A Polícia Civil de Mato Grosso apreendeu, na tarde de terça-feira (10), um veículo de luxo avaliado em cerca de R$ 1 milhão que seria utilizado por um dos apontados líderes de facção criminosa que atua na região sul do estado. O automóvel, um Porsche Panamera preto, foi localizado na cidade de Campo Grande (MS) durante ações ligadas à Operação Imperium. A apreensão ocorreu em cumprimento a uma ordem judicial de sequestro de bens expedida pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo de Rondonópolis. O veículo estaria ligado a G.R.S., conhecido como “Vovozona”, investigado como uma das principais lideranças de uma organização criminosa na região. O trabalho foi realizado de forma integrada entre equipes da Gerência de Combate ao Crime Organizado e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado de Cuiabá, com apoio do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul. Segundo as investigações, o carro estava registrado em nome da esposa do investigado, identificada como E.C.N., apontada pelas autoridades como participante do esquema de ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro da facção. A Operação Imperium, deflagrada em fevereiro deste ano, tem como foco desarticular o núcleo financeiro da organização criminosa. As apurações indicam que empresas instaladas em Rondonópolis eram utilizadas para receber valores provenientes de atividades ilegais e, posteriormente, reinserir esse dinheiro na economia formal, por meio da compra de imóveis, veículos e distribuição de recursos entre integrantes do grupo. De acordo com a Polícia Civil, o investigado considerado de alta periculosidade está foragido desde julho de 2023, quando deixou o Centro de Ressocialização Industrial Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, durante uma saída autorizada para trabalho externo e não retornou à unidade prisional. Após a fuga, as investigações apontaram que o suspeito e pessoas próximas passaram a utilizar documentos falsos para abrir contas bancárias e empresas de fachada, com o objetivo de movimentar dinheiro ilícito e adquirir bens de alto valor. As ações fazem parte do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para 2026 dentro da Operação Pharus, vinculada ao programa Tolerância Zero, voltado ao enfrentamento de facções criminosas no estado. A ofensiva também integra a Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim), coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública para fortalecer o combate ao crime organizado em todo o país.
Nova fase da Copa do Brasil começa com três jogos e formato ampliado
A terceira fase da Copa do Brasil começa nesta terça-feira (11) com três partidas que marcam também uma mudança importante no formato da competição. A partir desta edição, o torneio passou a contar com mais clubes e ganhou novas etapas antes das oitavas de final. Com a ampliação de 92 para 126 equipes participantes, a competição considerada uma das mais democráticas do futebol brasileiro passa a ter duas fases adicionais antes da etapa de oitavas, aumentando o número de confrontos e as oportunidades para clubes de diferentes regiões do país. A rodada de abertura da terceira fase terá início às 19h, quando a Associação Portuguesa de Desportos recebe o Avaí Futebol Clube no Estádio do Canindé, em São Paulo. A partida terá transmissão do SporTV e do Premiere. Na sequência, às 19h30, o Joinville Esporte Clube enfrenta o São Bernardo Futebol Clube na Arena Joinville, em Joinville. O confronto será exibido pela Amazon por meio de sua plataforma de streaming. Fechando a programação do dia, às 21h30, o Guarany Futebol Clube visita a Associação Atlética Ponte Preta no Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas. O duelo também será transmitido pelos canais SporTV e Premiere. A terceira fase terá sequência intensa ao longo da semana. Nesta quarta-feira (12), estão previstos 11 confrontos, enquanto a quinta-feira (13) terá outros dez jogos, completando a rodada desta nova etapa do torneio nacional.
