O rompimento do contrato entre o Governo de Mato Grosso e o consórcio responsável pelas obras do BRT (Ônibus de Trânsito Rápido) reacende uma velha dúvida: será que a mobilidade urbana de Cuiabá algum dia terá um fim definitivo?
O anúncio do governador Mauro Mendes nesta quarta-feira (5) pegou a população de surpresa, mas não os trabalhadores da obra. Segundo o governo, os principais motivos para a rescisão foram erros na execução, descumprimento de prazos e atrasos no andamento do projeto. Já os trabalhadores falam em uma “guerra política” e revelam que fornecedores estavam sem receber, inviabilizando o avanço da obra.
Logo após a decisão, parte da equipe já começou a retirar os maquinários do canteiro central da Avenida Historiador Rubens de Mendonça, a Avenida do CPA, deixando para trás mais um cenário de incerteza para os cuiabanos.
Mais um projeto enterrado?
A novela do transporte público na capital mato-grossense já dura mais de uma década. Primeiro, o VLT foi lançado com promessas grandiosas, mas acabou abandonado. Agora, o BRT, iniciado em outubro de 2022, tinha previsão de entrega para outubro de 2024. No entanto, passados dois anos, apenas 18% da obra foi concluída, mesmo com um orçamento de R$ 468 milhões.
E agora? O que acontece com essa obra inacabada? Quem será responsabilizado pelos transtornos? Até quando a população vai sofrer com a falta de um transporte público eficiente?
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