Com 80 vagas e salário de mais de R$ 21 mil, a Câmara dos Deputados abriu novo concurso para contratação imediata e formação de cadastro reserva para o cargo de Técnico Legislativo, na especialidade de Policial Legislativo Federal. Policiais legislativos participam de homenagem no Plenário da Câmara dos Deputados. (Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados) Segundo o edital, para participar é preciso nível superior em qualquer área de formação, e CNH (Carteira Nacional de Habilitação). Além disso, o cargo requer dedicação integral e exclusiva, sendo incompatível com o exercício de outra atividade pública ou privada. Os candidatos serão classificados através das seguintes etapas: Provas objetivas (conhecimentos gerais e específicos), Prova discursiva, Teste de aptidão física, Sindicância de vida pregressa e investigação social, Avaliação psicológica (em dois momentos), Avaliação de saúde física e mental e Programa de formação profissional. As provas objetivas e discursiva estão programadas para 26 de abril de 2026, em todas as capitais estaduais e no Distrito Federal. A contratação será pelo regime estatutário, em dedicação integral e exclusiva. Etapa obrigatória, o programa de formação profissional terá até 480 horas presenciais em tempo integral, podendo ser realizado em diferentes turnos, e durante essa fase o candidato fará jus a 50% do salário como auxílio financeiro. Os aprovados deverão cumprir jornada de 40 horas semanais de trabalho, em expediente ou plantão, com salário de R$ 21.328,08, incluído o adicional de periculosidade. O concurso terá validade de dois anos, contados a partir da homologação do resultado final, no entanto, pode ser prorrogado por igual período uma única vez. Interessados em participar devem realizar a inscrição de 29 de janeiro a 20 de fevereiro de 2026, das 10h do primeiro dia às 18h do último dia (horário oficial de Brasília/DF), pelo site: www.cebraspe.org.br/concursos/cd_26_pl. A taxa de inscrição é de R$ 150,00, com o pagamento podendo ser realizado até 12 de março de 2026. No entanto, haverá possibilidade de pedido de isenção conforme prevê a legislação. Para conferir o edital completo, com todos os detalhes, clique aqui e acesse.
Mato Grosso amplia abate de bovinos em 43% desde 2006
Mato Grosso aumentou em 42,9% o abate de bovinos entre 2006 e 2025, passando de 5,2 milhões para 7,4 milhões de cabeças abatidas. No mesmo período, os investimentos no setor impulsionaram o crescimento do abate de animais mais jovens, com até 24 meses, que representavam 2% do total em 2006 e chegaram a 43% em 2025. A mudança no sistema produtivo da pecuária em Mato Grosso é resultado da ampliação do uso de tecnologias, que permitiram o aumento da produtividade em uma mesma área e a redução do tempo necessário para o abate dos animais. Entre os investimentos que se difundiram nos últimos anos estão a suplementação nutricional, o confinamento e o semiconfinamento, o maior controle sanitário, a recuperação de pastagens degradadas e a integração entre as atividades agrícolas e pecuárias. “A pecuária brasileira passou por uma transformação profunda nas últimas duas décadas. Hoje, produzimos mais carne em menos tempo, com melhor uso da terra, maior eficiência produtiva e avanços consistentes em tecnologia, genética e manejo”, avalia o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade. Os reflexos desse processo também são observados no comércio exterior. Em 2025, Mato Grosso exportou carne bovina para 92 países, com volume de 978,4 mil toneladas embarcadas. A receita alcançou aproximadamente US$ 4 bilhões, com valor médio da tonelada em torno de US$ 5.460. “O que vemos hoje é uma pecuária mais moderna, mais produtiva e preparada para atender mercados exigentes, sem abrir mão da responsabilidade socioambiental. Estamos evoluindo com base em dados, ciência e gestão, o que coloca Mato Grosso em especial em posição estratégica no cenário global da proteína animal”, enfatiza o diretor de Projetos do Imac.
