Por Alex Rabelo – Jornalista | MT Urgente News A semana começa com chuvas isoladas e alerta de temporais em várias regiões de Mato Grosso, conforme o boletim divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Apesar da instabilidade, o calor segue presente, mas de forma menos intensa nas regiões Sul e Oeste do Estado. A mínima registrada deve chegar a 19°C. Cuiabá com chuva leve e calor moderado Em Cuiabá, a segunda-feira (20) será marcada por pancadas de chuva isoladas durante a tarde, com temperaturas variando entre 21°C e 31°C.Na terça-feira (21), a chuva ganha força e pode ocorrer entre a tarde e a noite, elevando os termômetros para até 35°C, com mínima de 22°C.O clima se mantém semelhante ao longo da semana, e na sexta-feira (24), a capital deve registrar mínimas de 25°C e máximas de 37°C, combinando calor e umidade típicos do período de transição para o verão. Chapada dos Guimarães sob alerta amarelo Na vizinha Chapada dos Guimarães (67 km de Cuiabá), o Inmet emitiu alerta amarelo de chuvas intensas para o início da semana. As temperaturas variam entre 19°C e 34°C, com previsão de pancadas isoladas e possibilidade de ventos fortes. Cáceres com calor intenso e trégua só na quinta Em Cáceres (225 km da capital), o tempo segue instável até quinta-feira (23), quando a chuva deve dar uma breve trégua. As máximas chegam a 39°C, com mínimas de 21°C, mantendo o ar abafado e úmido durante a semana. Rondonópolis terá chuvas mais fortes No Sul do Estado, Rondonópolis (215 km de Cuiabá) deve enfrentar chuvas mais intensas e frequentes, acompanhadas de variação de temperatura entre 20°C e 37°C. O volume de precipitação deve se concentrar entre terça e quinta-feira, com risco de trovoadas isoladas. Sinop: instabilidade e dois alertas ativos No Norte, Sinop (500 km da capital) segue com o tempo instável, muitas nuvens e pancadas de chuva isoladas. As temperaturas variam entre 21°C e 36°C.O município está sob dois alertas do Inmet para chuvas intensas, que permanecem válidos até terça-feira (21), com possibilidade de ventos fortes e descargas elétricas. 🗓️ Dica:Com a previsão de instabilidade e calor elevado, a orientação é evitar exposição prolongada ao sol nos horários mais quentes e redobrar os cuidados em áreas abertas durante as pancadas de chuva.
Pivetta descarta mudança de modal e garante conclusão do BRT até abril de 2026
Por Alex Rabelo – Jornalista e Analista Político | MT Urgente News O vice-governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), afirmou nesta sexta-feira (17) que não há nenhuma possibilidade de o governo estadual alterar o modal do transporte coletivo da Região Metropolitana de Cuiabá, substituindo o BRT (Bus Rapid Transit) pelo BUD (bonde urbano sobre trilhos), como chegou a ser especulado nos últimos dias. Segundo Pivetta, o projeto do BRT está definido e seguirá sendo executado conforme o planejamento original, sem qualquer interrupção. Ele destacou que todas as intervenções estão sendo feitas de forma técnica e compatível com possíveis expansões futuras, mas garantiu que não há discussão sobre troca de modelo neste momento. “O que está definido é BRT. Tudo que está sendo feito está correto, inclusive para a possibilidade — não sei se vai ser ou não — de mudar ou inserir outro modal também”, explicou o vice-governador. Obras seguem e prazo de entrega está mantido Pivetta reforçou que não existe chance de o BRT não ser concluído, e que o governo trabalha com prazo de entrega entre março e abril de 2026. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a população de Cuiabá e Várzea Grande, que aguarda há mais de uma década por uma solução definitiva no transporte urbano. “Não existe possibilidade de não ser concluído. O povo cuiabano e várzea-grandense já sofreu muito com isso desde 2010, 2011. As obras vão ser terminadas até março, abril do ano que vem”, garantiu. Determinação do governador Mauro Mendes De acordo com Pivetta, a ordem para garantir a conclusão do BRT partiu diretamente do governador Mauro Mendes (União Brasil), que acompanha de perto o andamento das obras e os processos relacionados à compra dos veículos que irão operar no sistema. “Nós estamos estudando, já cotando os ônibus, conversando com quem precisa conversar. Foi uma determinação do governador”, completou. Com o anúncio, o governo do Estado reafirma o compromisso de entregar um sistema moderno, eficiente e dentro do prazo, encerrando um ciclo de atrasos e incertezas que se arrasta desde o projeto inicial do VLT.
