O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou oficialmente nesta quinta-feira (22), durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, o chamado “Conselho da Paz”, órgão criado por seu governo com o objetivo de supervisionar ações de paz e reconstrução na Faixa de Gaza. O anúncio veio acompanhado de críticas diretas à Organização das Nações Unidas (ONU) e gerou preocupação em parte da comunidade internacional, que vê o novo conselho como uma tentativa de esvaziar o papel da ONU em conflitos globais. Críticas à ONU Durante o discurso, Trump afirmou que nunca manteve diálogo direto com a ONU e questionou a atuação da entidade. “Eu nunca nem falei com a ONU. Eles tinham um potencial tremendo”, declarou. Apesar das críticas, Trump disse que o Conselho da Paz poderá dialogar com outros organismos internacionais, “inclusive a ONU”. Poder concentrado Segundo Trump, o Conselho da Paz terá autonomia ampla para atuar não apenas em Gaza, mas em outros conflitos. Ele afirmou que será presidente vitalício do órgão e o único com poder de veto. “Quando esse conselho estiver completamente formado, poderemos fazer praticamente tudo o que quisermos”, afirmou. Gaza como ponto de partida De acordo com o presidente norte-americano, o primeiro foco do Conselho será a Faixa de Gaza, que, segundo ele, será desmilitarizada e reconstruída. O governo dos EUA apresentou um plano chamado de “Nova Gaza”, que prevê grandes obras de infraestrutura, incluindo uma área com arranha-céus. Participação internacional Cerca de 60 líderes mundiais foram convidados a integrar o Conselho da Paz. Aproximadamente 30 participaram da cerimônia de lançamento, entre eles o presidente da Argentina, Javier Milei. O presidente do Brasil, Lula, também foi convidado, mas ainda não respondeu ao convite. Nenhum grande aliado ocidental dos Estados Unidos esteve presente no lançamento. Repercussão internacional A criação do Conselho da Paz divide opiniões. Enquanto aliados de Trump veem a iniciativa como uma nova estratégia para resolver conflitos, críticos alertam para o risco de centralização excessiva de poder e enfraquecimento das instituições multilaterais já existentes. Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News
Gefron apreende mais de 400 quilos de skank e causa prejuízo de R$ 1,8 milhão ao crime
Uma ação integrada do Grupo Especial de Fronteira (Gefron) com a Polícia Militar do 12º Comando Regional, a Força Tática Fronteira e a Polícia Federal resultou na apreensão de aproximadamente 405 quilos de entorpecentes e na prisão de um homem por tráfico ilícito de drogas, causando um prejuízo estimado em R$ 1.825.000,00 ao crime organizado. A ocorrência foi registrada na tarde desta terça-feira (21.01), por volta das 16h30, no município de Diamantino (MT), durante um bloqueio policial em uma rodovia da região. As equipes realizavam um bloqueio policial para fins de fiscalização em uma rodovia nas proximidades do município, com emprego de cães farejadores, quando abordaram um caminhão trator de cor azul que tracionava uma carreta graneleira. Durante a entrevista com o condutor, os policiais perceberam contradições em seu relato sobre o trajeto e a origem da carga. Diante da suspeita, os cães farejadores foram empregados e indicaram, de imediato, a presença de odor característico de substância entorpecente. Em seguida, foi realizada uma vistoria minuciosa na carga e, ao levantar a lona da carreta, os policiais localizaram fardos com características típicas de entorpecentes, misturados ao material transportado, além de embalagens incompatíveis com o produto declarado. Após o aprofundamento das buscas, foram encontrados 14 fardos contendo substância análoga à maconha do tipo skank. Ao todo, foram apreendidos 400 tabletes da droga, com peso aproximado de 405 quilos. Diante dos fatos, foi dada voz de prisão ao condutor do caminhão, que foi encaminhado, juntamente com todo o material apreendido, à Delegacia da Polícia Federal em Cuiabá, para as providências legais cabíveis. O tenente-coronel PM Airton Araújo, subcoordenador do Gefron, destacou que a apreensão reforça a efetividade das ações integradas no Estado. “Essa ocorrência comprova que, em Mato Grosso, o programa Tolerância Zero é uma realidade. Aqui, traficantes e organizações criminosas não têm vez. O trabalho integrado das forças de segurança tem sido fundamental para sufocar o crime e garantir mais segurança à nossa população”, concluiu. As apreensões somaram 400 tabletes de substância análoga à maconha do tipo skank, com peso aproximado 400 e valor estimado em 1,2 milhão, além de um caminhão trator Volvo/FH 540 6x4T, de cor azul, avaliado em cerca de 520 mil reais, e um semi-reboque Guerra AG GR, avaliado em aproximadamente 90 mil reais. Ao todo, o prejuízo causado ao crime organizado com a ação foi de 1,8 milhão. A apreensão representa mais um duro golpe contra o tráfico de drogas na região e reforça a efetividade das ações integradas das forças de segurança no enfrentamento ao crime organizado em Mato Grosso.
