O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi (PSB), voltou a reforçar nesta semana sua prioridade absoluta no enfrentamento à violência contra a mulher. Reconhecido como um dos parlamentares que mais legislam, cobram e articulam ações nessa área, Russi afirma que o Estado precisa avançar de forma real e urgente na proteção das vítimas — e que leis aprovadas nos últimos anos não podem continuar sem execução plena. “É inaceitável conviver com esse cenário. Precisamos aplicar rigorosamente as políticas públicas e garantir proteção real às mulheres. A violência não pode ser normalizada, e muito menos tolerada”, destacou o deputado. Mato Grosso segue entre os estados com maiores índices de feminicídio do país. Para Russi, esse quadro exige ações rápidas e duras: “Não basta aprovar leis; elas precisam sair do papel. É dever do Estado proteger, amparar e punir com firmeza.” Um mandato marcado pelo combate à violência contra a mulher Max Russi transformou a pauta em uma marca de sua gestão. Desde que assumiu a presidência, colocou a defesa das mulheres no centro das prioridades da Casa, com leis, campanhas, debates, parcerias e fiscalização ativa sobre o Poder Executivo. Entre as iniciativas de maior impacto: 📌 Lei nº 11.100/2020 Cria protocolo de auxílio a mulheres em risco em bares, restaurantes e casas noturnas. 📌 Lei nº 11.366/2021 Determina que agressores paguem as despesas médicas e assistenciais das vítimas. 📌 Lei nº 11.795/2022 Institui guia completo de serviços públicos destinados às mulheres vítimas de violência. 📌 Lei nº 13.151/2025 Inclui a Campanha do Laço Branco no ordenamento estadual, fortalecendo o engajamento dos homens no enfrentamento à violência. 📌 Projeto de Lei nº 107/2025 Reserva vagas de emprego em contratos públicos para mulheres em situação de violência ou vulnerabilidade. Além disso, Russi ampliou o Agosto Lilás, fortaleceu a Procuradoria da Mulher e levou ações educativas para escolas, comunidades e órgãos públicos. “A Assembleia cumpre seu papel. Agora é responsabilidade do Executivo executar integralmente as políticas já aprovadas”, cobrou. Cobrança firme ao governo: mais de 60 leis aguardam execução Como presidente da Casa, Max Russi apresentou o Requerimento nº 548/2025, exigindo do governo do Estado cronogramas e dados sobre a aplicação de mais de 60 leis voltadas ao enfrentamento da violência doméstica. Segundo ele, a rede de proteção precisa funcionar de forma integrada: delegacias especializadas casas de passagem assistência social saúde apoio psicológico programas de autonomia financeira “A legislação só tem sentido quando chega a quem mais precisa. As leis estão aí — agora precisamos ver a execução”, reforçou o parlamentar. Parcerias institucionais e ações após casos recentes Após episódios de violência política de gênero registrados em Mato Grosso, Max Russi articulou diretamente com o Ministério Público Federal, deputada Janaína Riva e Procuradoria da Mulher a criação de um núcleo de enfrentamento à violência política contra mulheres dentro da própria Assembleia. O deputado também destinou emendas para: reforço das delegacias especializadas capacitação de equipes de atendimento abrigos e casas de passagem assistência jurídica e psicossocial programas de independência financeira Além disso, liderou debates públicos, audiências e campanhas educativas que alcançaram milhares de pessoas. MT lidera o ranking nacional de feminicídios Os dados são alarmantes: 27 feminicídios entre janeiro e junho de 2025, segundo a Sesp-MT 100% dos autores identificados 93% dos inquéritos concluídos Mato Grosso é o estado mais letal do Brasil para mulheres, com taxa de 2,5 feminicídios por 100 mil mulheres, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública “Precisamos construir uma nova realidade. E isso exige coragem, união e postura firme do poder público”, finalizou Max Russi.
