Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News
O cenário da disputa presidencial ganhou um novo movimento nesta terça-feira (27). O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, anunciou oficialmente sua filiação ao PSD, após perder espaço político dentro do União Brasil, especialmente com a consolidação da federação União-PP, que reduziu as chances de a sigla bancar uma candidatura própria ao Palácio do Planalto.
O anúncio foi feito por meio de um vídeo divulgado nas redes sociais, ao lado de outros dois governadores do PSD que também aparecem como pré-candidatos à Presidência da República: Ratinho Jr., governador do Paraná, e Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul.
Na gravação, Caiado afirmou que sua decisão representa um “gesto de total desprendimento” e destacou que, neste momento, não há definição sobre quem será o candidato oficial do partido. Segundo ele, a escolha será construída de forma conjunta, priorizando um projeto nacional e não interesses individuais.
“Aqui não existe projeto pessoal. O candidato que for escolhido terá o apoio dos demais para levar uma proposta de esperança e de reconstrução ao país”, afirmou Caiado.
Nos bastidores, a saída do governador goiano do União Brasil já era considerada praticamente inevitável. Aliados apontam que, com a federação formada com o PP, as portas se fecharam para que Caiado pudesse apresentar seu projeto nacional dentro da antiga sigla.
Com a filiação, o PSD passa a concentrar três governadores em exercício com projeção nacional, o que fortalece o partido no debate presidencial, mas também impõe um desafio interno relevante: costurar um acordo político capaz de unificar o grupo em torno de um único nome, evitando disputas internas que possam fragilizar o projeto.
Cada governador carrega um perfil distinto. Caiado representa o Centro-Oeste, com discurso firme na segurança pública e defesa do agronegócio. Ratinho Jr. aposta no desempenho administrativo e em uma gestão técnica no Sul do país. Já Eduardo Leite busca ocupar o espaço de centro, com apelo ao eleitor urbano e ao discurso de moderação.
A movimentação reforça a tentativa do centro político de se reorganizar diante da polarização nacional já consolidada. A definição de um nome único dentro do PSD será decisiva para medir a força do partido na corrida presidencial e seu papel na formação das alianças de 2026.
Por enquanto, a filiação de Caiado sinaliza uma reconfiguração no tabuleiro político nacional, com reflexos diretos no desenho das pré-candidaturas e no equilíbrio das forças partidárias.