Força Tática prende casal com porções de maconha e pasta base de cocaína em Várzea Grande
Policiais militares da Força Tática do 2º Comando Regional prenderam um homem, de 22 anos, e uma mulher, de 18 anos, por tráfico ilícito de drogas, na noite deste domingo (19.10), em Várzea Grande. Com o casal, foram apreendidas 76 porções de substâncias análogas à pasta base de cocaína e maconha. Durante patrulhamento pela Operação Refac (Rede Enfrentamento às Facções Criminosas), a equipe da Força Tática recebeu denúncias sobre um casal que estava fazendo a venda de entorpecentes, em um conjunto habitacional, no bairro Parque Sabiá. Diante das informações e características dos suspeitos, os militares se deslocaram ao endereço da denúncia e encontraram o casal, realizando abordagem imediata. Com a mulher, foram encontradas oito porções de pasta base. Já o homem foi flagrado tentando esconder uma sacola, contendo 30 porções da mesma droga. Na continuidade das buscas, a Força Tática entrou na residência do casal e localizou o restante dos entorpecentes, que estavam espalhados em potes pela casa. Ainda foram apreendidos quatro celulares, uma balança de precisão e a quantia de R$ 713,00 em dinheiro. Questionados sobre a procedência da droga e a denúncia de tráfico, os suspeitos permaneceram em silêncio. O casal foi conduzido para a Central de Flagrantes de Várzea Grande, com todo o material apreendido, para registro da ocorrência e demais providências que o caso requer.
Corrida Maluca 2026: quem acelera, quem derrapa e quem só aparece no retrovisor da política de Mato Grosso
Por Alex Rabelo – Jornalista e Analista Político | MT Urgente News Senhoras e senhores, liguem seus motores políticos — a Corrida Maluca rumo às eleições de 2026 começou em Mato Grosso!Nos boxes, os mecânicos são prefeitos, deputados e marqueteiros.Na pista, os motores já estão roncando — e o Palácio Paiaguás é o troféu mais cobiçado.Mas calma… ainda tem uma segunda pista, o Senado Federal, onde a disputa promete ser digna de foto de chegada. Vamos conhecer os pilotos, as escuderias e os rumos dessa corrida que promete fortes emoções até o último voto! 🏎️💨 Pivetta (Republicanos): o piloto da estabilidade Na pole position está o vice-governador Otaviano Pivetta, o homem que carrega o selo de confiança do governador Mauro Mendes (União Brasil).Com o motor da continuidade e o patrocínio oficial do Palácio Paiaguás, Pivetta tenta manter o carro na linha, sem se envolver em batidas políticas. Conhecido pelo estilo técnico e silencioso, ele não buzina — mas entrega resultado.Na estratégia de corrida, seu plano é claro: seguir o traçado do governo atual, sem sair da pista do equilíbrio fiscal e da gestão eficiente. Mas há um desafio no horizonte: convencer o eleitor de que o “carro da continuidade” ainda tem combustível para mais quatro anos. 🗣️ Comentário dos boxes: “Pivetta é aquele piloto que não fala muito, mas sempre termina a corrida entre os primeiros.” 🏎️💨 Wellington Fagundes (PL): o veterano tentando segurar o volante Wellington Fagundes chega acelerando no carro da direita bolsonarista.Com o ex-presidente Jair Bolsonaro e Valdemar Costa Neto no apoio, ele tenta colocar o PL no topo do pódio. Mas o caminho está cheio de óleo na pista. 🛢️O partido está rachado e muitos prefeitos já mudaram de escuderia — inclusive Abílio Brunini (Cuiabá), Cláudio Ferreira (Rondonópolis), Dorner (Sinop) e Flávia Moretti (Várzea Grande), que acenaram apoio ao carro de Pivetta. Mesmo assim, Wellington pisa fundo, confiante na força dos eleitores conservadores e na fidelidade dos fãs da direita.Ele aposta na experiência e no discurso raiz, mas precisa calibrar melhor o motor da unidade. e ainda aposta que com o apoio da nacional os candidatos que estao de mandato terao que apoialo por pedido da nacional aonde welligton confia no Valdermar costa nesto que deve punir quem nao caminhar seu candidato. 