Calor extremo coloca mais de 1,2 mil cidades em alerta; especialistas reforçam a importância da hidratação, especialmente para idosos
Por Alex Rabelo Jornalista e Analista Politico A onda de calor que avança pelo Brasil acendeu um alerta máximo em mais de 1.200 cidades, distribuídas por oito estados, que seguem sob aviso de “grande perigo” até a próxima segunda-feira (29). As temperaturas acima da média colocam milhões de brasileiros em risco, especialmente idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas. No dia a dia, os efeitos já são sentidos. Aos 81 anos, o senhor Ciro, que trabalha sob o sol vendendo picolé, descreve o impacto direto do calor no corpo: “Sinto tonteira, falta de ar, começo a suar frio”, relata. O marceneiro Fernando Oliveira reforça um alerta que médicos repetem diariamente: “Tem que tomar água de coco, porque sem hidratação não dá para sair nesse sol não.” Hidratação é a principal proteção — e idosos precisam de cuidado redobrado Com o calor extremo, o corpo perde água mais rápido e pode entrar em estresse térmico, quando a temperatura interna sobe a níveis perigosos.Nos casos mais graves, isso pode levar à perda de consciência, falência de órgãos e até morte. Os idosos são o grupo mais vulnerável, por três motivos principais: Sentem menos sede, mesmo quando o corpo precisa de água. Desidratam mais rápido, por alterações naturais do envelhecimento. Têm maior risco de tontura, queda de pressão e desmaios. Por isso, especialistas recomendam: Beber água ao longo de todo o dia, mesmo sem sede. Evitar exposição ao sol entre 10h e 16h. Optar por bebidas leves como água, sucos naturais e água de coco. Usar roupas frescas e permanecer em locais ventilados. Por que o calor extremo é tão perigoso? Temperaturas muito altas podem desencadear: exaustão por calor tonturas e desmaios câimbras desidratação severa insolação aumento da pressão arterial risco cardíaco agravamento de doenças respiratórias O alerta vale para toda a população, mas especialmente trabalhadores que atuam ao ar livre, idosos, crianças pequenas e pessoas com comorbidades.
Correios fecham empréstimo de R$ 12 bilhões com grandes bancos para reforçar caixa
Por Alex Rabelo – Cuiabá – MT Os Correios assinaram, nesta sexta-feira (26), um empréstimo de R$ 12 bilhões com cinco dos maiores bancos do país, em uma tentativa de fortalecer o caixa da estatal após 12 trimestres consecutivos de prejuízos. O contrato foi publicado neste sábado (27) no Diário Oficial da União e tem garantia da União — ou seja, o governo federal assegura a operação, reduzindo o risco para as instituições financeiras envolvidas. Quem está financiando os Correios? O empréstimo foi firmado com: Itaú Bradesco Santander Banco do Brasil Caixa Econômica Federal O acordo tem validade até 2040 e integra o plano de reestruturação financeira da estatal. Por que os Correios precisaram do empréstimo? A empresa passa por uma grave crise, acumulando perdas durante três anos seguidos.O reforço financeiro é visto como essencial para manter as operações, reorganizar dívidas, modernizar serviços e tentar recuperar a saúde financeira. Na semana passada, o Tesouro Nacional já havia autorizado a operação, após os bancos apresentarem condições para o financiamento. A garantia da União foi determinante para que o crédito fosse liberado, oferecendo segurança jurídica e financeira ao setor bancário. O que muda na prática? Segundo o governo, o empréstimo deve permitir: pagamento de dívidas acumuladas, investimentos em modernização, readequação da estrutura interna, manutenção dos serviços em todo o país. Os Correios afirmam que o plano de recuperação é essencial para manter a empresa ativa e competitiva, especialmente diante da redução de receitas e do aumento da demanda por serviços digitais.
