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“Aposentados” da política voltam ao jogo em 2026: quem retorna forte e quem pode surpreender em Mato Grosso?

Por Alex Rabelo
Jornalista e Analista Político

A eleição de 2026 em Mato Grosso começa a ganhar contornos bem antes do calendário oficial. Nos bastidores, nomes que dominaram o cenário político em um passado recente voltaram a se movimentar, articulando candidaturas, buscando alianças e reacendendo um debate inevitável: os caciques da política estadual vão retomar espaço ou o eleitor abrirá caminho para novas lideranças?

Reuniões no interior, articulações partidárias, conversas com lideranças regionais e presença cada vez mais ativa nas redes sociais indicam que o tabuleiro eleitoral já está em movimento. Ao menos cinco nomes de peso, que estiveram fora do jogo após derrotas nas urnas ou afastamento político, trabalham abertamente projetos eleitorais mirando cargos legislativos — Assembleia Legislativa, Câmara Federal e Senado.

Pedro Taques tenta novo retorno ao Senado

Entre os principais nomes está o ex-governador Pedro Taques, agora filiado ao PSB. Com aval da cúpula nacional do partido, Taques se coloca como pré-candidato ao Senado, cargo que já ocupou antes de assumir o governo do Estado.

Após deixar o Palácio Paiaguás, tentou retornar à política, mas acabou barrado pelas urnas. Agora, aposta em um novo discurso, em alianças estratégicas e no argumento da experiência para tentar recuperar protagonismo em um cenário político bem diferente daquele que o elegeu no passado.

Nilson Leitão busca retomada na Câmara Federal

Outro veterano que tenta voltar ao Congresso Nacional é o ex-deputado federal Nilson Leitão. Histórico nome do PSDB em Mato Grosso, foi prefeito de Sinop por dois mandatos e teve atuação de destaque em Brasília.

Leitão está afastado da política desde 2020, quando foi derrotado na eleição suplementar ao Senado, repetindo o revés de 2018, quando integrou a mesma chapa de Pedro Taques. Recentemente, assumiu a presidência estadual do PP e deve disputar uma das oito vagas da Câmara Federal, apostando na reorganização partidária e no capital político construído ao longo dos anos.

Neri Geller muda de partido e volta à disputa

O ex-deputado federal Neri Geller também se movimenta para retornar ao Legislativo federal. Após disputar o Senado em 2022 sem sucesso, deixou o PP e se filiou ao Republicanos.

Em 2026, Geller buscará novamente uma cadeira na Câmara Federal, apoiado principalmente por bases ligadas ao agronegócio e ao setor produtivo, onde sempre manteve forte interlocução.

Mauro Savi e Wagner Ramos querem retomar espaço na ALMT

Na esfera estadual, dois nomes conhecidos reaparecem no cenário político: Mauro Savi e Wagner Ramos, ex-deputados estaduais que deixaram a vida pública após o impacto das delações do ex-governador Silval Barbosa, episódio que provocou um verdadeiro “tsunami” na Assembleia Legislativa.

Após regularizarem suas pendências com a Justiça, ambos agora tentam reconstruir suas trajetórias políticas e disputar uma das 24 vagas da Assembleia Legislativa de Mato Grosso em 2026.

Experiência x renovação: o discurso que vem aí

O retorno desses nomes tradicionais reacende um dilema que deve marcar a próxima eleição: experiência ou renovação?
Tudo indica que o eleitor será novamente colocado diante de discursos simplificados, como:

  • “Velha política x nova política”

  • “Caciques x renovação”

  • “Direita x esquerda”

Essas narrativas tendem a dominar o debate, principalmente nas redes sociais, mas também carregam o risco de empobrecer a discussão sobre propostas concretas para áreas como saúde, segurança, infraestrutura, desenvolvimento econômico e qualidade de vida.

A pergunta que pode definir a eleição

Diante desse cenário, cresce a importância de uma reflexão mais profunda por parte do eleitor:

Antes de escolher entre o “novo” ou o “experiente”, não seria mais relevante analisar a trajetória, as propostas e a capacidade real de entrega de cada candidato?

Mais do que rótulos ideológicos ou discursos prontos, a eleição de 2026 pode ser definida por quem conseguir demonstrar preparo, compromisso e condições reais de fazer algo pelo povo mato-grossense.

O fato é que o jogo começou. E Mato Grosso caminha para uma das disputas mais simbólicas dos últimos anos, onde o passado tenta se reinventar, o presente se reorganiza e o futuro ainda está em aberto.


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Cuiabá-MT 03.02.2026 21:31

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