O 13º salário é um dos direitos mais aguardados pelos trabalhadores brasileiros. Todos os anos, ele ajuda no reforço do orçamento e movimenta a economia. Mas muita gente ainda tem dúvidas sobre como o valor é calculado. Veja abaixo o passo a passo de forma simples e direta. Quem tem direito ao 13º salário? Têm direito ao 13º: Trabalhadores registrados em carteira (CLT) Servidores públicos Aposentados e pensionistas do INSS Quem foi demitido sem justa causa também recebe o valor proporcional. Já quem foi demitido por justa causa não tem direito. Como é feito o cálculo do 13º salário? A fórmula é simples: Salário bruto ÷ 12 × número de meses trabalhados 🔹 Um mês conta como “cheio” se o trabalhador tiver atuado por pelo menos 15 dias naquele mês. Exemplo prático Se o salário bruto é R$ 2.400,00 e a pessoa trabalhou o ano todo: 2.400 ÷ 12 = 200200 × 12 meses = R$ 2.400,00 de 13º salário E se a pessoa não trabalhou o ano inteiro? Se trabalhou, por exemplo, 8 meses: 2.400 ÷ 12 = 200200 × 8 = R$ 1.600,00 de 13º salário Como funciona o pagamento? O pagamento normalmente é feito em duas parcelas: ✅ 1ª parcela: até 30 de novembro (ou último dia útil antes disso)→ Corresponde a 50% do valor do 13º→ Não tem descontos ✅ 2ª parcela: até 20 de dezembro→ Vem com descontos de INSS e, se aplicável, Imposto de Renda Quais descontos são aplicados? Os descontos são feitos somente na segunda parcela: INSS Imposto de Renda (se o salário estiver acima da faixa mínima) Como saber se o valor está correto? Confirme: ✅ Seu salário bruto✅ Quantos meses trabalhou no ano✅ Se trabalhou ao menos 15 dias em cada mês contado✅ Descontos aplicados corretamente na segunda parcela Dica importante Antes de gastar, o ideal é: Pagar dívidas Reservar parte para impostos do início do ano (IPVA, IPTU, material escolar) Evitar compras por impulso
Comércio do Centro Histórico e Grande CPA lança “Semana Black” com descontos de até 70% entre 24 e 30 de novembro
O comércio do Centro Histórico e da região do Grande CPA promoverá, entre os dias 24 e 30 de novembro, a campanha Semana Black, oferecendo ao público uma semana inteira de promoções especiais inspiradas na tradicional Black Friday. As lojas participantes anunciarão descontos que podem chegar a 70%, abrangendo diversos setores do varejo. A iniciativa, realizada pelo Sincotec e Sincalco em Mato Grosso, com apoio da Fecomércio-MT, tem como objetivo impulsionar as vendas no período que antecede o fim do ano, fortalecendo a economia local e incentivando os consumidores a aproveitarem oportunidades especiais para antecipar compras de Natal ou renovar itens pessoais, domésticos e profissionais. Segundo os organizadores, a Semana Black representa a última grande chance de comprar com preços reduzidos em 2025, reunindo comerciantes tradicionais e novos empreendimentos das duas regiões. A expectativa é de aumento significativo no fluxo de clientes, especialmente pela amplitude dos descontos e pela diversidade de segmentos participantes. A campanha reforça o compromisso das entidades realizadoras com o desenvolvimento do comércio regional, oferecendo ao consumidor segurança, variedade e condições vantajosas durante todo o período promocional. Serviço: Semana Black – Centro Histórico e Grande CPA Data: 24 a 30 de novembro Descontos: até 70% Realização: Sincotec e Sincalco em Mato Grosso Contato: 65. 9 9997 9560/ 9 9997 9580 Fonte: Fecomercio-MT
Abilio Brunini prometeu uma nova Cuiabá. E você, o que já percebeu que mudou?