Justiça restabelece validade nacional das novas regras da CNH e derruba suspensão em Mato Grosso
O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) decidiu, nesta terça-feira (23), manter em vigor em todo o país as novas regras do Contran que simplificam a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).A decisão suspende a ordem da Justiça de Mato Grosso, que havia impedido a aplicação da norma no estado. A Resolução nº 1.020/2025, que integra o programa CNH do Brasil, continua válida e passa a ter aplicação uniforme em todos os estados. Por que a decisão foi revertida? Ao atender o pedido da União, o desembargador João Batista Moreira destacou que: as novas regras já estão funcionando em 16 estados, como São Paulo, Piauí, Paraná e Alagoas; os demais Detrans ainda estão em fase de adaptação; a suspensão apenas em Mato Grosso criaria tratamentos diferentes para um serviço que é nacional, prejudicando a isonomia e causando insegurança jurídica. O magistrado afirmou que manter a decisão anterior poderia gerar um “risco concreto ao interesse público”, afetando a coordenação do Sistema Nacional de Trânsito. CNH do Brasil já tem quase 46 mil solicitações Segundo dados do Governo Federal, desde o lançamento da plataforma em 9 de dezembro, já foram registrados 46 mil pedidos de CNH pelas novas regras nos Detrans de todo o país. O consultor jurídico do Ministério dos Transportes, Marconi Filho, afirmou que a decisão do TRF-1 reforça a legalidade e a constitucionalidade do programa, garantindo segurança jurídica para sua continuidade. Entenda o que muda com as novas regras da CNH A iniciativa foi anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, no início de dezembro. As principais mudanças são: Curso teórico gratuito e totalmente on-line Renovação automática da CNH para motoristas que não têm infrações Fim da obrigatoriedade de aulas presenciais em autoescolas Redução da carga prática de 20 horas para apenas 2 horas Permissão para aprender com instrutores autônomos Possibilidade de realizar aulas em veículo próprio, desde que regularizado O objetivo, segundo o Governo Federal, é facilitar o acesso à habilitação e beneficiar mais de 20 milhões de brasileiros que dirigem sem CNH por falta de condições financeiras. Impacto nacional e alerta do TRF O TRF-1 também alertou que decisões isoladas, como a que havia suspendido a norma em Mato Grosso, podem provocar travas em políticas públicas nacionais, criando desorganização e paralisações com efeitos em cadeia. Com a decisão desta terça-feira, as regras passam a valer integralmente em todo o Brasil enquanto o processo segue em tramitação.
Relembre as decisões e polêmicas que marcaram o 1º ano de Abilio como prefeito de Cuiabá
O primeiro ano do prefeito Abilio Brunini (PL) à frente da Prefeitura de Cuiabá foi marcado por uma gestão de ruptura com o modelo anterior, guiada por um discurso permanente de crise financeira herdada, cortes de gastos, reorganização da máquina pública e decisões que provocaram forte reação popular, política e institucional ao longo de 2025. Primeiro ano de mandato de Abilio Brunini foi marcado por ajustes fiscais, reformas administrativas e polêmicas. Desde a posse, em janeiro, Abilio deixou claro que adotaria uma administração de confronto, tanto com estruturas internas da prefeitura quanto com setores externos, como universidades, concessionárias, sindicatos e até aliados políticos. A narrativa central do governo foi a de que Cuiabá estaria “quebrada”, o que justificaria medidas duras, mudanças abruptas e revisões de políticas públicas consolidadas. Posse, orçamento robusto e o discurso da crise Abilio assumiu a prefeitura com um orçamento de R$ 5,4 bilhões para 2025, o maior da história de Cuiabá, valor que, paradoxalmente, não impediu o prefeito de afirmar, logo nos primeiros dias, que o município enfrentava um cenário de desequilíbrio financeiro severo, especialmente nas áreas de Saúde e Educação. Abilio Brunini tomou posse no dia 1º de janeiro de 2025 – Foto: Camila Freitag/TVCA Ainda em janeiro, o prefeito passou a defender publicamente a necessidade de cortes, revisão de contratos e contenção de despesas, ao mesmo tempo em que prometia manter serviços essenciais e honrar compromissos básicos, como salários e benefícios. Primeiros 100 dias: ações visíveis e resposta imediata Para demonstrar capacidade de gestão e dar respostas rápidas à população, a administração apostou em ações de alto impacto visual. Nos primeiros 100 dias, a prefeitura divulgou o recolhimento de cerca de 40 mil toneladas de lixo e a realização de mais de 6 mil operações de tapa-buracos, iniciativas amplamente exploradas como símbolo de retomada da zeladoria urbana. Nos primeiros 100 