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Caos e Prejuízo: Obras do BRT Estrangulam Comércio e Afetam Milhares em Cuiabá

As obras de implantação do BRT (Bus Rapid Transit) em Cuiabá e Várzea Grande têm gerado prejuízos significativos para empresas localizadas ao longo das vias afetadas. Com quase um ano desde o início das intervenções em Várzea Grande, a circulação de veículos e pedestres tornou-se um desafio diário, especialmente na avenida do CPA, um dos principais eixos viários da capital mato-grossense.

Com a promessa de oferecer um transporte mais ágil que os ônibus convencionais, o BRT terá corredores ligando o Terminal do CPA ao Terminal de Várzea Grande, além de outro trecho conectando o Terminal do Coxipó ao centro de Cuiabá. No entanto, os transtornos causados pelas interdições já resultam em quedas de até 50% nas vendas de algumas empresas da região.

“Virou um caos, e o movimento de clientes foi muito afetado”, desabafa Roberto Felisbino de Faria, gerente geral da rede de supermercados Curió, que viu as vendas despencarem na loja localizada na avenida do CPA. A unidade, inaugurada há dois anos com um investimento de R$ 11 milhões, enfrenta dificuldades até mesmo para manter a qualidade de seus produtos devido aos congestionamentos. “Às vezes, os produtos congelados derretem no transporte até a empresa por causa do trânsito”, relata.

Outras vias importantes, como a avenida Miguel Sutil, também enfrentam interdições para adequações no viaduto do CPA, agravando ainda mais a situação. Empresários da região relembram que essa não é a primeira vez que a população enfrenta problemas semelhantes. “É a segunda vez em 10 anos que passamos por isso em Cuiabá”, destaca Faria, referindo-se ao abandono das obras do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), substituído pelo BRT após denúncias de corrupção e desvios de R$ 1 bilhão.

A situação não afeta apenas grandes empresas. Pequenos negócios também sentem o impacto. Dyeiner Pinheiro, gerente da pet shop Ame Mais, relata que as vendas despencaram e que as condições precárias do local, como alagamentos em dias de chuva, obrigaram a empresa a mudar de endereço. “Os clientes desistem de vir porque demoram mais de 30 minutos para atravessar a avenida. Estamos aqui há 3 anos, mas vamos mudar no mês que vem”, conta.

Até mesmo microempreendedores, como Eduarda Eloíze, que mantém um quiosque de venda de água de coco e salgados na avenida do CPA, notam a redução no movimento. “As vendas caíram em torno de 15%. Com tanta dificuldade, os clientes simplesmente diminuem”, afirma.

A incerteza sobre o futuro do comércio nas áreas impactadas e os transtornos diários reforçam o clima de preocupação entre empresários e moradores. Apesar da promessa de um sistema de transporte moderno e eficiente, o preço a ser pago por comerciantes e usuários das vias continua alto, enquanto os avanços das obras são acompanhados de perto por uma população cansada de esperar por soluções definitivas.

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