Desde a campanha, o atual prefeito de Cuiabá construiu sua imagem política baseado em um discurso firme de fiscalização, combate à corrupção e crítica direta à antiga gestão. Ainda como vereador e depois deputado federal, foi conhecido por enfrentar publicamente contratos, obras e decisões da Prefeitura. Eleição vencida, o cenário mudou: saiu do papel de fiscal e assumiu a cadeira mais cobrada da cidade. Agora, a pergunta que cresce nas ruas é simples e direta: Cuiabá começou a mudar? Durante a campanha, o então candidato prometeu objetivo claro: modernizar a cidade, melhorar o asfalto, fortalecer a saúde pública, reorganizar a educação e garantir uma gestão mais eficiente. Em diversas falas, afirmou que o problema da capital não era falta de dinheiro, mas má gestão e corrupção. Passados os primeiros meses de administração, o MT Urgente foi às ruas ouvir quem realmente sente os impactos das decisões: a população. “A sensação é que a cidade parou”, diz morador Em entrevista à reportagem, o empresario Marcelo, avaliou com sinceridade o momento atual da cidade. “Cuiabá está feia. Buraco pra todo lado, mato alto, lixo acumulado… a gente não vê aquela mudança que foi prometida. A cidade não passa aparência de capital”, afirmou. Segundo ele, o discurso político ainda domina o tom da gestão. “Eu vejo muita explicação, muita internet, muito vídeo… mas pouca solução prática. Parece que o prefeito ainda está preso no Emanuel Pinheiro. Tudo que não faz é porque o ex-prefeito deixou assim”, disse. Marcelo reconhece que problemas foram herdados da gestão anterior, mas cobra mudança de postura. “Chega uma hora que o povo cansa de desculpa. Já está na hora de virar a página. Se houve erro, deixa pra Justiça. Agora tem que focar na cidade, resolver o que está errado e trabalhar.” O que foi prometido Entre as principais promessas de campanha estavam: Melhoria do asfalto e da infraestrutura urbana; Agilidade nos atendimentos de saúde; Redução das filas nas unidades básicas; Uso de tecnologia para gestão de filas e prontuários; Revitalização de espaços públicos; Transparência nos contratos públicos. O discurso sempre foi o mesmo: Cuiabá não era mal atendida por falta de recursos, mas por má administração. O que a população vê hoje Na rua, no entanto, o retrato ainda é de insatisfação para parte dos moradores. “Posto lotado, rua esburacada, poeira quando não é lama. A gente não vê força de gestão. Cuiabá parece estar vivendo de justificativa”, completou Marcelo. O comerciante também questiona o foco da administração. “Prefeitura não pode ser feita de internet. Tem que estar na rua, gerenciando equipe, cobrando resultado e resolvendo problema. O povo quer resultado, não guerra política.” Gestão em teste Especialistas ouvidos pelo MT Urgente avaliam que o início de gestão é o momento mais crítico politicamente. É quando o discurso precisa virar prática. E é justamente nessa fase que o desgaste começa, caso os resultados não apareçam. Apesar das críticas, o espaço segue aberto para que a Prefeitura de Cuiabá apresente balanços, metas, cronogramas de obras e esclarecimentos sobre os avanços da gestão. O sentimento que ecoa nas ruas O resumo do pensamento popular, segundo Marcelo, é direto: “A gente vota esperando mudança. Não quer briga política eterna. Cuiabá precisa de cuidado, gestão de verdade e menos desculpa. A cidade é maior que disputa política.” Alex Rabelo Jornalista e Analista Político
Golpes no Pix: nova regra vai rastrear o dinheiro mesmo após repasses e facilitar devolução às vítimas
O Banco Central colocou em vigor uma nova regra que promete mudar o combate aos golpes envolvendo o Pix em todo o país. A principal novidade é a ampliação do Mecanismo Especial de Devolução (MED), que agora passa a permitir o rastreamento e bloqueio do dinheiro mesmo depois que ele já foi transferido para outras contas. A medida busca aumentar as chances de recuperação de valores em casos de fraude e diminuir o prejuízo de vítimas de golpes virtuais, que cresceram significativamente nos últimos anos. O que é o Mecanismo Especial de Devolução (MED) O MED é uma ferramenta criada pelo Banco Central que permite que bancos e instituições financeiras: Bloqueiem valores oriundos de golpes; Rastreiem o caminho do dinheiro; Tentem recuperar a quantia para devolver à vítima. Antes da mudança, o sistema tinha uma grande limitação: ele só conseguia agir na primeira conta que recebia o dinheiro. O que mudou na prática Como funcionava antes ✅ Apenas a primeira conta que recebeu o Pix poderia ser bloqueada.❌ Se o golpista transferisse rapidamente o valor para outras contas, o dinheiro praticamente desaparecia do radar. Como funciona agora ✅ O dinheiro pode ser rastreado mesmo após ser repassado para várias outras contas.✅ O banco pode bloquear os valores nas contas seguintes.✅ As chances de devolução à vítima aumentam consideravelmente. Na prática, o sistema passa a seguir o rastro do dinheiro, não apenas a conta inicial. Em quais casos o MED pode ser usado O mecanismo só é permitido nos seguintes casos: ✔ Golpes confirmados;✔ Fraudes comprovadas;✔ Erros operacionais das instituições financeiras. Ele não pode ser usado quando: ✖ O próprio usuário envia dinheiro errado por descuido;✖ Há briga comercial entre cliente e empresa;✖ Há conflito entre pessoas de boa-fé. Prazo para pedir a devolução Após a vítima registrar a contestação, o prazo para tentativa de recuperação continua sendo de: ⏱ Até 11 dias após a notificação do golpe Quanto mais rápido a vítima comunicar o banco ou registrar o boletim de ocorrência, maiores as chances de recuperar o dinheiro. Quando a nova regra passa a ser obrigatória Atualmente, a adesão ao sistema ainda é opcional para os bancos.Porém, o Banco Central já definiu a data em que o uso se tornará obrigatório para todas as instituições financeiras: 📅 02 de fevereiro de 2026 A partir dessa data, todos os bancos e instituições de pagamento terão que adotar o novo formato do MED. O que muda para o cidadão Na prática, a nova regra traz mais proteção para quem usa o Pix: ✅ Mais chance de recuperar valores roubados✅ Menor vantagem para golpistas✅ Maior controle sobre transações fraudulentas✅ Mais segurança no uso do Pix Atenção continua sendo essencial Mesmo com a nova regra, especialistas alertam que a prevenção ainda é a principal proteção contra golpes. As principais recomendações continuam sendo: Desconfiar de ofertas boas demais; Não clicar em links desconhecidos; Evitar compartilhar dados pessoais; Conferir sempre o nome do destinatário antes de enviar um Pix.
