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Economia em alerta, safra sob pressão e política em ebulição: quem está preparado para conduzir Mato Grosso no próximo ciclo?

Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News

Mato Grosso entra no pré-ano eleitoral sob um clima de atenção máxima. Desde outubro, o comércio sente os efeitos de um cenário econômico mais retraído: vendas em queda, shoppings vazios, redução no volume de negócios e um ticket médio menor. O consumidor está mais cauteloso, troca produtos mais caros por opções acessíveis e adia decisões de compra.

Esse comportamento reflete um ambiente de instabilidade marcado por juros elevados, crédito restrito, insegurança econômica e a proximidade do ano eleitoral. Em momentos assim, o mercado desacelera — e o eleitor passa a observar com mais rigor quem tem preparo para conduzir o Estado.

Ao mesmo tempo, o agronegócio, principal motor da economia mato-grossense, começa a acender o sinal amarelo.

Safra recorde agora, mas atenção para 2026.

A safra de 2025 é considerada recorde e reafirma Mato Grosso como protagonista nacional no agro. No entanto, projeções para 2026 já indicam uma queda estimada de 1,8%.

O percentual pode parecer pequeno, mas o impacto é relevante: menos dinheiro circulando no interior, reflexos diretos no comércio e nos serviços e retração em setores ligados à logística, construção e consumo. Mesmo com o agro forte, o próximo governador assumirá um cenário mais sensível, que exigirá planejamento, equilíbrio e gestão eficiente.

É nesse contexto que a eleição de 2026 ganha peso estratégico.

O tabuleiro político começa a se mover

Com economia instável, comércio cauteloso e safra sob atenção, a disputa pelo Governo de Mato GrossoFávaro oficializa Natasha ao governo pelo PSD e articula aliança com federação do PT | HiperNotícias - Você bem informado

entra em fase decisiva. Há nomes colocados, mas nenhuma candidatura totalmente consolidada.

Na esquerda, a médica Natasha Slhessarenko desponta como principal nome, com apoio do ministro Carlos Fávaro, que tenta reorganizar sua base após falhas na eleição passada e aposta em uma nominata mais competitiva, incluindo Rafaela Fávaro para a Assembleia Legislativa.

 

Wellington Fagundes é reeleito líder do bloco Vanguarda, de oposição ao governo - PASSANDO A LIMPO

Na direita, o PL aparece como o partido mais organizado.

Mato Grosso já deu uma amostra clara de sua força política na última eleição municipal, quando elegeu prefeitos nas principais cidades do Estado, consolidando bases sólidas no interior e nos grandes centros urbanos. Esse capital político agora se projeta com ainda mais intensidade para a disputa ao Governo do Estado. No campo da direita, o PL aparece como o partido mais organizado neste momento. O senador Wellington Fagundes conta com aval da direção nacional, apoio declarado do bolsonarismo, forte presença no interior e crescimento consistente nas pesquisas. Hoje, é visto por analistas e lideranças políticas como o nome a ser batido na corrida ao Palácio Paiaguás.

 

Mauro e Pivetta receberão Bolsonaro para ato de lançamento de pré-candidatura em Cuiabá :: Notícias de MT | Olhar Direto

Não tem sido simples para o governador Mauro Mendes sustentar, no campo político, a defesa do vice Otaviano Pivetta como seu sucessor. Embora Pivetta venha sendo colocado à frente de agendas institucionais, inaugurações e entregas de obras, cresce nos bastidores a percepção de que a candidatura ainda não empolgou o eleitorado e principalmente as lideranças politicas do estado, enfrenta resistência interna e pode ter dificuldades para ganhar tração eleitoral. Entre lideranças e analistas, a leitura é de que visibilidade administrativa nem sempre se converte em voto — e esse tem sido, até aqui, o principal desafio do projeto sucessório.

Rufando Bombo News - Jayme Campos admite pela primeira vez que trabalha para viabilizar candidatura ao governo

Jayme Campos enfrenta Mauro Mendes, rejeita apoio a Pivetta e se movimenta para ser o candidato do União Brasil

Diferente do discurso institucional do partido, a movimentação parte diretamente do senador Jayme Campos, que vem travando uma queda de braço política com o atual governador Mauro Mendes.

O ponto central do conflito é claro: Mauro Mendes já declarou apoio ao vice-governador Otaviano Pivetta, que é filiado a outro partido. Jayme Campos discorda frontalmente dessa estratégia e defende que o União Brasil precisa ter candidato próprio ao Governo do Estado — e que esse candidato deve ser ele.

Nos bastidores, Jayme deixa claro que não aceita ver o partido servir apenas como coadjuvante em um projeto que não lidera. Para ele, abrir mão de candidatura própria enfraquece o União Brasil, reduz o poder de articulação e compromete a força da chapa proporcional.

 

Poder Legislativo tem papel crucial na vida dos cidadãos”, destaca Max Russi - Max RussiMax Russi, o “grande jogador” do cenário

Mesmo sem se lançar oficialmente ao Governo, um nome cresce de forma estratégica: o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi.

Nos bastidores, a leitura é clara: Max vem montando uma das chapas mais fortes da eleição pelo Podemos, com potencial de formar a maior bancada da Assembleia Legislativa em 2026. E, em política, isso é poder.

Ter a maior bancada significa influência direta nas decisões do Estado, força de negociação com qualquer governo e protagonismo institucional. Nada disso ocorre por acaso. É resultado de planejamento, leitura de cenário, articulação regional e estratégia eleitoral.

Enquanto alguns apostam apenas em discurso, Max trabalha onde a eleição se decide: na engenharia das chapas, equilibrando perfis regionais, puxadores de voto e viabilidade real. À frente da Assembleia, consolidou a imagem de gestor e estrategista, alguém que entende números, timing e território — um perfil valorizado em tempos de economia sensível.

Por que tudo ainda pode mudar

A eleição de 2026 segue em construção. Chapas proporcionais ainda estão sendo desenhadas, nomes circulam entre partidos e a matemática eleitoral será decisiva.

Somente após o fechamento da janela partidária, a consolidação das alianças e o desenho final das chapas será possível saber quem liderará a base governista, quem será o principal nome da oposição e qual grupo terá força real de eleger o próximo governador de Mato grosso.

Com economia pressionada, safra sob atenção e comércio cauteloso, o próximo governador não poderá errar.

E agora, eleitor…

Diante desse cenário — economia instável, possível retração da safra e política em plena movimentação — a pergunta começa a ganhar força em Mato Grosso:

quem está realmente preparado para conduzir o Estado?
E, afinal, quem deve ser o próximo governador?

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Cuiabá-MT 07.02.2026 13:59

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