O secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia (União Brasil), afirmou que o senador Jayme Campos (União) ainda não comunicou oficialmente ao partido sua pré-candidatura ao governo de Mato Grosso. Apesar disso, Garcia classificou como legítima a manifestação pública do senador e ressaltou que qualquer filiado da sigla tem o direito de se apresentar como pré-candidato. “É legítimo que o Jayme se coloque como pré-candidato” Ao comentar o vídeo publicado por Jayme nas redes sociais, Garcia foi explícito ao reconhecer o direito do senador: “Eu vi um vídeo do senador Jayme Campos no Instagram, onde ele se coloca como pré-candidato ao governo. É legítimo da parte do Jayme. Ele é senador da República, membro do partido, e qualquer filiado pode se colocar como pré-candidato aos cargos em disputa no próximo ano.” Mesmo com o reconhecimento, o secretário deixou claro que a discussão oficial ainda não começou. Decisão interna será tomada “no momento adequado” Fábio Garcia destacou que o União Brasil tratará do assunto no tempo certo e que não há qualquer definição interna: “Esse debate será feito internamente e no momento adequado.” A fala expõe, nos bastidores, a resistência da ala alinhada ao governador Mauro Mendes (União), que já declarou apoio ao vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) como seu sucessor. Jayme critica demora do União e diz que não recuará O próprio Jayme Campos afirma que sua decisão é respaldada pela cúpula nacional do União Brasil. Segundo ele, prefeitos, vereadores e diretórios municipais pressionam pela candidatura própria. O senador também disse que só recebeu convite para disputar o Senado novamente depois que fracassou a tentativa de aliança do União com o PL para apoiar Pivetta. Mauro Mendes manda recado No mesmo dia em que Jayme lançou sua pré-candidatura, o governador Mauro Mendes comentou a movimentação sem citar nomes, mas enviando um recado direto: “Existem pré-candidaturas de pessoas que têm mais de 30 anos na política. Espero que o Estado não erre, porque já pagamos um preço muito caro com gente inexperiente e desonesta em um passado muito próximo.” O que está em disputa A fala de Fábio Garcia reafirma o cenário:— Jayme se coloca publicamente;— O União Brasil estadual resiste;— A ala de Mauro Mendes trabalha pela candidatura de Pivetta;— O partido terá de enfrentar um debate interno inevitável nas próximas semanas. Por enquanto, Jayme mantém o discurso de que não recuará, enquanto Fábio Garcia reforça que a decisão será colegiada e tomada apenas “no momento adequado”.
STF anula decreto e libera descontos de consignados em MT
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, determinou a suspensão do decreto legislativo nº 79/2025, que impedia descontos de empréstimos consignados de servidores do Estado. A decisão atende a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) da Confederação Nacional do Sistema Financeiro (Consif) que alegou ser inconstitucional a medida dos parlamentares. O decreto da Assembleia Legislativa havia interrompido por 120 dias a cobrança de contratos de crédito consignado, cartão consignado de benefício, Crédito Direto ao Consumidor (CDC) e outras operações de crédito de servidores públicos estaduais que ultrapassem 35% da renda. Além de citar inconstitucionalidade, a confederação afirmou que o decreto invade competência da União sobre regulamentação de serviços financeiros.O ministro destacou que, embora o Estado possa ter tido boas intenções ao buscar a proteção do consumidor, a competência para legislar sobre o sistema financeiro e os contratos bancários é, de fato, da União. Além disso, a suspensão dos contratos, inclusive com a vedação de juros e multas, gera um “regime de privilégio creditício desproporcional e irrazoável” em favor dos servidores, com alto risco de impacto negativo para o sistema financeiro nacional.“Ante o exposto, com fundamento no art. 10, §3º, da Lei nº 9.868/1999, e no art. 21, inciso V, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, concedo a medida cautelar, ad eferendum do Plenário, para suspender a eficácia do Decreto Legislativo nº 79, de 2025, do Estado do Mato Grosso”, é a decisão.Assim, os descontos mensais serão retomados no Estado. O decreto Publicado em 6 de novembro de 2025, o Decreto Legislativo nº 079/2025, suspendia por 4 meses a cobrança dos cartões de crédito consignado, cartões de benefício, créditos diretos ao consumidor (CDC), firmados por servidores públicos estaduais. Pelo decreto fica proibido qualquer tipo de desconto em folha ou em conta corrente que, ultrapassem 35% da remuneração líquida do servidor. Apuração de irregularidades Durante os 120 dias de suspensão, uma força-tarefa deverá auditar todos os contratos e credenciamentos de instituições financeiras que operam com crédito consignado no Estado. O grupo será coordenado pela Controladoria-Geral do Estado (CGE) e deverá apresentar um relatório detalhado à Assembleia Legislativa com indícios de fraudes, irregularidades contratuais e práticas abusivas. Entre os pontos que serão apurados estão: • ofertas irregulares de empréstimos disfarçados de cartões de crédito; • juros abusivos; • falta de registro das operações no sistema Registrado, do Banco Central; • e falta de transparência nas informações apresentadas aos servidores.
