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Deputado de MT publica foto de Bolsonaro preso e defende prisão domiciliar humanitária

Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News

O deputado federal José Medeiros (PL-MT) publicou, nas redes sociais, uma foto do ex-presidente Jair Bolsonaro nas dependências da Polícia Federal, onde ele se encontra preso há cerca de cinco meses. Na publicação, Medeiros afirmou que Bolsonaro estaria com a saúde “bastante debilitada” e defendeu a concessão de prisão domiciliar em caráter humanitário.

Na legenda, o parlamentar classificou a medida como uma “necessidade urgente” e criticou o que considera ser uma motivação política por trás da manutenção da prisão do ex-presidente.

Críticas ao STF e alegação de perseguição política

José Medeiros afirmou que, na avaliação dele, o caso ultrapassa a esfera jurídica e envolve interesses políticos. Sem citar diretamente, o deputado fez referência ao ministro Alexandre de Moraes, relator de decisões envolvendo Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF).

“O que está em jogo não é o Direito, mas uma sede de vingança”, escreveu o deputado, ao insinuar que a manutenção da prisão teria outros objetivos além da aplicação da lei.

Na mesma publicação, Medeiros também mencionou, de forma indireta, um suposto escândalo financeiro, afirmando que o foco no sofrimento de Bolsonaro serviria para desviar a atenção de uma “fraude bilionária envolvendo um banco”, sem apresentar detalhes adicionais.

Entenda o caso e a prisão de Bolsonaro

Bolsonaro foi alvo de medidas cautelares determinadas pelo STF no dia 4 de agosto de 2025, no âmbito de investigações que apuram possíveis crimes relacionados a atos antidemocráticos, além de outros episódios ainda sob análise da Corte.

Inicialmente, o ex-presidente teve a prisão domiciliar decretada, com uso de tornozeleira eletrônica. No entanto, a medida foi convertida em prisão preventiva, com cumprimento na Polícia Federal, no dia 22 de novembro de 2025.

A conversão ocorreu após uma série de episódios considerados descumprimento das medidas impostas, entre eles a convocação de uma vigília em frente à residência de Bolsonaro, feita pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e uma tentativa de violação da tornozeleira eletrônica, segundo decisões judiciais.

De acordo com despachos do ministro Alexandre de Moraes, as investigações apontam indícios de tentativa de interferência institucional e desrespeito a determinações judiciais. A defesa de Bolsonaro nega as acusações e segue pedindo a revisão das medidas cautelares.

Estado de saúde do ex-presidente

No campo da saúde, Bolsonaro deixou temporariamente a custódia da Polícia Federal no dia 24 de dezembro de 2025, quando passou por uma cirurgia para correção de duas hérnias inguinais, em um hospital particular de Brasília.

Já no dia 6 deste mês, o médico Brasil Caiado informou que o ex-presidente sofreu uma queda, resultando em um traumatismo craniano leve. Bolsonaro foi levado ao Hospital DF Star, onde passou por exames. O boletim médico confirmou o diagnóstico e descartou a necessidade de procedimentos mais complexos.

efesa do ex-presidente utiliza esses episódios médicos como argumento para reforçar o pedido de prisão domiciliar humanitária, que segue em análise no Supremo Tribunal Federal.

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Cuiabá-MT 03.02.2026 23:14

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