Botelho alerta: sem união, Jayme e Pivetta podem levar grupo governista à derrota em 2026
Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News Em meio ao aquecimento do debate eleitoral em Mato Grosso, o deputado estadual Eduardo Botelho (União Brasil) fez um alerta direto e público ao grupo governista: a falta de unidade pode custar a eleição de 2026. Para Botelho, caso o senador Jayme Campos (União Brasil) e o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) insistam em projetos individuais, o centro político corre o risco de perder espaço para a polarização já instalada no estado. “Se quiserem ganhar, Jayme e Pivetta precisarão se unir e deixar a vaidade de lado”, resumiu o parlamentar. Jayme no jogo, mas sem diálogo interno Botelho reconheceu a legitimidade de Jayme Campos em se colocar como pré-candidato ao governo, mas fez uma observação crítica sobre a forma como o movimento vem sendo conduzido. Segundo ele, Jayme optou por iniciar sua construção política de forma isolada, sem diálogo interno com o partido neste primeiro momento. “Eu conversei com o Jayme e perguntei se ele iria chamar o partido. Ele foi claro: ‘Não, Botelho. Vou consolidar meu nome com a base no interior. A partir de abril, reúno o partido e apresento viabilidade política’”, relatou. Pivetta também tem legitimidade Ao mesmo tempo, Botelho ressaltou que Otaviano Pivetta também possui legitimidade dentro do grupo, especialmente por ter exercido dois mandatos consecutivos como vice-governador. “Dentro desse grupo tem o vice-governador Otaviano Pivetta, que ficou todo esse tempo como vice. Eu tenho defendido que esse grupo não pode dividir”, afirmou. Para o deputado, a divisão interna seria um erro estratégico grave, especialmente diante do cenário que se desenha para 2026. Polarização já tem nomes definidos Na avaliação de Botelho, a eleição estadual caminha para uma forte polarização. Segundo ele, os extremos ideológicos já estão organizados e com nomes postos. “Vamos ter uma eleição dificílima. De um lado, a extrema-direita, que não está fraca, nem morta. Do outro, a esquerda. Os dois lados já têm candidatos: Wellington Fagundes, pela direita, e Natascha Slhessarenko, pela esquerda”, analisou. Nesse cenário, Botelho alerta que um centro fragmentado pode simplesmente desaparecer do jogo. “Se não tiver meio de campo e centroavante, a gente corre sério risco de perder a eleição”, disse. Experiência própria como alerta O deputado usou sua própria experiência eleitoral como exemplo dos riscos da falta de unidade. Ele lembrou que a divisão interna foi determinante para sua derrota na disputa pela Prefeitura de Cuiabá, em 2024. “A divisão levou à minha derrota. Quando tentamos colar quem apoiou outro candidato, não deu liga. Isso dificultou a vitória”, afirmou. Lideranças nacionais e risco de isolamento Botelho também chamou atenção para o peso das lideranças nacionais no processo eleitoral e o risco de o grupo governista ficar isolado. “Se racharmos, quando Flávio Bolsonaro declarar apoio ao Wellington, os extremistas vão todos com ele. Da mesma forma, se o Lula vier e declarar apoio à Natasha, todos vão com ela. E o nosso grupo? Marcha rachado?”, questionou. Decisão precisa ser técnica, não pessoal Por fim, Botelho ponderou que ainda não é possível apontar quem deveria abrir mão da disputa, mas defendeu que a escolha seja feita com base em viabilidade eleitoral, e não em projetos individuais. “Quem deve desistir eu não consigo visualizar agora. Mas é preciso conversar, analisar quem tem condições reais e deixar vaidades pessoais de lado, se o interesse for manter o projeto do grupo”, concluiu. Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News
Alerta | População em situação de rua cresce em MT e Centro de Cuiabá escancara problema que não pode mais ser ignorado
