Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News O cenário político de Mato Grosso para 2026 começa a ganhar definição — e um nome já desponta com força: o senador Wellington Fagundes (PL). Além de liderar as pesquisas, Wellington vem crescendo e caindo na graça da direita em Mato Grosso, consolidando sua posição como principal representante desse campo político no estado. Pesquisa já mostrava Wellington na frente — e tendência é de crescimento Na última pesquisa realizada pelo Instituto Percent Brasil, já registrada na Justiça Eleitoral sob os números BR 08543/2026 (TSE) e MT 06846/2026 (TRE-MT), Wellington aparece na liderança da disputa pelo Governo do Estado: Pesquisa estimulada: Wellington Fagundes: 25% Jayme Campos: 15% Otaviano Pivetta: 14% Natasha Slhessarenko: 7% Pesquisa espontânea: Wellington Fagundes: 9,1% Jayme Campos: 6,4% Otaviano Pivetta: 6,3% Os números mostram que Wellington já largou na frente — e o cenário tende a se fortalecer ainda mais. Isso porque, após a pesquisa, o senador recebeu o aval do ex-presidente Jair Bolsonaro e da família Bolsonaro, além do apoio declarado do senador Flávio Bolsonaro, que já afirmou nas redes sociais que Wellington é o nome da direita em Mato Grosso. A expectativa é que Flávio Bolsonaro venha ao estado nos próximos dias para selar esse apoio, o que pode impulsionar ainda mais a candidatura. Apoio nacional fortalece e amplia vantagem Com o apoio consolidado dentro do PL, o respaldo da família Bolsonaro e a liderança nas pesquisas, Wellington se posiciona como o principal nome da direita em Mato Grosso. Pivetta tenta colar na direita, mas não consegue avançar Enquanto Wellington cresce, o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) enfrenta dificuldades para viabilizar sua candidatura. Mesmo sendo o nome apoiado pelo governador Mauro Mendes, sua campanha não ganha força nas pesquisas. Diante disso, ficou evidente uma estratégia:tentar colar na direita e pegar carona nesse eleitorado para reduzir rejeição e crescer politicamente. Mas o movimento não avançou. O PL reafirmou apoio exclusivo a Wellington, deixando claro que o campo da direita já tem um nome definido. Apoio de Mauro não se converte em votos e alerta está aceso O cenário também evidencia um ponto importante:Mauro Mendes ainda não conseguiu transferir sua aprovação e força política para Pivetta. Mesmo com a máquina pública e apoio direto do governador, o vice não consegue crescer — o que acende um sinal de alerta dentro do grupo governista. Cenário começa a se consolidar Com liderança nas pesquisas, apoio nacional e alinhamento com a direita, Wellington Fagundes se consolida como protagonista da disputa. Enquanto isso, Pivetta segue tentando ganhar espaço, mas ainda sem conseguir avançar. O cenário é claro:um candidato cresce, ganha apoio e se fortalece… enquanto outro tenta reagir, mas segue sem força. A corrida de 2026 começou — e os primeiros movimentos já mostram quem está à frente. Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News
Mato Grosso mantém nota máxima do Tesouro e fecha 2025 com superávit e investimentos bilionários
O Governo de Mato Grosso encerrou o exercício financeiro de 2025 com resultados positivos nas contas públicas, consolidando uma trajetória de equilíbrio fiscal e alto volume de investimentos. O Estado completou seis anos consecutivos com nota máxima (AAA) na avaliação da capacidade de pagamento (CAPAG) da Secretaria do Tesouro Nacional, indicador que atesta solidez fiscal, baixo endividamento e capacidade de honrar compromissos. A prestação de contas foi entregue ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), conforme determina a Constituição. Segundo o governador Mauro Mendes, o relatório evidencia a consistência da gestão ao longo dos últimos sete anos, com aplicação responsável dos recursos públicos e foco na melhoria dos serviços oferecidos à população. De acordo com dados da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), Mato Grosso