Defesa Civil de MT passa a usar dados do Waze para monitorar alagamentos em tempo real
A Defesa Civil de Mato Grosso passou a contar com o apoio da plataforma Waze para ampliar o monitoramento de pontos de alagamento em todo o Estado. A parceria possibilita que os registros feitos pelos próprios usuários do aplicativo durante períodos de chuva sejam utilizados pelos órgãos estaduais como fonte de informação para acompanhamento de ocorrências em tempo real. A ferramenta funciona de maneira colaborativa e permite que dados sobre vias alagadas, já compartilhados pelos motoristas para alertar outros condutores, também contribuam para o trabalho da Defesa Civil na gestão de riscos e desastres. Com isso, a população passa a ter um papel mais ativo no processo de identificação de áreas críticas. Segundo o secretário adjunto de Proteção e Defesa Civil do Estado, coronel Marcelo Reveles, a integração entre o aplicativo e o órgão estadual torna o monitoramento mais ágil e participativo. As informações enviadas pelos usuários ajudam a identificar locais com recorrência de alagamentos e permitem direcionar ações preventivas com maior eficiência. Além de oferecer alertas aos motoristas, os dados gerados no aplicativo passam a complementar os sistemas de monitoramento já utilizados pela Defesa Civil. Atualmente, o órgão também acompanha condições climáticas por meio de imagens de satélite, estações meteorológicas e da rede de mais de 16 mil câmeras do programa Vigia Mais MT, vinculado à Secretaria de Segurança Pública. Com a iniciativa, o governo estadual pretende ampliar a capacidade de resposta diante de eventos climáticos, utilizando a tecnologia e a participação da população como aliados na prevenção e no enfrentamento de situações de risco em todos os 142 municípios mato-grossenses.
Operação Halosis mira facção criminosa por homicídio planejado em MT
A Polícia Civil deflagrou na manhã desta quarta-feira (11) a Operação Halosis contra integrantes de uma facção criminosa investigados por homicídio qualificado e organização criminosa em Mato Grosso. Ao todo, foram expedidas oito ordens judiciais, sendo seis mandados de prisão preventiva e dois de busca e apreensão, determinados pela 2ª Vara da Comarca de Comodoro. A operação ocorre simultaneamente nos municípios de Comodoro, Campos de Júlio, Nova Lacerda e Cuiabá, sob coordenação da Delegacia de Polícia de Comodoro. Durante o cumprimento das ordens judiciais, os policiais apreenderam armas de fogo, munições, entorpecentes, documentos e dispositivos eletrônicos ligados às investigações. O caso apurado pela Polícia Civil refere-se a um homicídio registrado em 27 de novembro de 2025, por volta das 17h40, no bairro Nova Vacaria, em Comodoro. A vítima, um homem, foi morta em uma emboscada enquanto trafegava de motocicleta pela via pública. De acordo com as investigações, os criminosos estavam em um veículo e efetuaram diversos disparos de arma de fogo contra o motociclista, que não resistiu aos ferimentos e morreu no local. As apurações indicaram que o crime foi planejado dentro da estrutura da facção criminosa. Interceptações e análises de comunicações entre os investigados revelaram uma organização com divisão de tarefas, além de apoio logístico e financeiro entre os envolvidos. A Polícia Civil também identificou que imagens da vítima foram compartilhadas entre os suspeitos por meio de aplicativos de mensagens antes da execução, o que evidencia a premeditação do homicídio. Outro ponto identificado durante a investigação foi que um dos suspeitos, mesmo preso no sistema penitenciário, exercia função de comando e articulação do crime à distância, coordenando a ação do grupo. Após a conclusão das diligências, o delegado responsável pela investigação, Mateus Reiners, representou à Justiça pela expedição de mandados de busca e apreensão, quebra de sigilo de dados telefônicos e decretação das prisões preventivas. Os pedidos foram acolhidos pelo Ministério Público Estadual e autorizados pela 2ª Vara de Comodoro. Logo após o crime, no dia 28 de novembro de 2025, três suspeitos foram conduzidos à Delegacia de Comodoro. A prisão ocorreu após diligências intensivas realizadas no mesmo dia, que resultaram na coleta de diálogos, áudios e imagens que indicavam a participação direta deles na execução e no apoio logístico ao autor dos disparos durante a fuga. Na ocasião, foi lavrado auto de prisão em flagrante pelos crimes de homicídio qualificado, previstos no artigo 121, parágrafo 2º, incisos I e IV, do Código Penal, que tratam de motivo torpe e uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Ao final da investigação, seis pessoas tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça. Um dos investigados, entretanto, foi morto no último dia 7 de março de 2026, após ser baleado em um bar na região.