Passagens aéreas em Mato Grosso estão entre as mais caras do país e chegam a custar 15% a mais que a média nacional
Viajar de avião em Mato Grosso continua pesando no bolso. Passageiros que embarcam nos aeroportos do estado pagam, em média, 15,16% a mais do que pagadores do restante do Brasil, segundo dados atualizados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Enquanto a tarifa média nacional de outubro de 2025 ficou em R$ 630,33, o valor médio pago em Mato Grosso alcançou R$ 725,90 — quase R$ 100 a mais por bilhete. Centro-Oeste segue entre as regiões mais caras para voar A Anac reforça que o comportamento não é isolado: historicamente, as regiões Centro-Oeste e Norte apresentam tarifas mais altas devido a: menor oferta de voos; longas distâncias percorridas; custos operacionais elevados; baixa competitividade entre companhias. O comparativo por empresa aérea mostra que todas as principais companhias cobram mais caro em Mato Grosso: 🔹 Azul — média nacional: R$ 720,36 | MT: R$ 807,26🔹 GOL — nacional: R$ 720,36 | MT: R$ 858,40🔹 Latam — nacional: R$ 720,36 | MT: R$ 884,07 Em todas elas, o aumento ultrapassa os R$ 100 em relação à média brasileira. Menos tarifas promocionais para quem embarca em MT Outro dado preocupante do painel tarifário: No Brasil, 51,9% das passagens são vendidas por até R$ 500. Em Mato Grosso, esse índice cai para apenas 44%. Ou seja, os passageiros mato-grossenses têm menos acesso a promoções. O custo por quilômetro voado também mostra desequilíbrio: Brasil: R$ 0,4975/km Mato Grosso: R$ 0,5154/km Preço alto e serviço falho: passageiros relatam transtornos Apesar de pagarem mais caro, usuários relatam problemas frequentes em voos envolvendo o Aeroporto Marechal Rondon, como atrasos, cancelamentos e extravios. “Cheguei de madrugada com as malas destruídas”, relata empresário O empresário Gustavo Oliveira enfrentou quase 12 horas de atraso para chegar de volta a Cuiabá, após uma conexão alterada no Rio Grande do Sul. Ele deveria desembarcar na terça (9), mas só chegou às 3h da madrugada do dia seguinte — e ainda teve as malas danificadas. “Descaso total. O passageiro precisa exigir documentação de atraso, como determina a Resolução 400 da Anac”, criticou. Família perde viagem inteira após mudança repentina de voo A empresária Camila Zanotto Surian Marchiore, 45 anos, também enfrentou prejuízos. A companhia alterou o horário do voo poucas horas antes do embarque, fazendo com que ela e a família chegassem ao destino somente à noite do dia 12 — inviabilizando um evento empresarial previsto em Barra de São Miguel (AL). Sem alternativas de voo e com reservas já pagas, a família não conseguiu viajar. “Foi um prejuízo enorme. Programamos tudo ao longo do ano. Perdemos hospedagem, deslocamentos e o compromisso”, relatou. Mercado é livre, diz Anac, mas fatores locais elevam preço A Anac explica que o mercado é livre desde 2001 e que vários fatores determinam as tarifas, incluindo: concorrência entre empresas; demanda local; infraestrutura aeroportuária; custo do QAV (querosene de aviação). Ainda assim, Mato Grosso segue entre os estados mais caros para voar — e com os passageiros mais insatisfeitos.
