados e 133 condutores fizeram o teste de alcoolemia. Também foram lavrados 88 autos de infração de trânsito, sendo 24 por conduzir veículo sem registro ou não licenciado, 18 por conduzir sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH), 15 por conduzir sob efeito de álcool, oito por recusa ao teste de alcoolemia e 23 por infrações diversas. A operação terminou com 39 veículos removidos, sendo 28 carros e 11 motocicletas. A Operação Lei Seca é realizada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), sob a coordenadoria do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), em conjunto com o Batalhão de Trânsito da Polícia Militar (BPMTran), Delegacia Especializada em Delitos de Trânsito (Deletran), Departamento Estadual de Trânsito (Detran), Corpo de Bombeiros (CBM), Polícia Penal, Sistema Socioeducativo. A Guarda Municipal de Várzea Grande e Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) de Cuiabá integram as equipes da Sesp quando as ações ocorrem em seus municípios.
“Mato Grosso entre o passado e o futuro: quem tem preparo e resultado para liderar o próximo ciclo?”
Por Alex Rabelo – MT Urgente News As eleições de 2026 ainda não estão no calendário das urnas, mas já fazem parte das conversas nos bastidores e corredores do poder.Em Mato Grosso, o clima é de pré-campanha disfarçada de gestão. Reuniões, viagens e declarações públicas revelam um xadrez político que começou muito antes do previsto. De um lado, Mauro Mendes (União Brasil) mantém o discurso de resultados e boa gestão.Do outro, Jayme Campos (União Brasil) segue ativo, mostrando que experiência e influência política ainda contam muito no jogo.E, como peça estratégica do tabuleiro, Otaviano Pivetta (Republicanos) desponta como nome técnico da base governista, articulado, mas ainda medindo forças com o cenário. Nos bastidores, porém, cresce o nome do presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (PSB) — que, com um perfil de gestor equilibrado, vem conquistando a confiança de lideranças regionais e o respeito popular.Sua marca é o planejamento, o diálogo e a entrega de resultados, pontos que o colocam, cada vez mais, no radar das discussões sobre o futuro político de Mato Grosso. Mauro e Jayme: o duelo de gigantes A disputa entre Mauro Mendes e Jayme Campos não é oficial, mas todos sabem que a relação política entre os dois tem sido marcada por disputas silenciosas.Mauro defende o legado administrativo e quer manter o grupo no poder; Jayme, experiente e articulado, conhece o jogo e sabe o valor de quem constrói alianças duradouras. Ambos são fortes, mas representam estilos diferentes de governar:um é técnico e centralizador; o outro, político e agregador.Nos bastidores, o que se comenta é que essa diferença de perfis pode definir o rumo das alianças e dos apoios até as convenções de 2026. Pivetta: o técnico entre os políticos O vice-governador Otaviano Pivetta é visto como o nome natural da continuidade.Tem perfil técnico, experiência de gestão e trânsito entre setores produtivos e empresariais.Mas enfrenta o desafio de se conectar emocionalmente com o eleitorado, especialmente os mais conservadores, que ainda não o veem como uma figura política de massas. Pivetta é respeitado, mas precisa ser reconhecido — e, em política, isso faz toda a diferença. Max Russi: o nome que cresce com equilíbrio e resultado Enquanto os holofotes estão voltados para o Palácio Paiaguás e Brasília, Max Russi trabalha — e entrega.Na presidência da Assembleia Legislativa, consolidou uma gestão marcada por diálogo, respeito institucional e foco em resultados concretos para os municípios. Seu nome ganha força de forma orgânica, sem imposição nem barulho, apoiado por prefeitos, vereadores e lideranças que o veem como um político acessível, equilibrado e comprometido. “Max tem uma qualidade que anda rara na política: ele escuta antes de falar”, comenta um aliado. Entre os bastidores, há quem diga queMax Russi representa um novo perfil de liderança — o gestor que pensa o Estado de forma prática, sem brigas partidárias ou discursos vazios.Um nome que constrói pontes, enquanto outros ainda brigam por protagonismo. Wellington Fagundes: o desafio da direita O senador Wellington Fagundes (PL) é o nome declarado do partido do ex-presidente Jair Bolsonaro para disputar o governo de Mato Grosso.Mesmo com o apoio simbólico do bolsonarismo, Fagundes ainda enfrenta dificuldades para ampliar sua base e consolidar apoios estratégicos. Prefeitos e lideranças do próprio PL têm se mostrado divididos, e muitos deles já demonstraram afinidade com o grupo de Otaviano Pivetta, liderado por Abílio.A falta de uma estrutura coesa e de uma narrativa clara tem dificultado o avanço do senador, que busca se reposicionar em um cenário onde a direita também disputa protagonismo interno. Cuiabá: o espelho da política A capital vive um momento de desgaste político e administrativo.O prefeito Abílio Brunini (PL) enfrenta críticas de todos os lados: servidores insatisfeitos, vereadores em conflito e uma população que começa a cobrar as promessas de campanha. A frase dita em 2020 — “Cuiabá não falta dinheiro, falta gestão” — voltou a ecoar nas redes e nas conversas de esquina, mas agora em tom de ironia.A cidade arrecada mais, mas a sensação é de que a administração parou no discurso. E essa realidade tem servido de exemplo para o restante do Estado: o eleitor mato-grossense está mais atento ao resultado do que ao discurso, e isso deve pesar nas urnas. O eleitor em silêncio, mas atento Se há algo que 2024 e 2025 ensinaram à política de Mato Grosso, é que o eleitor cansou de espetáculo.Cansou de quem fala demais e faz de menos.Cansou de quem acredita que governar é gravar vídeos diários ou posar como influenciador. “Achou que era fácil.”“Achou que dava pra fazer tudo sozinho.”“Fala demais e entrega de menos.”“Virou um show de promessas e pouca gestão.” Essas são frases que têm se repetido nas conversas de barbearia, nas rodas de amigos e nos bastidores políticos.O povo observa — em silêncio —, mas com julgamento cada vez mais criterioso.A era da “fama digital” sem entrega real está chegando ao fim. A corrida por 2026 não é apenas sobre quem tem mais seguidores, alianças ou recursos.É sobre quem entrega, quem une e quem entende o que o povo realmente espera.Enquanto alguns gastam energia com disputas e discursos, outros trabalham — e é aí que o eleitor começa a enxergar a diferença. Porque, no fim, a política não é feita de likes, mas de resultados.E o eleitor mato-grossense, mais do que nunca, aprendeu a distinguir quem trabalha de quem só aparece. Por Alex Rabelo – Jornalista e Analista Político | MT Urgente News