Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News Uma mudança prevista para entrar em vigor a partir de 2026 deve alterar a forma como milhões de brasileiros renovam a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A nova regra, criada para simplificar o processo e reduzir custos, não irá beneficiar motoristas com 70 anos ou mais, que continuarão obrigados a seguir o modelo tradicional de renovação. A medida está prevista na Medida Provisória nº 1.327, publicada no Diário Oficial da União (DOU), e estabelece um sistema de renovação automática da CNH para parte dos condutores, desde que atendam a critérios específicos. Quem poderá renovar a CNH automaticamente De acordo com o texto da MP, a renovação simplificada será permitida apenas para motoristas considerados regulares, ou seja, aqueles que: não tenham restrições médicas, mantenham bom histórico no trânsito, não apresentem pendências administrativas. Para esse grupo, o processo poderá ser feito de forma automática, sem a necessidade de comparecimento presencial aos órgãos de trânsito e sem a repetição de etapas já cumpridas em renovações anteriores. Idade limita acesso ao novo benefício Apesar da proposta de modernização, a idade foi definida como critério decisivo para acesso ao novo modelo. Motoristas com 70 anos ou mais ficarão fora da renovação automática e continuarão obrigados a realizar o procedimento presencialmente, incluindo a realização de exames médicos periódicos. Para essa faixa etária, nada muda: a validade da CNH permanece em três anos; a renovação exige avaliação médica obrigatória; o comparecimento a unidades credenciadas continua sendo necessário. Segundo o governo federal, a decisão tem como base critérios de segurança viária, levando em conta que o envelhecimento pode provocar alterações nos reflexos, na visão e na capacidade de atenção, o que exige acompanhamento mais frequente. Como ficam as outras faixas etárias A regra atual de validade da CNH permanece para os demais motoristas: Condutores com até 49 anos: validade de 10 anos; Motoristas entre 50 e 69 anos: validade de 5 anos e possibilidade de adesão à renovação automática; Motoristas com 70 anos ou mais: validade de 3 anos, sem acesso ao novo sistema. Debate sobre inclusão e segurança Especialistas em mobilidade urbana apontam que a nova regra deve gerar debates sobre inclusão, autonomia e direitos da população idosa, especialmente diante do aumento da expectativa de vida e da permanência ativa de idosos na sociedade. O governo, por sua vez, sustenta que a medida busca equilibrar modernização administrativa com segurança no trânsito, garantindo maior controle da condição de saúde dos condutores mais velhos e reduzindo riscos para todos os usuários das vias.
União ou Desunião Brasil? Partido patina, pressão cresce e deputados cobram decisão coletiva para 2026
Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News A indefinição do União Brasil em Mato Grosso sobre o cenário eleitoral de 2026 deixou de ser apenas um incômodo restrito aos bastidores e passou a gerar pressão aberta dentro do partido. Deputados estaduais, federais, prefeitos e lideranças regionais cobram uma posição clara da sigla, principalmente em relação à disputa pelo Governo do Estado. O desconforto envolve diretamente a condução estadual do partido, hoje sob forte influência do governador Mauro Mendes, que tem defendido publicamente o nome do vice-governador Otaviano Pivetta como seu sucessor natural. Por outro lado, cresce dentro do próprio União Brasil um movimento que defende protagonismo partidário, com decisão construída de forma coletiva, reunindo todas as lideranças da sigla. Direção nacional pressiona por candidatura própria A pressão não vem apenas do cenário local. Segundo o deputado estadual Júlio Campos, a direção nacional do União Brasil tem defendido que o partido apresente candidato próprio ao Palácio Paiaguás, condizente com o tamanho da legenda e com a estrutura administrativa e política que hoje comanda em Mato Grosso. Essa posição reforça o incômodo interno, já que, até o momento, não houve nenhuma reunião formal para discutir nem mesmo as chapas proporcionais, muito menos a candidatura majoritária ao governo. Jayme Campos se colocou como candidato desde o início Um dos nomes centrais desse debate é o do senador Jayme Campos. Desde o início das conversas sobre a sucessão de Mauro Mendes, Jayme deixou claro, em diversas entrevistas, que tem interesse em disputar o governo e que está à disposição do partido. Com trajetória consolidada — ex-governador, ex-prefeito, ex-senador e uma das principais lideranças políticas do Estado — Jayme tem intensificado visitas ao interior, dialogado com prefeitos e lideranças locais e buscado ampliar sua musculatura política dentro e fora do União Brasil. Em entrevistas recentes, o senador tem sido cuidadoso ao afirmar que respeita a decisão pessoal de Mauro Mendes em apoiar Otaviano Pivetta, mas faz questão de frisar que esse apoio não representa, necessariamente, a posição oficial do partido. Para Jayme, a definição do candidato ao governo precisa ser coletiva, construída com a participação de deputados, prefeitos, vereadores e da direção nacional do União Brasil, e não fruto de uma decisão individual. Risco de divisão preocupa bastidores Nos bastidores, aliados avaliam que Jayme Campos reúne experiência