investiu mais de R$ 6,1 bilhões em 2025, o equivalente a 16,40% da Receita Corrente Líquida, estimada em R$ 37,2 bilhões. Os recursos foram destinados a obras e ações estruturantes, sem considerar os repasses obrigatórios, o que reforça o caráter voluntário dos investimentos. No mesmo período, a arrecadação total do Estado chegou a R$ 42,6 bilhões, enquanto as despesas somaram R$ 42,6 bilhões, resultando em um superávit de R$ 87,7 milhões ao final do exercício. O relatório também aponta o cumprimento e a superação dos limites constitucionais nas áreas essenciais. Na Saúde, foram aplicados mais de R$ 4,6 bilhões, o equivalente a 16,54% da receita, acima do mínimo de 12%. Já na Educação, os investimentos ultrapassaram R$ 7,2 bilhões, atingindo 25,92% da receita, também acima do mínimo exigido de 25%. Para o secretário de Fazenda, Rogério Gallo, os números demonstram que o equilíbrio fiscal tem sido fundamental para ampliar investimentos e garantir melhorias concretas à população, especialmente em áreas como infraestrutura, saúde e educação. A análise das contas agora será realizada pelo TCE-MT, que tem prazo de até 60 dias úteis para emitir parecer. O presidente da Corte, conselheiro Sérgio Ricardo, destacou que os dados preliminares indicam avanço em relação ao ano anterior, reforçando o cenário de estabilidade e crescimento do Estado. Na mesma linha, o conselheiro José Carlos Novelli avaliou que o histórico recente aponta para uma gestão eficiente, com forte atuação em infraestrutura e atendimento às demandas da sociedade, o que deve ser refletido no parecer final do Tribunal.
Deputado Max comemora promoção de subtenente e mais 24 militares da Operação Canguçu
Na manhã desta quarta-feira (18), o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (Podemos), participou da solenidade de promoção de 25 policiais militares por Ato de Bravura, no Palácio Paiaguás. O evento marcou o reconhecimento aos esforços dos militares que atuaram em todas as fases da Operação Canguçu em 2023, após ataques criminosos em Confresa. A cerimônia teve um significado histórico para a Polícia Militar de Mato Grosso, impulsionado por uma articulação direta do deputado Max Russi junto ao governo do estado. Até então, militares na graduação de subtenente não podiam ser promovidos por ato de bravura, restrição que impedia a ascensão de profissionais com atuação destacada. Com a nova legislação, o cenário mudou. Um dos beneficiados foi o agora 2º Tenente Luciano, cuja promoção simboliza essa conquista. “Nós só temos a agradecer ao deputado Max, que articulou o projeto, e ao governador, que sancionou a lei. Hoje, a promoção de subtenente por ato de bravura é uma realidade em Mato Grosso. Sinto uma felicidade indescritível. Agradeço a Deus e ao deputado Max por essa conquista”, declarou o oficial. Durante o evento, o deputado Max Russi destacou a importância do trabalho conjunto entre o Legislativo e o Executivo para corrigir o que classificou como uma “injustiça histórica”. “Tivemos a oportunidade de, junto ao governo, realizar correções. Uma delas, em especial, nasceu do caso em Confresa, com o subtenente Luciano. Levamos a demanda ao Comando e ao governador, que teve a sensibilidade de abraçar a causa”, afirmou o presidente da ALMT. Russi ressaltou ainda o impacto motivacional da medida para toda a corporação. “Antes, a tropa chegava a esse nível e não tinha essa oportunidade de ascensão. O governador Mauro corrigiu isso rapidamente, enviando o projeto à Assembleia. Isso não beneficia apenas um caso específico, mas motiva toda a corporação. Saber que o esforço pode levar ao oficialato é um estímulo gigante”, completou. Os 25 policiais homenageados foram promovidos aos postos de primeiros, segundos e terceiros-sargentos, subtenente e segundo-tenente. Eles atuaram de forma decisiva desde o primeiro momento da invasão em Confresa até as fases de busca, captura e confronto armado com os criminosos, operação que se estendeu até o estado do Tocantins.