O crescimento da população em situação de rua em Mato Grosso deixou de ser apenas um dado estatístico e passou a ser um alerta social, urbano e econômico. Em apenas um ano, o número de pessoas vivendo nas ruas aumentou 19%, segundo dados do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua, com base no CadÚnico. Em 2024, pelo menos 3.603 pessoas estavam em situação de rua no estado. Metade desse contingente está concentrada nos principais municípios da baixada cuiabana, com destaque para Cuiabá, onde 1.561 pessoas vivem hoje sem moradia fixa. Os números são preocupantes, mas a realidade nas ruas é ainda mais dura. E o Centro de Cuiabá se tornou o principal termômetro dessa crise. Centro da Capital vira símbolo de um problema fora de controle Quem circula pelo Centro percebe que algo mudou — e não para melhor. Comerciantes, empresários e consumidores relatam queda no movimento, fechamento de lojas e um sentimento crescente de insegurança. O aumento de pessoas em situação de rua, aliado ao uso de drogas em espaços públicos, tem afastado clientes. Muitos preferem evitar o Centro e optam por shoppings ou centros comerciais fechados, considerados mais seguros. O resultado é um ciclo perigoso: Menos clientes Menos vendas Mais lojas fechadas Mais degradação urbana O Centro de Cuiabá, que sempre foi polo comercial e histórico da Capital, hoje serve de alerta do que pode se espalhar para outras regiões se nada for feito. Não é só assistência social. É cidade, economia e dignidade O perfil da população em situação de rua mostra uma exclusão profunda: 91% são homens 82% são pessoas negras 58% não têm escolaridade ou possuem apenas o ensino fundamental incompleto Para Rúbia Cristina de Jesus, coordenadora do Movimento Nacional da População em Situação de Rua em Mato Grosso, o problema é estrutural: “Viver na rua hoje não é viver, é sobreviver.” Ela reforça que sem moradia não existe política pública eficaz: “A moradia é a porta de entrada. Sem endereço, a pessoa não consegue emprego, não acessa saúde, não consegue sair dessa situação.” Saúde, segurança e denúncias preocupam Relatos apontam dificuldades de acesso a postos de saúde, além de doenças graves e negligenciadas que avançam sem tratamento adequado. Há também denúncias de abordagens violentas, constrangimentos e expulsões forçadas de áreas públicas, o que apenas desloca o problema — não resolve. Segurança pública é necessária, mas sozinha não dá conta. Sem políticas de moradia, saúde mental, tratamento para dependência química e reinserção social, a situação tende a crescer e se agravar. O alerta está dado O Centro de Cuiabá mostra, de forma clara, que não dá para continuar como está. Ignorar o problema significa aceitar: Mais exclusão social Mais insegurança Mais prejuízo ao comércio Mais degradação urbana Este não é um debate ideológico. É uma urgência humana, econômica e urbana. Se nada for feito agora, o custo — social e financeiro — será ainda maior no futuro. O alerta está dado. Algo precisa ser feito, e com urgência. Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News
Qualificação profissional fortalece o turismo de pesca e amplia oportunidades em Cáceres
A rotina de quem vive da pesca esportiva em Cáceres ganhou novos elementos com a realização de uma capacitação voltada aos condutores da atividade, promovida pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), por meio da Adjunta de Turismo. A oficina, com carga horária de 30 horas, reuniu 40 inscritos entre homens e mulheres, integrando um conjunto de ações para estruturar o turismo de pesca esportiva em Mato Grosso. Pescador há cerca de dez anos, Pedro Mário soube do curso por meio de colegas de profissão e decidiu participar ao enxergar na qualificação uma oportunidade de aperfeiçoamento. Para ele, a formação contribui para atualizar práticas já vivenciadas no dia a dia. “A especialização veio para a gente aumentar o nosso conhecimento, para aprender mais um pouco. É para lapidar coisas que o grupo já sabe. E o professor passou informações muito boas que vão servir para atualizar o nosso serviço”, afirmou. Cáceres é um município com forte vocação para a pesca esportiva. A cidade abriga o Festival Internacional de Pesca Esportiva de Cáceres (FIPE), que, em 1992, entrou para o Guinness World Records como o maior festival de pesca embarcada motorizada em água doce do mundo, consolidando o município como um dos principais destinos da modalidade no país. Com 25 anos de experiência no turismo de pesca, Lúcio Mota, que