Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News O vereador Daniel Monteiro fez duras críticas à proposta anunciada pelo prefeito Abilio Brunini, que pretende enviar à Câmara Municipal um projeto de lei para isentar do pagamento do IPTU moradores de ruas sem pavimentação asfáltica na capital. Para Daniel, a medida tem caráter populista e surge como uma reação direta às críticas que a atual gestão vem enfrentando desde o aumento de impostos aprovado no ano passado, especialmente após a atualização da Planta Genérica de Valores, que elevou o valor do IPTU pago pelos contribuintes. “Prometeu não aumentar imposto, mas aumentou” Em entrevista, o parlamentar lembrou que, durante a campanha, o prefeito prometeu não elevar tributos, compromisso que, segundo ele, não foi cumprido. “A isenção é uma reação às críticas que vem sofrendo pelos aumentos dos impostos. Prometeu que não iria aumentar imposto, mas aumentou o ISS em setores que tinham incentivos fiscais. Isso é aumento de imposto. Também aumentou o IPTU por meio da atualização da planta genérica. Ainda que estivesse defasada, não foi isso que foi prometido”, afirmou Daniel Monteiro. O vereador destacou que o aumento do ISSQN em setores antes beneficiados por incentivos fiscais impactou diretamente empresários e trabalhadores, ampliando o desgaste da gestão junto à população. Crítica à lógica da proposta Daniel Monteiro também questionou a lógica da proposta de isenção, afirmando que ela cria uma falsa escolha entre cobrar impostos e oferecer serviços públicos essenciais, como saúde e educação. “Se fosse assim, era mais fácil dizer: ‘ninguém paga imposto, mas também não tem SUS nem educação pública’. Isso é um atalho fácil. Me parece uma medida populista. Quero ver como esse projeto vai chegar na Câmara”, disse. Segundo ele, é preciso analisar o texto com cautela antes da tramitação no Legislativo. Promessa de asfaltar toda a cidade volta ao debate Outro ponto levantado pelo vereador foi a promessa de campanha do prefeito de asfaltar 100% das ruas de Cuiabá, compromisso que, na avaliação de Daniel, já se mostra difícil de cumprir. “Agora ele percebe que não é simples cumprir essa promessa. Faltam parcerias e houve cortes na prefeitura. A justificativa passa a ser que algumas ruas continuarão sem asfalto, mas que os moradores não vão pagar imposto”, avaliou. “A população quer asfalto, não desculpa” Apesar das críticas, Daniel Monteiro afirmou que costuma votar favoravelmente a projetos que reduzem impostos, mas reforçou que a principal demanda da população é infraestrutura. “Votarei sempre para diminuir impostos. Mas a população prefere rua asfaltada e pagar IPTU do que uma isenção usada para justificar alguém continuar morando em situação precária”, completou. Proposta da prefeitura O prefeito Abilio Brunini anunciou que enviará à Câmara um projeto para isentar temporariamente do IPTU moradores de ruas sem asfalto. Segundo ele, a cobrança passaria a ocorrer apenas em vias com infraestrutura completa. “Não é justo o cidadão pagar IPTU e continuar sem asfalto na porta de casa. Primeiro levamos a infraestrutura, depois cobramos o imposto”, declarou o prefeito. De acordo com a prefeitura, cerca de R$ 120 milhões estariam garantidos para ampliar a malha asfáltica de Cuiabá em 2026. Caso o projeto seja aprovado, a isenção poderá valer já para o IPTU deste ano.
Jayme manda recado e cutuca Mauro Mendes: “Ex-governador nem vento bate nas costas”
Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News O senador Jayme Campos subiu o tom e falou o que muita gente comenta nos bastidores da política mato-grossense. Ao reagir às articulações que indicam uma tentativa do governador Mauro Mendes de barrar sua candidatura ao Governo do Estado em 2026, Jayme foi direto, sem rodeios. Segundo o senador, o poder tem prazo de validade — e não sustenta projeto político sozinho. “Hoje ele é governador, mas daqui a 30 dias é ex-governador. E ex-governador, você sabe como é: nem vento bate mais nas costas. Aí é que vamos ver quem realmente tem prestígio e ligação com o povo”, disparou Jayme Campos. A declaração caiu como um recado claro ao grupo que tenta usar o peso do cargo e da “caneta” para decidir, nos bastidores, quem pode ou não disputar o Palácio Paiaguás em 2026. Poder passa, voto fica Na avaliação de Jayme, cargo não garante liderança política. O que sustenta um projeto eleitoral, segundo ele, é história, voto e relação com a população — algo que não se constrói apenas ocupando um posto no Executivo. Para o senador, o tempo separa quem tem base sólida de quem depende exclusivamente do poder institucional para se manter relevante no jogo político. Clima esquenta no União Brasil As declarações reforçam o clima de tensão dentro do União Brasil e mostram que a disputa pela sucessão estadual já entrou em uma fase mais dura. O que antes era conversa de bastidor agora virou embate público, com troca de recados e disputa por espaço político. Nos bastidores, a leitura é clara: a corrida de 2026 começou mais cedo — e não vai ser tranquila.
