O cenário político de Cuiabá pode passar por uma reviravolta inesperada após uma decisão recente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).O ex-candidato a vereador Nicássio José Barbosa, irmão do deputado estadual Juca do Guaraná (MDB), conseguiu uma vitória parcial que poderá reabrir seu caminho político — e, de quebra, mudar a atual formação da Câmara de Vereadores. Decisão que muda o jogo O TJMT acatou o pedido de Nicássio para contabilizar como cumprimento de pena o período em que ele esteve submetido à medida cautelar de recolhimento domiciliar noturno, entre 12/07/2001 e 25/07/2005.Essa detração penal antecipa a data de extinção da pena, o que pode reduzir em mais de dois anos o prazo de inelegibilidade. Na prática, isso significa que Nicássio poderá: ✔️ Recorrer novamente ao TSE para tentar recuperar seus direitos políticos✔️ Solicitar o descongelamento dos votos que recebeu em 2024✔️ E, se isso ocorrer, provocar uma mudança direta na composição da Câmara Como fica o quadro na Câmara? Nicássio disputou as eleições de 2024 sub judice e teve 2.975 votos congelados. Se esses votos forem validados: A chapa do MDB atingiria o quociente eleitoral para abrir mais uma vaga O candidato Luís Cláudio (MDB), com 3.675 votos, assumiria uma cadeira O atual vereador Chico 2000 (PL), eleito com 3.098 votos, perderia o mandato Um movimento que, politicamente, mexe no equilíbrio de forças e muda a representação partidária no Legislativo da capital. ⚖️ Relembre o caso Nicássio Barbosa foi condenado como mandante da tentativa de homicídio do então suplente de vereador Sivaldo Campos, atacado em sua casa em outubro de 2000.Mesmo baleado duas vezes na cabeça, Sivaldo sobreviveu, mas ficou com sequelas graves. O crime foi interpretado como motivação política, já que Nicássio buscaria assumir a vaga do parlamentar. Linha do tempo: 2002 – Nicássio vai a júri; condenado a 9 anos e 8 meses 2005 – É preso após esgotamento dos recursos 2006 – Consegue regime semiaberto 2007/2008 – MP questiona cumprimento; ele volta a ser preso, mas é liberado novamente em 2009 2018 – Punição é considerada extinta; começa a contar inelegibilidade de 8 anos, que iria até 2026 2025 – TJMT reconhece parte do período cautelar como cumprimento de pena, podendo antecipar o fim da inelegibilidade O impacto político Caso o TSE aceite a tese e descongele os votos, o MDB ganha força imediata na Câmara, enquanto o PL perde representatividade. A decisão reacende debates sobre: Segurança jurídica das eleições Responsabilidade política de candidatos sub judice E o poder das decisões judiciais de alterar resultados eleitorais meses após a diplomação Uma coisa é certa: o tabuleiro político cuiabano pode mudar novamente nos próximos dias, e mais uma peça importante — ligada a um deputado influente — entra em jogo. O MT Urgente seguirá acompanhando cada movimento deste caso.
Acidente grave na MT-010 deixa cinco feridos, incluindo um bebê; um homem foi resgatado em estado grave pelo Ciopaer
Um acidente envolvendo três veículos deixou cinco pessoas feridas, entre elas um bebê, na manhã desta segunda-feira (15), na MT-010, no trecho entre Nossa Senhora da Guia e Acorizal. Um dos feridos, um homem, sofreu lesões graves e precisou ser resgatado pelo helicóptero do Ciopaer. Segundo informações preliminares, a colisão ocorreu na altura do km 45 da rodovia. Testemunhas relataram que um Jeep Commander preto teria tentado realizar uma ultrapassagem indevida, o que pode ter provocado o acidente.No entanto, todas as circunstâncias ainda serão investigadas pela Polícia Civil. As vítimas são duas mulheres, dois homens e um bebê. Até o momento, não há detalhes sobre o estado de saúde delas. O caso mais crítico é o do homem resgatado por via aérea, que foi encaminhado rapidamente para atendimento médico especializado. A pista precisou ser interditada durante o atendimento das equipes de resgate e para a realização da perícia, sendo liberada após os procedimentos. O caso segue sob investigação.