administrativa, trânsito político amplo e apoio que extrapola o União Brasil. A leitura interna é de que ignorar esse peso político pode gerar consequências eleitorais. Entre as hipóteses levantadas, está a possibilidade de Jayme Campos buscar outro caminho partidário, o que poderia fragmentar o grupo governista, retirar votos do projeto apoiado por Mauro Mendes e, em um cenário mais extremo, abrir espaço para o avanço de adversários, como o senador Wellington Fagundes, pré-candidato ao governo pelo PL. Há ainda quem avalie que, em um eventual segundo turno, alianças cruzadas poderiam redesenhar completamente o tabuleiro político, enfraquecendo o candidato do atual governo. Prefeitos do interior cobram protagonismo A pressão também cresce no interior do Estado. Prefeitos eleitos pelo União Brasil, especialmente após o desempenho expressivo da sigla nas eleições municipais de 2024, defendem que o partido lidere a disputa em 2026, apresentando candidato próprio ao governo. Para esses gestores, abrir mão do protagonismo após conquistar capilaridade administrativa e política seria um erro estratégico. Falta de diálogo incomoda deputados Apesar da pressão nacional, da disposição de Jayme Campos e da cobrança dos prefeitos, deputados estaduais relatam falta de diálogo interno. Segundo eles, nenhuma reunião oficial foi convocada para discutir o cenário eleitoral, o que começa a afetar, inclusive, a formação das chapas proporcionais. “O partido precisa sentar, reunir todo mundo e decidir em grupo. Não dá para deixar isso na mão de uma pessoa só. O tempo está passando”, afirmou um parlamentar ouvido pela reportagem. Janela partidária aperta o prazo A preocupação aumenta com a aproximação da janela partidária, que se encerra em março. A avaliação interna é de que a indefinição pode resultar na perda de quadros, dificultar a atração de novos nomes e enfraquecer o projeto eleitoral da legenda. “Se não houver reunião até o fim de janeiro, o União Brasil corre o risco de perder espaço político. O projeto precisa ser apresentado agora”, resumiu outra liderança. Decisão coletiva ou desgaste interno Nos bastidores, a leitura é direta: o União Brasil, mesmo controlando o governo estadual e tendo forte presença institucional, avança lentamente na organização eleitoral. A paciência da bancada começa a se esgotar. Se depender de deputados e prefeitos, o debate sobre 2026 não ficará restrito a decisões individuais. A expectativa é que o partido seja forçado a tomar uma decisão coletiva, reunindo todas as lideranças, para definir o rumo da disputa ao Governo de Mato Grosso. Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News
Morre Maria Benedita, mãe do ex-governador Dante de Oliveira, aos 104 anos
Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News Faleceu nesta segunda-feira (12), aos 104 anos, Maria Benedita Martins de Oliveira, mãe do ex-governador de Mato Grosso Dante Martins de Oliveira, um dos nomes mais importantes da história política do Estado e do processo de redemocratização do Brasil. A informação foi confirmada por familiares. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre velório e sepultamento. Trajetória discreta e legado familiar Maria Benedita Martins de Oliveira teve uma vida marcada pela longevidade, fé e dedicação à família. De perfil reservado, tornou-se referência familiar pela formação moral e pelos valores transmitidos aos filhos, entre eles Dante de Oliveira, cuja trajetória política ganhou projeção nacional. Quem foi Dante de Oliveira Natural de Cuiabá, Dante Martins de Oliveira governou Mato Grosso entre 1995 e 2002, período em que consolidou sua imagem como um dos principais líderes políticos do Estado. No cenário nacional, entrou para a história como um dos idealizadores e articuladores do movimento Diretas Já, que teve papel decisivo no processo de redemocratização do país e na retomada das eleições diretas para presidente da República. Além de governador, Dante também exerceu os cargos de prefeito de Cuiabá, deputado estadual, deputado federal e ministro da Reforma e do Desenvolvimento Agrário, deixando um legado político reconhecido em Mato Grosso e no Brasil. A morte de Maria Benedita encerra um ciclo familiar ligado a um dos períodos mais simbólicos da política brasileira, especialmente na luta pela democracia e pela participação popular.
Bombeiros militares socorrem vítima após acidente de trânsito em avenida
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) atendeu, na manhã desta segunda-feira (12.1), uma ocorrência de acidente de trânsito envolvendo uma motocicleta e um carro na Avenida JK, no município de Juína, a 745 km de Cuiabá. A equipe da 14ª Companhia Independente Bombeiro Militar (14ª CIBM) foi acionada para atender a ocorrência e se deslocou prontamente ao local indicado. Ao chegar, os bombeiros constataram que o condutor da motocicleta encontrava-se caído ao solo, com diversas lesões e fraturas pelo corpo, além de um corte profundo no joelho direito Durante o atendimento pré-hospitalar, a equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou ao local e auxiliou na imobilização da vítima. Após os procedimentos de atendimento pré-hospitalar, a vítima foi encaminhada a uma unidade de pronto atendimento para receber os cuidados médicos necessários. Não há informações sobre as causas do acidente. *Sob supervisão de Hannah Marques.