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“Não sente mais as pernas”: saúde de suspeito de vender sentenças se agrava, e família alerta para risco de morte

Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News

A condição de saúde do empresário Andreson de Oliveira Gonçalves, de 45 anos, preso preventivamente há um ano e três meses por suspeita de envolvimento em um esquema de venda de sentenças judiciais, acendeu um alerta entre familiares. Segundo a esposa, o quadro físico se deteriora de forma contínua e já compromete a locomoção, a sensibilidade e a própria sobrevivência do investigado.

Andreson está novamente na Penitenciária Federal de Brasília desde novembro de 2025, após ter permanecido quatro meses em prisão domiciliar por motivos médicos. Imagens de perícia divulgadas naquele período mostraram o empresário extremamente debilitado, com perda severa de peso e aparência esquelética.

Nesta semana, a esposa dele, a advogada Mirian Ribeiro Rodrigues de Mello Gonçalves, afirmou que a situação se agravou.

“Ele corre risco de morrer. Hoje pediu uma cadeira de rodas porque não tem forças para andar. Não sente mais as pernas, do joelho para baixo. Perdeu sensibilidade e musculatura. Está definhando”, relatou.

Cirurgia bariátrica, diabetes e cuidados contínuos

O histórico clínico de Andreson exige atenção permanente. Ele é diabético e passou por cirurgia bariátrica em 2020, procedimento que, por si só, demanda acompanhamento nutricional rigoroso, suplementação adequada, controle metabólico e alimentação balanceada para evitar desnutrição, perda muscular e complicações neurológicas.

De acordo com a família, sem esses cuidados específicos, o organismo não consegue manter funções básicas — cenário que pode levar a colapso físico progressivo.

Em junho de 2025, um exame solicitado pela família apontou polineuropatia periférica sensitivo-motora, condição neurológica que afeta força e sensibilidade. Já em maio do mesmo ano, outra avaliação médica indicou urgência na adoção de medidas terapêuticas, como:

  • fisioterapia motora regular;

  • suporte nutricional hipercalórico, hiperproteico e hipervitamínico;

  • monitoramento clínico contínuo.

Segundo os relatos, a ausência ou insuficiência dessas medidas pode explicar a perda de sensibilidade nas pernas, a fraqueza extrema e a incapacidade de caminhar.

Prisão preventiva prolongada e agravamento do quadro

Investigado pela Polícia Federal, Andreson é suspeito de atuar como intermediador na venda de decisões judiciais em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Ele passou cerca de oito meses no presídio federal e, em seguida, cumpriu prisão domiciliar por quatro meses justamente por não reunir condições clínicas para permanecer encarcerado.

Em novembro de 2025, contudo, voltou à prisão após investigadores apontarem a continuidade de crimes, especialmente lavagem de dinheiro. O inquérito tramita no Supremo Tribunal Federal, sob relatoria do ministro Cristiano Zanin.

Alimentação adequada: questão de saúde, não de privilégio

A família sustenta que, diante do histórico de bariátrica e do quadro neurológico, a alimentação não é detalhe, mas fator decisivo de sobrevivência. Sem dieta equilibrada, suplementação correta e acompanhamento especializado, o risco é de falência orgânica gradual.

O questionamento que se impõe, segundo familiares e advogados, é se a manutenção da prisão preventiva, sem a garantia plena desses cuidados, não estaria agravando irreversivelmente o estado de saúde do investigado.

O que diz a Senappen

A Secretaria Nacional de Políticas Penais informou que todas as pessoas custodiadas no sistema penitenciário federal recebem assistência integral de saúde, conforme a Lei de Execução Penal, incluindo atendimento médico, de enfermagem, psicológico e nutricional.

O órgão afirmou ainda que cumpre rigorosamente as determinações judiciais, inclusive as relacionadas a dietas especiais e tratamentos específicos, quando devidamente prescritos. No entanto, alegou que não divulga detalhes individualizados por sigilo médico e legal.

Um alerta que vai além do processo

Enquanto o mérito das acusações segue sob análise do STF, o estado clínico de Andreson levanta uma discussão sensível e urgente:
👉 quando a saúde se torna cada vez mais frágil, a prisão preventiva pode se transformar em risco real à vida?

Para a família, a resposta está no corpo debilitado, na perda de movimentos e no pedido por uma cadeira de rodas. Para a Justiça, o desafio é equilibrar a investigação com a preservação da saúde — e da vida.


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Cuiabá-MT 05.02.2026 19:22

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