Com aval de Lula, Pedro Taques confirma ao MT Urgente que será pré-candidato ao Senado pelo PSB com apoio da Federação Brasil da Esperança
Por Alex Rabelo – Jornalista e Analista Político A disputa pelo Senado em Mato Grosso acaba de ganhar um novo protagonista — e de mudar completamente de rota. O ex-governador e ex-senador Pedro Taques confirmou exclusivamente ao MT Urgente que será pré-candidato ao Senado pelo PSB, com apoio da Federação Brasil da Esperança (PT–PV–PCdoB). Segundo ele, o convite partiu diretamente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que quer fortalecer o palanque federal no estado e construir uma candidatura competitiva no campo progressista. A confirmação rompe a expectativa de que Carlos Fávaro (PSD), atual ministro da Agricultura, seria o único nome viável no segmento de esquerda para 2026. Agora, a corrida muda de patamar. Taques confirma ao MT Urgente: “Serei pré-candidato ao Senado pelo PSB com apoio da federação” Pedro Taques foi direto ao ser questionado pela reportagem: “O convite veio do presidente Lula. Aceitei. Serei pré-candidato ao Senado pelo PSB, dentro do projeto da Federação Brasil da Esperança, que me ofereceu apoio. Mato Grosso precisa de representação séria, democrática e preparada.” A fala derruba qualquer dúvida que restava nos bastidores. Lula entra no jogo — e o PT declara apoio público ao projeto Taques Durante ato da Federação Brasil da Esperança, em Brasília, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, já havia deixado claro que o partido e seus aliados querem Pedro Taques como o nome do campo democrático em Mato Grosso. Edinho afirmou: “Nós vamos eleger Pedro Taques porque ele está do lado certo da história. Ele fortalece o projeto do presidente Lula e o palanque no estado.” O recado foi entendido como um alinhamento nacional — e uma mudança estratégica importante. Impacto imediato: Fávaro perde a condição de ‘candidato único’ da esquerda Até então, Carlos Fávaro, ministro da Agricultura, trabalhava intensamente para consolidar-se como o único representante da esquerda na disputa pela vaga ao Senado. Com a entrada de Taques no PSB, apoiado pela federação (PT–PV–PCdoB), Fávaro agora terá que: ✔️ Recalcular sua estratégia; ✔️ Redesenhar alianças locais; ✔️ Negociar novo espaço com o Planalto; ✔️ Disputar o mesmo eleitorado progressista. Fontes internas admitem que a mudança “cria uma pressão inédita” dentro do grupo governista. Por que Taques é estratégico para Lula e para o PSB? Porque reúne: experiência no Senado; trajetória de combate à corrupção; capacidade de diálogo entre diferentes blocos; nome já conhecido em todo o estado; histórico de defesa institucional. Para o governo federal, Taques ** fortalece o palanque de Lula**, amplia a base de apoio e cria competitividade real num estado considerado difícil. Federação Brasil da Esperança: apoio integral e articulação nacional Embora Taques seja filiado ao PSB, toda a federação articulada nacionalmente — PT, PV e PCdoB — trabalhará para consolidar sua candidatura. O entendimento é que: 📌 o PSB oferece estrutura partidária e capilaridade;📌 o PT garante a força do presidente Lula;📌 a federação unifica discurso e base social;📌 Taques apresenta viabilidade eleitoral e técnica. É uma aliança que surpreendeu o cenário político e força todos os demais pré-candidatos a reavaliar estratégias. A corrida ao Senado agora tem novo rumo A oficialização de Pedro Taques como pré-candidato pelo PSB com apoio da federação: desmonta o cenário antes dominado por Fávaro; reorganiza palanques no estado; coloca o governo Lula diretamente no debate eleitoral de MT; cria uma disputa interna no campo progressista; e inaugura um novo capítulo na política mato-grossense. O tabuleiro foi reinventado em poucas horas. A eleição de 2026 acaba de ganhar um protagonista com força nacional Com Taques na pista: Fávaro deixa de ser o único nome da esquerda; o PT ganha um candidato com competitividade; o PSB volta a ter protagonismo estadual; e Lula passa a ter um palanque estruturado em Mato Grosso. A disputa ao Senado, antes previsível, agora se torna uma das mais imprevisíveis e estratégicas do país.