CCJR da ALMT analisa 66 matérias e emite parecer sobre 53 propostas em reunião desta terça-feira
A Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso analisou, nesta terça-feira (10), um total de 66 matérias durante reunião ordinária. Destas, 53 foram deliberadas, enquanto outras 13 acabaram sendo retiradas de pauta pelos respectivos relatores. Os projetos foram distribuídos entre os cinco membros titulares da comissão: os deputados Dilmar Dal Bosco (União), Júlio Campos (União), Eduardo Botelho (União), Chico Guarnieri (PRD) e Diego Guimarães (Republicanos). Entre as matérias apreciadas, 37 projetos de lei e mensagens do governo receberam parecer favorável da CCJR. Outros 15 tiveram parecer contrário. No caso dos vetos do Executivo, a comissão emitiu parecer pela derrubada de seis vetos e pela manutenção de outros seis. Entre os vetos com recomendação para derrubada está o Veto 10/2026, referente ao projeto de lei nº 1553/2025, de autoria do deputado Dr. João José (MDB), que trata da prevenção, fiscalização e repressão à adulteração, falsificação e comercialização irregular de bebidas no estado. O tema ganhou repercussão nacional após casos de falsificação de bebidas alcoólicas que provocaram mortes em diferentes regiões do país, incluindo Mato Grosso. Também receberam parecer pela derrubada os vetos relacionados ao programa estadual de desenvolvimento da produção artesanal e orgânica associada ao turismo (Pró-Artesão), de autoria do deputado Wilson Santos (PSD); ao projeto que proíbe a celebração de contratos ou posse em cargos públicos de pessoas condenadas por maus-tratos aos animais, proposto pelo deputado Paulo Araújo (PP); e ao projeto que assegura a validação de requisições de exames emitidas por médicos da rede privada para realização pelo Sistema Único de Saúde (SUS), de autoria do deputado Thiago Silva (MDB). Outros vetos com parecer pela derrubada envolvem proposta do deputado Dilmar Dal Bosco que altera regras do Programa de Regularização Ambiental (PRA) e do Cadastro Ambiental Rural (CAR) no estado, além de um projeto do deputado Dr. João José que trata de ações e políticas públicas estaduais para enfrentamento de situações de emergência ou calamidade pública nos municípios. Por outro lado, a comissão recomendou a manutenção de vetos a projetos que tratam, por exemplo, da obrigatoriedade de concessionárias de rodovias estaduais fornecerem dispositivos eletrônicos de pedágio (tags) para veículos de forças de segurança e ambulâncias, proposta dos deputados Eduardo Botelho (União) e Janaína Riva (MDB). Também tiveram parecer pela manutenção vetos a projetos sobre promoções na Polícia Militar e no Corpo de Bombeiros, realização de testes genéticos para identificação de risco de câncer de próstata, monitoramento semanal por agentes comunitários de saúde em residências de pessoas com deficiência que vivem sozinhas e alterações no efetivo da Polícia Militar. Durante a reunião, dois projetos entraram em fase de redação final. O primeiro é o Projeto de Lei nº 86/2023, do deputado Thiago Silva, que prevê a criação de uma linha de crédito especial para pessoas de baixa renda e microempreendedores individuais (MEIs) destinada ao financiamento da implantação de sistemas de energia solar por meio da Desenvolve MT. O segundo é o Projeto de Lei nº 201/2023, de autoria do deputado Lúdio Cabral (PT), que institui a Política Estadual de Práticas Integrativas e Complementares (Pepic) no âmbito da rede de serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) em Mato Grosso. Antes de encerrar a reunião, o presidente da CCJR, deputado Dilmar Dal Bosco, destacou o compromisso da comissão com a agilidade na análise das matérias e com a efetividade das decisões. Segundo ele, os membros do colegiado atuam de forma permanente para garantir respostas rápidas a temas relevantes e situações emergenciais que envolvam o estado.