também é pescador artesanal, conta que, ao longo da carreira, já atendeu turistas brasileiros e estrangeiros, incluindo visitantes dos Estados Unidos e da Alemanha. Segundo Lúcio, a pesca esportiva tem se mostrado uma alternativa mais segura do ponto de vista econômico. “Condutor é uma renda fixa, né? Você sabe quantos dias vai trabalhar e quanto vai receber, já a pesca não; a pesca é uma aventura, né? É mais incerta”, relatou. Tanto Lúcio quanto Pedro destacaram mudanças percebidas na atividade com a implementação da Lei do Transporte Zero, política adotada pelo Governo do Estado que proíbe o transporte de pescado, contribuindo para a recuperação da fauna pesqueira e para a manutenção dos rios mais preservados. A medida tem fortalecido a atratividade dos destinos e criado condições mais favoráveis para o turismo de pesca esportiva. A capacitação em Cáceres faz parte de um cronograma que prevê uma semana de aulas teóricas e práticas para condutores, com conteúdos como formação de roteiros turísticos, biologia, inglês básico, primeiros socorros, ecologia e geografia, entre outros temas voltados à profissionalização da atividade. As ações também já contemplaram gestores municipais, que receberam qualificação em Cuiabá nos dias 7 e 8 de janeiro. Para além da pesca Além da condução de turistas, o turismo de pesca envolve diferentes atividades e perfis profissionais. Artesã desde a infância, Lúcia Melo atua no setor turístico produzindo peças com sementes, folhas e peixes empalhados e vê na pesca esportiva uma cadeia ampla, que vai além do trabalho do condutor. Atualmente, ela também estuda pilotagem de drones para mapear áreas de pesca, com foco em conforto e segurança dos visitantes, verificando a presença de animais e possíveis riscos no local. “Há muitos profissionais envolvidos no turismo de pesca, e aqui a ideia é melhorar para poder atender melhor o nosso cliente, atender melhor o turista que chega à cidade. E é isso que eu quero: melhorar, aprender técnicas novas, aprender coisas novas”, destacou. As capacitações fazem parte de uma estratégia mais ampla da Sedec, que inclui o mapeamento da cadeia produtiva do turismo de pesca, a elaboração de um diagnóstico do setor e a execução técnica conduzida pela consultoria especializada Igarapesca. O trabalho prevê ainda a identificação das espécies de interesse turístico, a organização do calendário pesqueiro e a realização de reuniões técnicas com secretarias municipais para coleta e validação de dados. As capacitações seguem nos municípios de Barão de Melgaço, Santo Antônio de Leverger, Poconé, Cuiabá, Várzea Grande, Chapada dos Guimarães, Cocalinho, Canarana, Gaúcha do Norte, Querência, São Félix do Araguaia, Luciara, Novo Santo Antônio, Sinop e Alta Floresta, reforçando a estratégia de desenvolvimento sustentável do turismo de pesca esportiva em Mato Grosso.
Corpo de Bombeiros combate incêndio em depósito abandonado em Várzea Grande
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) atendeu a uma ocorrência de incêndio em um depósito abandonado, localizado na Avenida Manoel Henrique Pereira, em Várzea Grande. A equipe do 2º Batalhão de Bombeiros Militar (2º BBM) foi acionada por volta das 5h30 e se deslocou ao local indicado. Ao chegar, as equipes constataram o incêndio em fase de desenvolvimento no interior do depósito, com grande carga de material combustível e intensa produção de fumaça. Diante da situação, foi realizado o combate direto às chamas, com a montagem de linhas de ataque e o isolamento da área, a fim de evitar a propagação do fogo para imóveis adjacentes. A ocorrência contou com o apoio da concessionária Energisa, que realizou o desligamento preventivo da rede, garantindo maior segurança às equipes e à população. Durante a operação, foram utilizados cerca de 20 mil litros de água para o controle total do incêndio e a realização do rescaldo, que consiste na eliminação de possíveis focos remanescentes. Não houve registro de vítimas. Na ação, foram empregadas cinco viaturas e um efetivo de 17 bombeiros militares. A atuação rápida e coordenada das equipes evitou danos maiores, assegurando a preservação das áreas vizinhas.