Por Alex Rabelo Jornalista e Analista Político A Câmara Municipal de Cuiabá vota nesta sexta-feira (19) um pacote de medidas que corrige parte das perdas salariais acumuladas pelos servidores efetivos e comissionados. O reajuste era aguardado há quase uma década e atende reivindicações antigas da categoria. Segundo estudos da Casa, a defasagem salarial pelo IPCA chega a cerca de 45%, mas o Legislativo aprovou, neste momento, uma recomposição de aproximadamente 20%, respeitando os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal. Presidente da Câmara diz que decisão é “justa e necessária” A presidente da Câmara, vereadora Paula Calil (PL), afirmou que o pedido dos servidores chegou no início do ano e passou por análise de viabilidade financeira antes de ser aprovado. “São mudanças justas e necessárias após tantos anos de espera. Fizemos tudo com responsabilidade”, disse Paula. O procurador e presidente do Conselho de Servidores, Daniel Badre, destacou que a medida ajuda a reduzir perdas acumuladas: “Essa decisão reafirma o compromisso da gestão com o diálogo e a valorização do quadro efetivo.” O que muda com o novo pacote aprovado O projeto traz uma série de correções estruturais no Legislativo. Entre elas: 🔹 Atualização dos salários de efetivos e comissionados Recomposição estimada em 20%. 🔹 Correção dos subsídios dos secretários da Câmara e comissionados Os valores estavam congelados desde janeiro de 2017.Será aplicada a Revisão Geral Anual (RGA). 🔹 Readequação das funções comissionadas Inclui Fiscal de Contrato, funções da Mesa Diretora e cargos ligados à Procuradoria Legislativa. 🔹 Atualização da Verba Indenizatória (VI) Valores passam a refletir custos atuais da atividade parlamentar. 🔹 Ajuste no auxílio-saúde dos servidores efetivos Correção para acompanhar preços praticados no mercado. 🔹 Indenização de férias não gozadas por vereadores Permitida apenas em casos excepcionais. Impacto financeiro O impacto total previsto é de R$ 5 milhões em 2026.Segundo a administração da Casa, o valor cabe no orçamento do Legislativo e não compromete o funcionamento da instituição.
Elefanta Kenya morre no Santuário de Elefantes Brasil, em Chapada dos Guimarães
A elefanta Kenya, que vivia desde julho no Santuário de Elefantes Brasil (SEB) em Chapada dos Guimarães, morreu na manhã desta terça-feira (16) após apresentar complicações respiratórias. O animal vinha sendo acompanhado de perto pela equipe veterinária, e boletins sobre seu estado de saúde eram publicados regularmente nas redes sociais do Santuário desde o fim da última semana. Kenya era a segunda elefanta africana a viver no SEB. De personalidade reservada, porém afetuosa, ela chegou ao Brasil em julho de 2025 vinda da Argentina, onde permaneceu por cerca de 40 anos em um espaço inadequado. Antes disso, poucas informações são conhecidas sobre sua origem, além do registro de que teria pertencido a um zoológico alemão. Em nota de pesar, o Santuário lamentou profundamente a perda: “Ainda conseguimos imaginá-la fazendo seus pequenos ‘passos de dança’ e emitindo seus sons engraçados, sendo o espírito grande e belo que nos inspirou a chamá-la de ‘nossa dragão’. Há um vazio imenso no santuário, talvez um dos maiores que já sentimos.” Quadro clínico nos últimos dias Três dias antes da morte, o SEB havia informado que a elefanta apresentava alterações na respiração e iniciara tratamento com antibióticos. Kenya também enfrentava outros problemas de saúde decorrentes de décadas em cativeiro: excesso de peso e acúmulo de pele dificuldades nas patas e articulações complicações em uma das presas No sábado (13), ela demonstrou melhora, estava animada e se alimentou normalmente. Porém, no domingo (14) e na segunda-feira (15), decidiu se isolar em um galpão do santuário. Ela morreu na manhã desta terça-feira. Kenya será sepultada ao lado de Popy, elefanta que dividia o mesmo espaço e que faleceu em 10 de outubro deste ano. Antes do sepultamento, será realizada a necrópsia para identificação das causas exatas da morte. História e residentes do Santuário O Santuário de Elefantes Brasil hoje abriga cinco elefantes: Maia, Rana, Mara, Bambi e Guillermina.Outros seis já viveram no local e morreram após períodos de reabilitação e cuidados: Guida, Ramba, Pocha, Lady, Pupy e agora Kenya. O SEB é referência latino-americana na recuperação de elefantes vítimas de maus-tratos, cativeiro inadequado e abandono.