O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Rogério Gallo, declarou que o Estado tem arcado praticamente sozinho com a expansão e manutenção da rede pública de saúde. Segundo ele, os repasses federais destinados ao setor “despencaram” nos últimos anos e já não acompanham o crescimento das demandas da população.
Gallo classificou como “irrisório” o aumento dos recursos enviados pela União desde 2019, início da gestão do governador Mauro Mendes, e afirmou que o Governo Federal “virou as costas para a saúde de Mato Grosso”.
Estado bancando o maior ciclo de investimentos da história
O secretário ressaltou que, mesmo com a queda dos repasses, Mato Grosso segue realizando um dos maiores ciclos de investimentos em saúde já registrados. Apenas em 2024, cerca de R$ 800 milhões foram destinados a obras estruturantes, incluindo:
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construção de quatro hospitais regionais no interior do estado;
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retomada e conclusão do Hospital Central, em Cuiabá;
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mais de R$ 150 milhões aplicados no Hospital Júlio Müller.
“Estamos ampliando a rede como nunca antes. Esses investimentos são essenciais para atender o crescimento populacional e garantir atendimento digno aos mato-grossenses”, afirmou.
Orçamento consumido por obras deve ser reorganizado
Gallo explicou que boa parte do orçamento da saúde atualmente está concentrada em obras e ampliações — despesas que têm prazo determinado. Após a entrega das unidades hospitalares, o Estado fará um novo planejamento orçamentário.
“Quando todos os hospitais estiverem funcionando, vamos redimensionar o orçamento da saúde, retirando despesas que deixarão de existir. A partir disso, construiremos o orçamento ideal para o setor”, destacou.
Repasses federais caíram pela metade, diz Sefaz
O maior desafio, segundo o secretário, é justamente a queda expressiva dos recursos enviados pela União. Ele apresentou números comparativos:
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Em 2019: 17% do orçamento da saúde em MT vinha do Governo Federal.
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Em 2024: apenas 6%.
Isso representa uma queda de 10 pontos percentuais em sete anos.
Pelos cálculos da Secretaria de Fazenda, se Mato Grosso continuasse recebendo o mesmo percentual de 2019, o repasse federal hoje seria de aproximadamente R$ 1 bilhão por ano. Atualmente, gira em torno de R$ 500 milhões.
“Hoje quem faz a saúde em Mato Grosso é verdadeiramente o Governo do Estado e os mato-grossenses. O Governo Federal virou as costas para a saúde de Mato Grosso”, reforçou Gallo.
Alinhamento com a Assembleia mantém obras e expansão
Apesar da redução dos recursos federais, Gallo afirmou que o Executivo estadual e a Assembleia Legislativa estão alinhados para garantir a continuidade das obras e a ampliação da rede pública.
“Temos responsabilidade fiscal e compromisso com a população. Vamos continuar investindo para que Mato Grosso tenha uma saúde pública forte, moderna e capaz de atender todos os cidadãos”, concluiu.