Jovem recém-casado morre em grave acidente com quatro veículos na BR-364, em Jaciara
Foi identificado como Rômulo Guilherme Franco, de 22 anos, o jovem que perdeu a vida em um grave acidente de trânsito envolvendo quatro veículos, registrado na tarde desta quarta-feira (28), na BR-364, no município de Jaciara, a cerca de 144 km ao sul de Cuiabá. Rômulo havia se casado poucas horas antes do acidente e seguia viagem com a esposa, de 18 anos, para Chapada dos Guimarães, onde o casal passaria a lua de mel. Ele morreu ainda no local da colisão. A esposa foi socorrida com ferimentos e encaminhada a uma unidade de saúde. Atendimento mobilizou equipes de resgate De acordo com informações da concessionária Nova Rota do Oeste, o chamado para atendimento da ocorrência foi registrado às 14h08. O acidente envolveu dois veículos de passeio e dois veículos de carga, exigindo a mobilização do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Estiveram envolvidos na batida: um VW Polo prata uma GM Montana branca, com placas de Tangará da Serra uma carreta Mercedes-Benz 2651 azul uma carreta Mercedes-Benz Actros branca As circunstâncias exatas da colisão ainda não foram detalhadas pelas autoridades. Comoção e despedida Rômulo morava em Rondonópolis, onde familiares e amigos lamentaram a morte precoce do jovem. Em nota divulgada pela família, a despedida foi marcada por forte emoção: “Nosso querido Rômulo era paz em forma de gente; um anjo que Deus emprestou ao mundo e que agora voltou para o seu verdadeiro lar.” O velório teve início às 7h, no Cemitério Vila Aurora, em Rondonópolis. Estado de saúde dos feridos Até o momento, não foram divulgadas informações atualizadas sobre o estado de saúde da esposa de Rômulo nem dos outros dois feridos envolvidos no acidente. O caso segue sob investigação para apurar as causas da colisão. Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News
Aprovados da PM cobram convocação e alertam: falta de policiais agrava insegurança em Mato Grosso
Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News A demora na convocação dos aprovados no concurso da Polícia Militar de Mato Grosso voltou ao centro do debate sobre segurança pública no estado. Nesta quarta-feira (28), representantes da Associação dos Aprovados no Concurso da PMMT se reuniram, em Cuiabá, com o senador Wellington Fagundes, para denunciar o que classificam como descaso do poder público diante da urgência do tema. O grupo, liderado pelo presidente da associação, José Lucas de Souza Egueis, pediu apoio político e articulação institucional para a convocação imediata dos candidatos aprovados, que poderiam estar hoje reforçando o policiamento e ajudando a proteger a população mato-grossense. Mais de mil aprovados aguardam convocação O concurso público da PMMT registrou cerca de 1.800 aprovados. Até o momento, foram realizados três chamamentos, totalizando aproximadamente 715 convocados. No entanto, mais de 1.090 candidatos seguem aguardando nomeação, mesmo com o concurso válido até dezembro deste ano. A situação gera apreensão entre os aprovados, que temem perder o direito à convocação enquanto o estado enfrenta um déficit significativo de efetivo policial. Segurança pública pede urgência Durante a reunião, os representantes destacaram que a falta de policiais impacta diretamente a segurança da população, especialmente em um cenário de crescimento da violência em diversas regiões do estado. O senador Wellington Fagundes reforçou a gravidade da situação e chamou atenção para os dados alarmantes relacionados à violência contra a mulher. “Mato Grosso liderou pelo segundo ano consecutivo o ranking nacional de feminicídios em 2024, com taxa de 2,5 mortes por 100 mil mulheres, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Foram 47 mulheres assassinadas no ano passado. Esses números mostram que precisamos, com urgência, de mais policiais preparados nas ruas”, afirmou. O senador também ressaltou que 83% dos feminicídios ocorreram dentro do ambiente doméstico, o que exige presença