Entrar para a política não pode ser uma decisão tomada no impulso. Muito menos um teste, uma experiência pessoal ou uma “fase de aprendizado”. Quando alguém se candidata a um cargo público, assume — desde o primeiro dia, se eleito — uma responsabilidade enorme: cuidar da vida das pessoas, do dinheiro público e do funcionamento do Estado.
Por isso, tratar o mandato como um período para aprender é um erro grave. Mandato não é estágio. Política não é laboratório.
Governar, legislar ou administrar exige preparo antes da eleição. É preciso entender como funciona a máquina pública, o orçamento, as leis, os processos administrativos, os limites do poder e as responsabilidades do cargo. Quem assume sem esse conhecimento acaba tomando decisões erradas, dependendo demais de assessores e, muitas vezes, frustrando quem confiou o voto.
E o prejuízo não é individual. Quem paga a conta é a sociedade.
Improviso custa caro
Quando falta preparo, o resultado costuma ser o mesmo: desorganização, baixa eficiência, desperdício de recursos e políticas públicas que não funcionam como deveriam. O improviso no poder público gera atrasos, erros e decisões que impactam diretamente a vida das pessoas.
Por isso, política não pode ser vista como palco para aventuras eleitorais. Ela precisa ser tratada como o que realmente é: um espaço de responsabilidade, formação e compromisso institucional.
O aprendizado precisa acontecer antes da candidatura, não depois da posse.
O papel dos partidos
Os partidos políticos têm um papel fundamental nesse processo. Não basta lançar nomes populares ou competitivos nas eleições. É dever dos partidos formar lideranças, preparar seus quadros e investir em conhecimento político e administrativo.
Existem fundações e institutos criados exatamente para isso: evitar que mandatos se tornem experiências amadoras. Infelizmente, muitos candidatos ignoram essa etapa, pulam a formação e apostam apenas na visibilidade ou no discurso fácil.
Política moderna exige preparo
A política de hoje exige muito mais do que carisma, seguidores em redes sociais ou engajamento digital. Exige conhecimento, responsabilidade e consciência institucional.
Democracias fortes não são sustentadas por improviso, mas por pessoas preparadas para exercer o poder com equilíbrio, competência e compromisso com o interesse público.
Preparar-se antes de disputar uma eleição não é luxo, nem elitismo.
É respeito ao eleitor.
É cuidado com o dinheiro público.
É compromisso com o futuro coletivo.
Formação não é opção, é obrigação
Tenho buscado estudar, participar de cursos, eventos e debates para compreender, de forma profunda, o que significa exercer um mandato público de maneira responsável. E a cada aprendizado, fica mais claro: a política não pode ser um campo de testes.
Quem deseja representar a sociedade precisa estar preparado antes de pedir o voto. Formação política não é escolha. É obrigação democrática para quem leva a política a sério.