Rodeios e cavalgadas movimentam a economia e fortalecem a cultura no interior de Mato Grosso
Nas regiões mais distantes dos grandes centros urbanos, a cultura se tornou uma das principais engrenagens de desenvolvimento econômico e social. Em Mato Grosso, onde o campo molda a identidade de dezenas de municípios, festas sertanejas, cavalgadas e rodeios deixaram de ser apenas entretenimento e passaram a ser verdadeiros motores de renda, turismo e geração de oportunidades. Esses eventos movimentam toda uma cadeia produtiva: pequenos comerciantes, ambulantes, artesãos, músicos, prestadores de serviço, hotéis, restaurantes e trabalhadores temporários. Em muitos municípios do interior, o calendário de festas é o que garante o sustento de centenas de famílias. Segundo o empresário Diogo Oliveira, responsável pela empresa Arena Dreams, especializada na organização de rodeios e campeonatos em Mato Grosso, cada edição representa um impacto direto na vida da população local. “O rodeio não é só esporte. Ele movimenta hospedagem, alimentação, comércio, transporte e serviço. É um ciclo de oportunidades. Nosso compromisso é entregar eventos profissionais, seguros e que preservem a cultura do nosso povo, valorizando os atletas e fortalecendo a economia das cidades”, destaca. Mato Grosso vira referência no circuito de rodeios Somente em 2025, o estado recebeu etapas em mais de 21 municípios, entre eles Nova Xavantina, Sorriso, Sinop, Tangará da Serra, Cáceres, Mirassol D’Oeste, Lucas do Rio Verde, Guarantã do Norte, Aripuanã e Diamantino. O crescimento acompanha o cenário nacional: no Brasil, o rodeio movimenta cerca de R$ 10 bilhões por ano, reunindo aproximadamente 9 milhões de pessoas, de acordo com dados da Confederação Nacional de Rodeios. Do campo para o mundo: a história de jovens peões A força dessa tradição também se reflete nas histórias de vida. O jovem peão Rafael Lana, de apenas 19 anos, já alcançou palcos internacionais. Ele começou acompanhando o pai desde criança, observando os treinamentos e bastidores dos rodeios. Hoje, já competiu em grandes eventos, como o Festival de Barretos e etapas nos Estados Unidos. “O rodeio é minha vida. Cresci acompanhando meu pai e hoje sou eu que entro na arena. Levar as raízes de Mato Grosso para o Brasil e o mundo é uma honra enorme”, afirma. Incentivo do poder público fortalece a tradição O fortalecimento do setor também conta com apoio institucional. A Assembleia Legislativa de Mato Grosso incluiu os peões de rodeio no Projeto Olimpus, programa estadual de incentivo ao esporte que concede bolsas e apoio financeiro a atletas de várias modalidades. O deputado estadual Alberto Machado (Beto Dois a Um), idealizador da inclusão dos peões no programa, defende a valorização da cultura sertaneja como política pública. “Apoiar o peão é apoiar toda a comunidade. Em muitas cidades, essa cultura é o que movimenta a economia e mantém as famílias trabalhando com dignidade”, afirmou. Além disso, a Lei Estadual nº 11.652/2021 reconheceu oficialmente rodeios, cavalgadas e práticas equestres como patrimônio cultural imaterial de Mato Grosso, garantindo mais segurança jurídica aos eventos e incentivando políticas públicas de fortalecimento do setor. Economia local aquecida: impacto real nas cidades Em municípios de menor porte, o impacto é ainda mais visível. A empresária Fernanda Albuquerque, dona de restaurante em Mirassol D’Oeste, relata que o faturamento cresce consideravelmente durante os eventos. “Em períodos de rodeio, minha renda aumenta em até 30%. Preciso me preparar com antecedência, contratar mais gente e ampliar os estoques”, conta. Já a artesã Maria Aparecida da Silva, que produz chapéus e cintos de couro, afirma que os eventos são sua principal vitrine. “Sem essas parcerias, eu não teria acesso a tanta gente. É o que mantém viva a cultura e o nosso trabalho”, diz. O empresário Joelson Mendes, dono de oficina mecânica em Pontes e Lacerda, também percebe o efeito. “A cidade muda completamente. Hotéis lotam, restaurantes ficam cheios e a procura por serviços aumenta muito. É uma época esperada por todos”, admite. Cultura que gera oportunidades e transforma realidades Mais do que tradição, os rodeios se tornaram uma ferramenta de desenvolvimento real para o interior de Mato Grosso. Eles geram emprego, aquecem a economia, valorizam a identidade regional e fortalecem o sentimento de pertencimento das comunidades. O que antes era apenas lazer, hoje é oportunidade, renda e futuro para milhares de famílias mato-grossenses.