Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News
O senador Wellington Fagundes (PL-MT) participou neste domingo (25), na Praça do Cruzeiro, em Brasília, do ato que marcou a chegada da “Caminhada pela Liberdade”, mobilização nacional liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).
A manifestação reuniu milhares de apoiadores após seis dias de caminhada e cerca de 240 quilômetros percorridos desde Paracatu (MG) até a capital federal. Mesmo sob chuva intensa, a multidão permaneceu concentrada no local até o encerramento, que contou com discursos, oração e cobranças políticas direcionadas ao Senado Federal, em um clima que misturou fé, indignação e esperança por mudanças.
Wellington esteve acompanhado do senador Izalci Lucas (PL-DF) e de outros parlamentares. Em sua fala, destacou o simbolismo do ato e afirmou que a mobilização deixou de ser apenas um evento político para se tornar um grito coletivo que ecoa o sentimento das ruas.
“Essa chuva vem para lavar a alma de todos os brasileiros. O que está acontecendo no Brasil está insustentável. Por isso estamos aqui junto com o Nikolas, ao lado do senador Izalci e de muitos parlamentares, para acordar o Brasil”, afirmou.
Segundo o senador mato-grossense, o ato teve como foco central a defesa da liberdade e da justiça, refletindo uma insatisfação que, segundo ele, já não se restringe a grupos políticos, mas alcança grande parte da população.

“Nós estamos aqui, sim, pela liberdade. Nós estamos aqui pela justiça. Nós acreditamos e pedimos muito para Deus entrar no coração das autoridades responsáveis. Não é possível tanta injustiça”, declarou.
Críticas a decisões judiciais e defesa de Bolsonaro
Durante o discurso, Wellington citou condenações relacionadas aos atos de 8 de Janeiro e criticou o que considera desproporcionalidade em algumas decisões judiciais, ressaltando que esse tipo de situação tem gerado revolta e sensação de injustiça entre os brasileiros.
Ele também lamentou a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro, que enfrenta restrições com impacto direto no ambiente político e partidário.
“Uma mulher que pichou uma estátua foi condenada a 14 anos de prisão. No outro dia lavaram com água e sabão e estava tudo perfeito. E aí estamos vendo ainda o presidente Bolsonaro, que não tem nenhuma denúncia de corrupção no governo dele e está sem liberdade. Ele não pode nem falar ao telefone com as pessoas, inclusive com o presidente do próprio partido, Valdemar Costa Neto, em pleno ano eleitoral”, afirmou.
De acordo com Wellington, há audiência marcada com a Procuradoria-Geral da República para tratar do tema.
“Não é possível que o maior partido do Brasil não possa conversar com sua maior liderança”, completou.
O senador recordou ainda que algumas lideranças não puderam acompanhar o ato presencialmente e citou o pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, que está em viagem a Israel participando de um período de vigília e oração.
“O próprio Flávio Bolsonaro não pode estar aqui hoje. Ele está em Israel, em vigília e em oração. E nós estamos aqui também em nome dele”, afirmou.
Cobrança por CPIs e investigações
Ao final do ato, Nikolas Ferreira definiu a caminhada como uma mobilização pacífica, realizou uma oração e pediu pelo fim da corrupção e do crime organizado. O deputado cobrou diretamente do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a instalação da CPMI do Banco Master.
Wellington Fagundes reforçou que, com a retomada dos trabalhos do Congresso, é necessário avançar nas investigações parlamentares sobre fraudes e desvios bilionários, citando inclusive o crescimento do escândalo no INSS.
“O escândalo do INSS cresce a cada dia. Bilhões e bilhões. Precisamos ampliar essa CPMI e também instalar a CPMI do Banco Master. Muita gente injustamente presa e muita gente que desviou bilhões ainda está solta”, declarou.
Para o senador Wellington Fagundes, o que foi pedido nas ruas reflete o sentimento da maioria dos brasileiros, que cobram justiça, equilíbrio e respostas das instituições.
União política e eleições de 2026
Ao encerrar, o senador destacou que o movimento também sinaliza a necessidade de união no campo conservador, mirando o próximo ciclo eleitoral.
“Agora é o ano da eleição. É o ano em que o eleitor será soberano. Vamos nos juntar”, concluiu.