🗣️ Comentário dos boxes: “Tem motor potente, mas o time ainda briga entre si. Se alinhar o pit stop, pode surpreender.” 🏎️💨 Jayme Campos (União Brasil): o veterano que conhece cada curva e ainda tem gasolina pra queimar Jayme Campos é aquele piloto das antigas que já viu de tudo na pista.Com décadas de estrada e um currículo cheio de voltas vitoriosas, ele não perdeu o instinto — pelo contrário, parece estar apenas calibrando o motor para outra grande corrida. A rivalidade com Mauro Mendes vem de outras temporadas e, mesmo que hoje ambos usem o mesmo uniforme do União Brasil, o clima nos boxes é de disputa velada.Mauro, presidente estadual do partido, apoia pessoalmente o seu vice Otaviano Pivetta, mas o grupo interno do União ainda defende que o partido tenha um candidato próprio na majoritária — e o nome mais cotado para isso é justamente o de Jayme Campos. Veterano e estrategista, Jayme aposta na força do grupo, na fidelidade dos prefeitos e no histórico de entregas pelo Estado.Ele tem base consolidada, conhece cada atalho e sabe exatamente onde estão as zebras da pista.Enquanto isso, o PSD nacional, comandado por Gilberto Kassab, já fez um convite formal para que ele troque de equipe — um movimento que pode mudar completamente o rumo da corrida. 🗣️ Comentário dos boxes: “Jayme é o cacique que todo mundo respeita — corre no silêncio, mas quando liga o motor, o barulho se ouve no Estado inteiro.” O que chama atenção de muitos é justamente o silêncio de Jayme, que prefere observar e esperar a hora certa de acelerar.E quem conhece política sabe: quando ele acelera, é porque já mapeou todas as curvas do circuito. 🏎️💨 Slhessarenko (PSD): a médica que quer curar o caos político No carro rosa e verde, quem acelera é a médica Natasha Slhessarenko, que vem se apresentando como o nome da renovação técnica e moderada.Com discurso de empatia e gestão eficiente, Natasha quer provar que é possível governar sem gritar, sem brigar e sem tretar no trânsito político. O ministro Carlos Fávaro (PSD), um dos principais nomes do partido, é seu grande apoiador e também disputa espaço na pista do Senado.Nos bastidores, o PSD prepara um carro completo: uma chapa técnica, moderna e, quem sabe, com Natasha na frente. 🗣️ Comentário dos boxes: “Corre com elegância e estratégia. Pode não ter o motor mais barulhento, mas tem boa direção.” 🏎️💨 Max Russi (PSB): o piloto do diálogo e da entrega Eis o nome que vem surpreendendo no grid: Max Russi, o presidente da Assembleia Legislativa.Com estilo calmo, mas direção firme, Max tem feito uma corrida de resultados — entregando obras, ajudando prefeitos e fortalecendo alianças. Na última temporada, foi decisivo na vitória de dezenas de prefeitos e vereadores, ampliando sua rede de apoio.Nos bastidores, muitos já o veem como o piloto mais preparado para assumir o comando do Estado — aquele que une, sem vaidade, e acelera com propósito. 🗣️ Comentário dos boxes: “Max é o piloto que não joga sujeira na pista. Corre limpo, conversa com todo mundo e sempre chega no pódio.” Segunda pista: a corrida pelo Senado Se o Palácio Paiaguás é o grande troféu, o Senado Federal é o pódio dos gigantes.E a disputa promete ultrapassagens e curvas fechadas. 🔹 Mauro Mendes (União Brasil) O atual governador troca o cockpit do Executivo pelo carro do Senado.Com gestão bem avaliada e pista limpa, Mauro entra na disputa com o combustível da entrega — e quer continuar influente na política nacional. 🔸 Pedro Taques O ex-governador volta à corrida com o discurso de retomada e ética.Veterano e combativo, Taques quer provar que ainda sabe acelerar forte. 🔹 José Medeiros (PL) Com o selo bolsonarista, Medeiros corre com o motor
Terminal do CPA 3: obra de R$ 2,5 milhões parada há mais de um ano vira retrato do descaso em Cuiabá