Alta do diesel preocupa produtores e pode pressionar preço dos alimentos, alerta Aprosoja MT
A elevação recente do preço do óleo diesel em diversas regiões do país acendeu um alerta entre produtores rurais de Mato Grosso. A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) manifestou preocupação com o impacto da alta do combustível em um momento considerado delicado para o setor agrícola, marcado por custos de produção elevados, crédito mais caro e alto nível de endividamento no campo. De acordo com a entidade, o diesel é um dos principais insumos da cadeia produtiva agropecuária, utilizado desde o preparo do solo e operação das máquinas até o transporte de insumos e o escoamento da produção. Por isso, qualquer aumento no valor do combustível tende a provocar efeito em cadeia, pressionando os custos da produção rural e impactando toda a logística de transporte no país. A Aprosoja MT ressalta que, embora o preço do diesel esteja ligado a fatores técnicos como as oscilações do petróleo no mercado internacional, especialmente do tipo Brent, preocupa a rapidez com que essas variações externas são repassadas ao consumidor. Segundo a entidade, em alguns momentos há percepção de que determinados segmentos da cadeia de distribuição antecipam reajustes ou ampliam margens, intensificando a pressão sobre os preços internos. Outro ponto destacado é a dependência do Brasil em relação à importação de diesel. Mesmo sendo um dos grandes produtores de petróleo do mundo, o país ainda precisa importar parte significativa do combustível consumido internamente, o que torna a economia vulnerável a crises internacionais e tensões geopolíticas que influenciam o mercado de energia. Diante desse cenário, a Aprosoja defende que o país avance em políticas estruturais que reduzam essa dependência. Entre as alternativas apontadas está o fortalecimento da produção de biocombustíveis, especialmente com o aumento da mistura de biodiesel ao diesel convencional. Atualmente, o debate nacional já discute a ampliação da mistura para o B17, mas produtores avaliam que, diante da grande oferta de óleo vegetal e da capacidade da indústria, é possível avançar para metas mais ambiciosas, como o B20. A entidade também considera legítima a discussão de medidas emergenciais para amenizar os impactos de aumentos abruptos do combustível. Entre elas, a utilização temporária de instrumentos tributários para reduzir a carga sobre o diesel, a exemplo do que ocorreu em 2022, quando tributos federais foram zerados e estados reduziram a alíquota do ICMS para conter a alta dos preços. Segundo a Aprosoja, a elevação do diesel não afeta apenas o setor produtivo. O encarecimento do combustível pressiona o transporte de cargas, impacta o preço de alimentos, medicamentos e outros produtos essenciais, além de contribuir para o aumento da inflação em um momento em que a economia já convive com juros elevados. Para a entidade, enfrentar esse cenário exige rapidez nas decisões e planejamento estratégico por parte do poder público. A adoção de políticas que fortaleçam a produção nacional de energia, reduzam a vulnerabilidade externa e garantam maior estabilidade ao setor produtivo é considerada essencial para preservar a competitividade da economia brasileira e evitar que os custos cheguem ainda mais pesados ao consumidor final.
MDB sinaliza possível aliança ampla em Mato Grosso e Janaína admite debate sobre futuro político
A deputada estadual Janaína Riva (MDB) afirmou que o cenário político em Mato Grosso ainda está em fase de articulações e que decisões mais concretas sobre alianças e rumos partidários devem ocorrer apenas nos próximos meses. Segundo ela, o momento atual é de diálogo entre lideranças e partidos para avaliar possíveis composições para as próximas eleições. De acordo com a parlamentar, o caminho considerado mais natural seria uma aproximação política entre ela e o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi. No entanto, Janaína ponderou que a definição depende de uma série de fatores que ainda serão discutidos internamente pelas siglas envolvidas, com previsão de debates mais aprofundados a partir de agosto. A deputada destacou que o posicionamento atual representa um gesto de apoio da presidência estadual do MDB ao novo movimento político do Podemos em Mato Grosso, que, segundo ela, já surge com força no cenário estadual. Janaína também comentou sobre sua relação política com o senador Jaime Campos, ressaltando que o diálogo entre ambos é constante. Ela afirmou que mantém contato frequente com o senador e destacou que, onde ele estiver politicamente, haverá proximidade entre os dois no processo eleitoral. A parlamentar acrescentou que Jaime Campos mantém boa relação tanto com ela quanto com Max Russi, o que tem favorecido as conversas entre as lideranças. O objetivo, segundo Janaína, é buscar a formação de um amplo arco de alianças capaz de reunir diferentes forças políticas no estado. Apesar das tratativas, a deputada ressaltou que o momento exige cautela, já que ainda é necessário compreender os próximos movimentos de cada liderança, inclusive eventuais mudanças partidárias. Janaína afirmou que tanto ela quanto Jaime Campos contam com respeito dentro do MDB para decidir se permanecem na sigla ou se optam por novos caminhos políticos.
