As equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso retomaram, na manhã desta quarta-feira (31), as buscas pelo piloto Vando Celso de Almeida, de 64 anos, e pelo turista Lucas Yerdliska, desaparecidos após o naufrágio de uma lancha no Lago do Manso, ocorrido na noite de domingo (28). A operação chega ao quarto dia consecutivo sem localização das vítimas.
Os trabalhos haviam sido interrompidos ao anoitecer de terça-feira (30), devido às condições de visibilidade, e foram retomados nas primeiras horas da manhã. De acordo com o major Sabóia, do Corpo de Bombeiros, a área de busca está concentrada em um raio de aproximadamente um quilômetro a partir da margem, onde ocorreu o acidente.
A força-tarefa mobiliza helicópteros, embarcações, mergulhadores especializados e equipamentos de sonar, utilizados para varredura subaquática. Durante a tarde de terça-feira, um ponto identificado pelo sonar chegou a levantar a hipótese de ser a embarcação naufragada, mas a possibilidade foi descartada após mergulhos no local.
“Pela imagem do sonar, dava a entender que poderia ser uma embarcação, mas após a verificação subaquática isso não se confirmou”, explicou o major.
Dificuldades nas buscas
O Lago do Manso possui profundidade média de cerca de 20 metros, mas em alguns trechos o fundo é ainda mais profundo, com grande concentração de sedimentos. Segundo os bombeiros, quanto maior a profundidade, pior é a visibilidade, devido à baixa incidência de luz solar e à suspensão de lama e resíduos no fundo, o que dificulta o trabalho dos mergulhadores.
Com aproximadamente 470 km² de área, o lago é formado pela Usina Hidrelétrica de Manso, nos rios Manso e da Casca. Apesar de ser um importante ponto turístico entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães, o local não possui unidade fixa do Corpo de Bombeiros, o que exige deslocamento de equipes especializadas para operações desse porte.
O acidente
O naufrágio ocorreu por volta das 19h30 de domingo, quando a lancha foi atingida por um vendaval repentino, que provocou ondas fortes e instabilidade na embarcação.
Além do piloto e do turista desaparecidos, estavam na lancha um casal e dois filhos pequenos. A mãe, Camila Mazzaron, e um bebê de menos de dois anos foram resgatados ainda na noite do acidente. Já o filho mais velho, que utilizava colete salva-vidas, conseguiu nadar até a margem e pedir ajuda a moradores da região.
Moradora de Arapongas (PR), Camila relatou que as condições climáticas mudaram de forma abrupta.
“O céu estava limpo e a água calma quando saímos. De repente, veio muito vento, muita onda, e o barco virou. Foi tudo muito rápido”, contou.
As buscas seguem sem previsão de encerramento, e o Corpo de Bombeiros reforça que os trabalhos continuarão enquanto houver condições técnicas e operacionais.