“Ano perdido, mas ainda há salvação”: vereador Daniel Monteiro endurece críticas à gestão Abílio
O vereador Daniel Monteiro (Republicanos) voltou a se destacar como uma das vozes mais firmes — e solitárias — no enfrentamento à gestão do prefeito Abílio Brunini (PL) na Câmara de Cuiabá. Em entrevista concedida nesta quinta-feira (11), o parlamentar fez uma avaliação dura sobre o primeiro ano do governo, classificado por ele como “desperdiçado”, mas reforçou que sua cobrança não é pessoal, e sim dirigida a uma administração que, segundo ele, acumula justificativas, conflitos e promessas, mas ainda não entregou resultados concretos à população. Monteiro, que costuma ser criterioso e técnico em suas análises, recorreu à frase de Ariano Suassuna para explicar sua visão: prefere ser um “realista esperançoso”. Nesse espírito, disse que 2025 foi um ano perdido, marcado por brigas públicas, polêmicas, frases de efeito, confrontos desnecessários e muita lacração, em vez de projetos e ações. “Muita polêmica, muita lacração e pouca entrega. Esse primeiro ano foi desperdiçado. Mas acredito que, se ele ouvir mais, se descer do palanque e trocar alguns puxa-sacos por pessoas preparadas, ainda dá tempo de salvar o mandato”, afirmou. Crítica firme, mas com responsabilidade O vereador reforçou que sua posição não é motivada por rivalidade ou torcida contra o prefeito. Pelo contrário, ressaltou que a má gestão prejudica todos os cuiabanos — inclusive ele. “Eu sofro com os buracos, com a educação que não emancipa e com a saúde que é uma tragédia. Não quero que o Abílio dê errado. Quero que dê certo. Mas tem que fazer tudo diferente no ano que vem”, disse. Monteiro lembrou, ainda, que quando era vereador, o próprio Abilio adotou postura de “quanto pior, melhor”, o que agora, segundo ele, retorna como consequência para o atual prefeito. Republicanos se movimenta: críticas internas se acumulam As declarações de Monteiro reforçam um clima crescente de insatisfação dentro do Republicanos. Na semana passada, a vereadora Maysa Leão já havia feito críticas contundentes à condução da Prefeitura. Ela acusou o prefeito de governar baseado em discursos para viralizar nas redes sociais, mostrando, segundo ela, “despreparo emocional e incapacidade de gestão”. Maysa citou como exemplo a fala polêmica em que Abilio afirmou que não sentaria com o presidente Lula — atitude que, segundo a vereadora, tem custado recursos importantes para Cuiabá. “No outro dia ele diz que não tem dinheiro para pagar folha, para fazer Natal, para reformar praça. Mas também não busca o governo federal. O dinheiro é do povo cuiabano”, enfatizou. Em um dos trechos mais fortes, Maysa chamou o prefeito de “moleque” ao criticar vídeos de Abilio participando de corridas pelas ruas: “Como uma empresa séria vai investir em Cuiabá se tem um moleque disputando corrida enquanto a cidade está suja e abandonada?” Para ela, o primeiro ano confirmou um prefeito sem maturidade para liderar a capital: “O retrovisor agora é Abílio Brunini.” Enfrentamento técnico, não pessoal Com discursos alinhados, Daniel Monteiro e Maysa Leão têm sido as principais vozes que cobram postura, planejamento, entrega e responsabilidade da gestão Abilio. Monteiro, porém, faz questão de frisar: não é ataque, é fiscalização.E insiste na possibilidade de recuperação: “Se houver humildade, troca de equipe e compromisso verdadeiro com Cuiabá, ainda há salvação para este governo.” Uma avaliação dura, mas alinhada ao sentimento crescente de parte da população que cobra menos discurso e mais ação.
