Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News A política de Mato Grosso já não está mais em aquecimento. A bandeira verde foi levantada silenciosamente, e quem acompanha os bastidores sabe: a corrida começou. Oficialmente, todos dizem que ainda é cedo. Extraoficialmente, ninguém solta o volante, ninguém tira o pé do acelerador e todo mundo já conversa pelo rádio do box. Como em toda corrida maluca, o grid é imprevisível. Tem carro que larga forte demais, tem piloto experiente economizando pneu, tem motor potente escondido na sombra e tem aqueles que juram que só estão “testando a pista”, mas já estão com macacão, capacete e equipe completa. A disputa acontece em duas pistas simultâneas — e qualquer erro em uma delas muda completamente a outra: Palácio Paiaguás (Governo do Estado) Senado Federal (duas vagas em jogo) 🏁 PISTA 1 — Governo de Mato Grosso “Quem vira líder cedo demais, vira alvo antes da hora” Carro 01 — “Touro do Planalto” (Wellington Fagundes – PL) Wellington Fagundes corre como quem conhece bem o traçado. Está solto na pista, aparece bem nos primeiros mapas eleitorais, percorre o interior com constância e já pilota em modo campanha. O PL trabalha para ter projeto próprio em Mato Grosso, alinhado ao discurso nacional, mas sem perder completamente a leitura local. Nos bastidores, a leitura é direta: Fagundes hoje é referência de largada, mas isso cobra preço. Quem sai na frente cedo demais vira alvo preferencial. Cada fala vira radar, cada movimento é analisado como tentativa de ultrapassagem irregular. Na corrida maluca: é o carro que dispara logo na largada e obriga os outros pilotos a decidir rápido: arriscar a ultrapassagem agora ou esperar o desgaste natural. Carro 02 — “Máquina Administrativa 4×4” (Otaviano Pivetta – Republicanos) Pivetta corre com cálculo. Sabe que, se Mauro Mendes mudar de prova e entrar na disputa ao Senado, assume o governo e passa a correr com vantagem institucional, estrutura e visibilidade. O problema é que, nos boxes, ainda se escuta um barulho estranho no motor. Há quem diga que o carro oscila: ou engrena de vez, ou pode ficar pelo meio do caminho. O desafio de Pivetta é provar que não depende apenas do vácuo do atual governo e que tem tração própria para sustentar a corrida até o fim. Na corrida maluca: é o carro forte que aguarda o momento certo para acelerar — mas sabe que não pode errar a troca de marcha. Carro 03 — “V8 da Tradição” (Jayme Campos – União Brasil) Jayme Campos é o piloto veterano que conhece cada curva da pista. Já avisou que pretende disputar 2026 e segue articulando com calma, conversando com vários boxes e mantendo influência real no grid. Nos bastidores, ninguém subestima Jayme. Sua experiência pesa, e ele sabe exatamente quando atacar e quando esperar. Pode ser protagonista ou fiel da balança — e, em corridas longas, esse papel costuma decidir campeonatos. Na corrida maluca: é o carro pesado, clássico, que faz curva com autoridade e chega quando muitos acham que ele já tinha ficado para trás. Carro 04 — “Ambulância Progressista Turbo” (Natasha Slhessarenko – PSD) Natasha entra na pista tentando ser o rosto da esquerda ao governo. Trabalha discurso, narrativa e alinhamento ideológico, mas nos bastidores há quem leia sua candidatura mais como peça tática do que como projeto final. A leitura política corrente é que sua presença pode servir para dificultar o avanço de Pivetta e, ao mesmo tempo, ajudar a organizar o palanque do PSD para o Senado, onde Carlos Fávaro busca a reeleição. Na corrida maluca: é o carro que não disputa a reta principal, mas interfere diretamente no fluxo da corrida. Carro 05 — “Piloto da Habilidade” (Max Russi – PSB / Podemos no radar) Max Russi é o carro silencioso que mais cresce no radar. À frente da Assembleia Legislativa, construiu uma gestão marcada por diálogo, articulação e execução. Nos corredores, já se fala abertamente que ele é o nome mais preparado para dar continuidade ao modelo administrativo de Mauro Mendes, com aceitação do grupo político e boa leitura popular. Evita exposição desnecessária, observa o desgaste alheio e mantém o motor sempre ajustado. Corre no tempo certo. Há quem diga, inclusive, que pode sair dessa corrida como o deputado mais votado do Estado, independentemente do próximo passo. Na corrida maluca: é o carro de farol baixo que aparece forte quando os líderes começam a se enroscar. PISTA 2 — Senado Federal “Duas vagas, curvas fechadas e empurra-empurra garantido” Carro 06 — “Foguete do Paiaguás” (Mauro Mendes – União Brasil) Se Mauro Mendes entra nessa pista, o grid muda instantaneamente. Alta aprovação, peso administrativo e forte recall eleitoral fazem seu carro largar na frente só de ligar o motor. Mas sua decisão mexe em toda a corrida: muda o jogo do governo, redistribui forças e redefine alianças. Na corrida maluca: é o carro que altera o ritmo da prova sem precisar forçar ultrapassagem. Carro 07 — “Mulher-Maravilha” (Janaina Riva – MDB) Janaina corre com torcida e holofote. Onde passa, gera barulho. Aparece forte nos cenários ao Senado, mas nos bastidores cresce a especulação de que pode recalcular a rota e disputar outro cargo, dependendo do arranjo final. Na corrida maluca: é o carro que atrai a arquibancada — e isso muda toda a dinâmica da pista. Carro 08 — “Trator de Brasília” (Carlos Favaro – PSD) Fávaro vem com força institucional, apoio nacional e trabalha para ser o principal nome da esquerda ao Senado. Articula silenciosamente, constrói alianças e tenta evitar isolamento. Na corrida maluca: é o carro que não faz show, mas empurra a prova com força constante. Carro 09 — “Retorno do Ex” (Pedro Taques – PSB) Pedro Taques voltou — e voltou falando grosso. Com discurso duro, promete “soltar bombas”, diz não ter rabo preso e já provoca desconforto no grid. Sua simples presença obriga os outros pilotos a recalcular estratégias. Na corrida maluca: é o carro que reaparece na pista e faz o