dias de governo, Abilio Brunini apostou em ações de zeladoria, cortes de gastos e cumprimento de promessas de campanha. – Foto: Reprodução Essas ações tiveram forte repercussão popular, principalmente por atingirem diretamente o cotidiano dos cuiabanos, e ajudaram a sustentar a narrativa de que a prefeitura estava “voltando a funcionar”, apesar da crise financeira alegada. Fim da taxa de lixo: promessa cumprida e capital político Um dos momentos de maior aprovação popular ocorreu quando Abilio formalizou a extinção da taxa de lixo para imóveis residenciais, uma das promessas centrais da campanha eleitoral. Extinção da taxa de lixo reforçou o discurso de cumprimento de promessas, enquanto a gestão alegava crise financeira herdada. – Foto: Reprodução A medida foi apresentada como um gesto de alívio financeiro às famílias e reforçou a imagem do prefeito como alguém disposto a rever cobranças impopulares, mesmo em um cenário de ajuste fiscal. Educação no centro da crise fiscal A área da Educação rapidamente se tornou um dos principais focos de desgaste do governo. Para garantir o pagamento do 1/3 de férias sobre os 45 dias de descanso dos professores, Abilio anunciou o remanejamento de R$ 4 milhões, retirando recursos previstos para reformas em escolas. A decisão gerou forte reação de sindicatos, educadores e vereadores, que criticaram a escolha de sacrificar infraestrutura escolar para honrar um direito trabalhista. O episódio escancarou o dilema vivido pela gestão: falta de recursos para atender simultaneamente todas as demandas. O prefeito chegou a discutir mudanças no modelo de pagamento, mas recuou diante da pressão política e social. Saúde: déficit, alerta financeiro e mudanças estruturais A Saúde foi apontada pelo próprio prefeito como o setor mais crítico da administração. Com um déficit projetado de R$ 120 milhões, Abilio decretou alerta financeiro, determinando a priorização de despesas essenciais. Nesse contexto, defendeu uma mudança profunda no modelo de gestão hospitalar, propondo que o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) e o Hospital São Benedito deixassem de ser geridos integralmente pelo município e passassem à responsabilidade do Estado. A proposta provocou debate intenso, por representar uma mudança estrutural no sistema de saúde da capital. Ao mesmo tempo, a inauguração do Centro Médico Infantil Antonny Gabriel ganhou destaque por seu caráter simbólico: a unidade leva o nome de uma criança que morreu após falha no atendimento da rede pública, tornando-se um marco emocional e político da gestão. Reforma administrativa e crise com a vice-prefeita Em agosto, Abilio aprofundou a reestruturação da máquina pública ao fundir as secretarias de Educação, Esporte e Cultura, sob o argumento de economia de R$ 4 milhões. No mesmo período, transformou o IPDU em secretaria própria, reforçando a centralização de decisões estratégicas. Reforma administrativa do primeiro ano de governo unificou Educação, Esporte e Cultura em meio ao discurso de ajuste fiscal. – Foto: Jorge Pinho O mês também ficou marcado por um dos episódios mais explosivos do ano: a vistoria surpresa na Semob, onde o prefeito questionou a presença de uma maca de massagem. O episódio gerou atrito direto com a então secretária e vice-prefeita Vânia Rosa, que acabou exonerada da pasta. O caso evoluiu para judicialização, com ação movida por declarações consideradas misóginas e difamatórias, aprofundando a crise política interna da gestão. UFMT, reconhecimento facial e embates públicos Outro momento de forte repercussão ocorreu quando Abilio criticou duramente a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), afirmando que a qualidade do ensino seria “uma bosta” e que a instituição estaria politizada. A fala gerou reação imediata da comunidade acadêmica e ampliou o desgaste do prefeito com setores educacionais. No mesmo período, a prefeitura implantou o programa “Aluno Presente”, com câmeras de reconhecimento facial em 172 escolas municipais, medida que dividiu opiniões entre quem defendia mais segurança e quem alertava para riscos à privacidade de crianças e adolescentes. Câmeras inteligentes monitoram frequência e ajudam a reduzir desperdício de merenda em Cuiabá. – Foto: Erlan Aquino CPI, centralização e disputas institucionais Abilio também protagonizou embates institucionais ao comparecer à CPI da CS Mobi, levando documentos e denunciando suposto favorecimento à concessionária em gestões anteriores, e ao editar o decreto que centralizou nele a representação oficial do município, gerando críticas sobre autoritarismo e redução da autonomia de secretários. POLÊMICAS Crise na Semob: Vistoria surpresa e exoneração da vice-prefeita. Ataque à UFMT: Fala ofensiva gerou revolta nacional. Poder: Decreto restringe representação oficial ao prefeito. Escolas: Facial em 172 unidades divide opiniões. CPI Mobi: Denúncia