Fiscalização do Procon encontra irregularidades em todos os postos vistoriados em operação em Cuiabá
Uma operação de fiscalização realizada na manhã desta terça-feira (10) pelo Procon Municipal de Cuiabá percorreu postos de combustíveis da capital para verificar a qualidade dos produtos oferecidos, a regularidade das bombas e a transparência das informações prestadas aos consumidores. A ação contou com apoio da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Sorp), da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Segurança Pública (Semob-SegP) e de instituições parceiras, e resultou na identificação de irregularidades em todos os estabelecimentos visitados. A iniciativa marca o início de uma nova etapa de fiscalização sistemática do setor na atual gestão municipal, com foco na garantia de direitos do consumidor e na transparência nas relações de consumo. Segundo a secretária adjunta do Procon Municipal, Mariana Almeida Borges, a operação foi organizada a partir de denúncias recebidas pelos canais oficiais e de monitoramento próprio realizado pelo órgão. “Hoje realizamos uma fiscalização em postos de combustíveis, uma ação que vem sendo demandada desde o primeiro dia da nossa posse no Procon. Firmamos uma parceria com o Instituto Combustível Legal, que está nos auxiliando com materiais e equipamentos para viabilizar essas inspeções”, explicou. No primeiro posto fiscalizado, a equipe confirmou uma denúncia de prática considerada irregular: a oferta de combustível diferente daquele solicitado pelo cliente. Durante o teste realizado com um veículo descaracterizado, o consumidor pediu gasolina comum, mas o frentista abasteceu automaticamente com gasolina aditivada, que possui valor mais alto. Para Mariana Borges, a conduta configura violação do direito de escolha do consumidor. “O frentista tem a obrigação de perguntar qual tipo de gasolina o cliente deseja. A escolha padrão costuma ser a gasolina comum. A aditivada deve ser abastecida somente quando solicitada especificamente pelo consumidor”, ressaltou. Diante do flagrante, o Procon lavrou auto de infração contra o estabelecimento e iniciou, ainda no local, os testes de qualidade dos combustíveis comercializados. No segundo posto fiscalizado, as equipes constataram irregularidades relacionadas à documentação. Durante a vistoria, foi verificado que o local não possuía alvará de funcionamento, o que levou à interdição do estabelecimento pelos órgãos de fiscalização. Além disso, o Procon registrou um auto de constatação após identificar a ausência de um funcionário responsável, como gerente ou frentista, para acompanhar o procedimento de verificação da qualidade dos combustíveis. A presença desse responsável é obrigatória, já que o teste pode ser solicitado a qualquer momento por consumidores para comprovar a qualidade do produto comercializado. Durante a vistoria, equipes da Secretaria Municipal de Ordem Pública também avaliaram a documentação do estabelecimento. O coordenador de Fiscalização Ambiental e de Posturas da Sorp, Érico César de Arruda e Silva, informou que parte da documentação estava regular, incluindo registros como alvarás de funcionamento, sanitário, de localização, de publicidade, além da licença ambiental e do certificado do Corpo de Bombeiros. Entretanto, na área da conveniência foi identificada a ausência de alvará sanitário, além de divergência na área registrada. O posto foi notificado e terá prazo de 30 dias para realizar as adequações exigidas pela fiscalização. No terceiro estabelecimento visitado, os fiscais constataram problema relacionado à comunicação de preços. Segundo o Procon, o posto praticava valores diferentes para pagamentos feitos com determinados cartões de vale-alimentação, mas a informação não estava exposta de forma clara ao consumidor. “A placa com essa informação estava escondida e não era facilmente visível. Ao mesmo tempo, havia um banner na frente do posto indicando um valor menor, o que pode induzir o consumidor ao erro”, explicou Mariana Borges. Nesse caso, foi lavrado um auto de constatação para que o estabelecimento corrija a forma de divulgação dos preços e garanta maior transparência. De acordo com a secretária adjunta do Procon, a fiscalização em postos de combustíveis envolve uma análise completa do