Barbudo afirma que Flávio pacifica a direita e acende alerta na esquerda após anúncio da pré-candidatura
O deputado federal Nelson Barbudo (PL-MT) avaliou que a indicação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como pré-candidato à Presidência colocou fim a um período de incertezas dentro da direita e devolveu ao ex-presidente Jair Bolsonaro o protagonismo sobre a definição do nome para 2026. Segundo Barbudo, nos últimos meses o ambiente interno do PL nacional era marcado por divergências de versões e especulações, já que diversos pré-candidatos buscavam sinalizações de Bolsonaro e cada encontro gerava uma interpretação distinta. “Acabou a fofoca de bastidor” Barbudo afirma que esse cenário desgastava a autoridade política do ex-presidente e alimentava tensões internas. Com o anúncio definitivo de Flávio Bolsonaro, ele acredita que o partido recupera estabilidade. “Cada um que ia conversar com o Bolsonaro saía com uma notícia diferente. Isso tirava o protagonismo dele como líder da direita. Tinha muita diferença nas conversas. O Bolsonaro colocou o Flávio, acabou a fofoca de bastidor”, afirmou. “Não há garantia absoluta, mas o jogo mudou” Embora apoie a escolha, Barbudo admite que ainda não existe certeza total de que Flávio será mantido como o nome final do PL na disputa presidencial. “Garantia 100%? A gente não sabe. Ainda tem muita coisa para passar debaixo da ponte, muita negociação”, ponderou o parlamentar. Primeira pesquisa acende alerta na esquerda, diz deputado Barbudo afirma que aliados se surpreenderam com o desempenho inicial do senador na primeira pesquisa divulgada após o anúncio da pré-candidatura. Segundo ele, Flávio apareceu em empate técnico com o principal nome da esquerda — resultado que, em sua avaliação, gerou reação imediata no campo adversário. “A primeira pesquisa deu empate técnico. O pessoal da esquerda está tremendo, está tremendo com certeza. Isso mostra que ele tem competitividade e pode chegar ao segundo turno tranquilo. E nós vamos chegar e vamos decidir a eleição”, disse. Cenário ainda em construção O movimento oficializa um novo capítulo nas articulações da direita para 2026 e reposiciona Flávio no tabuleiro presidencial, agora com aval público do pai e líder do PL. Enquanto isso, parlamentares aliados avaliam os próximos passos do partido e observam como a candidatura será recebida pelo eleitorado e pelas demais legendas que compõem a base bolsonarista. O MT Urgente seguirá acompanhando os desdobramentos.
Indicação de Flávio Bolsonaro à Presidência divide lideranças em MT; Max Russi vê candidatura como forte e com potencial de crescimento
A confirmação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como pré-candidato à Presidência da República, feita no fim de semana pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, provocou reações distintas entre lideranças políticas de Mato Grosso. A escolha, que contrariou setores da direita que aguardavam um nome de maior amplitude nacional, movimentou os bastidores e gerou avaliações divergentes sobre o impacto eleitoral do anúncio. Max Russi acredita na indicação e destaca força do nome O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi (PSB), adotou uma postura pragmática e demonstrou confiança na escolha feita pelo PL nacional. Para ele, Flávio Bolsonaro é um nome relevante dentro da direita e tende a entrar na disputa com força política. “É um candidato da direita, uma candidatura importante. Eu acreditava que seria outra pessoa pelo PL, mas é um nome forte. O PL é um partido estruturado em Mato Grosso, e essa candidatura tende a vir robusta”, avaliou o presidente da ALMT. A fala de Max Russi reforça que, apesar do elemento surpresa, a aposta no senador pode consolidar a unidade da direita e movimentar as bases bolsonaristas no país. Lideranças veem impacto, mas divergem sobre alcance nacional O deputado Júlio Campos (União Brasil) reconheceu que a decisão mexeu imediatamente com o cenário político, provocando — segundo ele — um verdadeiro “sacolejo” nacional. No entanto, ponderou que Flávio ainda não possui capilaridade suficiente