Galvan troca de partido, filia-se ao Avante e reforça pré-candidatura ao Senado
Em meio a um cenário político movimentado no início do ano e à disputa por espaço nas eleições de outubro, o produtor rural Antônio Galvan oficializou sua filiação ao Avante. O anúncio foi feito na manhã desta quarta-feira (18), por meio de suas redes sociais. Na publicação, Galvan destacou que a mudança partidária garante autonomia para estruturar uma chapa competitiva em Mato Grosso e liberdade para disputar uma vaga ao Senado. Ele também reafirmou alinhamento político ao declarar apoio ao senador Flávio Bolsonaro na corrida presidencial. Antes de ingressar no Avante, Galvan mantinha tratativas com o Podemos e chegou a participar de um ato de filiação no último dia 7 de março. No entanto, as negociações não avançaram. A filiação ao novo partido ocorreu junto com sua esposa, Paula Boaventura, que também passa a integrar a sigla. Galvan havia deixado recentemente o Democracia Cristã (DC), onde era um dos principais articuladores políticos no estado. Segundo ele, a saída foi motivada por decisões do diretório nacional que inviabilizaram sua pré-candidatura ao Senado. De acordo com o produtor rural, o presidente nacional da legenda, João Caldas, teria condicionado sua permanência no partido à disputa por uma vaga de deputado federal ou à posição de primeiro suplente em uma eventual chapa ao Senado liderada pela deputada estadual Janaina Riva. A proposta, no entanto, foi rejeitada por seu grupo político. Nesta semana, Janaina Riva negou qualquer articulação para a saída de Galvan do DC.
TCE-MT cobra repasses imediatos e alerta para risco no atendimento do Hospital de Câncer de Cuiabá
O presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, conselheiro Sérgio Ricardo, determinou a adoção de medidas imediatas para regularizar os repasses ao Hospital de Câncer de Cuiabá, após constatar, durante vistoria realizada nesta quarta-feira (18), que a falta de recursos já compromete o funcionamento da unidade e o atendimento a pacientes oncológicos. A inspeção contou com a participação da Comissão Permanente de Saúde do Tribunal, equipe técnica, representantes do hospital e da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso. Durante a visita, o presidente do TCE-MT foi enfático ao afirmar que não haverá tolerância para atrasos ou justificativas quanto à ausência de repasses. Segundo ele, o Estado será formalmente notificado para resolver a situação com urgência. A ação integra os trabalhos de uma mesa técnica instaurada pelo Tribunal neste mês, sob a condução do conselheiro Guilherme Antonio Maluf, com o objetivo de buscar uma solução consensual para os impasses relacionados ao contrato firmado entre o hospital e o governo estadual, além de garantir a continuidade dos serviços prestados. Durante a reunião, o diretor-presidente do hospital, Laudemi Moreira Nogueira, relatou que a instituição opera no limite financeiro. De acordo com ele, o custo mensal gira em torno de R$ 10 milhões, enquanto os repasses feitos pelo Estado não cobrem sequer o mínimo necessário para manter os atendimentos de forma regular. A direção do hospital também aponta falhas nos critérios adotados no contrato vigente, considerados subjetivos, o que estaria resultando em cortes indevidos nos valores referentes a serviços já realizados. Segundo o gestor, a revisão desses parâmetros vem sendo solicitada há cerca de um ano, sem avanço. Como encaminhamento emergencial, o Tribunal propôs a antecipação de recursos por parte do Estado. A medida será acompanhada por um plano de aplicação, que deverá priorizar a quitação de pendências e a aquisição de insumos essenciais, sob monitoramento do TCE-MT, a fim de evitar a paralisação das atividades. A secretária-adjunta do Complexo Regulador da SES-MT, Fabiana Bardi, reconheceu a existência de divergências sobre valores, mas afirmou que os pagamentos seguem os termos contratuais. Segundo ela, a mesa técnica será o espaço adequado para analisar os pontos contestados e definir o que, de fato, é devido. Enquanto as negociações avançam, o Tribunal reforça que a situação é considerada prioritária, principalmente diante da necessidade de garantir a continuidade do tratamento de pacientes, evitando interrupções que possam agravar quadros clínicos.