Por Alex Rabelo – MT Urgente News Mais de um ano depois do fechamento total para reforma, o Terminal do CPA 3, um dos principais pontos de embarque e desembarque de Cuiabá, segue fechado, inacabado e sem previsão de conclusão.O local, que deveria ser entregue em 210 dias, está com obras paralisadas e estrutura degradada, transformando-se em um símbolo do abandono da gestão pública na capital. Fechado oficialmente em junho de 2024, o terminal deveria ter sido modernizado para atender melhor cerca de 40 mil passageiros por dia.A promessa incluía banheiros novos, climatização e acessibilidade, mas o que se vê hoje é o oposto: tapumes, entulho, improviso e frustração. Em janeiro de 2025, a obra chegou a 80% de conclusão, segundo a prefeitura. Desde então, nenhum avanço foi registrado.A equipe do MT Urgente News esteve no local e confirmou o cenário: dentro do terminal, o silêncio das máquinas e a poeira acumulada substituíram o barulho dos ônibus e o vai e vem da população. “A gente também é impactado, porque o povo fica revoltado — e com toda razão”, disse um motorista do transporte coletivo, que pediu para não ser identificado. Reforma simples, problema crônico O projeto inicial, orçado em R$ 1,5 milhão, foi apresentado ainda em 2022, com promessa de modernização rápida.Três anos e um novo contrato depois, o custo saltou para R$ 2,5 milhões — e a entrega nunca aconteceu. O terminal está cercado por tapumes, com apenas uma pequena “portinha” aberta para motoristas acessarem o banheiro.De fora, moradores veem a estrutura se deteriorar, sem explicações claras sobre prazos ou responsáveis. “Isso aqui é o menor dos problemas da cidade, mas mesmo assim não conseguem resolver”, afirma Moisaniel Batista, 60 anos, morador do CPA.“Pra prefeitura é uma obra pequena, mas pra gente significa conforto e dignidade.” Paradas improvisadas e insegurança Com o terminal interditado, os passageiros foram espalhados em oito pontos de parada improvisados ao redor da obra.Os abrigos são simples e não protegem contra o sol nem a chuva.Durante o dia, o calor é insuportável; à noite, a falta de iluminação cria um ambiente de medo e insegurança. “O sol bate de frente, o povo disputa um pedacinho de sombra”, reclama Euriene Lourdes, 29 anos, usuária do transporte coletivo.“À noite é ainda pior, porque fica escuro e perigoso.” A falta de acessibilidade também é constante:os pontos improvisados não têm rampas e dificultam o embarque de idosos e pessoas com deficiência.Uma comerciante próxima afirma já ter visto idosos quase caindo ao tentar subir no ônibus. Sem banheiro, sem água, sem estrutura Com o fechamento, a população perdeu serviços básicos que existiam dentro do terminal — como banheiros, bebedouros e lanchonetes.Ambulantes que trabalhavam no local também foram prejudicados, sem espaço regularizado para vender. “Prometeram que a gente voltaria logo, mas já faz mais de um ano.A verdade é que ninguém dá satisfação e a gente continua nesse improviso”, desabafa uma vendedora ambulante. A iluminação precária à noite agrava o sentimento de abandono.“Nos sentimos enganados, porque prometeram modernização e o que temos é descaso”, completou. Falta gestão, sobram promessas O caso do Terminal do CPA 3 é mais do que uma obra parada: é o retrato da falta de planejamento e continuidade administrativa em Cuiabá.Enquanto o tempo passa, milhares de usuários enfrentam calor, poeira, insegurança e improviso todos os dias. Uma reforma que deveria representar avanço e respeito com o cidadão, acabou virando símbolo da lentidão e da falta de prioridade da gestão municipal. “O problema não é só a demora. É a sensação de que ninguém se importa com quem depende do transporte público”, disse um morador. E enquanto a prefeitura não define uma data para entrega, o terminal segue fechado —um monumento ao esquecimento no coração da capital mato-grossense.