policial, prevenção e resposta rápida das forças de segurança. “Segurança se faz com pessoas”, diz Fagundes Para Wellington Fagundes, a demora na convocação não se justifica diante da necessidade do estado. “Se há concurso válido e há déficit no efetivo, é preciso convocar. Segurança pública não se faz apenas com estrutura ou equipamentos, se faz com pessoas preparadas, com homens e mulheres capacitados para servir e proteger a população”, declarou. O senador destacou ainda os desafios específicos de Mato Grosso, como a extensa faixa de fronteira, a diversidade territorial e o avanço do crime organizado, fatores que tornam a ampliação do efetivo ainda mais urgente. Apoio político e mobilização continuam A associação informou que conta com assessoria jurídica e avalia medidas administrativas e legais para garantir a prorrogação do concurso dentro do prazo legal, caso necessário. Os aprovados seguem mobilizados e acreditam que, com apoio político e institucional, será possível acelerar as convocações. Para o senador Wellington Fagundes, tratar o tema com prioridade é também uma forma de respeitar os aprovados, que se prepararam, passaram por todas as etapas do concurso e estão prontos para servir à sociedade.
Lula perde força? Pesquisa mostra empate e levanta alerta sobre rejeição ao governo
Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News Os números da mais recente pesquisa do Paraná Pesquisas, divulgada no fim de janeiro, revelam mais do que simples intenções de voto. Eles apontam um movimento claro de desgaste do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva junto à população — e isso começa a preocupar o campo governista olhando para as eleições de 2026. Embora Lula ainda lidere os cenários de 1º turno, o que chama atenção é o comportamento do eleitor quando a disputa se afunila para o 2º turno. O dado central da pesquisa: Lula perde vantagem no confronto direto Nos cenários de 2º turno, o presidente aparece empatado tecnicamente com dois nomes da oposição: Lula x Flávio Bolsonaro Lula: 44,8% Flávio Bolsonaro: 42,2% 📉 Em relação à pesquisa anterior: Lula caiu 0,7 ponto Flávio subiu 1,2 ponto 👉 Essa é a menor diferença entre os dois desde outubro de 2025, quando Flávio passou a ser testado. Lula x Tarcísio de Freitas Lula: 43,9% Tarcísio: 42,5% ➡️ Novo empate técnico, com Lula apresentando leve queda e Tarcísio mantendo estabilidade. Lula x Ratinho Junior Lula: 44,7% Ratinho Jr.: 38,9% 📌 Este é o único cenário em que Lula vence fora da margem de erro, com vantagem de 5,8 pontos percentuais. 1º turno: liderança existe, mas não tranquiliza No 1º turno, Lula aparece na frente: Lula: 40,7% Tarcísio de Freitas: 27,5% Ronaldo Caiado: 6,6% Romeu Zema: 4,4% Brancos/nulos/indecisos: 17,4% Mesmo liderando, o presidente não ultrapassa 50%, o que indica alto risco de segundo turno e um eleitorado ainda aberto a mudanças. O que essa pesquisa revela de fato? Aqui está o ponto central da análise:o problema do governo Lula não é o 1º turno — é o 2º. O empate técnico com adversários diretos indica que: parte do eleitorado começa a reavaliar o governo o histórico político já não garante vantagem automática a economia e o custo de vida pesam mais do que discursos A queda de Lula e o crescimento de Flávio Bolsonaro, por exemplo, mostram um movimento de migração ou insatisfação silenciosa, algo que costuma aparecer primeiro nas pesquisas antes de se consolidar nas urnas. ⚠️ Sinal de alerta para 2026 Ainda é cedo para falar em derrota, mas não é cedo para falar em preocupação. Os números sugerem que: o governo perde tração popular a oposição ganha competitividade a eleição de 2026 tende a ser uma das mais disputadas dos últimos anos 👉 Em resumo: Lula ainda lidera, mas já não domina o cenário. Metodologia 2.080 eleitores 26 estados + Distrito Federal Período: 25 a 28 de janeiro de 2026 Margem de erro: 2,2 pontos percentuais Nível de confiança: 95% 📌 Análise baseada em dados do instituto Paraná Pesquisas e em informações originalmente publicadas pela Exame.com.