AMM repudia declarações ofensivas e desrespeitosas contra a prefeita Flávia Moretti
A Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) manifesta veemente repúdio às declarações do presidente da Câmara de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira, que desrespeitou a prefeita Flávia Moretti em sessão nesta terça-feira (18), utilizando-se de linguajar pejorativo e ofensivo. Em uma discussão com o vereador Bruno Rios, que cobrava urgência na votação de um projeto que destina R$ 6,9 milhões à saúde municipal, Cerqueira afirmou que Rios “leiteava” a prefeita por defender a urgência na tramitação do projeto. A AMM considera lamentável a postura do presidente da Câmara, que, em vez de usar sua posição para contribuir com o avanço do município e com a busca de benefícios para a população, agiu de fora inadequada, violando o decoro parlamentar e prejudicando a imagem do Legislativo Municipal. A associação reforça a importância de que o respeito institucional seja uma premissa fundamental nas relações entre os Poderes constituídos e defende que atitudes como essas sejam prontamente repudiadas, a fim de preservar a integridade das instituições e garantir que o ambiente político seja um espaço de respeito mútuo e de valorização do trabalho de todos os gestores públicos. Confira: https://www.amm.org.br/Noticias/Amm-repudia-declaracoes-ofensivas-e-desrespeitosas-contra-a-prefeita-flavia-moretti-55853/
União Brasil enfrenta disputa interna e articulação de chapas pressiona pré-candidatos em MT
A formação das chapas proporcionais em Mato Grosso já provoca movimentações intensas nos bastidores políticos e impõe desafios para novos pré-candidatos, especialmente dentro do União Brasil. A sigla conta atualmente com quatro deputados federais com votação consolidada, na faixa entre 30 mil e 40 mil votos, o que eleva o grau de competitividade interna e reduz o espaço para novas candidaturas. Diante desse cenário, lideranças reconhecem que a chamada “matemática eleitoral” pesa diretamente nas decisões. A análise é considerada simples, tanto para eleitores quanto para os próprios políticos, e acaba desestimulando interessados em disputar vagas por chapas já consideradas fortes. Nos bastidores, há também cobrança por maior articulação entre os próprios parlamentares. Uma liderança do grupo afirmou que tem se colocado à disposição para colaborar na construção da chapa, inclusive dialogando com possíveis nomes e promovendo reuniões, mas ressaltou que essa responsabilidade deve ser compartilhada. Segundo Mauro Mendes, a organização da nominata não pode recair sobre uma única figura, sendo essencial que deputados e pré-candidatos atuem de forma conjunta para fortalecer o partido. A avaliação é de que, sem esse esforço coletivo, a montagem de uma chapa competitiva se torna ainda mais difícil. Apesar das tratativas em andamento, o foco principal segue na gestão e nos compromissos institucionais. A mesma liderança reforçou que continuará priorizando suas funções até o fim do mandato, sem deixar de contribuir, dentro do possível, com o processo de articulação política. A expectativa agora é pelas próximas movimentações do grupo, que devem indicar se haverá consenso interno ou se a disputa por espaço continuará sendo um obstáculo para a formação da chapa.