Polícia Civil mira grupo criminoso envolvido em furto qualificado em empresa de informática em Araputanga
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou nesta quinta-feira (22.1) a Operação Blackout para cumprimento de 12 ordens judiciais com alvo em um grupo criminoso envolvido em furto qualificado em uma empresa de produtos de informática no município de Araputanga. São cumpridas na operação, dois mandados de prisão preventiva, cinco mandados de busca e apreensão domiciliar e cinco quebras de dados telefônicos e telemáticos. Os mandados são cumpridos simultaneamente nas cidades de Araputanga, Indiavaí, São José dos Quatro Marcos e Cuiabá, contando com a participação de 25 policiais civis. A operação, marca a fase final da investigação realizada pela Delegacia de Araputanga destinada a desarticular a quadrilha responsável pelo furto qualificado de grande porte ocorrido na empresa, localizada no centro do município. O trabalho policial conclui meses de apurações detalhadas, análise de imagens, rastreamento de veículos e coleta de provas técnicas. O crime ocorreu no dia 14 de setembro de 2025, quando os criminosos desligaram o padrão de energia da empresa, interrompendo o sistema de segurança. Horas depois, eles retornaram para arrombar a porta de vidro, violar cadeados e assim subtrair diversos eletrônicos com prejuízo estimado em aproximadamente R$ 20 mil. Entre os itens furtados estão vários modelos de smartwatches, caixas de som JBL, tablets Amazon Fire e outros equipamentos de alto valor comercial, gerando prejuízo estimado entre 15 e 20 mil reais A investigação reuniu provas que permitiram identificar veículos usados pelo grupo criminoso, os quais foram monitorados por câmeras urbanas e pelo sistema de rastreamento. O cruzamento de dados possibilitou o mapeamento detalhado das rotas utilizadas pelos suspeitos, que circularam entre Araputanga, São José dos Quatro Marcos, Cáceres, Mirassol do Oeste e Várzea Grande antes e depois da ação criminosa. Segundo o delegado de Araputanga, Cleber Emanuel Neves, a investigação também permitiu aprofundar a identificação de cinco envolvidos, quatro homens e uma mulher, todos associados, por imagens e movimentação veicular, à execução do furto ou às ações preparatórias imediatamente anteriores ao crime. Com o cumprimento da operação nesta data, a Polícia Civil executou mandados de busca em endereços relacionados aos suspeitos, com o objetivo de localizar objetos subtraídos, apreender novos elementos de prova e consolidar a responsabilização criminal dos integrantes da quadrilha. “A ação desta quinta‑feira encerra a fase operacional e reforça o compromisso da Polícia Civil de Mato Grosso com a repressão qualificada a crimes patrimoniais praticados com preparação prévia, como o desligamento de energia para neutralizar sistemas de vigilância. Os resultados da operação fortaleceram significativamente o inquérito que apura o caso, permitindo o avanço das investigações e a continuidade do processo de responsabilização penal dos envolvidos”, disse o delegado. Blackout O nome da operação faz referência à técnica utilizada pelos investigados de desligar a rede energia, causando o “blackout”, para desligar sistemas de segurança e facilitar a execução do furto qualificado.
Réus pelo assassinato de Raquel Cattani vão a júri popular nesta quinta-feira
Tem início nesta quinta-feira (22), a partir das 8h, no Fórum da Comarca de Nova Mutum, o júri popular que irá julgar os acusados pelo assassinato de Raquel Cattani, filha do deputado estadual Gilberto Cattani (PL). Os réus são os irmãos Romero Xavier Mengarde e Rodrigo Xavier Mengarde, denunciados pelo envolvimento direto no crime. Quem conduz o julgamento O Tribunal do Júri acontece no plenário do fórum e será presidido pela juíza Ana Helena Alves Porcel Ronkoski, titular da 3ª Vara Criminal de Nova Mutum. O Conselho de Sentença será formado por 7 jurados, conforme prevê o Código de Processo Penal, responsáveis por decidir sobre a culpa ou não dos acusados. O crime Raquel Cattani tinha 26 anos quando foi encontrada morta dentro da própria residência, no Assentamento Pontal do Marape, na manhã de 19 de julho de 2024. De acordo com a Polícia Civil, a vítima apresentava diversas lesões provocadas por arma branca, o que evidenciou a violência do ataque e levou à abertura imediata de investigação. O que aponta a investigação Segundo a Polícia Civil: Romero Xavier Mengarde, ex-marido de Raquel, é apontado como mandante do crime Rodrigo Xavier Mengarde, irmão de Romero, teria sido o executor O crime teria sido planejado Houve tentativa de forjar a cena para simular motivação patrimonial e despistar a polícia Ainda conforme as apurações, Romero teria tentado criar álibis falsos, como participação em encontros familiares, churrascos e supostas idas a boates em outro município, com o objetivo de afastar suspeitas sobre sua participação. Investigação extensa Durante a fase investigativa, a Polícia Civil ouviu cerca de 150 pessoas em apenas seis dias, incluindo: Familiares Amigos Vizinhos Moradores do assentamento Pessoas que tiveram contato com o ex-marido da vítima O volume de depoimentos foi considerado fundamental para o avanço do inquérito. Presença do pai no julgamento O deputado estadual Gilberto Cattani confirmou que estará presente no fórum para acompanhar o julgamento. Em declaração à imprensa, afirmou acreditar na condenação, mas ressaltou a dor irreparável da perda. “Acho que vão ser condenados, as provas são infalíveis, mas isso não trará a nossa menina de volta”, disse. Expectativa O julgamento contará com: Atuação do Ministério Público Defesas dos réus Depoimento de testemunhas A expectativa é de grande acompanhamento popular, devido à gravidade do crime e à forte repercussão em todo o estado de Mato Grosso. Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News