Cuiabá é a única capital do Brasil sem decoração de Natal — e a pergunta é: por quê?
Enquanto todas as capitais brasileiras receberam luzes, praças temáticas, árvores gigantes e programação especial para o Natal, Cuiabá viveu o dezembro mais apagado de sua história recente. A capital mato-grossense foi a única do país que não apresentou qualquer decoração natalina em espaços públicos neste ano, segundo levantamento do g1. Nas ruas, nem árvore, nem luzes, nem casa do Papai Noel.O que se vê são enfeites de iniciativa privada — shoppings, lojas e condomínios. E a pergunta inevitável que ecoa entre moradores é:por que Cuiabá não conseguiu decorar sequer uma praça? Prefeitura cita custos, reorganização e falta de recursos Em nota, a gestão de Abílio Brunini (PL) afirmou que 2025 foi um ano dedicado a “reorganizar as contas públicas” e a estruturar administrativamente o município. Por isso, decidiu priorizar áreas estratégicas e não destinou orçamento para celebrações ou iluminação natalina. A única ação ligada ao período é a carreta do Papai Noel, realizada em parceria com um banco privado, que percorre bairros mais distantes — uma iniciativa modesta diante do que outras capitais exibiram. Crises financeiras, decretos e cortes ajudam a explicar o cenário A alegação de falta de recursos não é novidade.Desde janeiro deste ano, três dias após assumir, o prefeito decretou calamidade financeira, afirmando que a situação da cidade era insustentável. O decreto perdeu validade, mas o discurso continuou o mesmo ao longo do ano. Mesmo com a economia medida pela prefeitura — R$ 217 milhões após revisão de contratos — o município ainda enfrenta: dificuldade de manter caixa, baixa capacidade de investimentos, risco de novo decreto de calamidade, e alta pressão sobre serviços essenciais. O Índice Firjan de Gestão Fiscal, que analisou dados de 2024, colocou Cuiabá no último lugar entre todas as capitais brasileiras, apontando fragilidade extrema na capacidade de investimento e gestão de recursos. Ao mesmo tempo, a dívida consolidada do município consome 62,2% da receita líquida, segundo dados oficiais. Mesmo assim, a prefeitura afirma que deve terminar o ano com superávit de R$ 422 milhões, superando a previsão anterior de déficit.O contraste entre austeridade, cortes e superávit também alimenta questionamentos. Enquanto isso, interior de Mato Grosso brilhou no Natal Ao contrário da capital, municípios como Várzea Grande, Rondonópolis, Sorriso, Sinop e Cáceres montaram estruturas completas, com árvores gigantes, túneis iluminados, programação festiva e decoração tradicional nas praças. A comparação tornou Cuiabá ainda mais alvo de críticas, principalmente nas redes sociais, onde moradores questionam a falta de planejamento e a ausência de algo simples que pudesse trazer acolhimento às famílias. Faltou dinheiro, reorganização ou planejamento? A justificativa oficial aponta para custo, despesas, ajustes e ausência de recursos.Mas especialistas em gestão pública lembram que: decorações podem ser feitas com baixo orçamento; parcerias com empresas são comuns em outras capitais; e o planejamento precisa ser antecipado, o que não ocorreu. Assim, a ausência total da decoração reacende um debate maior:Cuiabá é vítima apenas das contas públicas ou também da falta de planejamento? Independentemente da resposta, o fato concreto é que, em 2025, a “cidade verde” passou pelo Natal mais cinzento do país — o único sem brilho, sem luzes e sem espaços públicos preparados para a população.