A Polícia Civil de Mato Grosso, em atuação conjunta com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e com apoio da Secretaria de Estado de Justiça (Sejus), cumpriu nesta quinta-feira (12) uma série de ordens judiciais dentro da Operação “Cárcere Seguro”. A ofensiva mira suspeitas de facilitação da entrada de aparelhos telefônicos e outros itens proibidos na Penitenciária Major PM Eldo Sá Corrêa, a Mata Grande.
Foram executados quatro mandados de busca e apreensão e quatro de quebra de sigilo, autorizados pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias de Cuiabá. Entre os alvos estão três policiais penais, de 49, 52 e 67 anos, além de uma mulher de 40 anos, apontada como possível fornecedora dos celulares que chegariam à unidade.
A apuração é conduzida pela Delegacia Regional de Rondonópolis e teve início após uma grande apreensão realizada em 4 de maio do ano passado. Na ocasião, foram encontrados dentro do presídio 32 celulares, além de carcaças, carregadores, chips, fones e cabos. A análise do material recolhido e as diligências posteriores levaram à identificação dos suspeitos.
Durante o cumprimento das medidas judiciais, um dos servidores, de 52 anos, acabou preso em flagrante por posse ilegal de munição. Na casa dele, os investigadores localizaram 44 munições de calibre .380 e um carregador de pistola compatível.
Outros quatro aparelhos celulares também foram recolhidos e serão submetidos à perícia técnica. O resultado deve ajudar a aprofundar as investigações sobre a possível participação dos envolvidos e a dinâmica de funcionamento do esquema.
Os suspeitos poderão responder por facilitar a entrada de telefone em estabelecimento prisional, crime previsto no Código Penal, além de corrupção passiva.
Segundo o delegado Santiago Rozendo Sanches e Silva, os trabalhos continuam. “As investigações seguem em andamento, visando ao completo esclarecimento dos fatos e à responsabilização dos envolvidos, reafirmando o compromisso institucional com a legalidade, a transparência e o combate à corrupção e ao crime organizado”, afirmou.