funcionamento do estabelecimento, incluindo publicidade, funcionamento do local, bombas e qualidade do combustível. “Nosso objetivo é garantir que o consumidor tenha acesso a informações corretas e receba exatamente o produto que escolheu”, afirmou. Ela também destacou que o órgão seguirá adotando uma estratégia semelhante à utilizada em outros setores do comércio: além de responder às denúncias, o Procon realiza monitoramento próprio e fiscalizações programadas em diferentes regiões da cidade. Em outra ação conjunta, a Secretaria Municipal de Ordem Pública interditou temporariamente um posto de combustíveis localizado em frente à rodoviária de Cuiabá após constatar graves irregularidades na documentação. Segundo o secretário adjunto de Regulação e Fiscalização da pasta, Robson Pereira dos Santos, o estabelecimento não possuía o alvará de localização e funcionamento referente aos anos de 2025 e 2026, além de não apresentar outros documentos obrigatórios. Entre as ausências estavam o alvará sanitário, o alvará de publicidade, a licença de operação e o laudo de prevenção contra incêndio do Corpo de Bombeiros. “Lavramos auto de infração com penalidade pecuniária, além do termo de vistoria e do termo de interdição. O estabelecimento permanecerá fechado até que toda a documentação seja regularizada”, explicou. Ele destacou que a ausência do laudo do Corpo de Bombeiros é considerada uma falha grave, especialmente em um estabelecimento que lida diariamente com combustíveis inflamáveis. Ao final da operação, o Procon reforçou que todas as fiscalizações realizadas nesta terça-feira tiveram origem em denúncias encaminhadas pela população. Para facilitar esse processo, a Prefeitura orienta que os consumidores utilizem a plataforma de Web Denúncia da Secretaria Municipal de Ordem Pública, que possui ferramenta de geolocalização para indicar com precisão o endereço do estabelecimento. “Nos três postos visitados encontramos algum tipo de irregularidade. Por isso, a participação da população é fundamental para que possamos identificar problemas e agir rapidamente”, concluiu Mariana Borges. A fiscalização em postos de combustíveis deve continuar nas próximas semanas, ampliando o monitoramento em diferentes regiões de Cuiabá com o objetivo de garantir segurança, transparência e respeito aos direitos do consumidor.
Maior programa de regularização fundiária da história de Várzea Grande vai garantir escritura para mais de 8 mil imóveis em 25 bairros
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), lançou na tarde desta terça-feira (10) o maior programa de regularização fundiária já realizado no município. A iniciativa contará com investimento de R$ 15 milhões, viabilizado por meio de recursos destinados pela deputada federal Coronel Fernanda (PL), para regularizar 8.043 imóveis distribuídos em 25 bairros da cidade. O programa será executado pela Secretaria Municipal de Regularização Fundiária e Habitação e prevê o georreferenciamento de todos os imóveis, além da emissão de matrícula em cartório — etapa fundamental para garantir segurança jurídica às famílias que aguardam há anos pela documentação definitiva de suas propriedades. Atualmente, a prefeitura já possui três processos de regularização fundiária protocolizados e aguardando análise cartorial. Segundo a prefeita Flávia Moretti, os recursos para execução do programa já estão garantidos e o município iniciou o processo de contratação da empresa responsável pela execução da Regularização Fundiária Urbana (Reurb). “É a cidadania chegando para essas famílias. Isso ocorre graças à deputada Coronel Fernanda, que destinou esses recursos para Várzea Grande”, afirmou a prefeita. Moretti destacou ainda que o novo programa se soma a outro processo de regularização fundiária que já estava em andamento no município, mas que foi destravado na atual gestão. Esse segundo programa prevê a regularização de outros 15 mil imóveis, com recursos destinados pelo deputado estadual Eduardo Botelho. “Somados, os dois programas deverão ultrapassar a marca de 23 mil imóveis regularizados em até dois anos. É realmente o maior programa de regularização fundiária da história da cidade”, enfatizou a prefeita. Autora da emenda parlamentar que viabilizou o novo programa, a deputada federal Coronel Fernanda