Polícia Civil deflagra operação contra cooperativas envolvidas com extração ilegal de minérios em MT
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta segunda-feira (20.10), a Operação Rastro de Érebo, para cumprimento de mandados judiciais em cooperativas que realizavam a extração ilegal de minérios em áreas de preservação permanente nos municípios de Peixoto de Azevedo e Matupá. A investigação, conduzida pela Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), busca apurar e coibir crimes de danos ambientais em áreas estaduais, provocados por balseiros que realizavam a extração ilegal de minérios nos rios Peixoto e Peixotinho, entre as duas cidades. Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão nas cooperativas, localizadas em Peixoto de Azevedo, que exploravam a atividade minerária sem licença ambiental emitida pelo órgão estadual competente, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). A decisão da Justiça da Comarca de Peixoto de Azevedo também determinou a eventual inutilização das balsas quando não for possível a remoção, estabeleceu o bloqueio das atividades das cooperativas, a interdição dos empreendimentos até que regularizem a situação junto aos órgãos ambientais competentes e a proibição de emitir notas fiscais e movimentar a exploração minerária ilegal causadora de dano ambiental, sob pena de multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento. O trabalho operacional, realizado pelas vias fluvial, aérea e terrestre, contou com a atuação integrada das forças de segurança pública e órgãos fiscalizadores ambientais, com o objetivo de conter o avanço dos danos contra o meio ambiente causados pela extração ilegal. Participaram da operação equipes da Dema, Coordenadoria de Recursos e Operações Especiais (Core), Delegacia Regional de Sinop, Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), Batalhão de Operações Especiais (Bope), Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Ao todo, 41 profissionais foram empregados na Operação Rastro de Érebo, entre policiais civis, militares, agentes de fiscalização estadual e federal e peritos oficiais, com apoio de 13 viaturas, um helicóptero e cinco embarcações. Investigação A Dema iniciou a investigação em junho deste ano, após receber denúncias acerca de um cenário preocupante de degradação ambiental provocado por atividades de mineração ilegal nas proximidades dos rios Peixoto e Peixotinho. Conforme apurado pela Polícia Civil, a extração clandestina vem causando uma série de impactos ambientais que comprometem não apenas o equilíbrio ecológico local, mas também a qualidade da água que abastece a população de Peixoto de Azevedo e Matupá. As investigações apontaram que as áreas de preservação permanente foram invadidas e degradadas por maquinários utilizados em garimpo, resultando em processos erosivos e no assoreamento dos cursos d’água. Os suspeitos são investigados pelos crimes de poluição, causar danos a florestas de preservação permanente e impedir ou dificultar a regeneração natural de florestas, previstos na Lei Ambiental nº 9.605/98. Dano Contra a Natureza O delegado Guilherme Pompeo, responsável pela investigação, explica que a principal consequência desse tipo de crime é a crescente poluição dos rios, cujas águas têm apresentado níveis elevados de sedimentos, produtos químicos e metais pesados. Essa contaminação coloca em risco o sistema de captação e tratamento de água municipal, podendo gerar sérios prejuízos à saúde pública, além de destruir e comprometer a fauna e a flora aquáticas. Além da poluição das águas, a extração ilegal também devastou extensas áreas de vegetação nativa, comprometendo habitats de espécies aquáticas e terrestres. “O uso de maquinário pesado agravou a erosão das margens, alterou o curso natural dos rios e intensificou o assoreamento. O resultado é um ambiente em desequilíbrio, no qual a fauna e a flora lutam para sobreviver diante da pressão crescente das atividades criminosas”, disse o delegado. De acordo com a delegada titular da Dema, Liliane Murata, essa investigação exige alto grau de especialização das equipes envolvidas, bem como demanda integração entre inteligência e ação operacional, desde o início das diligências até a sua execução final, pois envolve risco elevado e grande complexidade. “O principal objetivo é reduzir os danos ambientais, restabelecer a sensação de segurança e proteger a saúde da população e do meio ambiente, que, quando utilizado de forma sustentável, gera conforto e benefícios econômicos à sociedade. No entanto, quando explorado ilegalmente, causa prejuízos sociais, ambientais e econômicos a todos”, destacou a delegada Liliane Murata. Nome da Operação Érebo, na mitologia grega, é a personificação das trevas e da escuridão profunda, sendo um dos deuses que nasceu do Caos, associado às regiões escuras e ocultas da Terra, onde há ausência total de luz — simbolizando mistério, perigo e ocultação. O nome “Rastro de Érebo” significa uma investigação profunda em um ambiente hostil, misterioso e prejudicial, pois evoca a ideia de um rastro deixado pela escuridão e pelas sombras que permeiam o subsolo e lugares ocultos onde ocorre a lavra ilegal de forma clandestina.