Governo de MT eleva proposta para R$ 30 milhões e tenta destravar compra da Santa Casa de Cuiabá
O Governo de Mato Grosso formalizou uma nova proposta de R$ 30 milhões para a aquisição do prédio da Santa Casa de Cuiabá, em uma tentativa de destravar o processo e viabilizar a retomada dos serviços na unidade. O documento foi encaminhado ao Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região (TRT-MT), responsável pela condução do leilão do imóvel. A atualização do valor ocorreu após diálogo com a comissão de credores da antiga Santa Casa de Misericórdia, que solicitou ao Estado a ampliação da proposta inicial. Segundo o secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo, a medida pode facilitar a quitação das dívidas existentes e acelerar a conclusão das negociações. A proposta anterior, apresentada em fevereiro deste ano, era de R$ 25 milhões. Com o novo valor, o governo busca dar andamento ao plano de reativação da unidade, que prevê a oferta de serviços estratégicos para a rede pública de saúde. Entre as ações planejadas estão a implantação de atendimento domiciliar (home care), cuidados paliativos, criação de uma central de diagnósticos, além da ampliação de especialidades já existentes, como oncologia e nefrologia. O projeto também contempla hospital-dia, cirurgias gerais, ambulatórios especializados e o Serviço de Verificação de Óbito (SVO). A estrutura projetada prevê um total de 196 leitos, incluindo unidades de terapia intensiva (UTI), cuidados intermediários, leitos cirúrgicos e vagas destinadas a pacientes em acompanhamento domiciliar e paliativo. O cronograma da Secretaria de Estado de Saúde estabelece o início de parte dos atendimentos entre maio e julho de 2026, com foco em nefrologia, oncologia e serviços ambulatoriais. Na sequência, entre agosto e novembro, está prevista a ampliação do atendimento paliativo e a implantação do hospital-dia. Já entre dezembro deste ano e março de 2027, devem ser implementados a central de diagnósticos, o SVO e os serviços de home care. A expectativa do governo é de que a negociação seja concluída o mais breve possível, permitindo que a unidade volte a funcionar e amplie a capacidade de atendimento à população.
Homem é preso em Cuiabá por perseguir e agredir ex mesmo sob ordem judicial
Um homem de 33 anos foi preso preventivamente pela Polícia Civil, em Cuiabá, acusado de perseguir, agredir e desrespeitar medidas protetivas de urgência impostas pela Justiça em favor de sua ex-companheira. A prisão foi realizada na terça-feira (17), por equipes da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM). De acordo com as investigações, mesmo proibido de se aproximar da vítima, o suspeito insistia em manter contato e a perseguia com frequência, descumprindo reiteradamente a decisão judicial. Em um dos episódios mais graves, ele teria agredido a mulher ao vê-la conversando com um amigo, situação que ocorreu na presença do filho, aumentando ainda mais a gravidade do caso. Diante da reincidência e do risco à integridade da vítima, a delegada responsável pelo caso representou pela prisão preventiva do investigado, medida autorizada pela 2ª Vara de Violência Doméstica da Capital. Após diligências, os policiais localizaram o suspeito e cumpriram o mandado de prisão. Ele foi encaminhado à unidade prisional e permanece à disposição da Justiça. A Polícia Civil reforçou que a ação integra o trabalho contínuo de combate à violência doméstica e familiar, com foco na proteção das vítimas e na responsabilização dos agressores, conforme prevê a Lei Maria da Penha.
Conta de água pode subir mais de 24% em Várzea Grande após recomendação da Ager
A Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Estado de Mato Grosso (Ager-MT) recomendou um reajuste de 24,33% nas tarifas de água e esgoto em Várzea Grande, percentual que pode impactar diretamente o bolso dos consumidores caso seja aprovado pela gestão municipal. A proposta foi apresentada durante sessão regulatória da agência e leva em consideração a necessidade de recompor perdas inflacionárias acumuladas ao longo dos últimos anos. O cálculo foi atualizado com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), já que o aumento anteriormente sugerido não chegou a ser aplicado. De acordo com a análise técnica, a defasagem tarifária remonta à última revisão estrutural, realizada em 2019. Desde então, apenas um reajuste foi efetivado, em 2022, o que, segundo a agência, compromete o equilíbrio financeiro da prestação dos serviços. O fornecimento de água e o sistema de esgotamento sanitário no município são operados pelo Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG), que agora aguarda a decisão da Prefeitura de Várzea Grande sobre a aplicação do novo índice. A recomendação da Ager não é obrigatória, mas serve como base técnica para a definição das tarifas. A agência argumenta que a atualização é necessária para garantir a continuidade e a qualidade dos serviços, evitando prejuízos operacionais e assegurando investimentos no sistema. Além do reajuste, a Ager voltou a defender a criação da tarifa social no município, medida prevista em lei federal que pode garantir descontos significativos para famílias de baixa renda cadastradas em programas sociais. Desde 2025, a regulação e fiscalização dos serviços estão sob responsabilidade da Ager, após a formalização de um convênio com o município. O acordo ampliou a atuação da agência, que também acompanha o processo de concessão do sistema de água e esgoto na cidade.