Roda de carreta se solta, atinge e mata mulher na BR-163; caso gera comoção no Nortão
Uma tragédia chocou a região de Terra Nova do Norte na tarde desta sexta-feira (26). Márcia Maria Jacinto Silveira, de 55 anos, morreu após ser atingida por uma roda de carreta bitrem que se desprendeu do veículo em movimento, na altura do km 1001 da BR-163, próximo à Quinta Agrovila. Segundo informações apuradas pelo MT Urgente, a polícia foi acionada por volta das 14h30 para atender a ocorrência. Roda atravessou a pista e atingiu a vítima no acostamento Ao chegar ao local, a equipe encontrou o caminhão bitrem parado às margens da rodovia.O motorista relatou que seguia sentido Peixoto de Azevedo quando a roda traseira se soltou inesperadamente. A peça metálica atravessou a pista, saiu rolando em alta velocidade e atingiu Márcia, que estava fora do carro, no acostamento. O impacto foi violento, causando ferimentos graves e extensos na vítima. Vítima não resistiu Márcia chegou a ser socorrida e levada ao Hospital Regional de Peixoto, mas não resistiu aos ferimentos. A roda percorreu ainda cerca de 100 metros após acertar a mulher.O motorista contou que não percebeu o desprendimento no momento e só parou aproximadamente 2 km depois. Investigação em andamento A Polícia Civil e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) estiveram no local e já iniciaram os procedimentos para investigar as causas do acidente.A principal linha de apuração é a possibilidade de falha mecânica ou problema de manutenção no sistema de rodas do veículo. A morte de Márcia provoca forte comoção na região, e o caso segue sob investigação.
Corpo de Bombeiros de MT atendeu mais de 13,8 mil acidentes de trânsito em 2025
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) atendeu 13.879 ocorrências de acidentes de trânsito entre janeiro e novembro de 2025. O número já se aproxima do total registrado em todo o ano de 2024, quando foram contabilizados 15.059 atendimentos. Entre as categorias atendidas em 2025, os acidentes com motocicletas representam a maior fração dos registros, somando 10.697 ocorrências, o equivalente a 77% de todos os acidentes de trânsito atendidos pela corporação nos 11 meses do ano. Em seguida, aparecem ocorrências com automóveis (1.304), bicicletas (1.157), caminhões (213), caminhonetes (103), pedestres envolvidos em atropelamentos (379) e ônibus (26). No comparativo com o mesmo período de 2024, houve queda nos atendimentos envolvendo automóveis e ônibus, enquanto os acidentes com bicicletas apresentaram aumento. Assim como no ano anterior, agosto foi o mês com maior número de acidentes envolvendo motocicletas em 2025, registrando 1.212 atendimentos. Novembro também apresentou índice elevado, com 1.068 casos. Em 2024, os maiores picos haviam sido registrados em agosto (1.187), junho (1.055) e setembro (1.016). O diretor operacional adjunto do CBMMT, major BM Felipe Mançano Saboia, destacou que grande parte das ocorrências de acidentes de trânsito registradas pela corporação envolvem motociclistas, seguida de acidentes com automóveis, e que esse número poderia ser reduzido com a adoção de comportamentos seguros no trânsito. “É essencial que os motociclistas utilizem corretamente o capacete, mantenham atenção constante durante a pilotagem e realizem a revisão periódica das motos. Já os motoristas devem revisar seus veículos com regularidade, utilizar o cinto de segurança e garantir o uso adequado da cadeirinha para crianças. Além disso, é fundamental manter a atenção ao volante, respeitar a velocidade compatível com a via e adotar uma condução defensiva. São atitudes simples, mas que fazem a diferença e contribuem para a prevenção de acidentes”, afirma o major. Orientação O Corpo de Bombeiros reforça que a adoção de práticas de direção defensiva é essencial para prevenir acidentes de trânsito. Motociclistas devem utilizar equipamentos de proteção, manter velocidade compatível com as vias e evitar manobras arriscadas. Ciclistas devem circular em locais apropriados, manter iluminação adequada e utilizar capacete. Pedestres devem priorizar travessias em faixas e locais sinalizados. O uso de bebidas alcoólicas ao dirigir ou pilotar é proibido e aumenta significativamente o risco de acidentes, colocando em perigo tanto o condutor quanto outras pessoas no trânsito. Em caso de acidentes, a corporação orienta que o atendimento de emergência seja acionado pelo telefone 193, com informações claras sobre o local e a situação da ocorrência, garantindo agilidade no deslocamento e na prestação de socorro.