para liderar uma disputa presidencial neste momento. “Ele é equilibrado, mas não tem ressonância nacional. A direita esperava que o escolhido fosse Tarcísio de Freitas. Havia consenso entre PL, Republicanos, União Brasil e Podemos para uma grande frente”, afirmou o parlamentar. Júlio não descarta que a indicação possa ser estratégica, funcionando como uma carta de negociação do PL com outros partidos da direita: “Talvez seja uma candidatura provisória para negociações. Mas ainda é cedo. Vamos aguardar.” Oposição vê estratégia para pressionar o Congresso Do outro lado, o deputado Lúdio Cabral (PT) interpretou o lançamento como uma ação calculada do grupo bolsonarista para interferir em votações no Congresso Nacional. “O lançamento da pré-candidatura do Flávio Bolsonaro é uma chantagem do clã Bolsonaro ao Centrão para aprovar a dosimetria e a anistia. As movimentações da extrema-direita são ruins e nocivas à democracia”, afirmou. Cenário segue em construção Enquanto aliados reforçam a legitimidade da escolha e a oposição aponta manobras políticas, a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro inaugura uma nova fase nas articulações da direita para 2026. Com o apoio público de Jair Bolsonaro e o reconhecimento de lideranças como Max Russi, a expectativa agora é acompanhar: como o PL organizará sua estrutura nacional; se a candidatura será mantida ou ajustada ao longo do processo; e qual será a recepção do eleitorado diante de um nome que, até então, não era tratado como favorito. O MT Urgente segue monitorando os próximos movimentos.
“Precisamos ensinar nossos filhos a respeitar as mulheres e denunciar esses crimes”, afirma governador
Durante o evento Laço Branco, nesta quarta-feira (10/12), o governador Mauro Mendes afirmou que é preciso ensinar desde cedo às crianças o respeito às mulheres e a importância de denunciar casos de agressão. Mauro anunciou que todas as escolas estaduais passarão a tratar o tema da violência contra a mulher como disciplina obrigatória a partir de 2026. “Não adianta jogar o problema para debaixo do tapete. Temos que ter coragem de falar sobre isso, de ensinar desde cedo aos nossos filhos o que é respeito. E ensinar que é preciso denunciar esse tipo de crime, inclusive no 181, que garante o anonimato”, reforçou. O evento Laço Branco foi promovido pelo Governo de Mato Grosso em parceria com o Tribunal de Justiça e Assembleia Legislativa. A iniciativa visa conscientizar a população masculina sobre o combate à violência contra a mulher. “Homens precisam entender que sua covardia vai ter consequência. Há um sentimento geral de impunidade, e isso tem resultado no aumento desse tipo de crime. Mas a lei endureceu para mais de 40 anos de prisão, com progressão de regime só depois de cumprir 55% da pena. Ou seja, é no mínimo 20 anos na cadeia. Nós precisamos mudar essa cultura de violência. É falar disso nas escolas, nas casas, nos grupos de amigos”, pontuou. O governador registrou que, apenas em 2025, a Segurança Pública de Mato Grosso conseguiu na Justiça mais de 17.100 medidas protetivas em favor das vítimas. Destas, em 99,96% dos casos, as mulheres foram efetivamente protegidas. “Nós tínhamos só duas Patrulhas Maria da Penha, hoje temos 41. Criamos 28 núcleos especializados, temos nove Delegacias da Mulher, botão do pânico, Sala Lilás, auxílio-aluguel de R$ 800 para as vítimas, e uma força policial preparada para agir. Todos os feminicídios em Mato Grosso foram esclarecidos e os autores presos e entregues à Justiça”, destacou. Também participaram do evento: o vice-governador Otaviano Pivetta; a senadora Margareth Buzetti; o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi; os deputados estaduais Chico Guarnieri, Carlos Avallone, Max Russi e Diego Guimarães; os secretários de Estado Fabio Garcia (Casa Civil), Cesar Roveri (Segurança), Cesar Miranda (Desenvolvimento Econômico), Allan Kardec (Ciência e Tecnologia), Vitor Hugo (Justiça), David Moura (Cultura e Esporte); o juiz Jamilson Haddad; o procurador-geral do Estado, Francisco Lopes; o presidente da Fiemt, Silvio Rangel; entre outras autoridades.