afirmou que a regularização fundiária representa a concretização de um sonho para milhares de famílias que vivem há anos sem a documentação definitiva de suas casas. “Essa documentação é o sonho de qualquer pessoa que busca ter seu imóvel regularizado. Principalmente, estamos fazendo justiça. Esse é um objetivo meu enquanto deputada federal”, destacou. A parlamentar lembrou que os recursos foram destinados ainda em 2023, mas o projeto só avançou após a apresentação do plano de ação elaborado pela atual gestão municipal. “Os recursos para esse projeto foram aportados por mim em 2023 e estavam parados. A prefeita Flávia Moretti entrou, apresentou o projeto e conseguimos lançar hoje”, afirmou. Coronel Fernanda também reforçou sua ligação com o município, o segundo maior de Mato Grosso. “Eu tenho compromisso com Várzea Grande. Por isso estou trazendo esses recursos. É a segunda maior cidade de Mato Grosso e também é a minha casa, pois foi aqui que me formei policial militar”, concluiu. A escolha dos bairros contemplados foi realizada por uma comissão institucional formada no âmbito do Fórum de Várzea Grande. O grupo reúne representantes do Ministério Público de Mato Grosso, do Poder Judiciário, da prefeitura, da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), além de membros do Concidade e da Câmara Municipal. A comissão analisou diversas áreas irregulares do município e definiu inicialmente os 25 bairros que serão contemplados com os recursos destinados pela deputada federal. Entre os bairros contemplados estão Jardim Corsário, Jardim Esmeralda, Jardim Industrial (Grande Mapim), Parque São João, Estrela Dalva, Santa Terezinha I e II, 23 de Setembro, Jardim Aroeira, Vila União, Jardim União, Princesa do Sol, Alto da Boa Vista, Jardim das Oliveiras, Santa Maria I, Monte Castelo, Souza Lima, Gonçalo Botelho, Parque das Estações, Água Vermelha, Santa Fé, Vila Operária, Cidade Jardim e Cedro, totalizando 8.043 imóveis que receberão regularização fundiária.
Operação mira lavagem de dinheiro do tráfico e já bloqueia mais de R$ 13 milhões em Mato Grosso
A Polícia Civil de Mato Grosso intensificou as investigações contra uma organização criminosa envolvida com o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro no Estado. A ofensiva faz parte da operação Mamom, conduzida pela Delegacia Especializada em Repressão a Narcóticos (Denarc), que já identificou uma movimentação financeira superior a R$ 13 milhões vinculada aos investigados. A primeira etapa da operação foi deflagrada em 24 de junho de 2025 e resultou no cumprimento de 14 ordens judiciais, incluindo mandados de busca e apreensão, bloqueio de contas bancárias e sequestro de veículos utilizados pelo grupo. Durante as diligências, os policiais apreenderam quatro veículos — entre eles um Mercedes, um Corolla e duas caminhonetes, sendo uma Toyota Hilux e uma Mitsubishi Triton. Também foram localizados quatro tabletes de substância semelhante à pasta base de cocaína, escondidos em um compartimento oculto em um dos automóveis, além de uma arma de fogo. Na ocasião, três pessoas foram presas em flagrante pelos crimes de posse ilegal de arma, tráfico de drogas e associação para o tráfico. Com o avanço das investigações, a Polícia Civil passou a concentrar esforços no rastreamento do patrimônio e das transações financeiras ligadas ao grupo. Segundo o delegado da Denarc, André Rigonato, o objetivo desta fase é reunir novas provas e atingir diretamente os recursos obtidos por meio das atividades criminosas. De acordo com o delegado, os valores já identificados e bloqueados ultrapassam R$ 13 milhões, o que demonstra a estrutura financeira montada para ocultar e movimentar recursos provenientes do tráfico. O nome da operação, Mamom, faz referência a um termo de origem hebraica associado à cobiça e ao amor ao dinheiro, simbolizando o foco das investigações no lucro obtido de forma ilícita com o tráfico e na lavagem de capitais. A ação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para 2026 e faz parte da Operação Pharus, inserida no Programa Tolerância Zero, iniciativa voltada ao combate às facções criminosas em todo o Estado. Delegado Wilson Cibulskis Júnior, titular da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) fala sobre a segunda fase da Operação Mamom: