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Mato Grosso assume área de avaliação em observatório que cria maior base de dados imobiliários da América do Sul

O Brasil dá um passo inédito rumo à organização e à transparência das informações do mercado imobiliário. Um comitê gestor formado por representantes de oito estados homologou, na última quinta-feira (5), em Florianópolis (SC), a matriz técnica do Observatório Imobiliário Brasileiro (OBI), iniciativa do Sistema COFECI-CRECI desenvolvida com a Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicos (FEPESE), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A plataforma passa a operar como a maior estrutura de big data do segmento na América do Sul.

A validação ocorreu durante uma imersão técnica que reuniu lideranças do Amapá, Rondônia, Santa Catarina, Mato Grosso, Goiás, Paraná, Rio Grande do Sul e Pernambuco. O grupo conheceu a metodologia de coleta, tratamento e consolidação dos dados que vão sustentar análises de um setor que movimentou R$ 254,8 bilhões em Valor Geral de Vendas (VGV) em 2025, conforme levantamento da CBIC/Brain.

Entre os integrantes do comitê está o corretor de imóveis e avaliador Luiz Fernando Pinto Barcellos, representante de Mato Grosso, que assumiu oficialmente a responsabilidade pela área de Avaliação de Imóveis dentro do Observatório. O estado é um dos oito com assento na instância responsável por acompanhar a implantação e garantir a credibilidade técnica do projeto.

O OBI nasce com a proposta de centralizar informações hoje dispersas, produzir inteligência de mercado com base científica e oferecer dados confiáveis para corretores, investidores, instituições financeiras e gestores públicos. A iniciativa também pretende elevar o padrão de transparência e permitir que o Brasil dialogue em nível internacional quando o assunto é estatística imobiliária.

Presidente do Sistema COFECI-CRECI, João Teodoro destaca que o Observatório representa uma evolução histórica para o setor. Segundo ele, apesar da existência de diferentes indicadores regionais, faltava uma base de abrangência nacional, padronizada e metodologicamente robusta. A nova estrutura, afirma, beneficia toda a cadeia imobiliária e contribui para decisões mais qualificadas.

A operação técnica ficará sob responsabilidade da FEPESE, que aplicará ciência de dados e critérios acadêmicos na validação das informações. O superintendente da fundação, Marcelino Ito, reforça que o trabalho será feito a partir de estatísticas agregadas, com anonimização irreversível e em total conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). O Observatório não terá caráter fiscalizatório nem servirá para monitorar práticas individuais, concentrando-se exclusivamente na geração de conhecimento econômico.

Para Celso Raimundo, diretor do OBI, a criação de um organismo nacional dessa natureza deixa um legado estrutural, especialmente em um mercado marcado por forte diversidade regional e, historicamente, pouca padronização de números. Em um ambiente de crédito mais seletivo, acrescenta, dados auditáveis tornam-se essenciais para previsibilidade e profissionalização.

O cenário de demanda reforça a relevância da iniciativa. Pesquisas realizadas no segundo semestre de 2025 indicam que quase metade dos brasileiros pretende comprar imóvel em até dois anos. Entre a Geração Z, esse percentual chega a 61%, público que exige acesso rápido a informações confiáveis e métricas transparentes.

O lançamento nacional do Observatório Imobiliário Brasileiro está previsto para o início de abril, durante a plenária do Sistema COFECI-CRECI em Belo Horizonte, quando serão apresentados os primeiros registros oficiais e o portal com a central de notícias do projeto. Enquanto isso, a plataforma já inicia a fase de monitoramento e estruturação da base de dados que deve redefinir a leitura do mercado imobiliário no país.

 

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Cuiabá-MT 09.02.2026 16:15

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